Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mais do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(Marina Colasanti. http:i/www,avozdapoesia.com.br/obras _ler.php?obra_id=19263. Acesso em 09/03/18.)
Assinale o item em que a explicação corresponde ao excerto citado:
Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mais do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(Marina Colasanti. http:i/www,avozdapoesia.com.br/obras _ler.php?obra_id=19263. Acesso em 09/03/18.)
A respeito da regência verbal dos verbos nocionais na língua portuguesa, sabe-se que alguns possuem dupla regência.
Assinale aquele que admite apenas uma regência:
Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mais do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.

(Marina Colasanti. http:i/www,avozdapoesia.com.br/obras _ler.php?obra_id=19263. Acesso em 09/03/18.)

Leia os versos a seguir, e assinale a alternativa que os analisa corretamente:

Vozes veladas, veludosas vozes,

Volúpias dos violões, vozes veladas,

Vagam nos velhos vórtices de vozes

Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

Um anagrama é uma espécie de jogo de palavras, resultando do rearranjo das letras de uma palavra ou expressão para produzir outras palavras ou expressões, utilizando todas as letras originais exatamente uma vez. Para participar de uma competição uma equipe decide criar uma senha, fazendo um anagrama do nome original da equipe, que é "FOXTROT". De quantas maneiras diferentes poderá ser criada essa senha?

TEXTO III

[...]

Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.

Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição.

A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas.

Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

[...]


DE ASSIS, M. Quincas Borba. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira/INL, 1976. (Fragmento).

Assinale, dentre as alternativas abaixo e de acordo com o Texto III, aquela em que o uso da vírgula marca a supressão de um termo, configurado como elipse verbal:
Numa enquete foram entrevistadas 80 pessoas sobre os meios de transporte que utilizavam para vir ao trabalho e/ou â escola. Quarenta e dois responderam ónibus, 28 responderam carro e 30 responderam moto. Doze utilizavam-se de ônibus e carro, 14 de carro e moto e 18 de ônibus e moto. Cinco utilízavam-se dos três: carro, ônibus e moto. Qual é a probabilidade de que uma dessas pessoas, selecionada ao acaso, utilize somente carro?
Dado o polinômio p(x)=4x4 + 3x5-5x + x2+ 2.Analiseas informações a seguir:
I. O grau de p(x) é 5.
lI. O coeficiente de x3 é zero.
IlI. O valor numérico de p(x) para x =-1 é 9.
IV. Um polinômio q(x) é igual a p(x) se, e somente se, possui mesmo grau de p(x) e os coeficientes são iguais.
E correto o que se afirma em:

TEXTO a ser utilizado para responder a questão.

“Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.” (Trecho do livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis)

Qual a diferença entre “AUTOR DEFUNTO” e “DEFUNTO AUTOR”?

Observe o polinômio abaixo:

p(x) = (x 3 + 2x 2 + 3x − 3) (x 2 + x + 1) n

Qual o valor do número natural n para que a soma dos coeficientes do polinômio acima seja 729?

O valor da soma dos elementos do conjunto solução da equação |4x − 5| = 2x − 1, é igual a:
Se 2+3i é raiz de uma equação algébrica P(x) = 0, de coeficiente reais, então podemos afirmar que:
No trecho: “A rede pública foi a que mais cresceu em número de matrículas”, a palavra que funciona como adjetivo é:
Observe:
“O bom escritor sabe que elementos como a coerência e a coesão são indispensáveis para a inteligibilidade dos textos escritos, bem como o respeito às normas gramaticais.”

Se o termo escritor fosse colocado no plural, quantas outras alterações seriam necessárias para manter a correção da frase?
Os valores de k de modo que o valor mínimo da função f(x) = x 2(2k − 1)x+1 seja -3 são:
Observe a segunda estrofe do Hino Nacional:
“(…) Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! (...)”
Atento ao conteúdo apreendido por você em suas aulas de Língua Portuguesa, mais especificamente ao conteúdo de Morfologia, o vocábulo “Se”, que inicia a estrofe, pode ser definido como:

Sejam a ∈ ℤ e n ∈ ℕ. Sabendo que no desenvolvimento de (x + a) n , o terceiro termo é igual a 60x 4 e a soma de todos os números binomiais é igual a 64, marque a alternativa que indica o valor de a 2 + 2n.

TEXTO VII

Uma amizade sincera

Não é que fôssemos amigos de longa data. Conhecemo-nos apenas no último ano da escola. Desde esse momento estávamos juntos a qualquer hora. Há tanto tempo precisávamos de um amigo que nada havia que não confiássemos um ao outro. Chegamos a um ponto de amizade que não podíamos mais guardar um pensamento: um telefonava logo ao outro, marcando encontro imediato. Depois da conversa, sentíamo-nos tão contentes como se nós tivéssemos presenteado a nós mesmos. Esse estado de comunicação contínua chegou a tal exaltação que, no dia em que nada tínhamos a nos confiar, procurávamos com alguma aflição um assunto. Só que o assunto havia de ser grave, pois em qualquer um não caberia a veemência de uma sinceridade pela primeira vez experimentada.


Já nesse tempo apareceram os primeiros sinais de perturbação entre nós. Às vezes um telefonava, encontrávamo-nos, e nada tínhamos a nos dizer. Éramos muito jovens e não sabíamos ficar calados. De início, quando começou a faltar assunto, tentamos comentar as pessoas. Mas bem sabíamos que já estávamos adulterando o núcleo da amizade. Tentar falar sobre nossas mútuas namoradas também estava fora de cogitação, pois um homem não falava de seus amores. Experimentávamos ficar calados – mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.

[...]


LISPECTOR, C. Uma amizade sincera. Disponível em: https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/1238/uma_amizade_sincera_- _clarice_lispector__conto_completo. Acesso em: 11 abr. 2024. (Fragmento).

Observe o trecho a seguir:

“mas tornávamo-nos inquietos logo depois de nos separarmos.”


Indique a alternativa que corresponde à classe morfológica do primeiro “nos” no trecho acima:

Conheça a Canção da ESA e dê o que se pede:


Canção da ESA

Somos um corpo de Infantes

Nós vivemos de cívicos momentos.

Com galhardia

Somos soldados vibrantes:

Nós formamos na Escola de Sargentos

Infantaria

Avante, avante, ó ESA,

Para a grandeza do porvir !

Nossa cartilha a glória reza,

Para batalha devemos ir !

Somos um corpo aguerrido

Nós fazemos vanguarda aos regimentos

Com ufania

Somos um grupo em sentido

Nós formamos na Escola de Sargentos

Cavalaria!

Avante, avante....

Somos um corpo troante:

Nós lançamos metralha nos momentos

Da atroz porfia

Somos um grupo vibrante

Nós formamos na Escola de Sargentos

Artilharia !

Avante, avante...

Somos um corpo adestrado:

Das outras armas guiando os movimentos,

Com alegria.

Somos um grupo ajustado:

Nós formamos na Escola de Sargentos

Engenharia.

Avante, avante,...

Somos um corpo presente:

Facilitando da tropa os movimentos

Com as ligações.

Nosso soldado é valente:

Nós formamos na Escola de Sargentos

Comunicações

Avante, avante,...

Marque a alternativa que apresente equivalência semântica ao léxico abaixo destacado:

galhardia – aguerrido – atroz – porfia – ufania – porvir

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