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Caso: L. A. P., 36 anos, sexo feminino, chega ao pronto-socorro com quadro de dor abdominal difusa há 5 dias, temperatura persistente de 38,9 °C, náuseas e prostração. Relata que, inicialmente, a dor era localizada na fossa ilíaca direita, mas evoluiu para todo o abdome, com piora progressiva. Ao exame físico, apresenta FC = 124 bpm, PA = 90x60 mmHg, com abdome distendido, doloroso à palpação difusa, presença de rigidez abdominal e sinais de irritação peritoneal. A tomografia computadorizada evidenciou peritonite difusa secundária à perfuração de apêndice cecal, com acúmulo de líquido livre e gás na cavidade abdominal. Foi submetida, com urgência, à laparotomia exploradora e lavagem peritoneal ampla, com drenagem de secreção purulenta e necrose de alças intestinais adjacentes. Está internada em UTI no pósoperatório imediato, sedada, em ventilação mecânica, com uso de noradrenalina e antibioticoterapia de amplo espectro. Apresenta débito urinário reduzido, hiperglicemia, leucocitose e acidose metabólica.
Diagnósticos de enfermagem: A - Perfusão tissular ineficaz associada à hipovolemia e sepse, evidenciada por hipotensão, taquicardia e débito urinário diminuído. B - Risco de instabilidade glicêmica relacionado ao estresse metabólico e uso de drogas vasoativas e sedação contínua.
Analise as assertivas a seguir sobre esse caso:
I. O diagnóstico de enfermagem A é adequado à paciente considerando as características definidoras identificadas nos períodos pré e pós-operatórios. PORQUE
II. Esse diagnóstico envolve alteração na oxigenação celular resultante da incapacidade do corpo de suprir as necessidades teciduais, sendo justificada por evidências como alterações hemodinâmicas e sinais de hipoperfusão.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as duas assertivas:
Caso: Um lactente de 9 meses (peso: 8,2 kg) foi internado com quadro de bronquiolite viral aguda e desidratação leve. A prescrição médica inclui hidratação venosa com soro glicosado 5% a 500 mL para ser infundido em 12 horas, além da administração de aminofilina IV na dose de 6 mg/kg/dose, a ser diluída em 20 mL de SF 0,9% e administrada em 30 minutos. A ampola de aminofilina disponível contém 240 mg/10 mL e a equipe utiliza equipo microgotas (60 gotas/mL). Com base nessa descrição, avalie as afirmativas a seguir:
I- A quantidade prescrita de aminofilina para o paciente é de 49,2 mg por dose.
II- O profissional, para administrar a dose prescrita, deve aspirar 2,05 mL da ampola e completar com 20 mL de SF 0,9%, totalizando 22,05 mL a ser administrado.
III- O gotejamento do soro deve ser ajustado para 42 gotas por minuto.
IV- A infusão da aminofilina, com o volume total da solução diluída, deve ocorrer em uma taxa de 44 gotas por minuto.

Estão CORRETAS as afirmativas
A ferida cutânea pode ser compreendida como qualquer interrupção na continuidade da pele, envolvendo alterações nas funções normais dos tecidos afetados. Diversos fatores podem estar envolvidos na origem dessas lesões, sendo os mais frequentes: a pressão prolongada sobre determinadas áreas corporais, limitações na mobilidade, temporárias ou permanentes, disfunções no sistema vascular, traumas físicos e complicações decorrentes de neuropatias, como as associadas ao diabetes. Entre os diferentes tipos de feridas, aquelas classificadas como crônicas demandam maior atenção da equipe de enfermagem, uma vez que apresentam dificuldades de cicatrização. Isso se deve ao fato de que o processo de reparo não ocorre de maneira contínua, coordenada e eficaz, o que compromete a restauração da integridade tecidual e prolonga o tempo de tratamento (Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren MG), 2023, adaptado).
Para a avaliação de uma ferida cutânea, existem quatro componentes na observação do leito da ferida e cada um deles enfoca uma diferente anomalia fisiopatológica que compromete a cicatrização e eles formam um esquema que oferece aos enfermeiros uma abordagem global do tratamento das lesões, amparada nos termos do acrônimo TIME – T: tissue (tecido inviável); I: infection (infecção/inflamação); M: moisture (manutenção do meio úmido); E: edge (não avanço das bordas da ferida).
Caso: Durante avaliação de rotina em unidade de internação, o enfermeiro identifica em um paciente, restrito ao leito, uma lesão por pressão em região trocantérica direita, com presença de esfacelos, bordas irregulares sem sinais de epitelização, exsudato purulento em grande quantidade, acompanhado de odor fétido e áreas de fibrina por ressecamento. O curativo havia sido trocado, entretanto, não havia registro de avaliação prévia ou prescrição profissional.

Considerando a Resolução Cofen n.º 567/2018 e os princípios do modelo TIME para avaliação sistemática de feridas, assinale a alternativa que apresenta a conduta tecnicamente CORRETA e legalmente respaldada, para o caso:
O câncer do colo do útero é caracterizado pela replicação desordenada do epitélio de revestimento do órgão, comprometendo o tecido subjacente (estroma) e podendo invadir estruturas e órgãos contíguos ou à distância. Há duas principais categorias de carcinomas invasores do colo do útero, dependendo da origem do epitélio comprometido: o carcinoma epidermoide, tipo mais incidente e que acomete o epitélio escamoso (representa cerca de 80% dos casos), e o adenocarcinoma, tipo mais raro e que acomete o epitélio glandular.
Uma das mais importantes descobertas na investigação etiológica de câncer nos últimos 30 anos foi a demonstração da relação entre o papilomavírus humano (HPV) e o câncer do colo do útero, mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, de 4,8/100 mil mulheres.
A atuação das equipes de saúde da Atenção Básica é decisiva na prevenção, detecção precoce e encaminhamento dos casos relacionados ao câncer do colo do útero. A compreensão clínica dos estágios da infecção pelo HPV, das lesões precursoras e das manifestações do câncer invasor é essencial para conduzir ações baseadas em evidências. Tais ações vão além da coleta do exame citopatológico, exigindo a sua articulação com exames complementares e avaliação clínica. A análise dos sinais e sintomas permite diferenciar quadros precoces de lesões mais avançadas.

Com base no exposto e nas diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
A enfermagem é fundamentada em conhecimentos científicos e técnicos, desenvolvidos por meio de práticas sociais, éticas e políticas, articuladas ao ensino, à pesquisa e à assistência. Sua atuação se dá na prestação de cuidados à pessoa, família e comunidade, considerando o contexto de vida. O comportamento ético do profissional é construído por meio de uma consciência individual e coletiva, com compromisso social e responsabilidade nas relações de trabalho. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem orienta a prática baseada no direito à assistência e nos interesses dos usuários e profissionais. Valoriza a centralidade da pessoa e estabelece que os profissionais estejam comprometidos com um cuidado seguro, ético e acessível. A ética na enfermagem pressupõe aliança com os usuários em defesa de um cuidado livre de danos. Comprometida com a saúde e a qualidade de vida, a enfermagem atua em todas as fases do cuidado com autonomia e responsabilidade, participa ativamente das políticas públicas de saúde, defendendo princípios como universalidade, integralidade, equidade e participação social. Seu exercício está pautado na competência, na ética e na valorização da dignidade e dos direitos humanos.
Entre os direitos dos profissionais de enfermagem, estabelecidos pelo Código de Ética, publicado na Resolução Cofen n.º 564/2017, estão:
I- Exercer a enfermagem com liberdade, segurança técnica, científica e ambiental, autonomia, e ser tratado sem discriminação de qualquer natureza, segundo os princípios e pressupostos legais, éticos e dos direitos humanos.
II- Exercer atividades em locais de trabalho livre de riscos e danos e violências física e psicológica à saúde do trabalhador, em respeito à dignidade humana e à proteção dos direitos dos profissionais de enfermagem.
III- Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração, observados os parâmetros e os limites da legislação vigente.
IV- Liderar, coordenar e delimitar a prática multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade, observando os preceitos éticos e legais de cada profissão.
V- Associar-se, exercer cargos e participar de Organizações das Categorias Multiprofissionais e Órgãos de Fiscalização do Exercício Multiprofissional, atendidos os requisitos legais.

Estão CORRETAS as afirmativas
A Resolução nº. 736/2024 do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que regulamenta o processo de enfermagem no Brasil, representa um marco importante na busca pela humanização e pela qualidade dos cuidados prestados aos pacientes. Ao integrar o pensamento filosófico da enfermagem com a prática cotidiana, essa resolução não apenas define as etapas do processo de enfermagem, mas também propõe uma reflexão profunda sobre o papel do enfermeiro enquanto agente ativo na construção do cuidado. A organização do processo de enfermagem, ao se apoiar na observação cuidadosa, na tomada de decisão com base em evidências científicas e na interação com o paciente, vai além do simples ato técnico, considerando a particularidade de cada ser humano. Em um cenário contemporâneo de crescente complexidade no sistema de saúde, essa metodologia destaca a necessidade de um olhar ético que se relaciona à ideia de saúde como um bem individual e coletivo.
O processo de enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes, recorrentes e cíclicas, descritas a seguir:
I- Avaliação de enfermagem – coleta de dados subjetivos e objetivos pertinentes à saúde da pessoa, da família, coletividade e grupos especiais, realizada mediante auxílio de técnicas (laboratoriais e de imagem, testes clínicos, escalas de avaliação validadas, protocolos institucionais e outros).
II- Diagnóstico de enfermagem – compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde que representam o julgamento clínico das informações obtidas sobre as necessidades do cuidado à pessoa, família, coletividade ou grupos especiais.
III- Planejamento de enfermagem – desenvolvimento de um plano assistencial direcionado à pessoa, família, coletividade, grupos especiais, envolvendo determinação de resultados, tomada de decisão terapêutica e protocolos assistenciais.
IV- Implementação de enfermagem – realização das intervenções, ações e atividades, respeitando as resoluções, por meio da colaboração e comunicação contínua, inclusive com a checagem quanto à execução da prescrição de enfermagem.
V- Evolução de enfermagem – compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e saúde da pessoa, família, coletividade e de grupos especiais. Essa etapa permite a análise e a revisão de todo o processo de enfermagem.

Estão CORRETAS as afirmativas
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?

Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.

Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]

Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!

Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos.O que fazer para suportar essa tal felicidade?Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto 01.
I- O significado do que é ser feliz pode variar de pessoa para pessoa.
II- A demonstração de felicidade é inadmissível quando incomoda o outro.
III- A felicidade de alguém pode deixar algumas pessoas incomodadas.
IV- O sentimento de felicidade está relacionado à transitoriedade.
V- A felicidade como um sentimento permanente é uma meta a ser buscada.
Estão CORRETAS as afirmativas
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?

Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.

Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]

Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!

Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos.O que fazer para suportar essa tal felicidade?Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
No quarto parágrafo, ao usar repetidamente a estrutura “Se a felicidade é [...]”, a autora lança mão do recurso linguístico denominado
X. P. S., técnico de enfermagem em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), iniciou seu plantão noturno e se deparou com múltiplas situações que comprometiam a segurança da assistência e a sua integridade profissional: faltavam insumos básicos, o número de profissionais era insuficiente para a alta demanda, dois profissionais para atender mais de 30 pacientes classificados como graves e a estrutura física apresentava riscos elétricos e sanitários. Após comunicar sua chefia sem retorno resolutivo, decidiu suspender suas atividades, com base no Código de Ética de Enfermagem, por entender que o ambiente violava o direito à prática segura. Imediatamente, formalizou sua decisão por escrito, encaminhando-a à instituição e ao Coren.
Diante desse cenário, espera-se que o profissional compreenda seus direitos éticos, as condições que autorizam a suspensão das atividades e as medidas legais e administrativas corretas a serem tomadas, analisando criticamente os limites da atuação ética frente a situações de risco assistencial e institucional.
Analise as alternativas a seguir, com base na Resolução Cofen n.º 564/2017 (Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem), e assinale a CORRETA, quanto à conduta ética do técnico de enfermagem Carlos diante da situação descrita.
O Windows oferece ferramentas que ajudam a melhorar o desempenho do computador. Uma dessas ferramentas reorganiza os dados armazenados no disco rígido, agrupando partes de arquivos que estavam espalhados, o que permite acesso mais rápido e eficiente às informações. Qual é o nome dessa ferramenta?
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?

Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.

Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]

Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!

Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos.O que fazer para suportar essa tal felicidade?Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Analise os itens a seguir, tendo em vista o conceito de felicidade para a autora:
I- Conviver harmoniosamente com amigos e familiares.
II- Ter tempo para refletir sobre os próprios sentimentos.
III- Ter projetos de vida e agir conforme esses projetos.
IV- Negar vivenciar momentos de adversidades e tristezas.
V- Estar, permanentemente, vivendo momentos de alegria.
Estão CORRETOS
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.

Texto 01

O que fazer para suportar essa tal felicidade?

Um dia me fizeram a pergunta: “Você é sempre assim, insuportavelmente feliz?”. Confesso que fiquei sem ação. Naquele momento não consegui encontrar uma resposta, pois na minha cabeça eu precisava ainda definir: O que seria ser feliz? Qual seria o peso do advérbio sempre? Insuportável para quem?

Na hora só consegui pedir desculpas. Sim, me desculpei por parecer feliz e até insuportável. Para minha sorte, a ausência dessa resposta não pesou no resultado da entrevista. Entrevista? Exatamente. Essa dúvida quanto ao meu estado constante de felicidade aconteceu no meio de um processo seletivo para uma grande empresa. Apesar de não encontrar a resposta, eu fui contratada. Agora, depois de tantos anos, essa pergunta voltou a ressoar em minha mente e resolvi, então, tentar entender as suas partes.

Sou avessa aos determinismos e reducionismos quando se tratam de fenômenos existenciais humanos. Palavras como “sempre” e “nunca” nos aprisionam a uma condição imutável e de permanência. E nos impedem de transitar pelo “quase” ou pelo “talvez”, que nos permitem a dúvida, a crise, a possibilidade de escolher novos caminhos e provocar a mudança. Definitivamente o “sempre” não me representa. No insuportável, evidencia-se o peso da subjetividade. Assim como a dor, o nível de tolerância acontecerá a partir do conteúdo interno de cada um, bem como o impacto que isso gera. De fato, não podemos nos culpar pelo outro não se sentir à vontade com a nossa suposta felicidade. [...]

Com alguns anos de atraso, encontrei a resposta. Se a felicidade está na tomada de consciência de que não existe um estado de permanência e as oscilações acontecem e fazem parte irremediável da existência, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é sentir a minha humanidade, me permitir chorar nas adversidades, rir ou chorar de alegria, e sorrir quando dou de cara com um novo desafio, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é ter uma relação familiar e com amigos, onde cuidamos para que uma convivência de respeito seja a prioridade, apesar das diferenças, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é me permitir o silêncio e as pausas necessárias para que eu possa me escutar e organizar as minhas ideias, mesmo que por alguns minutos, sim, eu sou feliz! Se a felicidade está em viver a fé, exercitando a prática do bem, sim, eu sou feliz! Se a felicidade é um projeto de vida que exige escolhas e ação, sim, eu sou feliz!

Portanto, a felicidade não é uma estética. Não está no sorriso. Está no sentir e no sentido que encontramos para viver, mesmo quando as lágrimas se manifestam. Acredito que a felicidade está em encontrarmos espaços que nos comportem, nos ampliem e não mais tentar entrar em lugares que nos reduzam, porque se é para ser, que sejamos inteiros e de verdade.

Fonte: MORAIS, Elizabeth dos Santos.O que fazer para suportar essa tal felicidade?Disponível em: vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 18 abr. 2025. Adaptado.
Tendo em vista, inclusive o segundo parágrafo do texto, a autora afirma que foi contratada pela empresa