Morin problematiza a temática do conhecimento em seu célebre Sete saberes necessários à educação do futuro. O autor discute, a título de exemplo, o caso da decodificação da estrutura do código genético (o DNA) empreendida por Watson e Crick, que “surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas”. Trata-se de um caso nas ciências que evidencia o funcionamento das ideias normativas, ancorando as causas desse erro

Para Zabala (1998, capítulo 2), quando a função social que se atribui ao ensino é a formação integral da pessoa, é preciso

Tardif (2014) apresenta uma concepção da prática educativa caracterizada pela “ideia de que a ação educativa está ligada a realidades contingentes e individuais que não podem ser julgadas de maneira cientificamente rigorosa e necessária”. Segundo essa concepção, o professor “age guiando-se por certas finalidades, e sua prática corresponde a uma espécie de mistura de talento pessoal, de intuição, de experiência, de hábito, de bom senso e de habilidades confirmadas pelo uso”. Trata-se da concepção de educação como

Leia o excerto a seguir, baseado em Saviani (2021).

Representa as bases filosóficas e políticas da renovação escolar. Considera a educação elemento-chave do processo de inovação e modernização da sociedade que em alguns contextos ele denomina processo revolucionário. Sua atuação no campo educacional enfrentou, obviamente, diversos obstáculos, que decorriam das resistências que forças sociais ainda dominantes no Brasil contrapunham às transformações da sociedade brasileira que visassem a superar a desigualdade. Esse grau de desigualdade refletia-se na educação, que era tratada como um objeto de privilégio das elites. Contrapondo-se a essa situação, sua vida foi sempre marcada pelo entendimento segundo o qual a educação é um direito de todos e jamais um privilégio. Esse entendimento atravessa de ponta a ponta toda a sua obra, tendo sido, inclusive, estampado nos títulos de alguns de seus livros como Educação não é privilégio, de 1957.

(SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 2021)

Assinale a alternativa que identifica, corretamente, o relevante educador brasileiro referenciado no excerto.

Azzi (In Pimenta, 2018) observa que a práxis é uma atividade humana em que o sujeito deve passar por uma idealização consciente. Para isso, necessita conhecer a realidade e, então, negá-la. Para a autora, essa negação, no campo da educação, significa

Verônica é secretária de atendimento aos alunos em uma escola municipal. Em uma manhã, ela presenciou uma situação de agressão entre duas crianças e, rapidamente, saiu de sua sala e interveio na situação, separando os alunos envolvidos. Decidiu, então, conversar com um deles, que parecia mais exaltado. Joana, professora da turma a que pertenciam os alunos, abordou Verônica, explicando que ela fez bem em separar as crianças, mas que não deveria ter ficado conversando com uma delas. Joana explicou: “a responsabilidade formativa das crianças é da equipe pedagógica, que tem esse preparo”.

Considerando o que argumentam Libâneo, Oliveira e Toschi (2003), a atitude de Joana é
Conforme Benevides (1996), é correto afirmar que a Educação para a Democracia (EPD)
Becker (2012) retoma os resultados de suas pesquisas sobre as concepções epistemológicas dos docentes com o objetivo de compreender o paradoxo entre uma práxis fundamentada na construção do conhecimento e na atuação pedagógica crítica, e a prática de um professor “epistemologicamente ingênuo”. Entre esses resultados – obtidos junto a docentes de matemática – está a constatação de que professores que se guiam por uma epistemologia apriorista permanecem
Existem várias correntes filosóficas que analisam e discutem as teorias a respeito do conhecimento. Entre elas, está a que admite que o conhecimento tem origem e evolui, a partir de experiências que o sujeito vai acumulando. Advoga, portanto, que todo conhecimento tem como fundamento a experiência, que vem, primeiro, de uma informação sensorial, transmitida do exterior para o interior do indivíduo. Tal pensamento é defendido pelos