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Escolhi refletir sobre a explicação ainda presente e sempre repetida entre nós, de que o Brasil e os demais países da América Latina foram colônias de exploração – o que explicaria o nosso “atraso e subdesenvolvimento” no presente; enquanto os Estados Unidos surgiam como potência econômica e apresentam solidez nas instituições políticas devido a sua origem como colônia de povoamento. Sabe-se que tal explicação de base estrutural e econômica, além de generalizante e reducionista, não resiste à menor investigação por parte dos estudiosos que se debruçam sobre os documentos da época. É possível sugerir que a formulação colônia de povoamento e colônia de exploração encontrou a ressonância que conhecemos devido ao fato de já nos colocarmos em determinada posição em relação ao centro desenvolvido, sendo que em muitos momentos essa relação se configurou – e se configura – como de subordinação ou subalternidade.
Adaptado de JUNQUEIRA, Mary Anne. “Colônia de povoamento X colônia de exploração: reflexões e questionamentos sobre um mito”. In: Abreu, M.; Soihet, R.; Gontijo, R. Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, pp. 173 – 184.

Com base no trecho, a autora interpreta que o uso dos termos “colônia de exploração” e “colônia de povoamento” está de acordo com
Para analisar os processos econômicos de industrialização no Brasil, o historiador Geraldo de Beauclair propõe que há um movimento de passagem da pré-indústria para a indústria propriamente dita.

Como esclarece Arruda, quando o processo de mecanização ocorre em um dos ramos da produção, ele se difunde para outros ramos, especialmente naqueles setores industriais nos quais haja isolamento em virtude da divisão social do trabalho, de tal modo que cada um produz uma mercadoria independente, mas que constituem, no conjunto, um processo global de produção. O exemplo característico é o da tecelagem, que envolve o aprimoramento na produção de fios, o avanço das indústrias mecânicas para a produção de máquinas, o progresso da metalurgia para produzir o ferro, o desenvolvimento da mineração para extrair carvão mineral, o progresso das experiências químicas (para o aprimoramento das técnicas de branqueamento ou tinturaria) etc.
BEAUCLAIR, G. Raízes da indústria no Brasil. Rio de Janeiro: Studio F&S Editora, 1992. p. 13-14.


De acordo com o autor, a pré-indústria deve ser entendida como uma etapa em que a(o)
Considere a seguinte citação:

“A expressão ‘invasões bárbaras’, consagrada pela tradição historiográfica, deve ser problematizada, uma vez que sugere uma ruptura brusca e unilateral. A pesquisa contemporânea tem evidenciado que o processo de instalação dos povos germânicos no interior do Império foi mais complexo, caracterizado por acomodações, negociações e formas variadas de integração.” SILVA, Gilvan Ventura da. O fim do mundo antigo: uma discussão historiográfica. Dimensões, n. 17, 2005, p. 28).

Sobre o fim do Império Romano, assinale a alternativa correta.
Desde a formação do Estado brasileiro, no início do século XIX, a história tem sido um conteúdo constante nos currículos escolares. Contudo, seus objetivos, propostas e metodologias de ensino nem sempre foram os mesmos. Isto porque, como campo de pesquisa e produção de saber, a história não possui uma abordagem unificada. Logo, no campo de ensino, as abordagens teóricas e metodológicas também variam. Podemos, então, situar a inclusão da história no currículo escolar no ano de 1827, pelo “Decreto das Escolas de Primeiras Letras”, a primeira lei sobre a instrução nacional do Império do Brasil. Segundo o texto desse decreto, a escola elementar (ou básica) deveria fornecer aos educandos noções básicas de política e moral cristã.

(Disponível em: https://acervo.cead.ufv.br/conteudo/pdf/ Acesso em: julho de 2024.)

Devido às variações nos currículos escolares referentes ao conteúdo da história, no período da Primeira República, por exemplo:

Relacione as fases da Revolução Industrial a seguir às suas características.

1. Primeira Fase da Revolução Industrial.

2. Segunda Fase da Revolução Industrial.

3. Terceira Fase da Revolução Industrial.

( ) A substituição do ferro pelo aço na construção de maquinário, devido à sua leveza, além do estímulo às pesquisas científicas.


( ) O surgimento do capitalismo industrial em contraste com a produção rural, o que causou o declínio de formas tradicionais de trabalho, como as de artesãos, e resultou em um aumento significativo da urbanização.


( ) O surgimento de novas formas de comunicação, a introdução de produtos eletrônicos, como softwares, e o uso da energia nuclear.



Assinale a afirmativa que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.

Leia o trecho a seguir.


Comparações e conexões são dois meios muito diferentes de cruzar limites. As comparações visam transcender a unidade única e fechada de análise para contrastar entre duas ou mais unidades para destacar diferenças e/ou semelhanças, para testar atribuições casuais ou para formular um padrão ou generalização. A outra forma importante de transcender fronteiras é conectar unidades que são geralmente abordadas separadamente e sublinhando os laços em jogo entre eles. Neste caso, os limites são ultrapassados substancialmente, em vez de analiticamente, já que o cruzamento é indispensável para definir uma unidade de análise maior do que o normal ou o próprio objeto de pesquisa.

Adaptado de: OLSTEIN, Diego. Thinking History Globally. New York: Palgrave

Macmillan, 2015, p. 59.


Com base na leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir, que apresentam definições de História Comparada e de História Conectada.

I. A História Comparada estuda duas ou mais unidades de análise histórica para encontrar afinidades ou divergências entre elas.

II. A História Conectada examina uma única unidade de análise histórica para aprofundar o estudo e torná-lo mais específico.

III. A História Comparada e a História Conectada são metodologias idênticas, pois buscam relacionar diferentes unidades de análise históricas.

Está correto o que se afirma em

Queridos amigos,
Faz apenas cerca de um mês que escrevi minha última carta para vocês. Desde então acumulei tanto para contar que não sei como começar. Vi os jornais de Chicago de 6, 7, 8 e 9 de junho e eles podem dar uma ideia vaga e indefinida do que os fuzileiros navais fizeram durante todo o mês de junho. Para começar, ainda mantenho boa saúde, boa aparência e disposição feliz, embora não consiga entender como isso é possível. Ontem saímos das linhas (não das trincheiras) após 28 dias de inferno. Algum dia alguém contará a história como deveria ser contada. Como a Marinha enfrentou a retirada francesa, enfrentou os hunos embriagados com a vitória e os arremessou de volta. Estou convencido de que, se não fosse pelos fuzileiros navais dos Estados Unidos, Paris certamente teria sido tomada antes disso. Se eu pudesse transferir minha comissão do exército para o Corpo de Fuzileiros Navais, eu o faria. É uma honra servir com eles. As duas primeiras semanas foram horríveis. Fomos levados às pressas e as coisas estavam quentes desde o início. Não havia trincheiras, todos combates abertos em colinas, campos e florestas, como nossos avós lutaram em 61, mas agora com explosivos, estilhaços, metralhadoras e camaras de gás. As metralhadoras assumiram a liderança, indo aqui e ali, auxiliando um ataque e repelindo outro.
Adaptado de: Letter from Wayne to Folks; 7/1/1918; 3d Bn Replacements & Casualties June 18, 1918 Index Sheet 202 - 12.3; Records of Divisions, 1917 - 1920; Records of the American Expeditionary Forces (World War I), Record Group 120; National Archives at College Park, College Park, MD.

A leitura da carta elaborada por um soldado da Primeira Guerra Mundial foi proposta por um docente como atividade didática sobre o conflito.
A respeito dessa atividade, é possível afirmar que
A ideia de desapropriar árabes palestinos de suas terras para a criação de um Estado exclusivamente judeu nasceu muito antes de 1948, ano da proclamação do Estado de Israel. [...]
O Mandato Britânico da Palestina — período em que a Palestina foi colônia britânica com a derrota do Império TurcoOtomano na 1º Guerra Mundial —, longe de segurar os impulsos do projeto sionista, permitiu que o empreendimento se mantivesse em rápido crescimento. Ao final dos anos 1930, duas décadas após a Declaração de Balfour (1917) [...], líderes sionistas já desenhavam seu projeto em formas concretas. [...]
Como resultado desse processo histórico, Israel hoje exerce grande controle sobre toda a região da Palestina, e são frequentes as denúncias de crimes de violação de direitos humanos.
MAZZEI, Amanda; IRALA, Bruna. Questão Israel-Palestina: 73 anos de limpeza étnica. Jornal do Campus: São Paulo, 24/06/2021. Disponível em: https://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2021/06/questao-israel-palestina73-anos-de-limpeza-etnica. Acesso em: 18 jul. 2024.

Para que um aluno do Ensino Fundamental II entenda a afirmação da primeira frase do texto é necessário que o(a) professor(a) de História explique
Mundo lembra 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial


(http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/05/mu...
-fim-da-segunda-guerra-mundial.html)


No dia 08 de maio de 2015, ocorreram solenidades em muitos países da Europa relembrando o final da Segunda Guerra Mundial, que durou cerca de 6 anos (1939-1945). Com relação a essa Guerra Mundial, é correto afirmar que


Leia o trecho a seguir.
A questão não é nova, pois foi também diante deste dilema que o Papa João XXIII (1958-1963) provocou uma verdadeira “revolução copernicana” na Igreja ao convocar o chamado Concílio Vaticano II (1962-1965). E a palavra de ordem era “aggiornamento”: a atualização da Igreja.

COUTINHO, Sérgio Ricardo. O que foi o Concílio Vaticano II? In: Café História, 2022.

Assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, o objetivo principal da convocação do Concílio Vaticano II.
Uma das realizações do governo de Napoleão Bonaparte (1799-1815) foi a criação do Código Civil de 1804, que garantia, em suas disposições, ideais do Iluminismo e da Revolução Francesa, tais como
Fossem pequenos deslocamentos, como o do camponês que iria trocar excedentes nas feiras ou nos mercados sazonais, fossem as viagens longas por terra ou por mar com objetivos os mais variados [...] os homens e as mulheres medievais se deslocaram. [...] É assim que vemos um grande número de relatos [de viagem] se proliferar ao mesmo tempo que percebemos justamente a circulação de maior alcance se tornar mais e mais comuns: do mundo cristão, temos como relato mais célebre o de Marco Polo que, tomando a Rota da Seda, entraria em contato com o mundo mongol, chegaria à China e a diversas regiões longínquas. Estes relatos, não raro, trarão impressões desses viajantes sobre os lugares que visitam e os povos com os quais travam contato, sendo fonte imprescindível para pensarmos questões como a de identidade e de alteridade.
CASTRO, Anna Carla Monteiro de. A rihla de Ibn Jubayr: Relato da peregrinação de um viajante muçulmano. FORTES, C. (Org.) et al. Ensinar e Aprender Idade Média. Niterói: Translatio Studii, 2021.

Para que um(a) estudante do Ensino Fundamental II possa entender a existência do tipo de relato expresso no texto é necessário
Leia o trecho a seguir:

Seria uma grande vantagem ao Estado que as artes fossem exercidas por mulheres. Assim, as famílias viveriam abundantes com a universal aplicação de ambos os sexos. Se a educação não é extensiva às mulheres e filhas dos artesãos, elas vão continuar desocupadas e não poderão inspirar seus filhos e maridos na conduta laboriosa, de que elas mesmas estão distantes. Agora que não estão encerradas e nem deve estar, é coisa certa que as mulheres devem concorrer a fomentar a indústria, em todo o que é compatível com o decoro de seu sexo e com suas forças. Costurar qualquer gênero de roupas, vestidos ou adornos, pode muito bem ser feito por mulheres.
Adaptado de: CAMPOMANES, Pedro Rodríguez. Discurso sobre la educación popular sobre los artesanos y su fomento, 1775.

Durante o século XVIII, período conhecido como iluminismo, administradores e conselheiros reais propuseram projetos reformistas em diferentes monarquias europeias. Assinale a afirmativa que descreve corretamente a política proposta pelo autor sobre o trabalho feminino.

Leia o texto a seguir.

O século XIV testemunhou uma crise da antiga ordem feudal, seguindo bem nos calcanhares do surgimento das cidades. Nessa crise, o modo de produção feudal, baseado na servidão, foi seriamente abalado e atingiu um adiantado estado de desintegração, cujos efeitos foram vistos na economia senhorial do século seguinte.


Adaptado de: DOBB, Maurice. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: Zahar,

1965, p. 33.


As afirmativas a seguir descrevem corretamente elementos que explicam a crise do feudalismo, à exceção de uma. Assinale-a.

A religião dos romanos era politeísta e antropomórfica com nítidas influências das crenças etrusca e grega. Ao dominar grande parte do mundo conhecido, os romanos entraram em contato com diversas religiões e tiveram por elas grande respeito. Algumas chegaram a erigir seus templos na própria cidade de Roma. O Panteão, ou conjunto de deuses, dos romanos chegou a incorporar alguns dos deuses gregos, com nomes trocados para nomes latinos, mas com os mesmos atributos.

(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011)

A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquistadas não existiu, entretanto, para com a religião cristã, pois

Analise as afirmativas a seguir sobre a Revolução dos Cravos:

( ) O movimento de aspirações socialistas foi abafado pelo governo salazarista que intensificou suas atividades após a derrota do movimento. ( ) O movimento teve como centro de suas críticas a atuação militar que repreendeu os manifestantes durante os protestos nas regiões urbanas. ( ) O movimento apoiou a independência das possessões portuguesas no continente africano.

A respeito do movimento, está correto o que se afirma em
Diversos grupos de muçulmanos locais reunidos por um discurso nacionalista comum, em 1947, formaram um grupo revolucionário que contava com homens de escolaridade formal limitada, mas com experiência militar no exército francês. Eles aderiram à Organização Secreta, iniciando uma coleta de armas e dinheiro. Em 1954, contando também com membros das elites culturais e políticas, foi formada a Frente de Libertação Nacional (FLN), que iniciou a guerra de guerrilhas.
O movimento cresceu também como reação à repressão militar do governo francês, tornando-se um movimento nacional que contava com a simpatia da opinião pública de todo o mundo.

(Leila L. Hernandez. A África na sala de aula: visita à História Contemporânea. Adaptado)

O excerto aborda contexto histórico relativo à

Leia o trecho do discurso do ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill, pronunciado na cidade norte-americana de Fulton, em 1946.

De Stettin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, desceu uma cortina de ferro sobre o continente. Por trás dessa linha estão todas as capitais dos antigos Estados da Europa Central e Oriental: Varsóvia, Berlim, Viena, Budapeste, Belgrado, Sófia e Bucareste.

(Martin Gilbert. Churchill: uma vida, 2016.)


Nesse discurso foi empregada a expressão “cortina de ferro”, que se referiu, em grande parte da segunda metade do século XX,

Sabe-se hoje que a visão retrospectiva da Europa medieval como uma “idade das trevas” foi elaborada por eruditos renascentistas e, sobretudo, por eruditos iluministas. Sabe-se que essa visão esteve condicionada por uma perspectiva racionalista, liberal e anticlerical, num momento em que ser humanista significa colocar em questão os pressupostos teocêntricos defendidos pelos representantes da Igreja, defender o avanço das “luzes”, da razão e do progresso.

(MACEDO, José Rivair, Repensando a Idade Média no ensino de História, In Leandro Karnal (Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

Entre as marcas do mundo medieval que contradizem a visão retrospectiva discutida no trecho, é correto identificar
As palavras de Lutero não foram ao encontro apenas das angústias espirituais de uma Alemanha dividida mas, também, revelaram-se interessantes às controvérsias humanas. Cavaleiros, nobres, mercadores, muitos nutriam desconfianças por Roma, e, ao mesmo tempo, mostravam-se ávidos por incorporarem suas riquezas. A defesa que Lutero fazia da dependência exclusiva de Deus atraiu esses indivíduos.

(Patrícia Woolley, Um destino. Revista de História da Biblioteca Nacional, 08.01.2013. Adaptado)

Entre outros fatores, as desconfianças de que trata o texto estavam relacionadas

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