A insuficiência cardíaca (IC) é a via final de muitas doenças que afetam o coração, o que explica a sua crescente prevalência. A atenção aos pacientes com IC é um desafio pelo caráter progressivo da doença, a limitação da qualidade de vida e a alta mortalidade. Estima-se que uma em cada cinco pessoas tem chance de desenvolver a síndrome ao longo da vida.
A IC resulta em alterações hemodinâmicas como redução do débito cardíaco e elevação da pressão arterial pulmonar e venosa sistêmica. A suspeita diagnóstica é baseada principalmente em dados de anamnese e exame físico, e pode ser confirmada com exames complementares.
Assinale a opção que representa um critério menor de Framingham para diagnóstico de IC.
Em relação aos critérios de Jones para o diagnóstico de Febre Reumática, assinale a afirmativa correta.
Homem de 68 anos, com hipertensão arterial em tratamento regular com losartana, comparece à consulta com queixa de emagrecimento de 8kg em 3 meses, associado à constipação intestinal, fezes em fita e hematoquezia nas últimas semanas. Relata também febre vespertina, sudorese noturna e cansaço progressivo. Ex-tabagista de 30 maços/ano (parou há 10 anos), sem outras comorbidades.


Ao exame: emagrecido, eupneico, hipocorado 2+/4+, desidratado. Temperatura axilar: 37,8º C, FC: 110 bpm, PA: 150x60 mmHg; ausência de linfonodomegalias; murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventícios; ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas, sopro sistólico 2+/6+ em foco aórtico, com irradiação carotídea e sopro diastólico aspirativo em foco aórtico acessório 3+/6+; pulso carotídeo célere. Abdome levemente distendido, indolor. Espaço de Traube submaciço. Membros inferiores sem edema.
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável do quadro, assinale a opção correta.
Ao analisar um eletrocardiograma, deixado sobre a bancada sem identificação, você observa que todas as ondas P são normais e seguidas por um complexo QRS. No entanto, o intervalo PR é mais longo que o normal (> 0,20 segundo). Não há evidência de outras alterações eletrocardiográficas.
Este achado é compatível com

Um paciente de 62 anos, hipertenso, compareceu a consulta ambulatorial regular. Apesar da implementação adequada de medidas de estilo de vida, relatou que seus níveis pressóricos se mantiveram elevados nas aferições de pressão em sua residência. Estava em uso de doses plenas de enalapril, indapamida e amlodipina. Em investigação recente, foram afastadas causas secundárias de hipertensão arterial. Ao exame, apresentava ritmo cardíaco regular e presença de quarta bulha cardíaca na ausculta cardíaca. A pressão arterial era de 155 por 96 mmHg e a frequência cardíaca era de 71 batimentos por minuto. Em exames laboratoriais recentes, a glicemia foi de 92 mg/dL, creatinina de 1,0 mg/dL, ureia de 32 mg/dL, sódio de 140 mg/dL e potássio de 3,9 mg/dL.

No caso desse paciente, a medicação que deve ser associada para um melhor controle pressórico é:

Em pacientes com síndrome coronariana crônica estratificados com exames funcionais não-invasivos, assinale a opção que apresenta uma alteração induzida pelo estresse, relacionada a um alto risco de eventos cardiovasculares futuros.
Paciente do sexo feminino, 58 anos, hipertensa há 15 anos, tabagista, procura atendimento na emergência com quadro de início súbito de dor torácica de forte intensidade associada a diaforese.
Ao exame apresenta fácies de dor, PA 190x110 mmHg e FC 123 bpm.

Alargamento do mediastino na radiografia de tórax. ECG com sinais de hipertrofia de VE. Enzimas cardíacas sem alterações.

Uma medicação que é considerada a pedra angular para o tratamento clínico de pacientes com esse quadro é o:
Paciente do sexo masculino, 38 anos, usuário de drogas injetáveis, apresentando febre, tosse, dor torácica. Ao exame cardiovascular, ausculta de sopro em foco tricúspide. Radiografia de tórax evidenciou infiltrados pulmonares nodulares.

O diagnóstico mais provável é:

Um paciente de 68 anos, com diagnóstico de câncer de próstata, foi internado para realização de prostatectomia. Estava em uso de anlodipino 10 mg ao dia e atorvastatina 20 mg ao dia. Relatou que no passado fez uso de “medicação para arritmia”, mas suspendeu por conta própria há 5 anos. Apresentava placa ateromatosa não obstrutiva em carótidas bilateralmente. Foi avaliado pela equipe de clínica médica no dia anterior da cirurgia.

O exame físico não apresentava alterações significativas. A pressão arterial era de 148 por 90 mmHg e a frequência cardíaca, de 69 batimentos por minuto.

Nesse caso, a conduta correta é:

Durante o exame físico cardiovascular, o sinal que pode ser detectado na maioria dos pacientes idosos e que, por isso, é considerado por alguns autores como fisiológico do envelhecimento é
Um homem de 42 anos, portador do HIV diagnosticado há 3 anos, em uso de dolutegravir + lamivudina, em bom estado geral, com carga viral indetectável há 3 anos, IMC 36 kg/m2 dá entrada na emergência com quadro súbito de palpitação, taquicardia, desconforto precordial e ritmo cardíaco irregular.
O ECG mostrou fibrilação atrial aguda, já que o paciente nega quadro semelhante anterior e era assintomático.
Nesse caso, a condição clínica associada a risco maior de fibrilação atrial é:
Uma paciente de 74 anos foi atendida no ambulatório com queixa de dispneia aos esforços, edema em tornozelos bilateralmente e episódios prévios sugestivos de dispneia paroxística noturna. O exame físico identificou ritmo cardíaco regular e presença da quarta bulha cardíaca, pressão arterial de 138 por 80 mmHg e frequência cardíaca de 72 batimentos por minuto. Tem 162 cm de altura e pesa 82 kg. O exame laboratorial realizado no último mês registrou creatinina de 1,2 mg/dL, glicose de 94 mg/dL e dosagem de peptídeo natriurético cerebral (BNP) de 480 pg/mL. A paciente levou ecocardiograma recente, em que a cavidade ventricular esquerda era de tamanho normal e a função sistólica global do ventrículo esquerdo estava dentro da normalidade (fração de ejeção preservada). Foi, então, elaborado um plano terapêutico.
Entre as medicações a serem prescritas para uma paciente como ela, com insuficiência cardíaca e fração de ejeção preservada, aquela que tem maior benefício de redução de morte cardiovascular e hospitalização por insuficiência cardíaca é:
De acordo com a Quarta Definição Universal de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), elaborada em 2018, assinale a afirmativa correta.
Em pacientes com estenose aórtica, assinale a opção que apresenta o achado ecocardiográfico que classifica a lesão valvar como grave.
Em relação ao exame de tomografia computadorizada para obtenção do escore de cálcio coronariano, assinale a afirmativa correta.
As miocardiopatias infiltrativas representam um grupo heterogêneo de etiologias que podem acometer o interstício cardíaco ou o interior dos cardiomiócitos, interferindo na função diastólica e/ou sistólica ou causando anormalidades elétricas/condução cardíaca. A miocardiopatia infiltrativa, com depósito no interior da célula cardíaca, está representada pela:
Uma puérpera de 38 anos, cujo parto foi há 3 meses, comparece ao serviço de emergência devido à dispneia progressiva nas últimas três semanas, associada a edema de membros inferiores. Relata também ortopneia e dispneia paroxística noturna. Nega dor torácica, quadro infeccioso recente ou outras comorbidades. Pai com história de infarto agudo do miocárdio aos 60 anos. Em uso apenas de sulfato ferroso. Gesta IV para V, sendo que a última gravidez foi gemelar. Apresentou anemia ferropriva e elevação da pressão arterial nas duas últimas gestações, embora tenha recusado utilizar qualquer anti-hipertensivo.

Ao exame: Lúcida, taquipneica sem esforço respiratório em ar ambiente, corada, acianótica, afebril. Frequência cardíaca: 100 bpm; pressão arterial: 118x68 mmHg; fundoscopia normal; murmúrio vesicular reduzido na base D com crepitações em ambas as bases pulmonares; ictus do ventrículo esquerdo globoso, palpável na linha axilar anterior, no sexto espaço intercostal esquerdo; ritmo cardíaco regular em 3 tempos (B3), bulhas normofonéticas, sem sopros, com turgência jugular patológica a 90º ; abdome flácido, levemente doloroso à palpação do hipocôndrio direito, com hepatimetria de 14 cm; membros inferiores edemaciados até os joelhos 2+/4+, com cacifo.
As opções a seguir, descritas no caso, são fatores de risco para a doença identificada na questão anterior, à exceção de uma. Assinale-a.

Uma estudante universitária de 23 anos marcou avaliação clínica pois vinha apresentando episódios recorrentes de perda de consciência desde a adolescência, geralmente em situações de estresse emocional intenso ou durante prolongada permanência em pé em ambientes quentes. Ela descreveu que, momentos antes de perder a consciência, sentia tontura, visão turva, suor frio e náuseas. Em um dos episódios mais recentes, enquanto estava em pé em uma fila, começou a sentir esses sintomas e desmaiou, recuperando a consciência em menos de 2 minutos. Negou doenças prévias e afirmou que se sentia saudável. Durante a consulta médica, não foram encontradas alterações ao exame físico. A paciente levou Holter de 24 horas, eletrocardiograma e ecocardiograma, que estavam dentro da normalidade. A paciente queria saber o que fazer ao ter a sensação de desmaio.


Nesse contexto de um quadro sugestivo de síncope vasovagal, além de sugerir que ela deite no chão ou outro tipo de superfície quando sentir os pródromos de síncope, o médico deve orientá-la a:

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