Texto 2 - "A primeira missão tripulada ao espaço profundo desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo de enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo preparada pela Nasa (agência espacial norte-americana). O primeiro passo para a concretização desse desafio será dado nesta sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos. O lançamento estava previsto originalmente para esta quinta-feira (4), mas devido a problemas técnicos foi reagendado para as 7h05 (10h05 no horário de Brasília)." (Ciência, Internet Explorer).
Esse fragmento de um texto informativo mostra um conjunto de elementos que estruturam esse gênero textual; o elemento que aparece inadequadamente identificado é:
Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava , nem estudava. Mas trabalhara pouco
depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar
para o teatro fracassara. Havia só promessas. Não era fácil como pensara. Mesmo não tinha a menor .
experiência. Fora estrela estudantil em Guará. isso porém era menos que nada! Acabado o dinheiro, não podia
viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira, caixeira de perfumaria, manicura, para se
sustentar. Como chapeleira, não agüentara dois meses, que era duro!, das oito da manhã às oito da noite, e
quantas vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. não era possível ! As ambições teatrais não haviam
esmorecido, e cadê tempo ? Conseguira o lugar de balconista numa perfumaria com ordenado e comissão. Tinha
jeito para vender, sabia empurrar mercadoria no freguês. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas
também lá passara pouco tempo. O horário era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais suave - nunca
imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo! Contudo continuava numa prisão. Não
nascera para prisões. Mesmo como seria possível se encarreirar no teatro, amarrada num balcão todo o santo
dia? Precisava dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito à perfumaria fazer
compras e que se engraçara com ela. Dava conta do recado mal e porcamente, mas os homens não são exigentes
com um palmo de cara bonita. Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de
,E gente, era muito convidada para almoços, jantares, danças e passeios, e tinha folgas - uf , tinha folgas!
Quando cismava. nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de mar, fazer compras. ficava dormindo...
Sabe-se que o h é uma letra diferente das demais, pois não corresponde a um fonema. Em certos casos, porém,
associada a uma consoante, constitui um dígrafo. Assinale a opção em que todas as palavras apresentam
dígrafos formados com a letra h.
Roberto Carlos - Erasmo Carlos Tanto amor perdido no mundo Verdadeira selva de enganos A visão cruel e deserta De um futuro de poucos anos Sangue verde derramado O solo manchado; Feridas na selva A lei do machado Avalanches de desatinos Numa ambição desmedida Absurdos contra os destinos De tantas fontes de vida Quanta falta de juízo Tolices fatais; Quem desmata, mata Não sabe o que faz [...] Desde os anos 70, muito antes de o tema "ecologia" entrar na moda por aqui, Roberto Carlos já abordava o assunto, em canções como O Progresso. Na década de 80 foi a vez de As Baleias e Amazônia, ambas em torno da preservação ambiental. Nesta canção, ele chama a atenção para a destruição da maior reserva natural da Terra, que cobre grande parte do território brasileiro.
(Adaptado de Roberto Carlos Braga II, Na poltrona, Revista de bordo do Grupo Itapemirim, ano 6, no 67, janeiro2005, p. 60)
Com o sistema de monitoramento por satélite, dados e imagens de desmatamento da Amazônia são transmitidos em tempo real para o Ibama, que consegue fiscalizar o desmatamento logo em seu início, tendo sido possível reduzir o ritmo do desmatamento da Amazônia.
Os trechos grifados serão corretamente substituídos por formas pronominais correspondentes, na ordem, em:
Assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem, as lacunas da frase apresentada.
Os ___ para a conclusão da pesquisa estavam próximos e exigiam ___ na ___ dos dados já obtidos.
Todas as sentenças abaixo apresentam ambiguidades. Assinale a alternativa em que a ambiguidade não pode ser desfeita com a simples alteração na ordem das palavras:
O artigo definido é variável em gênero e número e representa qualquer unidade conceitual como parte do conhecimento prévio do interlocutor. A frase em que esse conhecimento é restrito a uma situação particular e não a um conhecimento partilhado pela comunidade é:
Analise o enunciado: “Todo esforço tem a sua recompensa”. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas abaixo.
A expressão “todo esforço” funciona como _____ da oração; o termo “tem” é um _____ que é complementado com um _____ representado pela expressão “a sua recompensa”.
O que é ética hoje?
Sem uma discussão lúcida sobre a ética não é possível agir com ética Marcia Tiburi
A palavra ética aparece em muitos contextos de nossas vidas. Falamos sobre ética em tom de clamor por salvação. Cheios de esperança, alguns com certa empáfia, exigimos ou reclamamos da falta de ética, mas não sabemos exatamente o que queremos dizer com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo em relação a ele não conseguimos avançar com ética. Este é nosso primeiro grande problema.
O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a sermos éticos. Falta reflexão, falta pensamento crítico, falta entender “o que é” agir e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que a ética inicia. Para que ela inicie é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que tantos acham magnífico expor, e chegar à reflexão ética. Aqueles que expõem suas emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como antecipadamente éticos porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à política, à miséria ou à violência, passam e tudo continua como antes. A passagem das emoções indignadas para a elaboração de uma sensibilidade elaborada que possa sustentar a ação boa e justa - o foco de qualquer ética desde sempre - é o que está em jogo.
Falta, para isso, entendimento. Ou seja, compreensão de um sentido comum na nossa reivindicação pela ética. Falta, para se chegar a isso, que haja diálogo, ou seja, capacidade de expor e de ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela ética, mas não sabemos conversar. E para que haja ética é preciso diálogo. E, por isso, permanecemos num círculo vicioso em que só a inação e a ignorância triunfam.
Na inanição intelectual em voga, esperamos que os cultos, os intelectuais, os professores, os jornalistas, todos os que constroem a opinião pública, tragam respostas. Nem estes podem ajudar muito, pois desconhecem ou evitam a profundidade da questão. Há, neste contexto, quem pense que ser corrupto não exclui a ética. E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas de muitos ditos “cultos” e “inteligentes”. Quem hoje se preocupa em entender do que se trata? Quem se preocupa em não cair na contradição entre teoria e prática? Em discutir ética para além dos códigos de ética das profissões pensando-a como princípio que deve reger nossas relações?
Exatamente pela falta de compreensão do seu fundamento, do que significa a ética como elemento estrutural para cada um como pessoa e para a sociedade como um todo, é que perdemos de vista a possibilidade de uma realização da ética. A ética não entra em nossas vidas porque nem bem sabemos o que deveria entrar. Nem sabemos como. Mas quando perguntamos pela ética, em geral, é pelo “como fazemos para sermos éticos” que tudo começa. Aí começa também o erro em relação à ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero uso que podemos fazer da própria ética quando se trata de sobreviver. Ética é o que diz respeito ao modo de nos comportamos e decidirmos nosso convívio e o modo como partilhamos valores e a própria liberdade. Ela é o sentido da convivência, mais do que o já tão importante respeito do limite próprio e alheio. Portanto, desde que ela diz respeito à relação entre um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o outro, o seu lugar, sua vida, sua potencialidade, seus direitos, como eu o vejo e como posso defendê-lo.
A Ética permanece, porém, sendo uma palavra vã, que usamos a esmo, sem pensar no conteúdo que ela carrega. Ninguém é ético só porque quer parecer ético. Ninguém é ético porque discorda do que se faz contra a ética. Só é ético aquele que enfrenta o limite da própria ação, da racionalidade que a sustenta e luta pela construção de uma sensibilidade que possa dar sentido à felicidade. Mas esta é mais do que satisfação na vida privada. A felicidade de que se trata é a “felicidade política”, ou seja, a vida justa e boa no universo público. A ética quando surgiu na antiguidade tinha este ideal. A felicidade na vida privada – que hoje também se tornou debate em torno do qual cresce a ignorância - depende disso.
Por isso, antes de mais nada, a urgência que se tornou essencial hoje – e que por isso mesmo, por ser essencial, muitos não percebem – é tratar a ética como um trabalho da lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso é preciso renovar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual o bem de todos esteja realmente em vista.
(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somoslivre.htm)
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos tenham 6 fonemas.
Assinale a alternativa em que se estabelece uma correlação INCORRETA entre um pronome relativo e a palavra ou expressão do texto à qual ele faz referência.
Atenção: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto que segue.
O cipreste inclina-se em fina reverência
e as margaridas estremecem, sobressaltadas.
A grande amendoeira consente que balancem
suas largas folhas transparentes ao sol.
Misturam-se uns aos outros, rápidos e frágeis,
os longos fios da relva, lustrosos, lisos fios verdes.
Frondes rendadas de acácias palpitam inquietamente
com o mesmo tremor das samambaias
debruçadas nos vasos.
Fremem os bambus sem sossego,
num insistente ritmo breve.
O vento é o mesmo:
mas sua resposta é diferente em cada folha.
Somente a árvore seca fica imóvel,
entre borboletas e pássaros.
Como a escada e as colunas de pedra,
ela pertence agora a outro reino.
Seu movimento secou também, num desenho inerte.
Jaz perfeita, em sua escultura de cinza densa.
O vento que percorre o jardim
pode subir e descer por seus galhos inúmeros:
ela não responderá mais nada,
hirta e surda, naquele verde mundo sussurrante.
(Cecília Meireles. O Vento)
Em relação à natureza descrita pela autora, pode-se dizer
que a primeira e segunda partes do texto sugerem,
respectivamente, a um pintor:
O ritmo de desmatamento na Amazônia Legal diminuiu no mês de junho de 2011, segundo levantamento feito pela organização ambiental brasileira Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). O relatório elaborado pela ONG, a partir de imagens de satélite, apontou desmatamento de 99 km2 no bioma em junho de 2011, uma redução de 42% no comparativo com junho de 2010. No acumulado entre agosto de 2010 e junho de 2011, o desmatamento foi de 1 534 km2, aumento de 15% em relação a agosto de 2009 e junho de 2010. O estado de Mato Grosso foi responsável por derrubar 38% desse total e é líder no ranking do desmatamento, seguido do Pará (25%) e de Rondônia (21%). Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2011(com adaptações).