No filme Matrix, de 1999, o protagonista Neo descobre que aquilo que ele pensava ser a realidade é, na verdade, uma sofisticada simulação de computador cujo propósito é aprisionar as mentes dos seres humanos. Após alguns percalços, sob a orientação do personagem Morpheus, Neo é retirado do domínio das máquinas e passa a experienciar o mundo real.
Considerando-se essas informações, é correto afirmar que a referida obra, ao tratar da oposição entre o que é e o que equivocadamente se julga ser a realidade, aborda o dualismo filosófico entre
Já foi assinalada por diversos comentadores da obra de Camus suas relações com o pensamento de Sören Kierkegaard. Camus, também, foi influenciado pela filosofia existencialista, tornando-se mesmo, uma de suas possíveis vias. Portanto, podemos avaliar a influência do pensador dinamarquês sobre a construção dos personagens camusianos. Estes personagens estão envoltos numa atmosfera melancólica, que resulta da percepção que tinham das contradições e disparates que compõem a existência. São eivados de desespero, o qual Kierkegaard acredita ser a doença mortal do espírito. Considerando-se esses fatos e refletindo sobre a filosofia de Camus e Kierkegaard, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Segundo Camus e sua reflexão no livro “O mito de Sísifo”, devemos nos comprometer a viver apesar do absurdo da vida.
( ) Camus concorda com Kierkegaard que, uma vez que a existência é absurda e injusta, ninguém deveria depositar qualquer fé em Deus.
( ) Como o existencialista, a pessoa que encarna a liberdade perversa desafia os valores religiosos ou morais agindo de “má-fé”.
( ) Ser louco é ser perversamente livre.
( ) Ser livre para fazer algo pode significar estar livre de restrições que interferem na satisfação de um desejo ou ter a capacidade de alcançar algum fim desejado, ou talvez ambos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
O conceito de estado de natureza tem a função de explicar a situação pré-social na qual os indivíduos existem isoladamente. Para Hobbes, ele é um estado de guerra permanente dos indivíduos entre si, no qual reina o medo da morte violenta. Nele, a única lei que existe é a da força do mais forte. Para Rousseau, ao contrário, o estado de natureza não é de guerra e medo, mas de felicidade e inocência. Nele, as pessoas se comunicam por gritos, gestos e música, e vivem do que a natureza fornece. Esse estado, entretanto, chega ao fim quando surge a primeira cerca, ou seja, quando surge a propriedade privada. A partir de então, nesse estado de sociedade, passa a prevalecer a guerra de todos contra todos.
Marilena Chauí. Iniciação à Filosofia [Manual do Professor]. p. 504 (com adaptações).
Considerando-se as informações do texto precedente e aspectos a ele relacionados, é correto concluir que
Quando Bertrand Russell diz que a filosofia visa a ampliação do “não-eu”, assinale a alternativa que apresenta o que ele quer dizer com esse conceito.
Thomas Kuhn, em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, afirma que “um paradigma é o que os membros de uma comunidade científica compartilham, e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que compartilham um paradigma”.
(KUHN, Thomas S.; FOUCAULT, Michel. A Estrutura das Revoluções Científicas e Outros Ensaios. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000, p. 176.)

Com base nessa definição, qual das alternativas a seguir melhor descreve o conceito de paradigma científico?
De acordo com Bertrand Russell, assinale a alternativa que apresenta a principal diferença entre filosofia e ciência.
A beleza é a manifestação sensível da ideia.
(HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Estética: A Ideia e o Ideal. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997, p. 42.)

Com base na citação de Hegel, melhor representa a concepção de beleza na arte, segundo a filosofia idealista:
Para Marx, a alienação não é puramente teórica, porque se manifesta na vida real quando o produto do trabalho deixa de pertencer a quem produziu. Isso ocorre porque, na economia capitalista, prevalece a lógica de mercado, em que tudo tem um preço, ou seja, adquire um valor de troca, diferentemente de quando fabricamos o que é necessário para a existência (casas, roupas, livros), produtos que têm utilidade vital, valor de uso.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 70 (com adaptações).
Com relação ao assunto do texto precedente, é correto afirmar que, no novo contexto capitalista, de acordo com a perspectiva marxista, também pensada pelos frankfurtianos, quando o operário vende a sua força de trabalho mediante salário, esta se transforma em
Para estoicos como Marco Aurélio, a liberdade consiste em perceber o seu lugar no universo e em conformar-se com a lei da natureza que rege os céus, a estrutura social e até as partes da alma. Somos "livres" apenas quando agimos de acordo com a "razão correta". Agir de outra forma não seria livre porque ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Das coisas existentes, algumas são encargos nossos; outras não. São encargos nossos o juízo, o impulso, o desejo, a repulsa — em suma: tudo quanto seja ação nossa. Não são encargos nossos o corpo, as posses, a reputação, os cargos públicos — em suma: tudo quanto não seja ação nossa. Por natureza, as coisas que são encargos nossos são livres, desobstruídas, sem entraves. As que não são encargos nossos são débeis, escravas, obstruídas, de outrem. Lembra então que, se pensares livres as coisas escravas por natureza e tuas as de outrem, tu te farás entraves, tu te afligirás, tu te inquietarás, censurarás tanto os deuses como os homens. Mas se pensares teu unicamente o que é teu, e o que é de outrem, como o é, de outrem, ninguém jamais te constrangerá, ninguém te fará obstáculos, não censurarás ninguém, nem acusarás quem quer que seja, de modo algum agirás constrangido, ninguém te causará dano, não terás inimigos, pois não serás persuadido em relação a nada nocivo.
Internet:<www.devitastoica.com>. Tradução de Aldo Dinucci.
Ao tratar da distinção entre o que depende de nós e o que não depende de nós, o texto precedente apresenta princípios filosóficos do
As relações das filosofias de Sócrates e Platão com Protágoras caracterizam-se por

Primeiro, então, se algo foi dito com acerto e detalhadamente pelos pensadores anteriores, passemos em revista a sua contribuição; depois, à luz das constituições que colecionamos, examinemos as instituições que preservam ou destroem as cidades, e as que preservam ou destroem as várias espécies de constituições, e as razões pelas quais umas cidades são bem administradas e outras, ao contrário, são mal administradas. Quando tivermos estudado convenientemente estes assuntos é mais provável que possamos ver de maneira mais abrangente qual das várias espécies de constituição é a melhor, e como cada constituição deve ser estruturada, e quais as leis e costumes que uma constituição deve incorporar para ser a melhor.

Aristóteles. Ética a Nicômaco.

Do conjunto da obra de Aristóteles, é correto afirmar que

Segundo Marcuse, a estética é uma experiência fundamental para o processo de libertar a consciência e o comportamento dos indivíduos. A arte torna-se uma “fantasia”, na qual o “aparente” desvela a verdade das coisas. Para Marcuse, a arte se manifesta diante das contradições internas e externas, buscando a contraposição com a representação da forma estética. Na expressão do próprio Marcuse:
“A separação da arte do processo da produção material deu-lhe a possibilidade de desmistificar a realidade reproduzida neste processo. A arte desafia o monopólio da realidade estabelecida em determinar o que é ‘real’ e fá-lo criando um mundo fictício que, no entanto, é ‘mais real que a própria realidade’.”
(Fonte: MARCUSE, H. A dimensão estética. Trad. Maria Elisabete Costa. Lisboa: Edições 70, 1999; p. 33).
Refletindo sobre o texto acima e a Teoria Estética de Marcuse em geral, assinale a alternativa correta.
Quanto à sua formulação lógica, o raciocínio “Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal.” consiste em
No momento em que a arte rompe com a ideia de ser cópia do real para ser considerada criação autônoma que tem a função de revelar as possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e sua capacidade de falar ao sentimento.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 403 (com adaptações).

Desde o século XIX, algumas reflexões relativas à estética vêm sendo revistas e reconstruídas, de modo que a arte como pensamento deixou de focar apenas no belo e no feio para tratar do assunto da
Os princípios dos movimentos de desobediência civil estão geralmente reunidos sob a égide das consciências elevadas somadas às posições morais como: seriedade, sinceridade, profundidade de convicção e abnegação. Torna-se fundamental para seus pensadores diferenciar e estabelecer o contraste entre a desobediência civil e a violação da lei criminal. Houve mudanças nas formas de paradigma e nos objetivos da desobediência civil ao longo do século passado e inícios do de hoje, desde o ativismo militante das sufragistas em busca de seus direitos básicos de cidadania até as greves escolares do movimento climático jovem e manifestações em massa para exigir que os governos tomem medidas urgentes para combater a crise climática. Mesmo assim, a desobediência civil continua sendo uma parte duradoura e vibrante do ativismo político e, cada vez mais, se beneficia de alianças transnacionais. E, sem surpresa, muitos dos mais famosos desobedientes civis – Henry David Thoreau, Mohandas Gandhi, Rosa Parks, Martin Luther King Jr., Nelson Mandela – eram membros de grupos cujos direitos eles buscavam defender. Com base na reflexão sobre os movimentos de desobediência civil e, em especial, o pensamento de Martin Luther King Jr., analise as afirmativas abaixo:
I. Entre outros conceitos, Martin Luther King Jr. é reconhecido por desenvolver os fundamentos filosóficos do ativismo não violento.
II. Martin Luther King Jr. era um defensor da ação militante (uso da força) na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
III. Martin Luther King Jr. argumenta que a resistência não violenta é moralmente superior à violência.
IV. Em sua “Carta de uma prisão de Birmingham”, Martin Luther King Jr. argumenta: “estou em Birmingham porque a injustiça está aqui”., mas ele defende os clérigos brancos moderados, os quais pediram paciência para que as disputas e questões fossem decididas nos tribunais e pediram à “comunidade negra” que praticasse a contenção.
Estão corretas as afirmativas:
Descartes em sua filosofia adotou o “princípio da adequação causal” como um de seus principais fundamentos metodológicos. Diante do exposto, assinale a alternativa que melhor explica o princípio citado.

John Locke (1632-1704), foi um dos fundadores do chamado “empirismo britânico”, importante linha filosófica dos séculos XVII e XVIII. Ficou famoso por defender a tese de que todas as nossas ideias vêm da experiência e por enfatizar a necessidade de evidências empíricas para a formulação das leis científicas. Ele desenvolveu uma epistemologia empirista e reflexões sobre a compreensão humana, criando teses que influenciaram os empiristas posteriores, como David Hume. Considerando-se a relação entre a Filosofia de Locke e o Empirismo Britânico dos séculos XVII e XVIII, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) De acordo com Locke, as qualidades primárias dos corpos não são, de forma alguma, semelhantes a esses corpos.

( ) A evidência empírica pode mostrar que o princípio da indução é verdadeiro.

( ) Locke aceita a visão de que temos ideias inatas sobre verdades metafísicas.

( ) Locke argumenta que mesmo que existissem verdades particulares com as quais todos os homens concordassem, esse fato não provaria a existência de ideias inatas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Os silogismos categóricos são argumentos formados com enunciados categóricos. Todos os silogismos têm duas premissas e uma conclusão. Um silogismo só possui três termos distintos; sendo um termo médio e dois termos extremos. Nesse sentido, é correto afirmar que o termo médio ocorre
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