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Sócrates caracterizou seu método como maiêutica, que significa literalmente a arte de fazer o parto, uma analogia com o ofício de sua mãe, que era parteira. Ele também se considerava um parteiro, mas de ideias. O papel do filósofo, portanto, não é transmitir um saber pronto e acabado, mas fazer com que outro indivíduo, seu interlocutor, através da dialética, da discussão no diálogo, dê à luz suas próprias ideias (Teeteto, 149a-150c).

MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. p. 47.

A partir da passagem acima, avalie os itens abaixo em verdadeiro (V) ou falso (F).

( ) O método socrático da maiêutica tem como objetivo principal a exposição do conhecimento acumulado pelo filósofo, que deve ser transmitido aos discípulos.
( ) A maiêutica é uma metáfora para explicar que o conhecimento verdadeiro nasce do próprio interlocutor, com auxílio do diálogo.
( ) A mãe de Sócrates era parteira, assim se compara seu papel de filósofo ao de alguém que auxilia no nascimento de ideias.
( ) O diálogo e a discussão são ferramentas essenciais no método socrático, pois permitem ao interlocutor desenvolver o próprio pensamento.

A opção que representa corretamente a sequência das afirmações é:
O termo “maiêutica” deriva do grego e designa, literalmente, o ato do parto. De maneira metafórica, refere-se ao método socrático, que consiste em
Não é fácil traçar a fronteira temporal do momento em que surge o pensamento racional. Passaria, provavelmente, pela epopeia homérica. No entanto, nela é tão estreita a interpenetração do elemento racional e do “pensamento mítico”, que mal se pode separá-los. Uma análise da epopeia, a partir desse ponto de vista, nos mostraria quão cedo o pensamento racional se infiltra no mito e começa a influenciá-lo.
JAEGER, W. W. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

Sobre a relação entre racionalidade e mito tal como expressa no trecho acima, é correto afirmar que
Em sua obra Metafísica, Aristóteles descreve a doutrina de Tales de Mileto:
“Tales diz que a origem é a água, pelo que sustentava ainda que a terra está sobre a água; considerava, talvez, prova disso ver que o alimento de todas as coisas é húmido e que até o quente se gera e vive no úmido; ora, aquilo de que tudo se gera é origem de tudo. Pelo que se ateve a tal conjectura, e ainda por terem os gérmens de todas as coisas uma natureza úmida”.
Adaptado de ABBAGNANO, N. História da Filosofia. Lisboa: Presença, 1991, vol 1, p. 34.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que qualifica corretamente a estrutura argumentativa da filosofia de Tales de Mileto.
“Este é o mais seguro de todos os princípios. Efetivamente, é impossível a quem quer que seja acreditar que uma mesma coisa seja e não seja”. Adaptado de ARISTÓTELES. Metafísica: volume II. São Paulo: Edições Loyola, 2015.
Avalie as proposições a seguir com base na formulação aristotélica do princípio de não contradição.
I. É impossível que a mesma parede seja branca e não branca, a não ser que se atribuam sentidos diferentes ao termo “branco”. II. É impossível estabelecer um sentido unívoco para valores como justiça e ética, uma vez que decorrem de experiências culturais múltiplas. III. É impossível estabelecer juízos verdadeiros e falsos a respeito dos fenômenos, pois eles dependem das convenções lógicas adotadas.
Em relação ao princípio aristotélico, é pertinente o que está citado em
O filósofo pré-socrático que defendeu que a realidade é composta por quatro elementos que se unem e separam mediante as forças primordiais do amor e do ódio é
Relacione os pensadores pré-socráticos aos seus respectivos fragmentos.
1. Parmênides de Eleia 2. Empédocles de Agrigento 3. Heráclito de Éfeso 4. Anaximandro de Mileto
( ) “Todas as coisas se dissipam onde tiveram a sua gênese, conforme a culpabilidade; pois pagam umas às outras castigo e expiação pela injustiça, conforme a determinação do tempo.” ( ) “Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, abundância e fome. Mas toma formas variadas, assim como o fogo, quando misturado com essências, toma o nome segundo o perfume de cada uma delas.”
( ) “Deixam-se levar, surdos e cegos, mentes obtusas, massa indecisa, para a qual o ser e o não-ser é considerado o mesmo e não o mesmo, e para a qual em tudo há uma via contraditória.” ( ) “Ainda outra coisa te direi. Não há nascimento para nenhuma das coisas mortais, como não há fim na morte funesta, mas somente composição e dissociação dos elementos compostos.”
Assinale a opção que mostra a relação correta, na ordem apresentada.
Os sofistas são um momento necessário da história da filosofia: eles refutam a abstração vazia do ser eleático [de Parmênides] pela consideração das coisas efetivas, da realidade do mundo sensível e vivo, pluralidade, movimento, subjetividade.
CASSIN, B. O efeito sofístico. São Paulo: Editora 34, 2005. (Adaptado.)

A leitura tradicional a respeito dos sofistas é tributária da interpretação platônico-aristotélica. A relação do trecho acima com essa interpretação é de
No livro VI d’A República, Platão propõe uma analogia entre o Sol e o Bem. O papel desempenhado por aquele, no terreno sensível, seria o mesmo que o desempenhado por este, no inteligível.

Ainda de acordo com essa imagem, é correto afirmar que a visão é a análoga sensível
A afirmação de Platão segundo a qual “são os filósofos que devem governar” deve ser considerada uma
A água, o fogo, o ar, o indeterminado, o átomo: estes são alguns dos elementos considerados pelos pensadores pré-socráticos como o princípio original de todas as coisas. Nesse contexto, a ideia de princípio original era expressa, em vocabulário filosófico, como
No diálogo platônico Mênon, Sócrates mostra ao seu interlocutor que alguém que jamais teve educação formal, como o jovem escravo com quem conversa, é capaz de enunciar, por conta própria e de maneira correta, o teorema de Pitágoras.
Assinale a opção que identifica corretamente a tese platônica ilustrada pela situação do diálogo.

(...) os poetas trágicos são versados em todas as artes, em todas as coisas humanas relativas às virtudes e aos vícios, e até mesmo nas coisas divinas; na verdade, é necessário, afirmam, que o bom poeta, se quiser criar uma bela obra, conheça os temas de que trata, pois de outra forma não seria capaz de criar. É preciso, pois, examinar se tais pessoas, tendo-se deparado com imitadores desse gênero, não foram enganadas pela visão de suas obras, não se dando conta de que elas se acham afastadas em três graus do real, e de que, sem conhecer a verdade, é fácil realizá-las com êxito, pois os poetas criam fantasmas e não coisas reais (...)”.

(PLATÃO. A República. São Paulo: Perspectiva, 2006, Livro X.)

Platão atribui um papel pedagógico importante à arte na cidade ideal concebida n’A República, mas seus critérios são rigorosos e sua crítica recai sobre os poetas, por serem “imitadores”.

Com relação à crítica platônica da imitação, analise as afirmativas a seguir.

I. A crítica platônica da imitação inclui uma hierarquização da mimese em relação às essências, que são a única realidade.

II. A crítica platônica da imitação distingue o bom do mau poeta, pois o primeiro conhece sua arte, por isso, acede ao Belo.

III. A crítica platônica da imitação elogia o papel da tragédia, por sua abordagem superior das virtudes e vícios humanos.

Assinale:

Ao longo dos séculos de sua existência, a civilização grega viu não apenas o surgimento da filosofia como também suas transformações e as mudanças de enfoque de suas investigações.
Assinale a opção que caracteriza a forma de investigação predominante no período pré-socrático.
É aqui então que vem dar todo o discurso sobre o tipo de delírio em que alguém, vendo a beleza por aqui e lembrando-se da verdadeira, cria asa e de novo deseja alçar voo. E porque deste delírio participa o que ama os belos, amante se chama.
Adaptado de PLATÃO. Fedro. São Paulo: Editora 34, 2016.

No trecho acima, Platão trata do amor. Segundo essa obra do filósofo, o amor é
Aristóteles chamou de Filosofia Primeira aquela parte da Filosofia que é anterior a todas as demais, dado que investiga as condições mais fundamentais do existente e do cognoscível.
Assinale a opção que identifica corretamente o conceito fundamental da Filosofia Primeira de Aristóteles.
“Por fim, de maneira infeliz, inferiu-se que a doutrina das Ideias de Platão e a crítica da razão de Kant não teriam concordância alguma. Exatamente porque se permaneceu preso às palavras, não se penetrou no conteúdo dos dois grandes mestres, não se entregou a eles de maneira fiel e séria, seguindo sua cadeia de pensamentos. Caso se tivesse feito isso, então se teria de perceber, sem sombra de dúvida, como os dois grandes sábios concordam e como o espírito, o alvo de ambas as doutrinas, é o mesmo.”
Adaptado de SCHOPENHAUER, Arthur. Metafísica do Belo. São Paulo: Editora UNESP, 2003.
Schopenhauer busca conciliar, em sua doutrina, os pensamentos de Platão e Kant. Assinale a opção que identifica um aspecto do pensamento de Schopenhauer inspirado por um desses filósofos.
O Pirronismo, vertente do ceticismo antigo presente no período helenístico, é caracterizado, ao lado de outras escolas desse período, como um exercício espiritual.
Baseava-se na prática da epoché como caminho para alcançar a ataraxia, ou seja,

No intuito de prover uma sistematização do conhecimento filosófico, Aristóteles distinguiu vários ramos da ciência, nos quais a metafísica é identificada como uma ciência

Aristóteles estabelece a mais antiga lógica formal conhecida no Ocidente. Parte fundamental desta lógica é a noção de silogismo, uma forma de demonstração segura de verdades a partir do encadeamento rigoroso de proposições.
Com relação às regras aristotélicas da inferência silogística, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Um silogismo deve conter somente três termos. ( ) Em um silogismo, duas premissas negativas resultam sempre em uma conclusão positiva. ( ) Em um silogismo, o termo médio deve aparecer na conclusão.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
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