Catão, o Velho (Marcus Porcius Cato), célebre senador
romano do século II a.C., tornou-se conhecido por encerrar
todos os seus discursos no Senado com a frase Carthago
delenda est (“Cartago deve ser destruída”). Essa expressão
não era mero recurso retórico, mas revelava as
preocupações estratégicas de Roma diante de sua principal
rival no Mediterrâneo Ocidental.
Considerando o contexto histórico dessa afirmação,
assinale a alternativa correta.
✂️ A) A frase refletia o temor de Roma em relação à rápida
expansão cartaginesa na Península Ibérica e à ameaça
de uma nova guerra, mesmo após a derrota de Aníbal
na Segunda Guerra Púnica.
✂️ B) Catão defendia a destruição de Cartago para garantir o
monopólio romano sobre as rotas comerciais do
Mediterrâneo Oriental, dominadas pela Grécia e pelo
Egito helenístico.
✂️ C) O pronunciamento de Catão ocorreu no contexto da
Primeira Guerra Púnica, quando Roma ainda não havia
consolidado seu poder naval frente à frota cartaginesa.
✂️ D) A célebre expressão relaciona-se à repressão de
revoltas internas em Roma, em que Catão associava
Cartago ao perigo representado pelos irmãos Graco e
suas reformas agrárias.
✂️ E) O apelo de Catão estava ligado à aliança militar entre
Cartago e o Império Selêucida, que ameaçava
transformar Roma em uma potência secundária no
Mediterrâneo.
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O colapso do Império Turco-Otomano, precipitado pela
Primeira Guerra Mundial, não foi apenas resultado de
derrotas militares. Sobre esse assunto, assinale a
alternativa correta.
✂️ A) O Império Otomano, aliado da Tríplice Entente,
participou diretamente das campanhas nos Bálcãs
contra a Alemanha e a Áustria-Hungria, mas foi
enfraquecido pela ocupação britânica em Istambul, no
ano de 1915.
✂️ B) O nacionalismo árabe, estimulado pelas promessas
britânicas de independência, somado às campanhas
militares de T. E. Lawrence, contribuiu para a
desintegração da autoridade otomana em regiões
como a Síria e a Palestina.
✂️ C) O Tratado de Lausanne (1920) estabeleceu a partilha
dos territórios otomanos entre França e Reino Unido,
além de criar mandatos internacionais na Península
Arábica.
✂️ D) A ascensão de Mustafá Kemal Atatürk, ainda durante a
guerra, consolidou imediatamente um regime
republicano centralizado em Ancara, reconhecido
internacionalmente já em 1918.
✂️ E) O colapso otomano ocorreu sem envolvimento das
potências europeias, resultando apenas de disputas
internas entre turcos, curdos e árabes pela definição de
fronteiras nacionais.
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Considere a seguinte citação:
“A expressão ‘invasões bárbaras’, consagrada pela tradição
historiográfica, deve ser problematizada, uma vez que
sugere uma ruptura brusca e unilateral. A pesquisa
contemporânea tem evidenciado que o processo de
instalação dos povos germânicos no interior do Império foi
mais complexo, caracterizado por acomodações,
negociações e formas variadas de integração.” SILVA,
Gilvan Ventura da. O fim do mundo antigo: uma discussão
historiográfica. Dimensões, n. 17, 2005, p. 28).
Sobre o fim do Império Romano, assinale a alternativa
correta.
✂️ A) A desagregação do Império Romano pode ser explicada
exclusivamente pela pressão militar dos povos
germânicos, que impôs colapso súbito às instituições
romanas.
✂️ B) A incorporação dos povos germânicos ao exército e ao
sistema político romano contribuiu para mudanças
estruturais que fragilizaram a unidade imperial.
✂️ C) O processo de ruralização econômica foi irrelevante
para a queda, uma vez que o comércio mediterrânico
permaneceu sólido e estável até o século V.
✂️ D) O colapso do Império ocorreu sem relação com crises
internas, devendo-se exclusivamente à expansão do
cristianismo e sua oposição à ordem imperial.
✂️ E) O fim do Império pode ser compreendido como
fenômeno externo ao mundo romano, uma ruptura
total provocada por fatores alheios às suas
transformações sociais.
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