Há quinze anos, a média de cana cortada era de seis
toneladas por trabalhador por dia. Hoje, os trabalhadores
cortam dez toneladas. Intensificou-se o ritmo da jornada
de trabalho para que o trabalhador seja competitivo. A
referência dele passou a ser a máquina. As usinas, para
terem um trabalhador com esse perfil, não podem tratar-
-lhes como os migrantes de antigamente. Ele precisa
de uma comida especial. Então, melhorou o padrão de
alimentação. Precisa de descanso especial, por isso os
alojamentos foram melhorados.
O paradoxo no mundo do trabalho. Disponível em: http://amaivos.uol.com.br.
Acesso em: 19 maio 2013 (adaptado).
Na perspectiva apresentada no texto, as melhorias das
condições de vida do trabalhador são explicadas pelo(a)
“Pretuguês” é o termo cunhado por Lélia Gonzalez
para se referir à tradição africana presente na língua
portuguesa falada no Brasil; a característica tonal e
rítmica do português seria uma herança das línguas dos
povos africanos que vieram escravizados para o país.
A autora destaca que a presença do “r” no lugar do “l”
(quando se diz “framengo”, por exemplo) pode remeter
à ausência da letra “l” em certos idiomas africanos do
tronco linguístico bantu.
BARTHOLOMEU, J. S. apud GONZALEZ, L. In: Enciclopédia de antropologia. São Paulo: USP.
Disponível em: https://ea.fflch.usp.br. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
No Brasil, a tradição mencionada no texto foi responsável
pela
Escrito em 1897, pelo britânico H. G. Wells (1866-
1946), O homem invisível é um livro que narra a história
de um cientista que teria desenvolvido uma forma de
tornar todos os tecidos do seu corpo transparentes à luz,
ao fazer o índice de refração absoluto do corpo humano
corresponder ao do ar. Contudo, Wells não explorou no
livro o fato de que esse efeito comprometeria a visão de
seu protagonista.
Nesse caso, qual seria a deficiência visual provocada?
Sete países americanos, Argentina, Brasil, Canadá,
Chile, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai; e sete países
europeus, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália,
Alemanha e Suíça, decidem criar uma comissão com
representantes de oito desses países, objetivando criar
políticas de incentivo e regulação do turismo entre eles.
Na hipótese de criação da comissão, serão escolhidos
aleatoriamente quatro representantes de países das
Américas e quatro representantes de países europeus,
não podendo estar na comissão dois representantes de
um mesmo país.
Qual é a probabilidade de o Brasil e a França pertencerem
a essa comissão?
Saúde aprova implantação de 82 academias em
praças públicas na PB
Setenta e oito municípios paraibanos deverão
receber 82 unidades das Academias da Saúde, que são
espaços apropriados para a prática de atividades físicas.
Os equipamentos são montados ao ar livre, e a população
tem orientação gratuita sobre o uso dos aparelhos para
se exercitar. A implantação das academias faz parte de
um plano de ações estratégicas para o enfrentamento
das doenças crônicas não transmissíveis, cuja meta é
reduzir as mortes prematuras em 2% ao ano. O objetivo
é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao
tabagismo, ao álcool, ao sedentarismo, à alimentação
inadequada e à obesidade.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 11 nov. 2011 (adaptado).
No texto, a atividade física é associada à prevenção de
doenças crônicas, à redução da mortalidade e à promoção
da saúde. A partir de uma perspectiva ampliada e crítica
sobre o conceito de saúde, interpretada como resultado
de múltiplos fatores, o texto
Em um placar acirrado (quatro votos a três), a
Suprema Corte dos EUA decidiu que a cota racial
conquistada por negros(as) e latinos(as) para admissão
de novos(as) alunos(as) nas universidades não viola
o princípio de igualdade perante a lei. Portanto, não é
inconstitucional, como foi alegado. Nos EUA, a cota racial
é chamada de “ação afirmativa”.
MELO, J. O. Suprema Corte mantém cota racial para universidades dos EUA.
Disponível em: www.conjur.com.br. Acesso em: 12 nov. 2021 (adaptado).
A decisão da Suprema Corte, com impacto sobre o
sistema educacional estadunidense, objetivou garantir a
Preconceito: do latim prae, antes, e conceptus, conceito,
esse termo pode ser definido como o conjunto de crenças
e valores aprendidos, que levam um indivíduo ou um
grupo a nutrir opiniões a favor ou contra os membros de
determinados grupos, antes de uma efetiva experiência
com eles. Tecnicamente, portanto, existe um preconceito
positivo e um negativo, embora, nas relações raciais e
étnicas, o termo costume se referir ao aspecto negativo
de um grupo herdar ou gerar visões hostis a respeito de
um outro, distinguível com base em generalizações.
Essas generalizações derivam invariavelmente da
informação incorreta ou incompleta a respeito do
outro grupo.
CASHMORE, E. Dicionário de relações étnicas e raciais.
São Paulo: Selo Negro, 2000 (adaptado).
Nesse verbete de dicionário, a apropriação adequada do
uso padrão da língua auxilia no estabelecimento
Em virtude do frio intenso, um casal adquire uma
torneira elétrica para instalar na cozinha. Um eletricista
é contratado para fazer um novo circuito elétrico para a
cozinha, cuja corrente será de 30 A, com a finalidade de
alimentar os terminais da torneira elétrica. Ele utilizou
um par de fios de cobre, de área da seção reta igual a
4 mm2
e de 28 m de comprimento total, desde o quadro
de distribuição (onde ficam os disjuntores) até a cozinha.
A tensão medida na saída do quadro de distribuição é
220 V. Considere que a resistividade do fio de cobre é de
1,7 x 10-8Ω. m.
Considerando a resistência da fiação, a tensão aplicada
aos terminais da torneira é mais próxima de
A primeira coisa a saber é que o guará não é, na
verdade, um lobo. Embora seja o maior canídeo silvestre da
América do Sul, sua espécie (Chrysocyon brachyurus) é de
difícil classificação. Alguns cientistas dizem que é parente
das raposas, outros, que é parente do cachorro-vinagre
sul-americano. Mas, de lobo mesmo, ele não tem nada. Além
disso, é um animal onívoro. Porém, em algumas regiões,
a sua dieta chega a quase 70% de frutas, especialmente
da lobeira, uma árvore típica das savanas brasileiras, que
contribui para a saúde do animal, prevenindo um tipo de
verminose que ataca os rins do guará.
O lobo-guará não é um animal perigoso ao homem.
Não existe nenhum registro, em toda a história, de um guará
que tenha atacado uma pessoa, mas, ainda assim, são
vistos como “maléficos”. Por quê? Porque, em ambientes
degradados, o lobo, para sobreviver, acaba atacando
galinheiros ou comendo aves que são criadas soltas. Com
a desculpa de “proteger sua criação”, pessoas com baixo
nível de consciência ecológica acabam matando os animais.
Se não bastassem a matança e a destruição de
ambientes naturais, o lobo-guará ainda apresenta grande
índice de morte por atropelamento em estradas.
O fato é que o lobo-guará precisa de nós mais do que
nunca na história.
FERRAREZI JR., C. Revista QShow, n. 20, nov. 2015 (adaptado).
Esse texto de divulgação científica utiliza como principal
estratégia argumentativa a
Uma menina vê a foto da mãe grávida e ouve a
seguinte explicação: “Você estava na minha barriga, filha”.
Imediatamente, a criança chega à incrível conclusão:
“Mamãe, então você é o lobo mau?”. A partir dos 2
anos, a criança começa a dominar as palavras, mas sua
lógica, que difere da do adulto, surpreende os pais pelas
associações. Para uma psicóloga infantil, esse raciocínio
se explica pelo fato de que a lógica, nos primeiros anos
de vida, é primitiva e rígida, não admite que para a
mesma questão existam várias possibilidades. Quando a
mãe diz que vai chegar em casa à noite, a criança não
compreende por que, afinal, a promessa ainda não foi
cumprida se já está escuro. Ou se ela já ouviu que as
pessoas morrem quando estão velhinhas e de repente
acontece de alguém próximo perder a vida ainda jovem,
ela pode custar a se conformar. “O importante é falar
a verdade e ter paciência. Com o tempo, as crianças
percebem que um fato pode ter mais de uma explicação,
e vários fatos influenciam uma mesma situação. A lógica
vai, assim, aprimorando-se e ficando mais próxima da do
adulto entre os 5 e 6 anos”, afirma a especialista.
A mobilidade urbana constitui-se em um tema
fundamental quando se discute desenvolvimento
urbano e qualidade de vida da população. As condições
de deslocamentos das pessoas e das mercadorias
nos centros urbanos impactam toda a sociedade pela
geração de externalidades negativas, como acidentes,
poluição e congestionamentos, afetando especialmente a
vida dos mais pobres, que geralmente moram em regiões
mais distantes das oportunidades urbanas.
CARVALHO, C. H. R. Mobilidade urbana: avanços, desafios e perspectivas. In: COSTA, M.
A. (Org.). O estatuto da cidade e a Habitat III. Brasília: Ipea, 2016.
Para minimizar essa problemática apresentada no texto,
deve-se incentivar a
Uma polêmica relacionada à covid-19 com clara
relação com a Educação Física foi a discussão sobre
a reabertura ou não das academias de ginástica em
plena pandemia. Entre os argumentos apresentados
pelos que defendiam a abertura estava o de que o
exercício teria um efeito protetor contra a covid-19,
pelo fortalecimento do sistema imunológico.
A realização dessas práticas pode ser importante para
a saúde, inclusive com foco na melhoria/manutenção
da saúde mental, mas em muitas recomendações
há mais um sentido de “ter que fazer”, com caráter
“obrigatório”. Outro ponto ignorado diz respeito ao
aconselhamento para a realização de exercícios
físicos em casa durante a pandemia, considerando
aspectos como a habilidade das pessoas para
realizarem essas atividades, suas preferências, as
condições das residências etc. Entendemos que
essas recomendações, algumas vezes de caráter
persecutório e descontextualizadas da realidade
de muitas pessoas, não favorecem um olhar mais
ampliado sobre a saúde.
LOCH, M. R. et al. A urgência da saúde coletiva na formação em Educação Física:
lições com a covid-19. Ciência & Saúde Coletiva, n. 25, 2020 (adaptado).
Segundo o texto, no contexto da pandemia, a relação
entre exercício físico e saúde deveria considerar a
A um príncipe, portanto, não é necessário ter de fato
todas as qualidades, mas é indispensável parecer tê-las.
Aliás, ousarei dizer que, se as tiver e utilizar sempre,
serão danosas, enquanto, se parecer tê-las, serão úteis.
Assim, deves parecer clemente, fiel, humano, íntegro,
religioso — e sê-lo, mas com a condição de estares com
o ânimo disposto a, quando necessário, não o seres, de
modo que possas e saibas como tornar-te o contrário.
MAQUIAVEL, N. O príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (adaptado).
Segundo o autor, a conquista e a conservação do poder
político exigem a
Bondade fazia jus ao apelido. Não tinha pouso certo.
Morava em lugar algum, a não ser no coração de todos.
— Para que ter pouso certo? — dizia ele. — Homem
devia ser que nem passarinho, ter asas para voar. Já rodei.
Já vivi favela e mais favela, já vivi debaixo de pontes,
viadutos... Já vivi matos e cidades. Já vaguei, vaguei...
Muito tempo estou por aqui nesta favela. Aqui é grande
como uma cidade. Há tanto barraco para entrar, tanta gente
para se gostar!
O tempo ia passando, Bondade ficando ali. Comia em
casa de um, bebia em casa de outro. Era amigo comum
de dois ou mais inimigos. Não era traidor nem mediador
também. Quando chegava à casa de um, por mais que
indagassem, por mais que futricassem, Bondade não abria
a boca. Desconversava, conversava, e a intriga morria logo.
Vivia intensamente cada lugar em que chegava. Cada casa,
cada pessoa, cada miséria e grandeza a seu tempo certo,
no seu exato momento.
EVARISTO, C. Becos da memória. Rio de Janeiro: Pallas, 2018.
No texto, o apelido dado ao personagem incorpora
valores humanos relativos à sua
Todo início de ano as pessoas fazem uma lista
de propósitos para serem perseguidos ao longo dos
próximos 12 meses. Ao que tudo indica, o próximo ano
será um período de extrema dificuldade. Reciclar pode
ser uma alternativa.
Esse conceito — por ser muito abrangente — nos
propicia uma reflexão. No dia a dia pessoal, dentro de
casa, podemos reciclar roupas, sapatos, objetos de uso
pessoal etc. Ou seja, ao adotarmos tal atitude, não
gastamos o escasso e suado dinheiro disponível. Vale
também minimizar desperdícios. A vantagem dessa
“consciência ecológica” acaba por beneficiar o meio
ambiente e também o bolso.
Reciclar hábitos é muito difícil. Quantos se lembram
de apagar a luz quando deixam um ambiente? E de
desligar o chuveiro quando estão se ensaboando?
Se estou desempregado ou com pouco dinheiro, não
preciso ir à academia (e me endividar ainda mais) para
cuidar da saúde. Caminhar pelos parques ou jardins pode
ser uma alternativa. Quantas vezes nos deparamos com
pessoas andando — ou correndo — nas ruas? Isso pode
ser imitado. Não tem custo algum!
E nas finanças pessoais? Disciplina, disciplina.
Reduzir o consumo desenfreado, os gastos
desnecessários e pesquisar muito antes de comprar
o que é realmente essencial: supermercado, farmácia
etc. Na verdade, as compras passam por gestão.
Se compro roupa nova (necessária), deixo para comprar
sapato ou bolsa no mês que vem. Além de evitar o
endividamento numa hora de emprego difícil e renda
baixa, o planejamento de gastos torna-se essencial.
Quem consegue poupar R$ 10,00 por semana
terá R$ 40,00 no final do mês. Ao longo do ano, terá
acumulado quase R$ 500. Sem sofrimento. Não foi uma
reciclagem de hábito?
We walked on, the stranger walking with us.
Taylor Franklin Bankole. Our last names an instant
bond between us. We’re both descended from men
who assumed African surnames back during the 1960s.
His father and my grandfather had had their names
legally changed, and both had chosen Yoruba
replacement names.
“Most people chose Swahili names in the ’60s”,
Bankole told me. He wanted to be called Bankole.
“My father had to do something different. All his life
he had to be different”.
“I don’t know my grandfather’s reasons”, I said.
“His last name was Broome before he changed it,
and that was no loss’. But why he chose Olamina…?
Even my father didn’t know. He made the change before
my father was born, so my father was always Olamina,
and so were we.
BUTLER, O. E. Parable of the Sower. New York: Hachette, 2019 (adaptado).
Nesse trecho do romance Parable of the Sower, os nomes
“Bankole” e “Olamina” representam o(a)
A partir dos anos 1970, a diversidade étnica e cultural
ganha maior reconhecimento com movimentos culturais, tais
como o “Tropicalismo”, os “Afrobahianos”, as inserções
de referências religiosas afro-brasileiras na Bossa Nova
e o “Teatro do Oprimido”. Tudo isso foi antecipado pelo
Movimento de Cultura Popular, fundado por Paulo Freire
nos anos de 1960.
MEDEIROS, B. T. F. Quilombos, políticas patrimoniais e negociações. In: BARRIO, A. E.;
MOTTA, A.; GOMES, M. H. (Org.). Inovação cultural, patrimônio e educação.
Disponível em: http://campus.usal.es. Acesso em: 4 set. 2017 (adaptado).
Essa ideia nacionalista surgiu dos sonhos de Mário de
Andrade e da Semana de Arte Moderna de 1922, que
visava o(a)
Tiranos de nós mesmos: a servidão voluntária na
era da sociedade do desempenho
Byung-Chul Han, no opúsculo Sociedade do cansaço,
discute a ascensão de um novo paradigma social, em que
a sociedade disciplinar de Foucault é substituída pela
sociedade do desempenho. Esse novo modelo social
é movido por um imperativo de maximizar a produção.
Nós, sujeitos de desempenho, somos constante e
sistematicamente pressionados a aperfeiçoar nossa
performance e a aumentar nossa produção.
A crença subjacente, segundo Han, é a de que
nada é impossível. Nós podemos fazer tudo. Estamos
constantemente pressionados por um poder fazer
ilimitado. É um excesso de positividade, que se constitui
em verdadeira violência neuronal.
E por isso produzimos. Produzimos até a exaustão.
E, mesmo cansados, continuamos produzindo. Uma meta
é sempre substituída por outra. A tarefa nunca acaba.
É frustrante e esgotante. O resultado é uma sociedade
que gera fracassados e depressivos, a quem só resta
recorrer a medicamentos para continuar produzindo mais
eficientemente.
Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br. Acesso em: 24 ago. 2017 (adaptado).
Com base nessa reflexão acerca do livro Sociedade do
cansaço, que discute o novo modelo da sociedade do
desempenho, o resenhista a
Atividades humanas como a construção de estradas e ferrovias e a expansão de áreas urbanas e agrícolas
contribuem de forma determinante para a redução das áreas de vegetação original, em um processo conhecido
como fragmentação do hábitat. Particularmente marcante em áreas de floresta, os impactos sofridos pela biota não
estão restritos à redução do hábitat, mas também à modificação das suas características internas, como a diminuição
da umidade do ar e o aumento nos níveis de luminosidade, temperatura e vento. Esse conjunto de alterações no
fragmento é conhecido como “efeito de borda”, podendo se estender por vários metros em direção ao seu interior.
As espécies vegetais diretamente prejudicadas por esse efeito são as
As bactérias são microrganismos formados por uma
única célula. Elas estão presentes em praticamente
todos os meios: no ar, na água, no solo ou no interior de
outros seres vivos. A forma de reprodução mais comum
das bactérias é a assexuada por bipartição. Nesse
processo, cada uma delas tem seu DNA duplicado e,
posteriormente, se divide em duas células bacterianas.
De modo geral, em condições favoráveis, esse
processo de bipartição se conclui a cada 20 minutos.
Disponível em: www.sobiologia.com.br. Acesso em: 16 nov. 2013 (adaptado).
Considere que, no instante t = 0, há uma quantidade N0
de bactérias em um meio favorável à sua reprodução, de
modo que nele só se reproduzem por bipartição.
A sequência formada pela quantidade de bactérias nesse
meio nos instantes 0, 20, 40, 60, 80 e 100 minutos é