Não é possível pensar os seres humanos longe,
sequer, da ética, quanto mais fora dela. É por isso que
transformar a experiência em puro treinamento técnico
é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano
no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se
respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos
não pode dar‑se alheio à formação moral do educando.
Educar é substantivamente formar.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários
à prática educativa. Paz e Terra; 1996. [Fragmento]
No contexto apresentado por Paulo Freire, o papel do
educador é
Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis
e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades
físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.
Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à
pessoa com deficiência, colocando‑a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015‑2018/2015/lei/l13146.htm.
Acesso em: 10 jun. 2024. [Fragmento]
Uma ação a ser realizada pelo professor no atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais, para garantir o
atendimento à Lei nº 13.146, é
A exclusão escolar manifesta‑se das mais diversas e
perversas maneiras, e quase sempre o que está em
jogo é a ignorância do aluno diante dos padrões de
cientificidade do saber escolar. Ocorre que a escola se
democratizou abrindo‑se a novos grupos sociais, mas não
aos novos conhecimentos. Exclui, então, os que ignoram o
conhecimento que ela valoriza e, assim, entende que
a democratização é massificação de ensino e não cria
a possibilidade de diálogo entre diferentes lugares
epistemológicos, não se abre a novos conhecimentos
que não couberam, até então, dentro dela. Se o que
pretendemos é que a escola seja inclusiva, é urgente que
seus planos se redefinam para uma educação voltada
para a cidadania global, plena, livre de preconceitos e que
reconhece e valoriza as diferenças.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por
quê? Como fazer? São Paulo: Editora Moderna, 2003.
Considerando o exposto no texto, na perspectiva da autora,
a inclusão escolar implica, principalmente, a
No segundo semestre de 2021, cerca de 244 mil crianças
e adolescentes entre 6 e 14 anos estavam fora da escola.
É o que mostra o levantamento do Todos Pela Educação,
a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua (PNAD Contínua). [...]
Não é novidade o diagnóstico de que a escola precisa se
reinventar para se conectar com os interesses das novas
gerações, de que precisa fazer sentido na vida dos alunos,
abrindo espaço para descobertas e questionamentos.
Com isso em mente, de que forma os professores podem
apoiar na construção de uma escola que faça sentido na
vida dos estudantes?
“Esse exercício de conexão com o que interessa e faz
brilhar os olhos dos alunos, que dá espaço e potência para
o desenvolvimento e aprendizagem de crianças e jovens,
se dá pelo saber do professor, seu comprometimento ético
e sua sensibilidade em criar pontes: entre seus alunos e o
mundo, entre os conhecimentos compartilhados nos povos
e suas culturas, elos entre família, comunidade e escola,
pontes entre a sala de aula e o contexto.”, esclarece Ana
Flavia Castanho, Coordenadora Pedagógica da Plataforma
Vivescer, iniciativa do Instituto Península.
INSTITUTO PENÍNSULA. O papel dos professores
no enfrentamento à evasão escolar. Disponível em: https://www.institutopeninsula.org.br/
professores‑na‑linha‑de‑frente‑no‑enfrentamento‑da‑evasao‑
escolar/. Acesso em: 10 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
De acordo com o texto, o professor pode atuar no
enfrentamento da evasão escolar ao