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[...] a revolução que eclodiu entre 1789 e 1848 [...] constitui a maior transformação da história humana desde os tempos remotos quando o homem inventou a agricultura e a metalurgia, a escrita, a cidade e o Estado. Esta revolução transformou, e continua a transformar, o mundo inteiro.

(Eric J. Hobsbawm. A Era das revoluções: Europa 1789-1848, 1981.)


As profundas rupturas históricas citadas no excerto definem-se como mudanças

O Regime de governo democrático teve origem em Atenas, na Grécia antiga, conhecendo seu apogeu no século V a.C.. Comparando características desse regime com o sistema político brasileiro, está correto afirmar que, na Atenas da Antiguidade,
A Rússia foi o primeiro país do mundo a instalar um regime socialista baseado nos princípios do marxismo. O governo revolucionário, dirigido por Lenin, tomou imediatamente diversas medidas destinadas a modificar totalmente a sociedade russa, visando conduzi­la no caminho do socialismo.
(www.aticaeducacional.com.br/htdocs/Especiais/URSS/link1.htm. Adaptado)

Dentre as medidas tomadas, está correto apontar a
A Etiópia constitui um caso singular na história do continente africano durante o neocolonialismo. Sobre esse processo, assinale a alternativa correta.
O fascismo se afirmou onde estava em curso uma crise econômica (inflação, desemprego, carestia etc.), ou onde ela não tinha sido completamente superada, assim como estava em curso uma crise do sistema parlamentar, o que reforçava a ideia de uma falta de alternativas válidas de governo.
(Renzo De Felice. O fascismo como problema interpretativo,In. A Itália de Mussolini e a origem do fascismo. São Paulo:Ícone Editora, 1988, p 78-79. Adaptado)


Interpretando-se o texto, pode-se afirmar que os regimes fascistas, característicos de alguns países europeus no período entre as duas guerras mundiais, foram estabelecidos em um quadro histórico de:
Richard Nixon disse certa vez que para onde o Brasil fosse iria o resto da América Latina. Documentos recentemente revelados pelo Departamento de Estado norte­-americano revelam que o presidente dos Estados Unidos não apenas acreditava na influência que o Brasil teria sobre seus vizinhos: Nixon contava com ela. O relatório feito pelo então secretário de Estado norte-­americano, Henry Kissinger, mostra que a reunião ocorrida entre Nixon e Emílio Garrastazu Médici em 1971 foi marcada por tentativas de influenciar a política latino-­americana. No entanto, o ponto alto do documento, tornado público em julho deste ano, é o acordo para uma possível derrubada de Salvador Allende da Presidência do Chile. O documento é a prova mais clara, até agora, da existência de um interesse real por parte do regime militar brasi­ leiro em patrocinar um golpe de Estado no Chile.

(www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania, 29.08.2009. Adaptado)

O texto discorre sobre fato relacionado ao contexto
Os legados culturais da Antiguidade clássica permanecem fundamentais para a compreensão da formação da sociedade ocidental. Nesse sentido, qual alternativa expressa corretamente esse legado?
Leia o trecho a seguir:

"O conhecimento histórico contemporâneo não se reduz à narrativa dos fatos políticos, mas busca compreender experiências, identidades e memórias, articulando múltiplas temporalidades e sujeitos." (PINSKY, Carla Bassanezi. Novos temas nas aulas de História. São Paulo: Contexto, 2011, p. 17).

Com base no texto, pode-se afirmar que:
“Talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania. Os franceses já descobriram que o escuro da pele não é motivo para que um ser humano seja abandonado, irreparavelmente, aos caprichos de um torturador. É possível que algum dia se reconheça que o número de pernas, a vilosidade da pele ou a terminação dos os sacrum são motivos igualmente insuficientes para se abandonar um ser sensível ao mesmo destino. O que mais deveria traçar a linha insuperável? A faculdade da razão, ou, talvez, a capacidade de falar? Mas para lá de toda comparação possível, um cavalo ou um cão adulto são muito mais racionais, além de bem mais sociáveis, do que um bebê de um dia, uma semana, ou até mesmo um mês. Imaginemos, porém, que as coisas não fossem assim; que importância teria tal fato? A questão não é saber se são capazes de raciocinar, ou se conseguem falar, mas, sim, se são passíveis de sofrimento." (J. Bentham. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Adaptado)
Nesse texto, Jeremy Bentham, filósofo britânico do século XVIII, chama a atenção para
A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história da humanidade, e envolveu diversos países em quatro continentes. Os participantes se aliaram em dois grupos, sendo eles os Aliados e os Países do Eixo. Marque a alternativa na qual estão relacionados os Países do Eixo.
Sobre os níveis e ritmos de duração do tempo histórico, considere as seguintes afirmativas:

I. O tempo do acontecimento breve se refere a eventos que têm uma duração longa e impactante, como regimes políticos ou transformações econômicas significativas.
II. O tempo da conjuntura pode ser identificado por eventos com duração que abrange períodos de vida, como guerras e crises econômicas.
III. O tempo da estrutura corresponde a mudanças que ocorrem de forma rápida e visível, como a assinatura de um acordo ou a fundação de uma cidade.
IV. O tempo da estrutura reflete mudanças lentas e duradouras, como hábitos religiosos e sistemas de trabalho que persistem por longos períodos.

Com base nas afirmativas, estão corretas:

Os 40 anos dos governos dos reis D. João II e D. Manuel (1481-1521) cobrem momentos extremamente fecundos da história da Humanidade. É o tempo das grandes viagens e descobertas marítimas: a de Bartolomeu Dias que, na tábua das naus, sem combate com os homens mas tão só com os elementos, verificou a ligação do Atlântico e do Índico; a viagem de Cristóvão Colombo que ligou permanentemente a Europa, ávida de ouro e prata, a um novo continente, a América; a de Vasco da Gama que duradouramente uniu pelos oceanos e pelas naus da pimenta o Ocidente ao Oriente; a viagem de Pedro Álvares Cabral que ligou Lisboa e a Europa ao Atlântico Sul.

(António Borges Coelho. “Os argonautas portugueses e o seu velo de ouro (séculos XV e XVI)”. In: José Tengarrinha (org.). História de Portugal, 2001.)


O excerto refere-se à cronologia histórica que tem como referência o período de governo de dois reis portugueses. Nesse período,

Na segunda metade do século XIX, os Estados Unidos reali­zaram o Destino Manifesto, isto é, a expansão para o oeste até o Oceano Pacífico. Sobre este movimento, também conheci­do como “Marcha para o Oeste”, pode­-se afirmar que

Leia o trecho a seguir.


A maioria das pessoas tende a pensar que a História Cultural aborda a cultura superior, a Cultura com C maiúsculo. Então, o leitor pode querer uma palavra de explicação. Enquanto o historiador das ideias esboça a filiação do pensamento formal, de um filósofo para outro, o historiador etnográfico estuda a maneira como as pessoas comuns entendiam o mundo. Tenta descobrir a cosmologia, mostrar como organizavam a realidade em suas mentes e a expressavam em seu comportamento. Não tenta transformar em filósofo o homem comum, mas ver como a vida comum exigia uma estratégia. Operando ao nível corriqueiro, as pessoas comuns aprendem a “se virar” e podem ser tão inteligentes, à sua maneira, quanto os filósofos. Mas, em vez de tirarem conclusões lógicas, pensam com coisas, ou com qualquer material que sua cultura lhes ponha à disposição, como histórias ou cerimônias.

Adaptado de: DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. E outros episódios

da História cultural francesa. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. XIV.



Assinale a opção que descreve corretamente a compreensão do autor sobre o objeto de estudo da História Cultural.

“A epopeia, a tragédia, assim como a poesia ditirâmbica e a maior parte da aulética e da citarística, todas são, em geral, imitações. Diferem, porém, umas das outras, por três aspectos: ou porque imitam por meios diversos, ou porque imitam objetos diversos ou porque imitam por modos diversos e não da mesma maneira. Pois tal como há os que imitam muitas coisas, exprimindo-se com cores e figuras (por arte ou por costume), assim acontece nas sobreditas artes: na verdade, todas elas imitam com o ritmo, a linguagem e a harmonia, usando estes elementos separada ou conjuntamente. Por exemplo, só de harmonia e ritmo usam a aulética e a citarística e quaisquer outras artes congêneres, como a siríngica; com o ritmo e sem harmonia, imita a arte dos dançarinos, porque também estes, por ritmos gesticulados, imitam caracteres, afetos e ações."

(Aristóteles, Poética. São Paulo: Abril Cultural, 1984)


A partir do texto, pode-se concluir que, segundo Aristóteles,

Sobre o fim da Antiguidade Clássica e o início da Idade Média, considere as seguintes afirmativas:

I. A queda do Império Romano foi influenciada por diversos fatores, incluindo crises econômicas e dificuldades administrativas.
II. A economia do Império Romano era baseada unicamente no comércio de especiarias com a China.
III. A Pax romana foi um período de constantes guerras e conflitos internos dentro do império.
IV. O trabalho escravo foi uma invenção dos germanos que invadiram Roma e não tinha importância na sociedade romana. Com base nas afirmativas, estão corretas:
Durante o período medieval, a expansão econômica, a pressão demográfica e a participação nas Cruzadas tiveram impactos significativos na sociedade feudal. Considerando esses fatores, qual alternativa melhor descreve as consequências dessas mudanças para o sistema feudal e suas instituições?
Foi durante a Renascença que surgiu o costume de dividir a história do mundo em três grandes épocas: antiga, medieval e moderna. Tal classificação se coaduna com a crença do homem comum, de que este nosso planeta só testemunhou dois grandes períodos de progresso: o tempo dos gregos e dos romanos e a época das invenções modernas. Entre esses dois períodos localiza-­se a Idade Média, considerada como um interregno de profunda ignorância e superstição. Desse modo, quando um reformador moderno deseja exprobrar as ideias de um adversário conservador, tudo o que tem a fazer é estigmatizá­las como “medievais”. Sem dúvida ele ficaria muito surpreendido se soubesse que as doutrinas sociais e econômicas de alguns pensadores medievais eram, na realidade, bastante semelhantes às nossas.

(Edward M. Burns. História da Civilização Ocidental. Porto Alegre: Globo, 1986, p. 255. Com cortes)

De acordo com o autor, a expressão “Idade Média”
Não se pode esquecer que se tratava de uma sociedade de ordens. Existiam aqueles que tinham nascido para orar, o clero; aqueles que haviam nascido para guerrear, os nobres; e aqueles que haviam nascido para o trabalho, os camponeses. Não existia a possibilidade de ascender socialmente, quer dizer, um camponês não poderia se trans­ formar em nobre.

(Catelli Jr., Roberto. História: texto e contexto. São Paulo: Scipione, 2006. Adaptado)

A qual tipo de sociedade e a que modo de produção, respec­tivamente, o texto se refere?
“Aqui, portanto, está a complexidade, o fascínio e a tragédia de toda vida política. A política é composta de dois elementos – utopia e realidade – pertencentes a dois planos diferentes que jamais se encontram. Não há barreira maior ao pensamento político claro do que o fracasso em distinguir entre ideais, que são utopia, e instituições, que são realidade. O comunista, que lançava o comunismo contra a democracia, pensava normalmente no comunismo como um ideal puro de igualdade e fraternidade, e na democracia como uma instituição que existia na Grã-Bretanha, França ou Estados Unidos, e que apresentava os interesses escusos, as desigualdades e a opressão inerentes a todas as instituições políticas. O democrata, que fazia a mesma comparação, estava de fato comparando um padrão ideal de democracia existente no céu, com o comunismo, como uma instituição existente na Rússia Soviética, com suas divisões de classes, suas caças aos hereges e seus campos de concentração. A comparação, feita, em ambos os casos, entre um ideal e uma instituição, é irrelevante e não faz sentido. O ideal, uma vez incorporado numa instituição, deixa de ser um ideal e torna-se a expressão de um interesse egoístico, que deve ser destruído em nome de um novo ideal. Esta constante interação de forçasirreconciliáveis é a substância da política. Toda situação polí­tica contém elementos mutuamente incompatíveis de utopia e realidade, de moral e poder."

(E. H. Carr, Vinte Anos de Crise: 1919-1939. Uma Introdução ao Estudo das Relações Internacionais. Editora Universidade de Brasília, 2001)


Nesse texto, o historiador, jornalista e teórico das relações internacionais britânico E. H. Carr reflete sobre a complexidade da política. Segundo o texto,

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