Determinar quais são as unidades mínimas (parâmetros) que formam os sinais e estabelecer quais são os padrões possíveis de combinação entre essas unidades nas línguas sinalizadas é tarefa da
Uma das propriedades básicas de uma língua é a arbitrariedade existente entre significante e referente. Durante muito tempo afirmou-se que as línguas de sinais não eram línguas por serem icônicas, não representando, portanto, conceitos abstratos. Isto não é verdade, pois em língua de sinais tais conceitos também podem ser representados, em toda sua complexidade. Marque a alternativa correta para os sinais arbitrários.
Conforme consta nos Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de Sinais como primeira língua na Educação Bilíngue de Surdos: da Educação Infantil ao Ensino Superior (Stumpf; Linhares, 2021), é fundamental estudar Libras nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) para
Sobre o tema da fonética e fonologia em libras, as expressões não manuais (movimento da face, dos olhos, da cabeça ou do tronco) prestam-se a dois papéis nas línguas de sinais, que são:
A Libras evoluiu no século XIX através de registros históricos e entrou em contato com a Língua de Sinais Francesa (LSF) nas mãos do professor surdo francês E. Huet (Diniz, 2010). Segundo a autora, ele veio ao Rio de Janeiro em 1855 com a intenção de fundar uma escola para surdos hoje denominada

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A comunicação total é mais uma filosofia que se opõe ao oralismo estrito do que propriamente um método, tendo como recurso linguístico importante o uso simultâneo das duas línguas em que a ordem de produção dos sinais sempre segue a ordem de produção das palavras da língua falada.

CAPOVILLA, Fernando C. Filosofias educacionais em relação ao surdo: do oralismo à comunicação total ao bilinguismo. Rev. bras. educ. espec. [online]. 2000, vol.06, n.01, pp.99-116. ISSN 1413-6538.


Esse recurso é denominado

O processo de significação se dá da Língua de Sinais para a Língua Portuguesa escrita ao invés de ser da Língua Portuguesa oral para a Língua Portuguesa escrita. Certamente, nos dois casos são necessários ajustes às diferenças e às peculiaridades estruturais de cada uma dessas modalidades (oral x escrita e gestual x escrita). Entretanto, no caso dos surdos, essas diferenças se acentuam, pois não se restringem apenas à modalidade da língua e, sim, à própria língua. Conceituam e comunicam-se em uma língua, mas irão se alfabetizar em outra, diferentes uma da outra:
A Educação bilíngue envolve, pelo menos, duas línguas no contexto educacional. A oferta educacional bilíngue de qualidade, que atenda às Necessidades Educacionais Especiais da criança surda em uma escola depende de decisões político-:
Estabelece que a Língua Brasileira de Sinais não poderá substituir a modalidade escrita da Língua Portuguesa em todo o território nacional:
Lacerda aponta que a inclusão escolar é um processo dinâmico e gradual, que toma diversas formas a partir da necessidade dos alunos. Nesse sentido, o professor é responsável por incentivar e mediar a construção do conhecimento através da interação com o aluno surdo e seus colegas. para que o aluno surdo possa ter sucesso em sua vida escolar, faz-se necessário que o professor regente tenha conhecimento acerca das singularidades:

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Na educação bilíngue infantil de surdos, o professor precisa perceber e estimular habilidades visuais, linguísticas e motoras por meio da interação em Libras.

STUMPF; LINHARES, 2021.


Iniciar o balbucio (produzir os próprios gestos e imitar a produção manual emitida por outros), por exemplo, constitui um objetivo importante para o planejamento e a atuação do professor bilíngue para qual faixa etária?

Na história da educação de surdos, o ano de 1880 está marcado no imaginário coletivo pela narrativa do acontecimento de um evento internacional em que foi deliberado que o método oral seria o ideal para a educação de surdos, proibindo o uso da língua de sinais. Esse evento é popularmente conhecido como

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Na década de 1980, no Brasil, as concepções de Educação Bilíngue para surdos começaram a chegar às escolas e a serem pesquisadas por profissionais como uma nova possibilidade para a educação de surdos.

CRUZ; MEIRELES, 2019.


Para as autoras, nessa perspectiva de educação, o surdo deverá aprender

Perlin e Strobel (2014), ao fazerem um resgate histórico da cultura surda, considerada pelas autoras uma cultura contestada e periférica, afirmam que, assim como ocorrem com as diferentes culturas, a cultura surda é definida
A Libras não pode ser estudada tendo como base a Língua Portuguesa, porque tem gram ática diferenciada, independente da língua oral. A ordem dos sinais na construção de um enunciado obedece regras próprias que refletem a forma de o surdo processar suas ideias, com base em sua percepção:
Ter um profissional surdo ou com capacitação profissional entre os demais professores na escola é necessário no processo de inclusão e de aquisição linguística. No planejamento de atividades, este profissional será de grande importância, enfatizando o respeito às condições peculiares dos surdos. A este propósito, Quadros esclarece que a educação de surdos, tendo uma proposta bilíngue, deve gozar de um currículo organizado com perspectiva:
Com relação à oferta da modalidade oral da Língua Portuguesa aos alunos surdos ou com deficiência auditiva, o Decreto nº 5.626/2005
Na ausência de uma língua comum com seus familiares, indivíduos surdos acabam por desenvolver um sistema linguístico restrito, que serve para comunicação familiar. Como o indivíduo não adquiriu plenamente o Português nem a Libras, utiliza essa “língua” para se comunicar. No entanto, essa língua não é compartilhada em seu contexto social e restringe o indivíduo à interação com um sujeito determinado, na maior parte das vezes, somente com membros de sua família. Com a limitação linguística, sua vivência também diminui, assim como sua compreensão de mundo. Estudos de autores como Fernandes mostram que surdos que tem convivência tardia com a Libras apresentam problemas:

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No Atendimento Educacional Especializado para o trabalho pedagógico com alunos surdos, destacam-se três momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras e Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa.

DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Atendimento Educacional Especializado: pessoas com surdez. Brasília: MEC/SEESP, 2007. p. 38-46


No momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras,

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