Questões de Concursos
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Nada por aqui
Navegadores e mecanismos de busca são instrumentos disponíveis na Internet. Quanto às características desses instrumentos, julgue os itens a seguir.
Os navegadores suportam buscas ao acaso, o que implica a recuperação sucessiva de documentos, tendo como base alguma relação entre um e outro documento. Isso é possível por sistemas de metadados.
Julgue os itens a seguir, a respeito do processo de referência.
A entrevista de referência tem por objetivo principal fazer que o bibliotecário identifique as fontes de informação a serem consultadas.
Quanto a resumos e índices: tipos e funções, julgue os itens que se seguem.
As características inerentes ao resumo informativo são: informar suficientemente o leitor, para que este possa decidir sobre a conveniência da leitura do texto, expor finalidades, metodologia, resultados e conclusões dos documentos.
Julgue os itens subseqüentes com relação ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
No caso de conflitos fundiários, o juiz, sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, irá ao local do litígio.
Conforme a NBR 6023, de agosto de 2002, da ABNT, o documento jurídico que inclui toda e qualquer discussão técnica sobre questões legais refere-se à(a).
Os metadados são utilizados para descrever características de determinado recurso de informação. No que concerne aos tipos de metadados e a sua utilização em organização e recuperação da informação, julgue os itens seguintes.
Os metadados administrativos são utilizados na organização e na administração do sistema de informação. São exemplos desse tipo de metadado: data de adição do documento ao sistema, título do documento, código de classificação, identificador único de registro (URI) e copyright.
Julgue os itens a seguir, relativos à organização e ao tratamento da informação bem como ao controle bibliográfico dos registros do conhecimento e sua descrição.
Existem grandes diferenças de conteúdo e de forma entre os códigos de catalogação e a International Standard Bibliographic Description (ISBD).
Texto para responder às questões de 01 a 09.
As verdades da razão
Raciocinar não é algo que aprendemos na solidão, mas algo que inventamos ao nos comunicar e nos confrontar com os semelhantes: toda razão é fundamentalmente conversação. "Conversar" não é o mesmo que ouvir sermões ou atender a vozes de comando. Só se conversa – sobretudo só se discute – entre iguais. Por isso o hábito filosófico de raciocinar nasce na Grécia, junto com as instituições políticas da democracia. Ninguém pode discutir com Assurbanipal ou com Nero, e ninguém pode conversar abertamente em uma sociedade em que existem castas sociais inamovíveis.
[...] Afinal de contas, a disposição a filosofar consiste em decidir-se a tratar os outros como se também fossem filósofos: oferecendo-lhes razões, ouvindo as deles e construindo a verdade, sempre em dúvida, a partir do encontro entre umas e outras.
[...] Oferecemos nossa opinião aos outros para que a debatam e por sua vez a aceitem ou refutem, não simplesmente para que saibam "onde estamos e quem somos". E é claro que nem todas as opiniões são igualmente válidas: valem mais as que têm melhores argumentos a seu favor e as que melhor resistem à prova de fogo do debate com as objeções que lhe sejam colocadas.
[...] A razão não está situada como um árbitro semidivino acima de nós para resolver nossas disputas; ela funciona dentro de nós e entre nós. Não só temos que ser capazes de exercer a razão em nossas argumentações como também – e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda – devemos desenvolver a capacidade de ser convencidos pelas melhores razões, venham de quem vierem. [...] A partir da perspectiva racionalista, a verdade buscada é sempre resultado, não ponto de partida: e essa busca incluía conversação entre iguais, a polêmica, o debate, a controvérsia. Não
como afirmação da própria subjetividade, mas como caminho para alcançar uma verdade objetiva através das múltiplas subjetividades. (Fernando Savater. "As verdades da razão". In: As perguntas da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2001.)
A partir de mecanismos linguísticos que permitem uma sequência lógico-semântica entre as partes do texto, identifique a referenciação corretamente estabelecida quanto ao destacado em "– e isso é muito importante e, talvez, mais difícil ainda –" (3º§).
A respeito do planejamento de bibliotecas e serviços de informação, é INCORRETO afirmar:
Estudos de usuários são investigações que se fazem para saber o que os indivíduos precisam em matéria de informação ou para saber se as necessidades de informação dos usuários estão sendo atendidas. Esses estudos podem ser orientados ao uso de uma biblioteca ou ao usuário propriamente dito. Com relação aos estudos de usuário, julgue os itens subseqüentes.
Em estudos de usuários, questionários e entrevistas também podem ser aplicados em não-usuários.
Considerando as definições, as características, os principais objetivos e a descrição documental dos documentos arquivísticos, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) A teoria das três idades se constitui como a sistematização das características dos arquivos correntes (arquivos ativos), intermediários (arquivos semiativos) e permanentes (arquivos inativos para a administração, porém de uso para pesquisa).
( ) Organicidade é a qualidade segundo a qual os arquivos refletem a estrutura, funções e atividades da entidade acumuladora em suas relações internas e externas.
( ) Proveniência é entendida como sendo a qualidade pela qual documentos de arquivo, a despeito de forma, espécie ou tipo, conservam caráter único em função de seu contexto de origem.
( ) Indivisibilidade ou integridade arquivística é a característica derivada do princípio da unicidade, segundo o qual um fundo de arquivo deve ser preservado sem dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou acréscimo indevido.
( ) O princípio da cumulatividade preconiza que o arquivo é uma formação progressiva, natural e orgânica.
Assinale a sequência CORRETA.
Instruções: Para responder às questões de números 1 a 8, considere o texto a seguir.
Fundas canções
"Existirmos, a que será que se destina?" ? pergunta um
verso de Caetano Veloso em sua bela canção "Cajuína", nascida
numa visita a amigo em Teresina. Que faz numa canção popular
essa pergunta fundamental sobre o propósito mesmo da
vida humana? ? perguntarão aqueles que preferem separar
bem as coisas, julgando que somente os gêneros "sérios" podem
querer dar conta das questões "sérias". O preconceito está
em não admitir que haja inteligência ? e das fulgurantes, como a
de Caetano Veloso ? entre artistas populares. O fato é que a
pergunta dessa canção, tão sintética e pungente, incide sobre o
primeiro dos nossos enigmas: o da finalidade da nossa existência.
Não seria difícil encontrarmos em nosso cancioneiro
exemplos outros de pontos de reflexão essencial sobre nossa
condição no mundo. Em "A vida é um moinho", de Cartola, ou
em "Esses moços", de Lupicínio Rodrigues, ou ainda em "Juízo
final", de Nelson Cavaquinho, há agudos lampejos reflexivos,
nascidos de experiências curtidas e assimiladas. Não se trata
de "sabedoria popular": é sabedoria mesmo, sem adjetivo, filtrada
por espíritos sensíveis que encontraram na canção os meios
para decantar a maturidade de suas emoções. Até mesmo
numa marchinha de carnaval, como "A jardineira", do
Braguinha, perguntamos: "Ó jardineira, por que estás tão triste?
Mas o que foi que te aconteceu?" ? para saber que a tristeza
dela vem da morte de uma camélia. Essa pequena tragédia,
cantada enquanto se dança, mistura-se à alegria de todos e funde
no canto da vida o advento natural da morte: "Foi a camélia
que caiu do galho, deu dois suspiros e depois morreu..."
Mesmo em nosso folclore, compositores anônimos alcançaram
um tom elevado na dicção aparentemente ingênua de
uma cantiga de roda. Enquanto se brinca, canta-se: "Menina,
minha menina / Faz favor de entrar na roda / Cante um verso
bem bonito / Diga adeus e vá-se embora". Não será essa uma
expressão justa do sentido mesmo de nossa vida: entrar na roda,
dizer a que veio e ir-se embora? É o que cantam as alegres
crianças de mãos dadas, muito antes de se preocuparem com a
metafísica ou o destino da humanidade.
(BARROSO, Silvino, inédito)
Atente para as seguintes afirmações:
I. No primeiro parágrafo, o autor estranha a presença de uma reflexão tão aguda, em tom conclusivo, na letra de compositor popular, que melhor faria se viesse a dar voz a questões menos complexas.
II. No segundo parágrafo, os exemplos de canções elencados pelo autor do texto servem-lhe como argumento para contestar a relevância do questionamento expresso no verso de Caetano Veloso, citado no parágrafo anterior.
III. No terceiro parágrafo, os versos de uma conhecida cantiga de roda são lembrados como exemplo do alcance trágico que se pode reconhecer nas palavras que as crianças cantam enquanto brincam.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma em