Questões de Concursos

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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
                                        
                                                Dicionário Oxford escolhe a palavra do ano de 2019

01                A seleção da palavra do ano por dicionários gringos é praticamente uma tradição de fim
02        de ano. O termo escolhido sempre procura representar o que marcou o ano como um todo — e
03        essa escolha visa provocar reflexões e discussão sobre o tema.
04        Depois de laureados polêmicos como o emoji que chora de rir em 2015 ou o termo
05        youthquake (em uma tradução livre e tosca, “juventudemoto” – isto é, “juventude” +
06        “terremoto”) em 2017, a escolha de 2019 foi certeira no tema, apesar de também ter provocado
07        uma certa estranheza: “emergência climática”.
08                Lógico, a primeira reação de todo mundo, antes mesmo de pensar na importância do
09        assunto, é afirmar que “a palavra do ano” não é uma palavra. Mas o prêmio já previa isso, e
10        deixou claro no seu anúncio:Uma palavra ou expressão que mostra através de evidências de
            uso algo que reflita os costumes, o humor ou as preocupações do ano que passa, além de ter um
            potencial duradouro como um termo de significado cultural.
                    Antes de e...plicitar o porquê da escolha de 2019, uma curiosidade: apesar de ser
            estranho, essa é a quinta vez na história da premiação inglesa que uma expressão (ou seja, mais
            de uma palavra) é escolhida como “palavra do ano”. 2007 premiou carbon footprint (pegada de
            carbono), 2008, credit crunch (expressão que significa crise/rece...ão econômica), 2010, big
            society (nome de uma ideologia política criada pelo então primeiro ministro inglês David
            Cameron), 2011, squeezed middle (uma brincadeira com classe média), e, em 2019, climate
            emergency.
20                E essa lista poderia ser ainda maior: há quem considere “pós-verdade”, a palavra de 2016,
21        como uma expressão; e, em 2018, a palavra do ano por pouco não foi “masculinidade tóxica” –
22        no último minuto, os votantes decidiram eleger apenas “tóxico” para destacar o uso mais
23        abrangente do termo.
24                 Vamos voltar ___ expressão de 2019. “Declaramos clara e inequivocamente que o planeta
25        Terra está enfrentando uma emergência climática”, afirmou uma declaração chamada
26        “Emergência Climática” feita por mais de 11 mil cientistas do mundo. Segundo eles, a população
27        mundial enfrenta “um sofrimento incalculável devido ___ crise climática”.
28                Além disso, o Secretário-Geral da ONU chamou a crise climática de “a questão definidora
29        do nosso tempo”. Para o dicionário Oxford, “emergência climática” é “uma situação em que é
30        necessária uma ação urgente para reduzir ou interromper a mudança climática e evitar danos
            ambientais potencialmente irreversíveis resultantes dela”.
                    Mas nem só de importância diplomática se faz a palavra do ano – ela também tem que
            cair na boca do povo. E acredite se quiser: um levantamento feito pelo dicionário inglês mostrou
            um aumento exponencial nas pesquisas da expressão, que saiu praticamente da obscuridade para
            se tornar um dos termos mais pesquisados de 2019.
                    Em 2019, a emergência climática superou quaisquer outros tipos de emergência, sendo
            três vezes mais pesquisada que “emergência de saúde”, a segunda colocada.
                    Vale destacar que, de acordo com a Universidade de Oxford, os candidatos ___ Palavra do
            Ano são extraídos de dados reunidos por um e...tenso programa de pesquisa de idiomas, incluindo
40       o Oxford Corpus, um conjunto de artigos extraídos de 10 mil sites, formando uma massa de texto
41       com 150 milhões de palavras. Softwares sofisticados permitem que os especialistas identifiquem
42       palavras novas e populares e examinem as mudanças na forma como palavras mais “velhas” e
43       estabelecidas estão sendo usadas. Ingrid Luisa – 22/11/2019 – Disponível: https://super.abril.com.br/ 
            - adaptação
Quantas orações compõem o período a seguir, retirado do texto: “Declaramos clara e inequivocamente que o planeta Terra está enfrentando uma emergência climática”, afirmou uma declaração chamada “Emergência Climática” feita por mais de 11 mil cientistas do mundo.”:
TEXTO

 1 No primeiro dia de aula fui indagado por uma aluna: “Professor, até hoje ninguém conseguiu me explicar
2 o que é Filosofia?” Não era surpresa. Respondi que a resposta que ela estava buscando estava dentro dela mesma e
3 em nenhum outro lugar. “Mas como assim?” Voltou a indagar.
4 Observando outras aulas, como de física por exemplo, a professora falava da importância em estudar
5 aquele determinado conteúdo que certamente seria conteúdo de prova de vestibular. Percebi certo interesse e
6 atenção dos alunos, que estavam sendo provocados pelo desejo de passar no vestibular.
7 Em meio a tudo isso, surgiu o questionamento que certamente está presente constantemente nos alunos
8 de Ensino Médio: “Para que estudar Filosofia se não cai no vestibular?” Eles têm razão. Filosofia não cai no
9 vestibular assim como a matemática, o português, a história, a geografia e outras disciplinas.
10 Vamos avançando na reflexão. Será que Filosofia não aparece no vestibular? Por que então estudar essa
11 disciplina?
12 Na interpretação da questão de física, na produção da redação, na interpretação do texto de português, na
13 equação matemática, sempre há um toque de Filosofia.
14 Aquele que não consegue seguir o raciocínio lógico da matemática, por exemplo, não teve uma boa aula
15 de Filosofia.
16 Filosofia não se estuda com descobertas cientificas, frases, respostas prontas. A Filosofia não se limita às
17 verdades ligadas as condições humanas, ou a ciência, que por sua vez possuem limitações.
18 A sua preocupação está voltada a uma verdade maior, uma verdade que transcende os limites da razão
19 humana, à qual somos instigados a buscar constantemente. Essa busca e essa verdade não são finitas, por isso
20 enquanto o homem existir, e isso penso ser maravilhoso, ele vai estar sempre em busca dessa verdade maior.
21 A nossa vida não se limita ao 2+2=4, pois a verdade, o bem, o belo, não podem ser entendidos e
22 interpretados como simples equações matemáticas.
23 Eles exigem uma reflexão maior, convidando-nos a olharmos para nós mesmos, para o nosso íntimo, onde
24 se encontra a razão de nosso existir.
25 Quanto mais nos voltarmos para nós mesmos e nos remetermos ao transcendente, tanto mais teremos que
26 caminhar. Essa caminhada é infinita, vai abrindo os horizontes à medida que caminhamos.
27 É preciso estudar Filosofia para entendermos melhor a vida. Entender e compreender seu real e imenso
28 valor que possui em si.
29 Sem Filosofia nossa vida seria limitada a simples cálculos, o que nos tornaria calculistas, frios e sem vida.
30 A Filosofia abre os horizontes e nos guia para uma verdade que transcende todas as verdades da ciência. A verdade
31 de nossa existência, a força que nos move para uma busca infinita.
32 Parece ser difícil compreender Filosofia com tantos dizeres filosóficos e pensamentos. Porém a sua
33 compreensão exige essa busca.
34 Só entenderemos o sentido da Filosofia quando entendermos que não podemos somar ou subtrair,
35 multiplicar nem dividir nossa verdade, o bem, o belo, o amor, a existência. Os sentimentos podem ser expressados
36 nas mais diversas formas, mas nunca numa equação matemática, nem numa composição química ou física.
37 Nossas relações se tornam frias e calculistas porque na sociedade vive-se dessa maneira. Muitos dizem
38 que pensar é coisa de quem não tem o que fazer. Porém, a reflexão ajuda a compreender as coisas da forma como
39 nenhuma ciência ajuda a compreender.
40 Hoje, questões ligadas à vida, a ética, a moral, aos direitos humanos exigem muita reflexão, a qual a
41 filosofia ajuda, e sem a qual caímos no dogmatismo ou não compreendemos a vida na sua essência.
42 Aos poucos vamos percebendo melhor quanto a Filosofia faz parte da nossa vida. Muitos usam a Filosofia
43 sem nunca terem estudado algo especificamente ligado a ela. É difícil encontrar um termo para definir Filosofia,
44 porém, não podemos compreendê-la separada da nossa realidade, do nosso cotidiano, da nossa vida, pois ela é
45 intrínseca a nós. Não somos nós que escolhemos a Filosofia, mas é ela quem nos escolhe.
46 [...]
47 Deve haver um equilíbrio entre razão e emoção. Quando usamos só a razão nos tornamos insensíveis
48 diante de muitas realidades, mas, só o uso da emoção também não favorece nas escolhas.
49 Temos preguiça de pensar. Não usamos nossa capacidade de raciocínio e por isso, em tantos casos, nos
50 damos mal. A escola se preocupa muito com o decorar as coisas. Saber regras de cor, mas na vida é preciso refletir
51 diante de fatos, pois não podemos aplicar a tudo as mesmas respostas. A vida não é padronizada e quem a faz assim
52 sofre muito. Há opções a serem feitas; leis a serem cumpridas. Sem a reflexão seremos meros executores, sem
53 sabermos o porque de todas essas coisas.
54 [...]
55 Existem inúmeros exemplos a esse respeito. Numa relação de Amizade, por exemplo. Se não há um
56 conhecimento maior de ambas as partes, esse sentimento morre logo. Quando nos conhecemos melhor interiormente
57 e conhecemos também o outro, as dificuldades e dúvidas que aparecerão serão superadas e entendidas com maior
58 facilidade, pois sabemos que em cada pessoa há um bem maior e que pode, deve e precisa ser conhecido. Uma
59 amizade que fica só nas aparências é como uma casa construída sobre a areia. Na primeira tempestade, na primeira
60 ventania, desmorona. Cai por terra. Uma amizade alicerçada na verdade, no conhecimento interior do outro e de si,
61 as tempestades vindouras não terão forças suficientes para destruir. O que permanece é aquilo que está alicerçado
62 na razão e no coração ao mesmo tempo. O restante é passageiro e ilusório.
63 [...]
64 A Filosofia acontece no dia-a-dia da nossa vida, basta nos darmos conta disso. Filosofia é refletir sobre
65 as coisas que acontecem, são ditas e ouvidas. Não se limita apenas a perguntarmos POR QUÊ?, mas precisamos ir
66 mais adiante. Precisamos nos perguntar do nível de verdade daquilo que a TV apresenta. Aquilo que muitas revistas
67 trazem em suas páginas. Não podemos nos esquecer que eles têm seu ponto de vista e seus interesses, mas estes
68 não deveriam ocultar a verdade. A interpretação de uma notícia, seu posicionamento crítico e argumentação, é uma
69 forma de fazer Filosofia. Aceitar tal e qual tudo o que jornais, TV e revistas nos apresentam é uma forma de
70 ignorância. Precisamos ter cuidado. Isso não quer dizer que todos e em todas as ocasiões mentem, ou faltam com a
71 verdade. Porém, sempre, sem exceção precisamos nos perguntar pela verdade dos fatos.
72 Quantas vezes os repórteres são induzidos a manipularem notícias sobre determinados acontecimentos e
73 assuntos. Sempre que possível seria importante ler ou assistir mais de um jornal e depois fazer um paralelo entre
74 eles. Isso exige tempo e vontade. Podemos discutir com outras pessoas para ouvir seu ponto de vista que ajuda-nos
75 a abrir nossos horizontes. Quanto mais nos fechamos em nós mesmos, em nosso mundo individual, mais ignorantes
76 nos tornamos. A abertura, a experiência, o diálogo, a leitura, nos tornam pessoas abertas e conhecedoras da verdade.
77 Buscar sempre a verdade dos acontecimentos, dos fatos é uma atitude filosófica.
78 Se pararmos e pensarmos neste momento o quanto refletimos sobre tudo o que acontece, ouvimos e
79 vemos, nos daremos conta que nem sempre fazemos isso e não fazemos porque simplesmente não queremos, pois
80 todos nós podemos e sabemos.
81 [...]
82 Precisamos nos perguntar qual o nível de conhecimento que uma pessoa tem dos acontecimentos
83 históricos quando escreve novela, filme, minissérie. Será que aquilo é a verdade? Será que é a melhor forma de ver
84 o acontecimento?
85 Estes e outros inúmeros fatos fazem parte do nosso cotidiano.
(Hermes José Novakoski)
FONTE: http://www.profdoni.pro.br/home/index.php/menu-principal/filosofia-2/252-para-que-estudar-filosofia
Exerce a mesma função sintática de “de vestibular” (L.5)

Leia o texto a seguir ,

"Senhor, nada valho. Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres." {Cora Coralina)

Que opção estabelece corretamente a relação de sentido entre as duas frases do texto acima?

Num encontro pela liberdade de opinião

Vimos aqui hoje para defender a liberdade de opinião
assegurada pela Constituição dos Estados Unidos e também
em defesa da liberdade de ensino. Por isso mesmo, queremos
chamar a atenção dos trabalhadores intelectuais para o grande
perigo que ameaça essa liberdade.

Como é possível uma coisa dessas? Por que o perigo é
mais ameaçador que em anos passados? A centralização da
produção acarretou uma concentração do capital produtivo nas
mãos de um número relativamente pequeno de cidadãos do
país. Esse pequeno grupo exerce um domínio esmagador sobre
as instituições dedicadas à educação de nossa juventude, bem
como sobre os grandes jornais dos Estados Unidos. Ao mesmo
tempo, goza de enorme influência sobre o governo. Por si só,
isso já é suficiente para constituir uma séria ameaça à liberdade
intelectual da nação. Mas ainda há o fato de que esse processo
de concentração econômica deu origem a um problemaanteriormente
desconhecido - o desemprego de parte dos que estão
aptos a trabalhar. O governo federal está empenhado em
resolver esse problema, mediante o controle sistemático dos
processos econômicos - isto é, por uma limitação da chamada
livre interação das forças econômicas fundamentais da oferta e
da procura.

Mas as circunstâncias são mais fortes que o homem. A
minoria econômica dominante, até hoje autônoma e desobrigada
de prestar contas a quem quer que seja, colocou-se em
oposição a essa limitação de sua liberdade de agir, exigida para
o bem de todo o povo. Para se defender, essa minoria está
recorrendo a todos os métodos legais conhecidos a seu dispor.
Não deve nos surpreender, pois, que ela esteja usando sua
influência preponderante nas escolas e na imprensa para
impedir que a juventude seja esclarecida sobre esse problema,
tão vital para o desenvolvimento da vida neste país.
Não preciso insistir no argumento de que a liberdade de
ensino e deopinião, nos livros ou na imprensa, é a base do
desenvolvimento estável e natural de qualquer povo. Possamos
todos nós, portanto, somar as nossas forças. Vamos manternos
intelectualmente em guarda, para que um dia não se diga
da elite intelectual deste país: timidamente e sem nenhuma
resistência, eles abriram mão da herança que lhes fora
transmitida por seus antepassados - uma herança de que não
foram merecedores.

(Albert Einstein, Escritos da maturidade. Conferência pronunciada
em 1936)

Admite-se a permanência do elemento sublinhado na frase Esse pequeno grupo (...) goza de enorme influência sobre o governo no caso de substituição da forma verbal goza pela forma verbal

Educação familiar
  A família cumpre cada vez menos a sua função de instituição de aprendizagem e educação. Ouve-se dizer hoje, repetidamente, o mesmo
a respeito dos filhos de famílias das camadas superiores da sociedade, “nada trouxeram de casa”. Os professores universitários comprovam
até que ponto é escassa a formação substancial, realmente experimentada pelos jovens, que possa ser considerada como pré-adquirida.
  Mas isso depende do fato de que a formação cultural perdeu a sua utilidade prática. Mesmo que a família ainda se esforçasse por
transmiti-la, a tentativa estaria condenada ao fracasso porque, com a certeza dos bens familiares hereditários, esvaziaram-se alguns motivos
de insegurança e sentimento de desproteção. Por parte dos filhos, a tendência atual consiste em furtarem-se a essa educação, que se
apresenta como uma introversão inoportuna, e em orientarem-se, de preferência, pelas exigências da chamada “vida real”.
  O momento específico da renúncia pessoal, que hoje mutila os indivíduos, impedindo a individuação, não é a proibição familiar, ou não o
é inteiramente, mas a frieza, a indiferença tanto mais penetrante quanto mais desagregada e vulnerável a família se torna.
(Adaptado de: HORKHEIMER, Max, e ADORNO, Theodor (orgs.). Temas básicos da Sociologia. São Paulo: Cultrix, 1973, p. 143)
Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às regras de concordância na frase:
AS QUESTÕES DE 1 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 "Não existe uma definição para inteligência artificial (IA), mas várias. Basicamente, IA é fazer com que os
2 computadores pensem como os seres humanos ou que sejam tão inteligentes quanto o homem", explica Marcelo
3 Módolo, professor de Sistemas de Informação da Universidade Metodista de São Paulo. Assim, o objetivo final
4 das pesquisas sobre esse tema é conseguir desenvolver uma máquina que possa simular algumas habilidades
5 humanas e que os substitua em algumas atividades.
6 A inteligência artificial faz parte dos estudos de Ciências da Computação. Os programas utilizam a mesma
7 linguagem de sistemas convencionais, mas com uma lógica diferente. Existem várias maneiras de se fazer essa
8 programação. Em alguns casos, o sistema inteligente funciona com uma lógica simples - se a pergunta for x, a
9 resposta é y. Em outros casos, como os estudos em redes neurais, a máquina tenta reproduzir o funcionamento
10 dos neurônios humanos, em que as informações vão sendo transmitidas de uma célula a outra e se combinando
11 com outros dados para se chegar a uma solução.
12 Existem vários ramos de estudo em sistemas inteligentes, cada um se dedicando a um aspecto específico do
13 comportamento humano. "Por exemplo, há quem estude robôs e se preocupe com a parte motora. Outras áreas se
14 debruçam sobre a fala, com o objetivo de criar máquinas que possam conversar, entender a língua e seus
15 significados", diz Módolo. O professor também afirma que todas as pesquisas são muito especializadas e, por
16 isso, não há ninguém que se dedique a construir uma máquina que reproduza o ser humano em sua totalidade -
17 como acontece em filmes de ficção científica. Também, por essa razão, é muito pouco provável a produção de
18 robôs que se tornem mais inteligentes que os humanos e possam se "rebelar". "Eu não vejo a possibilidade de um
19 androide similar ao homem. Existem pesquisas que tentam fazer com que o computador seja capaz de aprender,
20 mas, mesmo assim, ele continua não tendo conhecimento de mundo", explica o professor.
21 Tudo isso pode parecer muito perto da ficção, mas a inteligência artificial já está presente no cotidiano de
22 todas as pessoas. Por exemplo, no desenvolvimento de videogames que utilizam esse tipo de estudo para criar
23 jogos cada vez mais complexos. "Nos games de futebol, cada jogador tem características muito específicas e
24 próximas às de um competidor real. Ou seja, um é melhor em passe, mas corre menos que o outro. Para simular
25 isso, são aplicadas técnicas de sistemas inteligentes", conta Módolo. Outro exemplo são as máquinas fotográficas
26 que fazem o foco automático no rosto das pessoas ou que disparam ao encontrar um sorriso. Até mesmo nos
27 corretores ortográficos dos processadores de texto de computador, é preciso um sistema inteligente para detectar
28 que há um problema de sintaxe na frase e oferecer uma possível correção. "Muita gente reclama que o corretor
29 sempre erra. Mas é preciso lembrar que, como os sistemas inteligentes simulam o ser humano, eles erram como
30 nós", explica Módolo.
FONTE: https://novaescola.org.br/conteudo/1115/o-que-e-inteligencia-artificial
No texto, exerce a mesma função sintática de “de sistemas” (L.7) a expressão

                                                                                                                    [Retratos fiéis] 

            Não sei por que motivo há de a gente desenhar tão objetivamente as coisas: o galho daquela árvore exatamente na sua inclinação de quarenta e três graus, o casaco daquele homem justamente com as ruguinhas que no momento apresenta, e o próprio retratado com todos seus pés-de-galinha minuciosamente contadinhos... Para isso já existe há muito tempo a fotografia, com a qual jamais poderemos competir em matéria de objetividade. 
            Se, para contrabalançar minhas lacunas, me houvesse Deus concedido o invejável dom da pintura, eu seria um pintor lírico (o adjetivo não é bem apropriado, mas vai esse mesmo enquanto não ocorrer outro). Quero dizer, o modelo serviria tão só do ponto de partida. O restante eu transfiguraria em conformidade com meu desejo de fantasia e poder de imaginação. 
                                                                                                                                     (Adaptado de: QUINTANA, Mário. Na volta da esquina. Porto Alegre: Globo, 1979, p. 88) 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado na seguinte frase:
TEXTO
O texto abaixo servirá de base para responder a questão. 

Uma crônica sobre o vazio deixado pelas festas de Natal durante a pandemia

domingo 03 janeiro 2021 0:00 Por Italo Wolff

Pela primeira vez em minha vida, eu passei a noite do dia 24 de dezembro distante de minha família. Sendo órfão e tendo sido criado pelos avós em uma casa marcada pela tragédia, o Natal sempre foi para mim uma reafirmação dos laços de parentesco e da normalidade. Nunca fomos religiosos, mas o pinheiro cheio de enfeites, o presépio com seus pequenos camelos de plástico e o forro de mesa verde e vermelho e dourado pareciam querer dizer que, apesar de tudo, estávamos juntos - éramos uma família unida por tradições estranhas, mas capaz de demonstrar o amor que sentimos uns pelos outros.

Neste ano, a celebração seria mais do que bem-vinda. A estoica matriarca da família, de 94 anos, hoje viúva e solitária, disse que não se importava com pandemia alguma; preferia contrair uma doença mortal do que admitir em seus últimos anos que o caos e a tragédia do mundo haviam vencido. Na­tura­lmente, o restante da família desconsiderou a ideia e obrigou o amor, desajeitado, a procurar outras vias para se manifestar: telefonemas, chamadas de vídeo e entrega de presentes a distância.

Entretanto, percebemos - eu percebi, na voz da matriarca da família - que alguma coisa se rompeu neste Natal. Não houve o reassegurar de normalidade nenhuma - porque nada está normal - e nem a tranquilização da presença dos parentes que, de uma forma ou outra, calharam de sobreviver juntos e decidem continuar unidos. Talvez a matriarca não esteja mais por aqui no ano que vem; talvez os primos decidam aproveitar essa suspensão temporária para interromper o Natal de vez, passando a dedicar as noites do dia 24 às festas nas casas das famílias de seus respectivos cônjuges.

Famílias que vivem espalhadas em duas casas ou mais precisam de oportunidades para elaborar sua identidade enquanto grupo. Ainda que o afeto esteja presente no dia a dia, as datas comemorativas fazem parte de quem somos. Individualmente, sei que o núcleo de minha família perdeu membros demais e começou a ganhar novos integrantes distantes demais para que consiga permanecer unida por mais muito tempo, com pandemia ou sem. Mas, em larga escala, me pergunto o impacto geral que um ano de Natal proibido teve na sociedade.

https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/o-ultimo-natal-304313/ Acessado em 29/03/2021
Assinale abaixo a alternativa que apresenta verbo intransitivo:
No fragmento textual abaixo transcrito, como se classifica a oração subordinada em destaque?
“Chamo de hipertecnologias a inteligência artificial, a robótica e a biotecnologia. Estima-se que, em um futuro próximo, essas três modalidades de tecnologia convergirão e, com isso, haverá um grande salto tecnológico, algo jamais visto na história. [...]”
Fonte: (Revista Filosofia - Ano III, no 150 - (www.portalespaçodosaber.com.br).

Texto para as questões 4 e 5

1 De acordo com o juiz federal Alexandre Vasconcelos,
coordenador do projeto de execução fiscal eletrônica da 1.ª
Região, a eficácia no julgamento manual desses feitos é muito
4 baixa. Segundo ele, de uma média de 22.000 processos
atualmente em tramitação nas varas de execução fiscal do DF,
cerca de 6.000, apenas, estão realmente ativos. O restante está
7 sobrestado ou arquivado provisoriamente, na maioria dos
casos porque, devido à demora nos trâmites, o devedor não é
mais localizado ou não existem mais bens em seu nome para
10 serem penhorados. Ao longo do tempo, a tendência é que
essas dívidas acabem prescrevendo, o que se traduz em
prejuízos ao erário público. "Uma vista para a Procuradoria-
13 Geralda Fazenda Nacional pode durar meses", observa o juiz.
A partir de agora, ele ressalta, a comunicação entre o juiz e o
procurador será toda feita em meio eletrônico, o que deve
16 agilizar bastante essa tramitação. Uma outra vantagem da
execução fiscal eletrônica é o uso da certificação digital - os
juízes poderão assinar eletronicamente os documentos do
19 processo. "O juiz muitas vezes tem de assinar mais de 500
despachos iguais, e agora ele poderá verificar todos e
assiná-los eletronicamente em bloco", comenta Vasconcelos.

Internet: (com adaptações).

Em relação ao texto, assinale a opção correta.

Utilize o Texto I para responder a questão.
Projetos e Ações: Papo de Responsa
O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.
O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.
O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.
Disponível em . Acesso em: 30/ jan./2019.
Assinale a alternativa em que as alterações feitas no excerto do 2º parágrafo do texto mantenham a correção gramatical, quanto à concordância verbal, no trecho apresentado.

A redação que está clara e totalmente correta é:

Entre os países mais poderosos do mundo, os EUA e a França ...... a indústria turística como prioritária. A França, líder mundial no receptivo turístico, ...... 80 milhões de visitantes estrangeiros em 2011, com crescimento de 20% de brasileiros. Os EUA receberam 1.508.279 brasileiros no ano passado, e os gastos desses turistas ...... US$ 8,4 bilhões.

(Folha de S.Paulo, com adaptações)

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

“Ninguém ama tanto a vida como a pessoa que envelhece”. No que se refere à organização sintático-semântica dessa oração, julgue os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I - A oração “que envelhece” expressa ideia de restrição.
II - Os termos “ninguém” e “vida” exercem a mesma função sintática.
III - A forma verbal “envelhece” tem como complemento o termo “pessoa”.

      É indiscutível que no mundo contemporâneo o ambiente do futebol é dos mais intensos do ponto de vista psicológico. Nos estádios a concentração é total. Vive-se ali situação de incessante dialética entre o metafórico e o literal, entre o lúdico e o real. O que varia conforme o indivíduo considerado é a passagem de uma condição a outra. Passagem rápida no caso do torcedor, cuja regressão psíquica do lúdico dura algumas horas e funciona como escape para as pressões do cotidiano. Passagem lenta no caso do futebolista profissional, que vive quinze ou vinte anos em ambiente de fantasia, que geralmente torna difícil a inserção na realidade global quando termina a carreira. A solução para muitos é a reconversão em técnico, que os mantém sob holofote. Lothar Matthäus, por exemplo, recordista de partidas em Copas do Mundo, com a seleção alemã, Ballon d’Or de 1990, tornou-se técnico porque “na verdade, para mim, o futebol é mais importante do que a família”. [...]
      Sendo esporte coletivo, o futebol tem implicações e significações psicológicas coletivas, porém calcadas, pelo menos em parte, nas individualidades que o compõem. O jogo é coletivo, como a vida social, porém num e noutra a atuação de um só indivíduo pode repercutir sobre o todo. Como em qualquer sociedade, na do futebol vive-se o tempo inteiro em equilíbrio precário entre o indivíduo e o grupo. O jogador busca o sucesso pessoal, para o qual depende em grande parte dos companheiros; há um sentimento de equipe, que depende das quali- dades pessoais de seus membros. O torcedor lúcido busca o prazer do jogo preservando sua individualidade; todavia, a própria condição de torcedor acaba por diluí-lo na massa
.

                                                                              (JÚNIOR, Hilário Franco. A dança dos deuses: futebol, cultura, sociedade.
                                                                                          São Paulo: Companhia das letras, 2007, p. 303-304, com adaptações)
*Ballon d’Or 1990 - prêmio de melhor jogador do ano

 

                  O jogador busca o sucesso pessoal ...

A mesma relação sintática entre verbo e complemento, sublinhados acima, está em:

                                                                                                                        A chave do tamanho 


                O antes de nascer e o depois de morrer: duas eternidades no espaço infinito circunscrevem o nosso breve espasmo de vida. A imensidão do universo visível com suas centenas de bilhões de estrelas costuma provocar um misto de assombro, reverência e opressão nas pessoas. “O silêncio eterno desses espaços infinitos me abate de terror”, afligia-se o pensador francês Pascal. Mas será esse necessariamente o caso? 
                O filósofo e economista inglês Frank Ramsey responde à questão com lucidez e bom humor: “Discordo de alguns amigos que atribuem grande importância ao tamanho físico do universo. Não me sinto absolutamente humilde diante da vastidão do espaço. As estrelas podem ser grandes, mas não pensam nem amam - qualidades que impressionam bem mais do que o tamanho. Não acho vantajoso pesar quase cento e vinte quilos”. 
                Com o tempo não é diferente. E se vivêssemos, cada um de nós, não apenas um punhado de décadas, mas centenas de milhares ou milhões de anos? O valor da vida e o enigma da existência renderiam, por conta disso, os seus segredos? E se nos fosse concedida a imortalidade, isso teria o dom de aplacar de uma vez por todas o nosso desamparo cósmico e as nossas inquietações? Não creio. Mas o enfado, para muitos, seria difícil de suportar. 

                                                                                                                (Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 35)
Há pleno atendimento às normas de concordância verbal na frase:
 

Considere o excerto de texto abaixo:
A natureza é inexorável no momento de garantir a vida. Alguns pássaros, como o patola-de-pés-azuis, colocam dois ovos. Se o filhote que _________ primeiro __________ que não cresce o suficiente, seja por sua mãe não lhe dar comida ou por uma época de pouco alimento, _________ a bicadas o segundo filhote. Se _________ comida para os dois, então tudo certo. (Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/12/ciencia/1555073592_113155.html, acesso em 22, abr. 2019.)
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.
Analise o emprego dos verbos existir e saber no fragmento transcrito a seguir, extraído da reportagem “O PARQUE DOS DINOSSAROS” (Veja, 25/09/19), com atenção para o aspecto da concordância verbal.
“No total, existem no momento dezesseis diplomatas no ostracismo, e a maioria não sabe direito como foi parar nessa situação e se ainda tem alguma chance de obter um posto de verdade no ministério. O custo desse desperdício de experiência é de cerca de 4,5 milhões de reais por ano”.
Avalie as proposições com (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas :
( ) Está correto o emprego do verbo “existir” no plural, pois está em harmonia com o sujeito posposto “dezesseis diplomatas”. ( ) Considerando no contexto frasal, a possível correspondência entre os verbos “existir” e “haver”, o verbo “existir” admitiria o uso no singular, sem constituir erro gramatical. ( ) Está correto o uso do verbo “saber” no singular, pois a concordância se dá entre o verbo e o núcleo gramatical “maioria”, formalmente no singular, apesar da noção de plural. ( ) Substituindo-se “a maioria” por “a maioria desses diplomatas”, o verbo “saber” admitiria as duas formas - singular ou plural, neste último caso, concordando com o adjunto e não com o núcleo.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parentes é:
O cemitério dos vivos: testemunho e ficção 
                                                                                                                        Alfredo Bosi 
    Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. Teme principalmente que a ciência livresca que seguem, avessa à ideia mesma de enigma, não lhes permita ter dúvidas, nem Ihes faça ver pessoas, mas apenas casos exemplares devidamente catalogados e passíveis das terapias reificadas nos manuais de psiquiatria. 
    A impotência do internado, que sofrera o arbítrio dos policiais com seus preconceitos de cor e classe, vê-se, de repente, confrontada com a onipotência do médico. A assimetria é brutal e, embora Lima tenha escapado ao risco de virar cobaia de alienistas enrijecidos ou precipitados, a sua crítica guarda um potencial de verdade ainda hoje ameaçador: 
O terrível nessa coisa de hospital é ter-se de receber um médico que nos é imposto e muitas vezes não é da nossa confiança. Além disso, o médico que tem em sua frente um doente, de que a polícia é tutor e a impersonalidade da lei, curador, por melhor que seja, não o tem mais na conta de gente, é um náufrago, um rebotalho da sociedade, a sua infelicidade e desgraça podem ainda ser úteis à salvação dos outros, e a sua teima em não querer prestar esse serviço aparece aos olhos do facultativo como a revolta de um detento, em nome da Constituição, aos olhos de um delegado de polícia. 
(Lima Barreto, p.34) 
(BOSI, Alfredo. O cemitério dos vivos: testemunho e ficção. Prefácio (adaptado) em Diário do hospício e O cemitério dos vivos, Lima Barreto. São Paulo: Cosac Naify, 2010)
No trecho – Perplexo, o intelectual crítico Lima Barreto, cuja obra toda fora uma denúncia da mentira social, teme que os médicos do Hospício o tratem de maneira cega ou arbitrária. –, a oração em destaque exerce função sintática com o mesmo valor da expressão destacada em: 
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