Questões de Concursos
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Nada por aqui
A fim de tornar um texto mais conciso, um dos processos utilizados é a substituição de uma locução por uma só palavra.
Assinale a frase abaixo em que essa substituição foi feita de forma adequada.
Correlacione as colunas a seguir.
( 1 ) Jacá é um balaio feito de taboca ou de cipó. Aqui nós temos o cipó do índio, de iscara, usa muito o cipó titica, que serve pra fazê remanchim, pra fazê jacá, dá pra fazê cesto, pra fazê cofa.
( 2 ) Chega lá, tira as caxa, aí cada um começa imbalá os mamão, joga por riba do caminhão, aí tem um que vai fazeno a carga, colocano uma caxa em riba da ôta, aí depois que imbala tudinho, joga uma lona, vem marrano o caminhão.
( 3 ) O balcão do bolicho é a mesa de comunhão do povo gaudério; é o rude confessionário onde o guasca solitário chora as mágoas tomando um gole de canha.
( 4 ) Recorde-se que o Correio da Manhã divulgou esta quarta-feira imagens da alegada violação de uma rapariga dentro do autocarro enquanto vários outros jovens assistiam.
( 5 ) Chegando em casa se empiriquitou de vez e rebolou no mato todas as catrevagens da letreca: uma alpercata, um gigolé amarelo manga, um califon com reforço di levantá e uns pés de planta que ela tinha trazido quando iam se amancebar.
( ) Uso de palavras e expressões típicas do Nordeste do Brasil.
( ) Presença de traços do português falado no Norte do Brasil e que faz referência a práticas culturais indígenas.
( ) Uso de palavras e de estruturas sintáticas características do português europeu (de Portugal).
( ) Emprego de itens lexicais característicos do português de contato com a língua espanhola, em áreas de fronteira, no Rio Grande do Sul.
( ) Texto que reproduz traços do português falado em certas regiões do Sudeste do Brasil, tais como o interior de São Paulo e de Minas Gerais.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Acerca da análise linguística do vocábulo “conscientização”, assinale a alternativa INCORRETA.
TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 01 A 10.
Gastos de turistas no Brasil em 2023 superam ano de Copa e chegam a US$ 6,9 bilhões, diz governo
A Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) informou nesta segunda-feira (5) que os gastos de turistas de outros países no Brasil em 2023 atingiram US$ 6,9 bilhões, representando, segundo o órgão, o maior valor no período de um ano.
Segundo a Embratur, até então, o recorde havia sido registrado em 2014, quando os turistas gastaram no Brasil US$ 6,8 bilhões (em valores corrigidos). A série histórica do Banco Central para o indicador, utilizado pela Embratur, tem início em 1995.
Naquele ano, o país sediou a Copa do Mundo de futebol em mais de uma dezena de cidades, entre as quais Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador.
Na comparação com 2022, quando os turistas de outros países gastaram no Brasil US$ 4,9 bilhões, o crescimento em 2023 foi de US$ 2 bilhões, segundo os dados oficiais. A meta, de acordo com a Embratur, é alcançar em 2027 o montante de US$ 8,1 bilhões.
Em nota, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, avaliou que o resultado tem relação com a reaproximação do Brasil com outros países do mundo, acrescentando que o setor de turismo tem capacidade de gerar emprego e renda à medida em que aumentarem os números de turistas e de gastos no país.
De acordo com a agência, o país registrou a entrada de 6 milhões de turistas, o que representa número próximo ao registrado pré-pandemia de Covid.
Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2024/02/05/gastos-de-turistas-no-brasil-em-2023-superam-ano-de-copa-e-chegam-a-us-69-bilhoes-diz-governo.ghtml(adaptado).
No trecho "o crescimento em 2023 foi de US$ 2 bilhões", a palavra "crescimento" pode ser classificada como:
Sociologia Ambiental
O interesse da academia no desenvolvimento de estudos voltados para as questões ambientais é relativamente novo. Só começou a aparecer em meados de 1970, quando o mundo, fortemente influenciado por movimentos ecologistas e ambientalistas nascidos nos EUA, finalmente voltava seus olhos aos desastres ambientais causados pelos homens. Até então acreditava-se que os recursos naturais eram infinitos e que os impactos causados pelo homem eram facilmente revertidos pela natureza. Assim, discutir o futuro do planeta não parecia ser relevante.
Na década de 1990, os estudos voltados para a relação sociedade-natureza deram um grande salto com as contribuições de um dos mais respeitados e conhecidos sociólogos ambientais do mundo: Frederick Howard Buttel. Nascido nos Estados Unidos, Buttel dedicou sua vida acadêmica a compreender as complexas relações entre a sociedade e o ambiente natural. Apontava o caráter ambivalente do homem, que seria parte integrante da paisagem natural, submetido às dinâmicas próprias da natureza e, ao mesmo tempo, agente modificador e criador de novos ambientes. Sobre essa dualidade humana escreveu:
O ser humano, especialidade zoológica da Sociologia, é singular em todo o mundo animal, tanto quanto o é sua capacidade de criar uma cultura e comunicação simbólica. A Sociologia não pode nem deve se tornar um ramo da ecologia comportamental. Mas o ser humano também é uma espécie entre muitas, e é uma parte integral da biosfera. Assim, um entendimento perfeito do desenvolvimento histórico e do futuro das sociedades humanas se torna problemático quando se deixa de considerar o substrato ecológico e material da existência humana. Esse entendimento é limitado pelo antropocentrismo sociológico. Parece certo que, no futuro, haverá prolongados debates sobre articulação ou isolamento “adequados” entre a Sociologia e a Biologia.
Também na década de 1990, a Sociologia Ambiental ganhou mais contribuições com os estudos do sociólogo, antropólogo e filósofo da ciência, o francês Bruno Latour. Em seu ensaio monográfico Jamais fomos modernos, ele afirma que essa divisão sociedade-natureza seria, na verdade, uma invenção ocidental. Seria um traço característico da modernidade a criação de Constituições que definem e separam o que é humano do não humano, “legalizando” assim essa separação. No entanto, defende ele que na realidade essa separação não existe, porque o homem está em constante mudança em função do meio em que vive, assim como a natureza está em constante mudança em função das vontades humanas. Em outras palavras, o social está submetido ao natural e vice-versa.
RAMOS, V. R. Os caminhos da Sociologia Ambiental.Sociologia.ed.
72. 2017. p. 45-46.[Adaptado]
Texto 1
Redes sociais são amigas ou inimigas da saúde mental de jovens?
Com o uso generalizado e quase constante de redes sociais, têm surgido debates sobre seus impactos na salde mental, especialmente dos mais jovens. A popularização dessas preocupações levou pesquisadores de diversas áreas a se dedicarem a compreender as nuances dessa relação. Afinal, o que revelam as evidências sobre o tema?
A pesquisa de Sumer Vaid e outros autores introduziu o conceito de “sensibilidade as mídias sociais" para explorar como a relação entre o uso de mídias sociais e o bem-estar varia entre diferentes indivíduos e contextos. O estudo revelou que na média há uma pequena associação negativa entre o uso das redes e o bem-estar subsequente. Contudo essa associação variava muito a depender de outras características dos participantes.
Por exemplo, indivíduos com disposições psicológicas vulneráveis, como depressão, solidão ou insatisfação com a vida, tendiam a experimentar uma sensibilidade negativa mais acentuada em comparação com aqueles não vulneráveis, Além disso, certos contextos físicos e sociais de uso das redes intensificaram essa sensibilidade negativa, sugerindo que a sua influência na saúde mental é multifacetada e dependente do contexto.
Já Amy Orben e outros pesquisadores decidiram investigar como o uso de redes sociais influencia a satisfação com a vida apenas em certas fases de desenvolvimento, como a puberdade e a transição para a independência, aos 19 anos. Isso destaca como as transformações neurocognitivas e sociais da adolescência podem intensificar o impacto das redes.
Dado o papel crucial das interações nessa idade, as redes sociais, que medem aprovação social por meio de "curtidas"”, podem exacerbar preocupações com autoestima e aceitação. Apesar dessas descobertas, os autores recomendam mais estudos sobre o uso de mídias em diferentes estágios de desenvolvimento, para entender melhor essa interação e formular politicas de proteção de saúde mental dos adolescentes nesta era digital.
Nesse sentido, a psicóloga e pesquisadora Candice Odgers defende cautela para as interpretações das pesquisas que estabelecem uma ligação direta entre o uso de redes sociais e o surgimento de problemas de saúde mental. Odgers adverte que, apesar das preocupações legitimas acerca de seus impactos adversos, as evidéncias cientificas atuais não confirmam uma relação causal direta. Ela enfatiza a importância de distinguir entre correlação e causalidade e de considerar a influência de uma série de fatores genéticos e ambientais no bem-estar.
Então, enquanto algumas pesquisas sugerem uma associação negativa entre o uso de mídias sociais e a saúde mental, é crucial reconhecer a diversidade de experiências entre os usuários. Fatores como disposições psicológicas, contextos de uso e a natureza interativa das plataformas sociais desempenham papéis significativos nessa equação, de acordo com ponderações desses mesmos estudos.
O fato é que as redes vieram para ficar. Até o momento, os resultados das pesquisas enfatizam a importância de adotar uma perspectiva mais abrangente e individualizada ao examinar seus impactos.
Educadores, pais, legisladores e o setor de tecnologia precisam, antes de tudo, reconhecer a complexidade envolvida para então formular estratégias que minimizem os riscos associados ao uso dessas plataformas. No entanto, não podemos negligenciar os benefícios que elas oferecem, como a interação social com pessoas distantes e o acesso à informação, que podem ser benéficos para muitos.
Se não considerarmos esses fatores, corremos o risco de, ao buscar um culpado para os problemas de saúde mental de nossa época, ficarmos sem soluções efetivas e descartarmos o que há de bom.
BIZARRIA, Deborah. Folha de São Paulo, 5.4.24
Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.
Mais que farinha, água e sal
De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.
“Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.
O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.
Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.
Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.
(Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.)
Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro
Por Aluizio Falcão Filho
(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
O termo “nos” (l. 42) é classificado morfologicamente como:
Texto 3
O mundo onde vivemos
Como todos os dias, acordo, arrumo a casa e saio para a rua. Lá, vejo-a suja e tudo muito poluído, nada de verde! Nada de natureza. Olhando aquilo, resolvi tomar uma atitude que achei que poderia ajudar muito a população.
Fui com um cesto de lixo pegando os papéis que estavam no chão. Andei alguns metros, e o cesto logo ficou cheio. Peguei outra sacola de lixo para continuar andando por todo o bairro. Olhando o bairro limpo, até fiquei satisfeito.
Então, resolvi voltar para casa. Chegando lá, pensei por que todo mundo não poderia ser assim: ajudando a viver em um lugar melhor, limpo e feliz?
No dia seguinte, acordei, arrumei a casa e fui para a rua. Lá, vi que todo meu trabalho do dia anterior foi por água abaixo. Notei toda rua suja novamente, até com mais papéis do que no dia anterior.
Aí parei e pensei: o mundo em que vivemos está cada dia mais perdido.
LOPES, Igor da Silva Ramos. O mundo onde vivemos. Disponível em:
<https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr
onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2023.
[Adaptado].