“A bacia do Atlântico Nordeste (953 000 km²) é formada por um conjunto de drenagem modesta, com deficiência em alimentação e que se dirige para o oceano Atlântico. Drena administrativamente, parte dos Estados do Amapá, Pará, Pernambuco e Alagoas e toda a área dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba. A drenagem principal é representada pelos rios Pindaré, Grajaú, Mearim e Itapecuru, que deságuam no golfo do Maranhão, e o rio Parnaíba, divisa entre os estados do Maranhão e Piauí. São rios periódicos e seus leitos têm sido barrados pela construção de açudes”.
Cunha, S. B. Bacias Hidrográficas. In. Geomorfologia do Brasil. Cunha, S. B. e Guerra, A. J. T. 3 ed. Rio de Janeiro. Bertrand Brasil. 2003.
No que diz respeito à bacia do Atlântico Nordeste, é correto afirmar que
Nobre, C. A.; Sampaio, G.; Salazar, L. Mudanças climáticas e Amazônia. Ciência e Cultura. 2007.
Considerando os aspectos que envolvem o bioma amazônico e as mudanças climáticas, atente para as seguintes afirmações:
I. As variações das chuvas na Amazônia estão relacionadas à temperatura da superfície do mar no Atlântico tropical. Esta condição, entre outras, afeta a Zona de Convergência Intertropical – ZCIT. II. O bioma amazônico compreende uma área de aproximadamente 4,2 milhões de km², distribuída entre 9 estados brasileiros, compreendendo ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. III. O risco dos impactos das mudanças climáticas na Amazônia aumenta ainda mais quando se somam, ao aquecimento global, as alterações de vegetação resultantes das mudanças dos usos da terra, notadamente os desmatamentos das florestas tropicais e dos cerrados.
Está correto o que se afirmar em
UECE•
1. esquelético; 2. respiratório; 3. circulatório; 4. nervoso.
( ) Envolvido na proteção dos órgãos internos, nos movimentos e na sustentação do corpo. ( ) Controla as contrações musculares e o funcionamento das vísceras, coordena os movimentos cardiorrespiratórios e a secreção de hormônios pelas glândulas endócrinas. ( ) Captura o oxigênio necessário para as células do corpo e elimina o gás carbônico. ( ) Possibilita recolher e transportar os resíduos do metabolismo e o gás carbônico produzidos pelas células; transportar e distribuir nutrientes, oxigênio, hormônios, etc.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
1. mito; 2. verdade.
( ) Crianças não podem contrair o coronavírus. ( ) Idosos que contraem a infecção pelo coronavírus tendem a desenvolver quadros respiratórios mais graves. ( ) Antibióticos são eficazes apenas contra bactérias, não contra vírus. ( ) As vacinas contra a COVID-19 infectam pessoas com o vírus do HIV. ( ) A vacina da gripe H1N1 previne contra a Covid-19.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Leia o trecho, a seguir, retirado do livro Quarenta dias, de Maria Valéria Rezende, e responda à questão.
Saí, em busca de Cícero Araújo ou sei lá de quê, mas sem despir-me dessa nova Alice, arisca e áspera, que tinha brotado e se esgalhado nesses últimos meses e tratava de escamotear-se, perder-se num mundo sem porteira, fugir ao controle de quem quer que fosse. Tirei o interfone do gancho e o deixei balançando, pendurado no fio, bati a porta da cozinha e desci correndo pela escada de serviço, esperando que o porteiro se enfiasse na guarita pra responder ao interfone de frente pro saguão, de modo que eu pudesse sair de fininho, por trás dos pilotis, e escapar sem ser vista. Não me importava nada o que haveria de acontecer com o interfone nem com o porteiro.
Ganhei a rua e saí a esmo, querendo dar o fora dali o mais depressa possível, como se alguém me vigiasse ou me perseguisse, mas saí andando decidida, como se soubesse perfeitamente aonde ia, pisando duro, como nunca tinha pisado em parte alguma da minha antiga terra, lá onde eu sempre soube ou achava que sabia que rumo tomar. Saí, sem perguntar nada ao guri da banca da esquina nem a ninguém, até que me visse a uma distância segura daquele endereço que me impingiram e onde eu me sentia espionada, sabe-se lá que raio de combinação eles tinham com os porteiros, com os vizinhos? Olhe só, Barbie, como eu chegava perigosamente perto da paranoia e ainda falo “deles” como se fossem meus inimigos, minha filha e meu genro
REZENDE, Maria Valéria. Quarenta dias. 1ª ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. p. 95-96.
Com base no trecho e no romance, considere as afirmativas acerca da Barbie, mencionada na última frase do trecho.
I. Barbie é uma espécie de “ouvinte” dos relatos e das confissões da narradora.
II. Barbie, imagem asséptica, serve de contraste com os difíceis percursos da narradora em Porto Alegre.
III. Barbie é o apelido criado pela narradora para Milena, sua diarista em Porto Alegre.
IV. Barbie, boneca posta pela filha de Alice sobre um móvel do apartamento, ouve confidências e desabafos da protagonista.
Assinale a alternativa correta.
Vernant, J.-P. Fronteiras do mito. In: Vernant, J.-P.; Funari, P. P.; Hingley, R. Repensando o mundo antigo. Trad. bras. Renata C. Beleboni e Renata S. Garraffoni. Campinas, SP: IFCH/Unicamp, 2005.
Acerca das relações históricas, filológicas e filosóficas entre mythos e lógos, é correto afirmar, com base em Jean-Pierre Vernant, que
Leia o fragmento, a seguir, retirado do livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e responda à questão.
Cassi Jones, sem mais percalços, se viu lançado em pleno Campo de Sant’Ana, no meio da multidão que jorrava das portas da Catedral, cheia da honesta pressa de quem vai trabalhar. A sua sensação era que estava numa cidade estranha. No subúrbio tinha os seus ódios e os seus amores; no subúrbio, tinha os seus companheiros, e a sua fama de violeiro percorria todo ele, e, em qualquer parte, era apontado; no subúrbio, enfim, ele tinha personalidade, era bem Cassi Jones de Azevedo; mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele? Não era nada. Onde acabavam os trilhos da Central, acabava a sua fama e o seu valimento; a sua fanfarronice evaporava-se, e representava-se a si mesmo como esmagado por aqueles “caras” todos, que nem o olhavam. [...]
Na “cidade”, como se diz, ele percebia toda a sua inferioridade de inteligência, de educação; a sua rusticidade, diante daqueles rapazes a conversar sobre cousas de que ele não entendia e a trocar pilhérias; em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava, Cassi vexava-se de não suportar a leitura; comparando o desembaraço com que os fregueses pediam bebidas variadas e esquisitas, lembrava-se que nem mesmo o nome delas sabia pronunciar; olhando aquelas senhoras e moças que lhe pareciam rainhas e princesas, tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma, só reis, sentia-se humilde; enfim, todo aquele conjunto de coisas finas, de atitudes apuradas, de hábitos de polidez e urbanidade, de franqueza no gastar, reduziam-lhe a personalidade de medíocre suburbano, de vagabundo doméstico, a quase cousa alguma.
BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. p. 130-131.
Atente para seguinte excerto:
“[...] O ímã atrai o ferro, os vulcões entram em erupções: fatos físicos onde alguma coisa se repete; a erupção do Vesúvio em 79: fato físico tratado como evento”.
VEYNE, Paul. Como se escreve a história. 3. ed. Brasília: Editora UnB, 1995.
O motivo que faz da erupção do Vesúvio, no ano 79 da Era Cristã, um evento presente no registro histórico, ao contrário de tantas outras erupções de vulcões que já ocorreram, é
“Povo negro, povo branco pobre, povo indígena pobre, povo porto-riquenho pobre, povo latino-americano pobre, povo pobre de todas as descendências! Eles os agruparam em seus movimentos baseados no racismo, quando o Panteras Negras se levantou e disse: ‘Não importa o que digam, não pensamos em combater fogo com fogo, pensamos em combater água com água’. Vamos combater o racismo, não com racismo, mas vamos combatê-lo com solidariedade. Não vamos combater o capitalismo com capitalismo negro, mas vamos combatê-lo com socialismo”.
Fred Hampton explica como a classe dominante usa o racismo para explorar os trabalhadores, vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Pry4iRfHqEk, acessado em 31-05-2021.
Segundo esse trecho do discurso, é correto afirmar que, para Hampton,
Leia o fragmento, a seguir, retirado do livro Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e responda à questão.
Cassi Jones, sem mais percalços, se viu lançado em pleno Campo de Sant’Ana, no meio da multidão que jorrava das portas da Catedral, cheia da honesta pressa de quem vai trabalhar. A sua sensação era que estava numa cidade estranha. No subúrbio tinha os seus ódios e os seus amores; no subúrbio, tinha os seus companheiros, e a sua fama de violeiro percorria todo ele, e, em qualquer parte, era apontado; no subúrbio, enfim, ele tinha personalidade, era bem Cassi Jones de Azevedo; mas, ali, sobretudo do Campo de Sant’Ana para baixo, o que era ele? Não era nada. Onde acabavam os trilhos da Central, acabava a sua fama e o seu valimento; a sua fanfarronice evaporava-se, e representava-se a si mesmo como esmagado por aqueles “caras” todos, que nem o olhavam. [...]
Na “cidade”, como se diz, ele percebia toda a sua inferioridade de inteligência, de educação; a sua rusticidade, diante daqueles rapazes a conversar sobre cousas de que ele não entendia e a trocar pilhérias; em face da sofreguidão com que liam os placards dos jornais, tratando de assuntos cuja importância ele não avaliava, Cassi vexava-se de não suportar a leitura; comparando o desembaraço com que os fregueses pediam bebidas variadas e esquisitas, lembrava-se que nem mesmo o nome delas sabia pronunciar; olhando aquelas senhoras e moças que lhe pareciam rainhas e princesas, tal e qual o bárbaro que viu, no Senado de Roma, só reis, sentia-se humilde; enfim, todo aquele conjunto de coisas finas, de atitudes apuradas, de hábitos de polidez e urbanidade, de franqueza no gastar, reduziam-lhe a personalidade de medíocre suburbano, de vagabundo doméstico, a quase cousa alguma.
BARRETO, Lima. Clara dos Anjos. Rio de Janeiro: Garnier, 1990. p. 130-131.