“Sto. Tomás [de Aquino], sempre fiel às legítimas tradições, afirma a distinção entre direito natural e direito positivo, em sólido artigo da Suma Teológica (II-II 57, 2). O termo direito aplica-se aos dois direitos analogicamente, alicerçando Santo Tomás a sua distinção em Aristóteles. Haverá um direito proveniente ‘da própria natureza da coisa’, direito natural, que não se confunde com as normas da justiça firmadas entre duas pessoas, ou estabelecidas pela autoridade pública (direito positivo). Enquanto o primeiro direito independe da vontade humana, o segundo nasce dela por uma convenção estabelecida.”

MOURA, Odilão, D. A Doutrina do Direito Natural em Tomás de Aquino. In: Veritas, Porto Alegre, vol. 40, n. 159, setembro, 1995, p. 484.


Com base na citação acima, é correto definir o Direito Natural, em Tomás de Aquino, como

Entre 16 e 18 de setembro de 1982, ocorreu um massacre de palestinos e libaneses em dois campos de refugiados situados a Oeste de Beirute (capital do Líbano), chamados Sabra e Chatila. Na época, o Líbano estava sob ocupação israelense. Em 22 de setembro do mesmo ano, o filósofo judeu brasileiro Maurício Tragtenberg (1929-1998) publicou um artigo de opinião em que afirma:

“Deu-se o massacre dos palestinos dos campos de Sabra e Chatila por obra dos assassinos chefiados por Cel. Haddad, com conivência e participação [do Exército de Israel], isso após a morte do traficante de haxixe [Bashir] Gemayel, novo ‘Quisling’ [traidor] imposto pelas tropas de ocupação. Por tudo isso, ser fiel à tradição judaica é condenar mais este genocídio praticado contra o povo palestino. É necessário acabar de vez com o etnocentrismo que toma a forma de judeu-centrismo, onde o massacre de judeus brancos por brancos europeus tem um status diferente do massacre dos armênios pelos turcos, dos negros africanos pelos traficantes de escravos, dos chineses na Indonésia. Assim, Auschwitz é elevado a potência metafísica. Sou um dos últimos a minimizar as atrocidades cometidas em Auschwitz, porém, as lágrimas de outros povos não contam?”


TRAGTENBERG, M. Menachem Begin visto por Einstein, H.

Arendt e N. Goldman. Folha de São Paulo, 22/09/1982.


Acerca do conceito moderno dos direitos humanos, é implícito à concepção de M. Tragtenberg que

Atente para a seguinte máxima de Epicuro: “A carne considera ilimitados os limites do prazer e seria necessário um tempo também infinito para satisfazê-la. Mas a inteligência que se tornou capaz de compreender qual é o fim e o limite da carne e nos liberou do temor em relação à eternidade proporciona-nos uma vida perfeita e não sentimos mais necessidade de uma duração infinita. Ela não foge do prazer, todavia, nem considera, diante das circunstâncias anunciadoras de que deixaremos de viver, ter sido privada daquilo que oferece a melhor vida”.
Epicuro. Máximas, XX. Trad. bras. João Quartim de Morais. São Paulo: Edições Loyola, 2010.
Conforme a máxima acima, a “vida perfeita”, a “melhor vida” (a vida feliz), consiste
Considere a seguinte afirmação do pensador indígena Ailton Krenak: “Nas narrativas tradicionais do nosso povo, das nossas tribos, não tem data, é quando foi criado o fogo, é quando foi criada a lua, quando nasceram as estrelas, quando nasceram as montanhas, quando nasceram os rios. Antes, antes, já existia uma memória puxando o sentido das coisas, relacionando o sentido dessa fundação do mundo com a vida, com o comportamento nosso, como aquilo que pode ser entendido como o jeito de viver”.
Krenak, Ailton. Antes o mundo não existia. In: Novaes, Adauto (org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
A afirmação, acima apresentada, se baseia em uma concepção de narrativas tradicionais, segundo a qual elas
Numa postagem do Facebook, um usuário afirma:

Alguém apagou o vídeo em que mostra imagens de mulher nua
Arregou
Uma amiga comenta:
Todo covarde é arregão... Todo estuprador é covarde... logo, todo estuprador é arregão...

Observe que esse comentário constitui um argumento, com premissas e conclusão. Supondo que a palavra “covarde” tenha o mesmo significado nas duas premissas, a forma do argumento é

O declínio do império grego associado ao desajuste da consciência coletiva tornou possível o surgimento de perspectivas filosóficas mais centradas em conteúdo ético. Considerando tais perspectivas, relacione corretamente seus defensores com os respectivos conteúdos éticos, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.

Coluna I

1. Céticos

2. Cirenaicos

3. Estoicos

4. Epicuristas

Coluna II

( ) Os prazeres corporais são garantidos pela paz de espírito.

( ) Os prazeres corporais são meio e objetivo da vida humana.

( ) A apatia é consequência de fatalismo ontológico.

( ) É impossível estabelecer os meios e os objetivos da vida humana.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

Pode-se compreender a violência como um ato ético? Para avaliar o problema ético da revolução, será necessário compreender a relação entre meios e fins; será necessário compreender a relação de reciprocidade entre o imperativo categórico e o hipotético. A máxima “Os fins justificam os meios” pode ser considerada coerentemente ética se
I. os meios repressivos determinarem por si, a qualidade dos fins. II. os fins estiverem operando nos meios repressivos para atingi-los. III. a qualidade dos fins for negligenciada pela lógica dos meios. IV. os meios repressivos não traírem a qualidade dos fins.
Estão corretas somente as complementações contidas em
Considerando a doutrina ética de Kant, atente para o que se afirma a seguir e assinale a afirmação verdadeira.
A racionalidade é técnica de sustentação de injustiças, de trabalhos forçados e de sofrimentos. Considerando a relação entre racionalidade técnica e racionalidade crítica, assinale a afirmação verdadeira.
Análises filosóficas são classificadas de terapêuticas, ao aspirarem curar o pensamento e a fala de noções metafísicas, de “fantasmas” que embora nem designem nem expliquem, ainda perseguem a mente.
Escreva 1 para os itens que reproduzem o típico pensamento terapêutico, de correção do comportamento filosófico, e 2 para os itens que se referem a comportamentos que necessitariam de tal terapia.
( ) O sensualismo e o materialismo têm força em situação em que o instinto vital e a necessidade material não estão satisfeitos. ( ) Exclusão de conceitos capazes de relacionar tal comportamento à sociedade como um todo. ( ) A apresentação de alternativas consideradas meras especulações, sonhos e fantasias. ( ) Apresentação de elementos que ultrapassem o universo do discurso estabelecido.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
No que diz respeito à “Ética do Discurso”, de Apel, é correto afirmar que
Para Francis Bacon os ídolos são falsas noções que invadem o intelecto humano e dificultam seu acesso à verdade. Conforme ele, os gêneros de ídolos que dificultam o acesso à verdade são os seguintes:
Buscando-se elementos da relação entre pensamento e experiência estética, nos deparamos com a manifestação filosófica do poeta Mallarmé: “a palavra não é a expressão de algo, mas a expressão de sua ausência. A palavra faz desaparecer as coisas e nos impõe o sentimento de uma falta universal e até de sua própria falta”. Considerando os ensinamentos lógicos que o poeta apresenta, analise os seguintes itens:
I. A certeza da verdade imediata das coisas. II. A universalidade é exposta como um terceiro elemento do discurso. III. O discurso apresenta dois elementos: uma proposição e sua contraposição. IV. A máxima “tudo é relativo” encontra um demonstrativo adequado.
Corresponde a ensinamento lógico do poeta o que consta em:
De acordo com a filosofia kantiana, é correto afirmar que