Ao analisar o cogito ergo sum – penso, logo existo, de René Descartes, conclui-se que
O dualismo cartesiano afirma a existência de duas substâncias, a res extensa (matéria, corpo) e a res cogitans (espírito, alma, mente).
Assinale a alternativa incorreta.
Um dos argumentos usados por Descartes para justificar o chamado dualismo de mente e corpo é o argumento da dúvida.
Qual das afirmações abaixo NÃO É uma premissa do argumento da dúvida
Em um livro chamado Meditações sobre Filosofia Primeira, publicado por Descartes em 1641, há uma série de argumentos pretendendo provar que mente e corpo são substâncias distintas.
Quais argumentos Descartes utiliza para justificar a ideia de que a mente e o corpo possuem naturezas diferentes?
(NUCEPE - 2015) Sobre teorias que tratam do problema mente-corpo no âmbito da filosofia da mente, marque a alternativa INCORRETA.
A questão fundamental da filosofia da mente é “qual a natureza da mente?” Uma das respostas a essa questão é conhecida como dualismo de mente-corpo. Descartes foi um dos defensores mais destacados dessa concepção.
De acordo com o filósofo,
(NUCEPE - 2015) Sobre o problema mente-corpo no âmbito da filosofia da mente, podemos afirmar que as seguintes questões fazem parte do campo de investigação:
I - “Qual é a ontologia dos estados mentais?”
II - “Qual é a natureza dos sujeitos ou portadores dos estados mentais?”
III - “Como os estados mentais e os sujeitos se relacionam com o mundo físico?”
IV - “Se pensar e sentir dor são ambos fenômenos mentais, em que tipo de meio o pensar e a experiência de sentir dor ocorrem?”
V - “Podem os fenômenos mentais existir independentemente dos fenômenos físicos, ou dependem destes para sua existência?”
Marque a alternativa CORRETA.
De um lado, dizem os materialistas, a mente é um processo material ou físico, um produto do funcionamento cerebral. De outro lado, de acordo com as visões não materialistas, a mente é algo diferente do cérebro, podendo existir além dele. Ambas as posições estão enraizadas em uma longa tradição filosófica, que remonta pelo menos à Grécia Antiga. Assim, enquanto Demócrito defendia a ideia de que tudo é composto de átomos e todo pensamento é causado por seus movimentos físicos, Platão insistia que o intelecto humano é imaterial e que a alma sobrevive à morte do corpo.
(Alexander Moreira-Almeida e Saulo de F. Araujo. “O cérebro produz a mente?: um levantamento da opinião de psiquiatras”. http://www.archivespsy.com, 2015.)
A partir das informações e das relações presentes no texto, conclui-se que
O dualismo cartesiano tem um problema de difícil solução: como ocorre a interação entre a mente e o corpo. Descartes procurou resolver esse problema dizendo que a interação entre um e outro ocorria na chamada glândula pineal, através de “espíritos vitais”.
Por que o dualismo de mente e corpo está sujeito ao problema de interação?
“Sto. Tomás [de Aquino], sempre fiel às legítimas tradições, afirma a distinção entre direito natural e direito positivo, em sólido artigo da Suma Teológica (II-II 57, 2). O termo direito aplica-se aos dois direitos analogicamente, alicerçando Santo Tomás a sua distinção em Aristóteles. Haverá um direito proveniente ‘da própria natureza da coisa’, direito natural, que não se confunde com as normas da justiça firmadas entre duas pessoas, ou estabelecidas pela autoridade pública (direito positivo). Enquanto o primeiro direito independe da vontade humana, o segundo nasce dela por uma convenção estabelecida.”
MOURA, Odilão, D. A Doutrina do Direito Natural em Tomás de Aquino. In: Veritas, Porto Alegre, vol. 40, n. 159, setembro, 1995, p. 484.
Com base na citação acima, é correto definir o Direito Natural, em Tomás de Aquino, como
O estranhamento do autor diante da cerimônia relaciona-se ao encontro de temporalidades que
“Entendo aqui por humanização (...) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante.”
CANDIDO, Antonio. “O Direito à Literatura”. In: Vários Escritos. São Paulo: Duas Cidades. 2004.
A partir do exposto, assinale a alternativa que expressa de maneira CORRETA a associação entre os direitos humanos e a fruição artística.
I. Princípio da igual liberdade.
II. Princípio da maximização da utilidade.
III. Princípio da diferença.
IV. Princípio da igualdade de oportunidades.
Estão CORRETOS:
No trecho, a filósofa Hannah Arendt mostra a importância da linguagem no processo de
Entre 16 e 18 de setembro de 1982, ocorreu um massacre de palestinos e libaneses em dois campos de refugiados situados a Oeste de Beirute (capital do Líbano), chamados Sabra e Chatila. Na época, o Líbano estava sob ocupação israelense. Em 22 de setembro do mesmo ano, o filósofo judeu brasileiro Maurício Tragtenberg (1929-1998) publicou um artigo de opinião em que afirma:
“Deu-se o massacre dos palestinos dos campos de Sabra e Chatila por obra dos assassinos chefiados por Cel. Haddad, com conivência e participação [do Exército de Israel], isso após a morte do traficante de haxixe [Bashir] Gemayel, novo ‘Quisling’ [traidor] imposto pelas tropas de ocupação. Por tudo isso, ser fiel à tradição judaica é condenar mais este genocídio praticado contra o povo palestino. É necessário acabar de vez com o etnocentrismo que toma a forma de judeu-centrismo, onde o massacre de judeus brancos por brancos europeus tem um status diferente do massacre dos armênios pelos turcos, dos negros africanos pelos traficantes de escravos, dos chineses na Indonésia. Assim, Auschwitz é elevado a potência metafísica. Sou um dos últimos a minimizar as atrocidades cometidas em Auschwitz, porém, as lágrimas de outros povos não contam?”
TRAGTENBERG, M. Menachem Begin visto por Einstein, H.
Arendt e N. Goldman. Folha de São Paulo, 22/09/1982.
Acerca do conceito moderno dos direitos humanos, é implícito à concepção de M. Tragtenberg que
A grande síntese da ciência moderna, estabelecendo as leis físicas do movimento por meio de equações matemáticas e respondendo a todas as questões surgidas com a cosmologia de Copérnico, foi obra de Isaac Newton. Com ela, a física adquiriu um caráter de previsibilidade capaz de impressionar o homem moderno. A evolução do pensamento científico, iniciada por Galileu e Descartes, em direção à concepção de uma natureza descrita por leis matemáticas chegava, assim, a seu grande desabrochar.
(Claudio M. Porto e Maria Beatriz D. S. M. Porto. “A evolução do
pensamento cosmológico e o nascimento da ciência moderna”.
In: Revista brasileira de ensino de física,
vol. 30, no 4, 2008. Adaptado.)
A base da grande síntese newtoniana foi, de certa forma, preparada pelo humanismo renascentista, que
(Descartes. “Discurso do método”. In: Obras filosóficas, tomo I, 1988. Adaptado.)
A epistemologia cartesiana tem como fundamento
No século XIX, o otimismo ........................ permitia afirmar que, enfim, os seres humanos haviam suplantado a superstição, as explicações mágicas e fantásticas da realidade e alcançado a maioridade racional. Porém, pensadores como Marx e Freud puseram em questão esse otimismo. Freud mostrou que os seres humanos têm a ilusão de que tudo quanto pensam, fazem, sentem, desejam e dizem estariam sob o pleno controle da nossa consciência, pois desconhecemos uma força invisível, de um poder que é ............................. e social, que atua sobre a nossa consciência sem que ela o saiba.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
A teoria do conhecimento, também denominada ..........................., envolve o estudo dos postulados e métodos do conhecimento ................................, ou das teorias e práticas em geral, consideradas em sua validade cognitiva ou descritas em suas trajetórias evolutivas, seus paradigmas estruturais ou suas relações com a sociedade histórica.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.