Questões de Concursos
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Nada por aqui
No âmbito dos órgãos da Administração Pública que compõem o Sistema Integrado de Serviços Gerais SISG, a aquisição de bens de pequeno valor deve ser realizada, preferencialmente, por meio do Sistema de Cotação Eletrônica de Preços. Consideram-se bens de pequeno valor aqueles que se enquadram na hipótese de dispensa de licitação, prevista no inciso II do art. 24 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Sobre o referido sistema, assinale a alternativa incorreta.
As raízes do racismo
Drauzio Varella
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos:
o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo
publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre
conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela
violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes,
palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e
homossexuais, corintianos e palmeirenses.
Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos
americanos levaram para um acampamento adolescentes que
não se conheciam.
Ao descer do ônibus, cada participante recebeu
aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir
desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários
diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam
equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
A observação precisou ser interrompida antes da data
prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas
que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências
semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma
arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso
grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é
inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se
aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que
ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens
negros tem raízes profundas.
Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para
explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso
passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar
coligações que não encontram justificativa na civilização moderna?
Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos
se amarem e odiarem palmeirenses?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os
outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver
em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agruparse
foi a necessidade mais premente para escapar de predadores,
obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo
menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas
vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos
competem por território e bens materiais, a habilidade para formar
coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior
probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é
a crueldade dirigida contra os "outros".
Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas
as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre
nossos antepassados deram origem aos comportamentos
preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com
outros povos era tormentoso e limitado.
Foi com as navegações e a descoberta das Américas que
indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver,
embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento
a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo,
povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz
parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma
cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em
apenas uma geração, o apartheid norte?americano foi combatido
a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os
homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que
atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação
recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem
a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras
que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios
de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos
e até times de futebol.
Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles",
discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere as afirmações abaixo.
I. De acordo com o texto, o homem tem tendência a se agrupar, tendo como base sempre a cor da pele e as características físicas.
II. O intuito da experiência científica dos psicólogos americanos na década de 1950 era obter dados que ajudassem a descrever o comportamento humano.
Está correto o que se afirma em
Tendo em vista que o Conselho Federal de Enfermagem publicou recentemente o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem por meio da Resolução COFEN n.º 564/2017, julgue o item a seguir à luz das prescrições dessa nova norma:
Nos casos de violência doméstica contra criança, adolescente, idoso ou mulher, o profissional de enfermagem deverá informar os órgãos de responsabilização criminal, mesmo sem autorização do paciente ou de seu representante legal
Médicos estrangeiros
João Medeiros Filho*
Mais uma vez em pauta a discussão em torno da importação de
médicos estrangeiros ou formados no exterior. Não poderíamos
nos abster de reiterar nosso posicionamento sobre matéria tão
relevante. Hoje somos mais de 380 mil médicos no País, o que
nos coloca na 5ª colocação no mundo, em números absolutos.
Temos 197 escolas,perdendo apenas para a Índia(1,2 bilhão de
hab.), superando a China( 1,3 bilhão de hab.) e os Estados Unidos
que detêm, respectivamente, 150 e 134 faculdades.
Nossa pequenina Paraíba, com uma população de cerca de 3,8
milhões de almas, conta com 6 escolas médicas e, pelo menos,
mais 2 em fase de implantação – um recorde, com certeza.
Formam–se por ano, aproximadamente, 16500 esculápios no Brasil
e 500 a 600,em nosso meio.Como se não bastasse, a Presidente
Dilma Rousseff anunciou recentemente a intenção de criar mais
4500 vagas anuais para medicina.
Será que precisamos trazer profissionais do exterior?E como seria
a revalidação de diploma desses profissionais, via decreto?Faltam
médicos em nosso meio? .
Não existe ainda um consenso em relação ao número ideal de
médicos/ habitante. Pesquisa realizada pelo CFM/CREMESP
evidenciou que no Brasil tal coeficiente é de 1,95/1000, o que nos
remete ao patamar de diversos países de 1º. mundo, a exemplo do
Canadá e dos Estados Unidos.Temos, sim, má distribuição dos
profissionais, que se concentram nas grandes cidades e capitais,
por falta de políticas públicas que priorizem a interiorização do médico.
Em João Pessoa, onde pontificam mais de 3000 esculápios, a
relação é de 4/1000, o dobro da média nacional; no entanto, mais
de 15% das equipes da ESF não dispõem de médicos, devido a
diversos fatores, entre os quais,a falta de condições adequadas
de trabalho e de segurança, a fragilidade do vínculo trabalhista e
a baixa remuneração. Não é importando médicos que vamos
corrigir tal distorção.
Não cultivamos a xenofobia, mas defendemos a revalidação dos
diplomas estrangeiros nos moldes do REVALIDA, que é aplicado
anualmente pelo MEC. Precisamos, sim, garantir a qualificação
profissional daqueles que pretendem atuar em nosso País, em
defesa da população menos favorecida, para que não incorramos
no erro de oferecer uma assistência médica pobre, de 2ª categoria,
para o pobre.
Considere as afirmações abaixo.
I. O autor considera que o atendimento médico no Brasil é equivalente ao de países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos.
II. O autor mostra–se contrário ao anúncio da presidente em criar mais vagas em universidades para a medicina.
Está correto o que se afirma em
Em um adulto jovem, o pulso entre 60 e 100 bpm (batidas por minuto) é considerado: