“Examinemos, agora, mais além, como esse conceito de
trabalho alienado deve expressar-se e revelar-se na realidade.
Se o produto do trabalho me é estranho e enfrenta-me como
uma força estranha, a quem pertence ele? Se minha própria
atividade não me pertence, mas é uma atividade alienada,
forçada, a quem ela pertence? A um ser outro que não eu. E
quem é esse ser?”
MARX, Karl. Manuscritos Econômicos-Filosóficos. In: FROMM, Erich. O Conceito Marxista de Homem. 8ª ed., Rio de Janeiro: Zahar, 1983, p. 98.
O trecho de Marx citado tematiza a questão do trabalho
alienado. A concepção de alienação em Marx tem várias
interpretações. Entre essas, destaca-se a interpretação que
considera a alienação como uma relação social. No trecho,
Marx questiona quem é o "outro" como o qual o trabalhador
se relaciona e nessa obra esclarece que este é a
“Kuhn sugere que a racionalidade da ciência pressupõe a
aceitação de um referencial comum. Sugere que a
racionalidade depende de algo como uma linguagem comum e
um conjunto comum de suposições. Sugere que a discussão
racional e a crítica racional só serão possíveis se estivermos de
acordo sobre questões fundamentais.”
POPPER, Karl. A Ciência Normal e seus Perigos. In: LAKATOS, Imre;
MUSGRAVE, Alan (orgs.). A Crítica e o Desenvolvimento do Conhecimento. São Paulo: Cultrix, 1979, p. 68-69.
O trecho acima citado apresenta um comentário de Karl Popper
sobre Thomas Kuhn, que ficou mundialmente conhecido através
de sua obra A Estrutura das Revoluções Científicas. A posição
de Karl Popper sobre as teses de Thomas Kuhn é a de
Jean-Paul Sartre foi um dos principais representantes da
corrente existencialista, uma das mais destacadas na
história da filosofia. Sartre desenvolveu diversas teses,
sendo que uma das mais importantes é a
“O problema epistemológico da objetividade científica coloca,
quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas
relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de
engajamentos pessoais.”
JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago,
1975, p. 29.
O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais
discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos
contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas
são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
O senso comum costuma colocar a questão do gosto como
algo pessoal, sem pensar a sua relação com o contexto em
que o indivíduo fora formado. Na tradição filosófica houve
quem, como Platão, falasse do “belo em si”. Na
modernidade temos Kant que procura pensar o belo a partir
de um juízo estético. Mais recentemente, passamos a falar
também de mau gosto, ou kitsch, fenômeno próprio das
sociedades industriais que se referem a produtos
Álvaro Valls, filósofo brasileiro que se dedicou a pesquisar e
a escrever sobre a Bioética, definiu alguns princípios que
norteiam a atuação de quem lida com seres humanos em
seu campo de atuação. Para ele, quem atua em profissões,
ou faz pesquisa, que envolvam seres humanos deve
Friedrich Nietzsche afirmava que o cristianismo se
fundamentava numa “moral de escravos” e atribuía a ele
uma expressão sentimental básica. Qual é o sentimento que
estava na base da moral cristã para esse filósofo?
A reflexão sobre a natureza humana é um tema recorrente
na história da filosofia ocidental. A antropologia filosófica
desenvolveu diversas teses a respeito da essência humana.
Uma das teorias filosóficas a esse respeito é a de
“(...) decisivo para a felicidade são as atividades autênticas
realizadas de acordo com a excelência ética, enquanto as
atividades opostas levam à infelicidade.”
Aristóteles, Ética a Nicômaco. São Paulo: Editora Atlas, p. 33.
Na ética aristotélica vimos que o bem e a virtude
(excelência) não são realidades ideais a serem
contempladas, mas atividades da alma a serem realizadas
pela ação. Para a ética aristotélica, a felicidade é
Uma das fontes filosóficas da Bioética é o filósofo alemão
Hans Jonas. Para este filósofo, a ética trata do respeito à
vida não só no plano individual, mas se refere à toda espécie
humana. Para Jonas agir com ética é
Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo. São Paulo, Ática, 2020.
Não é possível falar em democracia sem falarmos da
cidadania e dos direitos cívicos e dos direitos sociais do
cidadão. Uma das críticas à democracia brasileira é que esta
tem aspectos formais que caracterizam uma sociedade
democrática, mas é insuficiente em seus aspectos
substanciais. Em seus aspectos político, social, econômico
e jurídico, a democracia brasileira
A Declaração dos Direitos Humanos, de 1948, foi uma
importante conquista para a sociedade contemporânea, ao
nos oferecer alguns parâmetros civilizatórios na construção
de um mundo de respeito à diversidade e à inclusão. No
entanto, os Direitos Humanos sempre foram alvo de
preconceitos e de desinformação. Ao ser criada, a
Declaração dos Direitos Humanos visava