No seguinte trecho ?Você está preocupado com a direção que o país está seguindo??, o termo destacado funciona sintaticamente como:
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Analise os enunciados das Questões abaixo e assinale se ele é Certo ou Errado.
Na frase: “A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia anti-povo, do anti-sindicato, da anti-reforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam”, atribuída a João Goulart, não cabem reparos quanto à ortografia, considerando o novo acordo ortográfico de 2009.
Há hiato em:
Quanto à concordância verbal, assinale a alternativa incorreta.
Observe o trecho retirado de Memórias Póstumas de Brás Cubas, escrito por Machado de Assis, para responder à questão.
“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.”
Observe as expressões “autor defunto” e “defunto autor”. Estas expressões apresentam sentidos diferentes.
Assinale a alternativa que indique CORRETAMENTE a classe gramatical de defunto na primeira e segunda expressões apresentadas, respectivamente:
“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.”
Observe as expressões “autor defunto” e “defunto autor”. Estas expressões apresentam sentidos diferentes.
Assinale a alternativa que indique CORRETAMENTE a classe gramatical de defunto na primeira e segunda expressões apresentadas, respectivamente:
(FGV-SP) Assinale a alternativa correta quanto à relação grafia/significado.
A Lei da Copa e os direitos dos consumidores
A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
competição em um espetáculo digno de toda essa
expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
Brasil não é diferente.
( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
consumidor. ( ... )
(...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
permitir um evento dessa complexidade".
Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
(...) O Idec também acusa o projeto de
comprometer a liberdade de concorrência em espaços
públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
constitucionais", diz Varella.
Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
lei é estadual, e não federal.
Os parlamentares tentam conseguir um meio
termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
programa para população de baixa renda, mas não deu
garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
de lei, e também não ficou contente com as recentes
declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.
www.revistaepoca.globo.com
A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
competição em um espetáculo digno de toda essa
expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
Brasil não é diferente.
( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
consumidor. ( ... )
(...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
permitir um evento dessa complexidade".
Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
(...) O Idec também acusa o projeto de
comprometer a liberdade de concorrência em espaços
públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
constitucionais", diz Varella.
Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
lei é estadual, e não federal.
Os parlamentares tentam conseguir um meio
termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
programa para população de baixa renda, mas não deu
garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
de lei, e também não ficou contente com as recentes
declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.
www.revistaepoca.globo.com
Com base nas ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Leia o texto para responder às questões 1 a 6.
Vantagens e desvantagens dos biodegradáveis
O maior benefício destes materiais é a decomposição completa e bem mais rápida. Os produtos biodegradáveis contribuem para o não acúmulo de lixo no planeta. Porém, se por um lado eles contribuem para a redução de resíduos sólidos, por outro, os produtos biodegradáveis contribuem para o efeito estufa, pois, ao se degradarem, eles liberam gás metano proporcional à velocidade de degradação, ou seja, quanto mais rápido o produto se decompõe mais gás ele libera no ar.
Apesar das desvantagens, os produtos biodegradáveis ainda representam vantagens ambientais sobre os produtos convencionais. Estudos mostram que produtos com agentes biodegradáveis mais lentos podem ser acondicionados em aterros sanitários e o gás proveniente da decomposição pode ser utilizado para gerar calor e energia, impactando menos o meio ambiente.
Os produtos biodegradáveis não são a melhor solução, mas, os avanços nas pesquisas podem contribuir para aprimorar as embalagens dos produtos biodegradáveis que utilizamos. Lembrando que, antes do descarte, é muito mais importante reduzir o consumo, dar preferência aos produtos com embalagens reutilizáveis e separar o “lixo que não é lixo” para reciclagem.
Vantagens e desvantagens dos biodegradáveis
O maior benefício destes materiais é a decomposição completa e bem mais rápida. Os produtos biodegradáveis contribuem para o não acúmulo de lixo no planeta. Porém, se por um lado eles contribuem para a redução de resíduos sólidos, por outro, os produtos biodegradáveis contribuem para o efeito estufa, pois, ao se degradarem, eles liberam gás metano proporcional à velocidade de degradação, ou seja, quanto mais rápido o produto se decompõe mais gás ele libera no ar.
Apesar das desvantagens, os produtos biodegradáveis ainda representam vantagens ambientais sobre os produtos convencionais. Estudos mostram que produtos com agentes biodegradáveis mais lentos podem ser acondicionados em aterros sanitários e o gás proveniente da decomposição pode ser utilizado para gerar calor e energia, impactando menos o meio ambiente.
Os produtos biodegradáveis não são a melhor solução, mas, os avanços nas pesquisas podem contribuir para aprimorar as embalagens dos produtos biodegradáveis que utilizamos. Lembrando que, antes do descarte, é muito mais importante reduzir o consumo, dar preferência aos produtos com embalagens reutilizáveis e separar o “lixo que não é lixo” para reciclagem.
“Porém, se por um lado eles contribuem para a redução de resíduos sólidos,...” Esse período estabelece com o período anterior uma relação de.
Em qual alternativa aparece um substantivo concreto?
A concordância nominal está corretamente estabelecida em:
Leia:
“Também nos importa o que o mar traz consigo até a arrebentação...” (Carlos Drummond de Andrade)
A oração destacada indica uma:
“Também nos importa o que o mar traz consigo até a arrebentação...” (Carlos Drummond de Andrade)
A oração destacada indica uma:
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.
Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol
Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de
bancos, o futebol brasileiro vive um momento de crescimento
financeiro que começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um
panorama do futebol nacional mostra que, em vários aspectos,
clubes começam a ter receitas parecidas com as dos grandes times
europeus. Entre os cartolas de tradicionais equipes da Europa, a
constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do
Brasil. Para especialistas, fica uma questão: até que ponto essa
exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais
uma bolha?
Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times com
maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester United,
todavia o que impressiona é a rápida expansão. Atualmente, as
maiores receitas no Brasil são as do Corinthians e do Inter-RS.
A explosão do valor dos contratos de tevê também injetou
milhões no futebol e, com o novo acordo, o Campeonato Brasileiro
finalmente se aproxima das maiores ligas do mundo. O Corinthians
também terminará 2011 como o clube mais valioso do país, mas
o time que mais cresceu foi o Santos. Essa expansão já tem sido
suficiente para começar a mudar a lógica das transferências de
jogadores. “Hoje, o jogador que vai para a Europa sai em busca
de uma opção profissional, não por dinheiro”, afirmou Marcos
Motta, em Zurique durante reunião fechada da elite da indústria
do futebol mundial.
O tendão de Aquiles do futebol brasileiro, porém, são as
dívidas que assolam vários clubes, mesmo entre aqueles que têm
feito contratações milionárias. Por isso, analistas estrangeiros
alertam que o risco é de que uma bolha esteja sendo formada,
como ocorreu com vários clubes espanhóis, que por mais de uma
década gastaram além do que podiam e agora estão quebrados.
(Chade, Jamil. http://www.estadao.com.br/noticias. Adaptado)
Poder econômico do Brasil assusta o mundo do futebol
Inundado por investimentos, patrocínios e empréstimos de
bancos, o futebol brasileiro vive um momento de crescimento
financeiro que começa a mudar o mapa do esporte no mundo. Um
panorama do futebol nacional mostra que, em vários aspectos,
clubes começam a ter receitas parecidas com as dos grandes times
europeus. Entre os cartolas de tradicionais equipes da Europa, a
constatação é de que está cada vez mais caro tirar um jovem do
Brasil. Para especialistas, fica uma questão: até que ponto essa
exuberância econômica no Brasil é sustentável ou é apenas mais
uma bolha?
Ainda nenhum clube brasileiro se aproxima dos times com
maior renda do mundo, como o Real Madrid e o Manchester United,
todavia o que impressiona é a rápida expansão. Atualmente, as
maiores receitas no Brasil são as do Corinthians e do Inter-RS.
A explosão do valor dos contratos de tevê também injetou
milhões no futebol e, com o novo acordo, o Campeonato Brasileiro
finalmente se aproxima das maiores ligas do mundo. O Corinthians
também terminará 2011 como o clube mais valioso do país, mas
o time que mais cresceu foi o Santos. Essa expansão já tem sido
suficiente para começar a mudar a lógica das transferências de
jogadores. “Hoje, o jogador que vai para a Europa sai em busca
de uma opção profissional, não por dinheiro”, afirmou Marcos
Motta, em Zurique durante reunião fechada da elite da indústria
do futebol mundial.
O tendão de Aquiles do futebol brasileiro, porém, são as
dívidas que assolam vários clubes, mesmo entre aqueles que têm
feito contratações milionárias. Por isso, analistas estrangeiros
alertam que o risco é de que uma bolha esteja sendo formada,
como ocorreu com vários clubes espanhóis, que por mais de uma
década gastaram além do que podiam e agora estão quebrados.
(Chade, Jamil. http://www.estadao.com.br/noticias. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta concordância nominal
de acordo com a norma culta.
SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo
O teste definitivo para você saber se você está ou não
integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
máquina.
Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
a mensagem.
É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
- Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
mensagem porque errou a colocação do pronome.
Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
- De Augustín Lara...
E gravam um bolero.
Talvez seja a única atitude sensata.

O teste definitivo para você saber se você está ou não
integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que
você faz quando liga para alguém e quem atende é uma
máquina.
Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária
eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É
apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí
é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma
máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como
funciona, ainda estou tentando entender o estilingue)
pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A
secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa
estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo
que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar
a mensagem.
É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no
telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente
gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala,
travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho.
Não é nem monólogo. É diálogo só de um.
- Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.
O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo
medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de
volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.
Sei de gente que muda a voz para falar com secretária
eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes
precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a
mensagem porque errou a colocação do pronome.
Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados,
limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:
- De Augustín Lara...
E gravam um bolero.
Talvez seja a única atitude sensata.


“O teste definitivo para você saber se você está ou não
integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica”; a
forma de reescrever-se esse segmento do texto que ALTERA
o seu sentido original é:
Corríamos atrás uns dos outros na nossa infância. Corremos, hoje, atrás da felicidade de outrora.
Nas frases acima, os verbos destacados encontram-se, respectivamente, no:
Nas frases acima, os verbos destacados encontram-se, respectivamente, no:
Leia o texto abaixo:
Servidores da Funai morreram ao tentar contato com índios isolados na Amazônia
A imensidão do Brasil revela que existem regiões que não foram desbravadas e que mantêm até hoje povos que habitavam o solo nacional, antes da chegada das caravelas de Pedro Álvares Cabral. Na Terra Indígena Vale do Javari, na fronteira do Brasil com o Peru e Colômbia, por exemplo, existem entre 2 mil e 3 mil índios que nunca tiveram contato com homens de outras etnias. O vale tem 8,5 milhões de hectares, sendo considerado o maior mosaico visual de referências indígenas isoladas do mundo.
Nos últimos 15 anos, nove servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) morreram tentando contato com tribos isoladas na região. Atualmente, a luta que ocorre diariamente é para preservar o direito dos índios de permanecer no isolamento. A região tem mais de dez mil índios contatados e 16 referências de índios isolados, sendo nove confirmadas.
Segundo o coordenador regional da Funai, Bruno Pereira, a política de acabar com os contatos com grupos isolados partiu da experiência de indigenistas, funaianos e sertanistas, que, ao longo de 120 anos de indigenismo de Estado, comprovaram que a aproximação era feita sem o cuidado devido e somente os índios se prejudicavam. O principal dano eram as doenças contagiosas, que quase levaram etnias à extinção, como aconteceu com os matis, também chamados de matsés, etnia reduzida a menos da metade, em apenas dois anos.
O último grupo contatado foi da etnia korubo, em 2003. Atualmente, o grupo de korubos tem 29 índios. Conhecidos como caceteiros da Amazônia, eles mataram alguns madeireiros que invadiram a mata, em busca de madeira, e que queriam expulsar os índios do próprio território. Três índios korubos morreram no confronto, o que fez com que eles se aproximassem de algumas comunidades na região de Atalaia do Norte, a 1 138 quilômetros de Manaus. A Funai foi acionada para tentar acabar com o confronto.
(Extraído de: www.acritica.uol.com.br.)
Uma das funções da partícula que é a de conjunção integrante, podendo, por exemplo, introduzir uma oração com valor de objeto direto. Das cinco ocorrências do que, no primeiro parágrafo, a única que tem essa característica é a do trecho
Servidores da Funai morreram ao tentar contato com índios isolados na Amazônia
A imensidão do Brasil revela que existem regiões que não foram desbravadas e que mantêm até hoje povos que habitavam o solo nacional, antes da chegada das caravelas de Pedro Álvares Cabral. Na Terra Indígena Vale do Javari, na fronteira do Brasil com o Peru e Colômbia, por exemplo, existem entre 2 mil e 3 mil índios que nunca tiveram contato com homens de outras etnias. O vale tem 8,5 milhões de hectares, sendo considerado o maior mosaico visual de referências indígenas isoladas do mundo.
Nos últimos 15 anos, nove servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) morreram tentando contato com tribos isoladas na região. Atualmente, a luta que ocorre diariamente é para preservar o direito dos índios de permanecer no isolamento. A região tem mais de dez mil índios contatados e 16 referências de índios isolados, sendo nove confirmadas.
Segundo o coordenador regional da Funai, Bruno Pereira, a política de acabar com os contatos com grupos isolados partiu da experiência de indigenistas, funaianos e sertanistas, que, ao longo de 120 anos de indigenismo de Estado, comprovaram que a aproximação era feita sem o cuidado devido e somente os índios se prejudicavam. O principal dano eram as doenças contagiosas, que quase levaram etnias à extinção, como aconteceu com os matis, também chamados de matsés, etnia reduzida a menos da metade, em apenas dois anos.
O último grupo contatado foi da etnia korubo, em 2003. Atualmente, o grupo de korubos tem 29 índios. Conhecidos como caceteiros da Amazônia, eles mataram alguns madeireiros que invadiram a mata, em busca de madeira, e que queriam expulsar os índios do próprio território. Três índios korubos morreram no confronto, o que fez com que eles se aproximassem de algumas comunidades na região de Atalaia do Norte, a 1 138 quilômetros de Manaus. A Funai foi acionada para tentar acabar com o confronto.
(Extraído de: www.acritica.uol.com.br.)
Uma das funções da partícula que é a de conjunção integrante, podendo, por exemplo, introduzir uma oração com valor de objeto direto. Das cinco ocorrências do que, no primeiro parágrafo, a única que tem essa característica é a do trecho
Responda às questões a seguir, referentes à Literatura Brasileira.
“É o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII, tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. Vive-se o Século das Luzes, o Iluminismo burguês, que prepara o caminho para a Revolução Francesa.”
O texto acima refere-se ao
O texto acima refere-se ao
Para responder a questão, leia o fragmento do texto abaixo do romance A Metamorfose, de Franz Kafka.
Aqueles foram bons tempos, mas que não se repetiram - ao menos, não com a mesma intensidade -, embora, de toda forma, Gregor ganhasse o suficiente para arcar sozinho com as necessidades domésticas. À medida que tudo isso foi se tornando costumeiro, a surpresa e a alegria inicial arrefeceram e, assim, Gregor entregava o dinheiro com prazer espontâneo e a família, de bom grado, recebia. Apenas a irmã permanecia mais próxima e afetuosa e, como ela, ao contrário de Gregor, era amante da música e sabia tocar violino com muita graça, ele tinha planos de enviá-la para o Conservatório no ano seguinte, sem importar-se com os gastos extras que isso acarretaria. Em conversas com a irmã, nos curtos períodos em que ficava sem viajar, sempre mencionava o projeto (que ela considerava lindo, mas impossível de se concretizar), enquanto os pais demonstravam não aprovar nem um pouco a ideia. Contudo, Gregor pensava muito seriamente nisso e pretendia anunciá-lo solenemente na noite de Natal.
Todos esses pensamentos, agora inúteis, fervilhavam em sua cabeça, enquanto ele escutava as conversas, colado à porta. De vez em quando o cansaço obrigava-o a desligar-se, apoiando pesadamente a cabeça na porta, mas logo recuperava a prontidão, pois sabia que qualquer ruído era ouvido na sala e fazia com que todos se calassem. Novamente aprontando alguma coisa, dizia o pai instantes depois, certamente olhando para a porta. Passado algum tempo, eles continuavam a trocar palavras entre si.
Na conversa sobre as finanças da família, o pai redundava nas explicações - seja porque há tempos não se ocupava disso, seja porque a mãe tinha dificuldades para entender -, e Gregor, com satisfação, tomou conhecimento de que, a despeito da desgraça que haviam sofrido, restava-lhes algum capital, que, se não era muito, ao menos tinha crescido nos últimos anos por conta dos rendimentos de juros acumulados. Além disso, o dinheiro que Gregor entregava (retinha apenas uma pequeníssima parte) não era gasto integralmente, e pouco a pouco ampliava o montante economizado. De onde estava, ele aprovou, com a cabeça, o procedimento, contente com a inesperada provisão feita pelo pai. Era verdade que aquele dinheiro poderia ter paulatinamente saldado a dívida que o pai tinha com seu patrão, livrando-o daquele constrangimento. Não obstante, ele julgou que pai havia procedido corretamente.
(KAFKA, Franz. A Metamorfose. Trad. Lourival Holt Albuquerque. São Paulo: Abril, 2010, p.40-41)
Texto I
Obsolescência programada:
inimiga ou parceira do consumidor?
Obsolescência programada é exercida quando
um produto tem vida útil menor do que a tecnologia
permitiria, motivando a compra de um novo modelo
— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são
5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com
uma resolução melhor pode motivar a compra de um
novo celular, ainda que o modelo anterior funcione
perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode
ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que
10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente
necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o
acesso às novidades.
Planejar inovação é extremamente importante
para melhoria e aumento da capacidade técnica de
15 um produto num mercado altamente competitivo. Já
imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro
dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio
entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista
técnico, quando as empresas planejam um produto,
20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois
se trata de uma necessidade de sobrevivência no
mercado.
Sintomas de obsolescência são facilmente per-
cebidos quando um novo produto oferece caracterís-
25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de
reconhecimento facial; ou a queda de desempenho
do produto com relação ao atual padrão de merca-
do, como um smartphone que não roda bem os apli-
cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando
30 não é possível repor acessórios, como carregadores
compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de
bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão
de um celular, por exemplo.
Isso não significa que o consumidor está refém de
35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a
substituição de um produto, por meio de upgrades de
hardware, como inclusão de mais memória, baterias
e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-
to em que essa troca não compense financeiramente.
40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os
produtos mais modernos mantenham a compatibili-
dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-
ário não seja forçado constantemente à compra de
um produto mais novo se não quiser. É importante
45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-
re quando atualizações cosméticas, como um novo
design, fazem o produto parecer sem condições de
uso, quando não está.
É preciso lembrar também que a obsolescência
50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de
equipamento. Um controle eletrônico de portão tem
uma única função e pode ser usado por anos e anos
sem alterações ou troca. Já um celular tem maior
taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído
55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades
do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-
ção ou tela mais brilhante.
Essa estratégia traz desafios, como geração do
lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência
60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao
usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais
disponibilizar determinada função que era disponível
pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-
do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é
65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-
gramada trazem benefícios à sociedade, como itens
de segurança mais eficientes em carros e conectabi-
lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É
por conta disso que membros de uma mesma família
70 que moram em países diferentes podem conversar
diariamente, com um custo relativamente baixo, por
voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-
lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com
ajuda de dispositivos móveis.
RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou
parceira do consumidor? Disponível em:
gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/obsolescencia-programada-
-inimiga-ou-parceira-do-consumidor-5z4zm6km1pndkokxsb-
t4v6o96/>. Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.
Nos seguintes trechos do Texto I, o adjetivo destacado apresenta valor discursivo de avaliação subjetiva, em relação ao substantivo a que se liga, em:
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, em:
Assinale a alternativa gramaticalmente correta.
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