Questões de Concursos
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Nada por aqui
The Armel-Leftwich Visitor Center
Welcome to the Armel-Leftwich Visitor Center of the United States Naval Academy. Visit the United States Naval Academy in Annapolis, MD to see where future officers are educated and trained.
The Visitor Center is conveniently located inside USNA Gate 1 at the Annapolis harbor. Pedestrian entrances are on Prince George and Randall Streets. The Visitor Center provides guided historical tours for visitors, as well as groups.
Anyone 18 or older must show a government-issued photo ID or original passport to enter USNA grounds. Visitors from the states of Minnesota, Illinois, Missouri, New Mexico and Washington are required to present a SECOND PHOTO ID.
The Visitor Center is the first stop on a visit to the undergraduate college of the U.S. Navy and U.S. Marine Corps. Information specialists welcome visitors to view the 13-minute film, "The Call to Serve", and to take a guided walking tour with a professional, certified guide.
Admissions Information
United States Naval Academy Admissions briefings, lasting approximately one hour, are held at 10:00 a.m. and 2:00 p.m., Monday through Saturday, on the second deck of the Visitor Center.
U.S. Naval Academy Museum
The museum's artifacts are displayed in galleries located on two floors in Preble Hall. The first floor is devoted to the exhibit entitled "Leadership and Service: The History of the United States Navy and the Naval Academy". The famous Rogers Collection of antique ship models is the focus of the second floor exhibit.
(Adapted from http://www.usnabsd.com/for-visitors)
Considere que 0,40 gramas de água vaporize isobaricamente à pressão atmosférica. Sabendo que, nesse processo, o volume ocupado pela água varia de 1,0 litro, pode-se afirmar que a variação da energia interna do sistema, em kJ, vale
Dados: calor latente de vaporização da água = 2,3 . 106 J/kg;
conversão:1,0 atm = 1,0 . 105 Pa.
Para pessoas de opinião
Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua opinião. Prezá-la é considerado virtude. Fulano? É uma pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião". Não é fácil.
Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente, aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.
Mas sem contrariar a força com que você defende as próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.
Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.
Opinião é reação, e expressa um sentimento ou julgamento. Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A primeira reação é reveiadora do sentimento com que julgamos a vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um repositório de primeiras impressões!
Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado? Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.
Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamonos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.
É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de coragem ou heroísmo.
As opiniões são uma espécie de fabricação em série de idéias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade do homem.
Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se ihe dá.
Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.
No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião; vivemos em busca do respeito à “nossa opinião". E, mais grave e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o resultado das manifestações (reações) mais superficiais e fáceis do seu espírito.
A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma conjetura em forma de assertiva. É mais a expressão de um sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso, temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao crivo da permanência, do tempo, da análise, do conhecimento, da vivência, da experimentação em situações diferentes, em estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la significativa, válida, profunda.
Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião, embora válida e respeitável, é uma forma superficial de manifestação? Quem está disposto a se dar ao trabalho de atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobiiíssima: a de ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise, para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que compõem a verdade?
Esta é a minha opinião...
TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Do Diário do Imperador
Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um sécuio. Por essas pequenas anotações, pode-se acompanhar um ano da sua vida, amostra suficiente das dificuldades com que o Brasil tem lutado sempre para entrar no bom caminho, para melancolia e desânimo de seus mais devotados servidores.
Assim mesmo se exprimiu o Imperador: "Muitas coisas me desgostam; mas não posso logo remediá-las e isso me aflige profundamente. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso! Mas pra quê - se tão poucos acreditariam nos embaraços que encontro para que eu faça o que julgo acertado! Há muita falta de zelo, e o amor da pátria só é uma palavra - para a maior parte!"
A respeito de certo boato que se espalhara, comenta, com desgosto: "Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição; mas para isso é necessário estudar as necessidades da Nação - e onde está o zelo?"
(A palavra ZELO ocorre numerosas vezes neste diário: é essa "dedicação ardente", essa "diligência", que o Imperador não encontra na maior parte dos que, no entanto, por função, estão encarregados dos problemas nacionais. E isso lhe causa sofrimento.)
Os moços de hoje deviam ler estas palavras, e entendê-las: "Na educação da mocidade é que sobretudo confio para regeneração da pátria. Gritam que se não pode chegar ao poder senão fazendo oposição como a fazem; mas, quando no poder, não sofrem do mal que fomentaram? A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser, e na Câmara e no Senado a oposição tem representantes; mas que fazem estes pela maior parte?"
Os homens públicos também deveríam meditar sobre esta passagem: "...Mas tudo custa a fazer em nossa terra e a instabilidade de ministério não dá tempo aos ministros para iniciarem, depois do necessário estudo, as medidas mais urgentes. É preciso trabalhar, e vejo que não se fala quase senão em política, que é, as mais das vezes, guerra entre interesses individuais."
Há neste pequeno diário, de um ano e cinco dias, variadas observações sobre agricultura, teatro, ciência, educação; impressões de visitas a diferentes estabelecimentos educacionais e industriais; breves apontamentos sobre ministros e personalidades do tempo. Terminada a leitura, parece-nos que estamos na mesma, que o século não passou; apenas as pessoas mudaram de nome. E o Imperador, há cem anos, escrevendo: "A falta de zelo; a falta de sentimento do dever é nosso primeiro defeito moral. Força é contudo aceitar suas consequências, procurando, aliás, destruir esse mal que nos vai tornando tão fracos.”
D. Pedro II deixou fama de sabedoria, e comparandose as modestas (mas importantíssimas) observações de seu diário com a verborragia demagógica de que ainda somos vítimas, e dos males que a acompanham, compreende-se que muita gente desesperada até pense em tornar-se monarquista.
Mas convém não esquecer estas palavras do próprio Imperador: “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências; e, a ocupar posição política, preferiría a de presidente da República ou ministro à de Imperador".
Sejamos, pois, republicanos, democratas, estudiosos, honestos, justiceiros, e cultivemos o ZELO de bem servir à pátria, aos homens, às instituições. Neste particular, estamos com um século de atraso.
MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Global, 2016 (Texto adaptado)
Leia o trecho abaixo .
"Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição;[...]" (3°§)
Assinale a opção em que a reescritura do trecho citado mantém seu sentido originai e respeita a norma padrão da língua.
Doctors Know Best
By Ted Spiker
Along with all the disease stomping, heart reviving, baby delivering, and overall people healing they do, doctors have another full-time job: keeping themselves healthy. Scratch that - keeping themselves healthiest. So instead of peeking into their medical practices, we looked at what they actually practice - in their own lives. Use personal strategies and insider tips from the best medical pros to supercharge your health this year.
( I)-______ "As soon as I feel an illness coming on, I go to sleep for at least nine hours," says Hilda Hutcherson, MD, clinical professor of ob-gyn at Columbia University Medicai Center. "I also lie on the floor with my legs elevated and propped against the wall and breathe deeply for five minutes." It helps lower stress, which weakens the immune system.
(II )-______ Instead of having a garden-variety green salad, Margaret McKenzie, MD, assistant professor of surgery at the Cleveland Clinic, tosses napa cabbage, radicchio, edamame, and carrots with ginger-soy dressing. "It gives me a lot of vitamins, antioxidants, and protein and makes me feel full," she says.
(III)-______ [...] Gary Small, MD, professor of psychiatry and biobehavioral sciences at the University of California, Los Angeles, and author of The Alzheimer's Prevention Program, plays Scrabble and Words With Friends on his smartphone most days. These word games are perfect brain boosters, because they build not only verbal and math skills but also spatial abilities as you position letters to create words. "Combining several mental tasks strengthens multiple neural circuits," Dr. Small says. "It's like cross-training for your brain."
(IV) - _____ Make your bedroom spalike: Dim the lights at least an hour before you go to bed; ban cell phones, laptops, and the TV; ask your partner for a foot rub. "I do deep breathing exercises," Dr. Hutcherson says. "Sometimes I play relaxing music softly."
(V) - _____ The most important meal is breakfast, says David Katz, MD, director and founder of Yale-Griffin Prevention Research Center in Derby, Connecticut. He often has two breakfasts, divvying up his morning meal so that he eats half before his workout and half after. "It helps with portion control, and it establishes a daily eating pattern," Dr. Katz says. Plan your breakfast at night to start the next day on a healthy note.
(Abridged from https ://www.fitnessmagazine.com/health/doctors-tips-tostay-healthy/)
Switzerland’s invisible linguistic borders
There are four official Swiss languages: German, French, Italian and Romansh, an indigenous language with limited status that's similar to Latin and spoken today by only a handful of Swiss. A fifth language, English, is increasingly used to bridge the linguistic divide. In a recent survey by Pro Unguis, three quarters of those queried said they use English at least three times per week.
In polyglot Switzerland, even linguistic divisions are divided. People in the German-speaking cantons speak Swiss-German at home but learn standard German in school. The Italian spoken in the Ticino canton is peppered with words borrowed from German and French.
Language may not be destiny, but it does determine much more than the words we speak. Language drives culture, and culture drives life. In that sense, the Rõstigraben is as much a cultural border as a linguistic one. Life on either side of the divide unfolds at a different pace, Bianchi explained. “[In my opinion] French speakers are more laid-back. A glass of white wine for lunch on a workday is still rather usual. German speakers have little sense of humour, and follow rules beyond the rigidity of the Japanese."
The cultural divide between Italian-speaking Switzerland and the rest of the country - a divide marked by the so-called Polentagraben - is even sharper. Italianspeakers are a distinct minority, accounting for only 8% of the population and living mostly in the far southern canton of Ticino. “When I first moved here, people told me, Ticino is just like Italy except everything works’, and I think that's true,” said Paulo Gonçalves, a Brazilian academic who has been living in Ticino for the past decade.
Coming from a nation with one official spoken language, Gonçalves marvels at how the Swiss juggle four. “It is quite remarkable how they manage to get along,” he said, recalling going to a conference attended by people who spoke French, German, Italian and English. "You had presentations being given in four different languages in the same conference hall.’’
Living in such a multilingual environment "really reshapes how I see the world and imagine the possibilities,” Gonçalves said. “I am a significantly different person than I was 10 years ago.”
Switzerland’s languages are not evenly distributed. Of the country’s 26 cantons, most - 17 - are German speaking, while four are French and one Italian. (Three cantons are bilingual and one, Grisons, trilingual.) A majority of Swiss, 63%, speak German as their first language.
(Abridged from http ://www.bbc.com)
Which option completes the text below correctly?
School is exhausting! I’m so tired! I can’t keep up ______all the readings and assignments. It’s too much work! But l won’t drop_____. I need this degree. I don’t want to put_____my dreams any longer. I need to have the money to carry them ____ as soon as possible, but I’m really looking forward_____the spring break. I need to rest a little.
PART 1: READING COMPREHENSION
Based on the text below, answer the question.
Exercising Body and Mind at the Same Time?
New Device Lets You Read While You Run
Engineers from Purdue University have devised a new System that will facilitate a very specific type of physical and mental multitasking - helping treadmill runners to read text on a display screen.
The System, called ReadingMate, compensates for constantly bobbing eyes so runners can train for a marathon while reading their favorite novel.
"Not many people can run and read at the same time," said Ji Soo Yi, an assistant professor of industrial engineering at Purdue University. "This is because the relative location of the eyes to the text is vigorously changing, and our eyes try to constantly adjust to such changes, which is burdensome."
Instead of increasing the size of the displayed font, Yi and his colleagues decided to compensate for a runner's head motion.
"You could increase the font size and have a large-screen monitor on the wall, but that's impractical because you cannot have numerous big screen displays in an exercise room," Yi said.
According to a report on the system published recently in Human Factors: The Journal of the Human Factors and Ergonomics Society, the engineers recruited 15 multitasking volunteers to perform a "letter-counting" test while jogging on a treadmill and using ReadingMate. The participants were asked to tally how many times the letter 'F' appeared in two lines of text nested in 10 lines of text that were displayed on a computer monitor.
While performing the test, the participants wore goggles equipped with infrared LEDs. An infrared camera tracked the motion of the LEDs, essentially recording the movement of the runner's head. To compensate for the head motion, the displayed text was moved as the volunteers ran along the treadmill with their heads bobbing.
The researchers found those who used the ReadingMate system performed better at multi-tasking their physical and mental assignments, particularly when it carne to reading smaller font sizes and smaller line-spaced text.
Besides aiding people with the novel task of reading while running, the researchers said their system could be used to assist airline pilots or those working in heavy industry.
"Both may experience heavy shaking and turbulence while reading information from a display," Kwon said. "ReadingMate could stabilize the content in such cases."
(Adapted from http://www.redorbit.com/news)
Considering the text, what does the word "tally” mean in this extract?
"The participants were asked to tally how many times the
letter 'F ' appeared in two lines of text [...]"
PART 1: READING COMPREHENSION
Based on the text below, answer the question.
Exercising Body and Mind at the Same Time?
New Device Lets You Read While You Run
Engineers from Purdue University have devised a new System that will facilitate a very specific type of physical and mental multitasking - helping treadmill runners to read text on a display screen.
The System, called ReadingMate, compensates for constantly bobbing eyes so runners can train for a marathon while reading their favorite novel.
"Not many people can run and read at the same time," said Ji Soo Yi, an assistant professor of industrial engineering at Purdue University. "This is because the relative location of the eyes to the text is vigorously changing, and our eyes try to constantly adjust to such changes, which is burdensome."
Instead of increasing the size of the displayed font, Yi and his colleagues decided to compensate for a runner's head motion.
"You could increase the font size and have a large-screen monitor on the wall, but that's impractical because you cannot have numerous big screen displays in an exercise room," Yi said.
According to a report on the system published recently in Human Factors: The Journal of the Human Factors and Ergonomics Society, the engineers recruited 15 multitasking volunteers to perform a "letter-counting" test while jogging on a treadmill and using ReadingMate. The participants were asked to tally how many times the letter 'F' appeared in two lines of text nested in 10 lines of text that were displayed on a computer monitor.
While performing the test, the participants wore goggles equipped with infrared LEDs. An infrared camera tracked the motion of the LEDs, essentially recording the movement of the runner's head. To compensate for the head motion, the displayed text was moved as the volunteers ran along the treadmill with their heads bobbing.
The researchers found those who used the ReadingMate system performed better at multi-tasking their physical and mental assignments, particularly when it carne to reading smaller font sizes and smaller line-spaced text.
Besides aiding people with the novel task of reading while running, the researchers said their system could be used to assist airline pilots or those working in heavy industry.
"Both may experience heavy shaking and turbulence while reading information from a display," Kwon said. "ReadingMate could stabilize the content in such cases."
(Adapted from http://www.redorbit.com/news)
What is the correct way to complete the text below?
"American Field Service, one of (1) ____ Exchange programs, said it saw a 6 percent increase in the number of families willing to host students next year."
TEXTO 1
Leia o texto abaixo e responda a questão.
O Português é, sem sombra de dúvida, uma das quatro grandes línguas de cultura do mundo, não obstante outras poderem ter mais falantes. Nessa língua se exprimem civilizações muito diferentes, da África a Timor, da América à Europa - sem contar com milhões de pessoas em diversas comunidades espalhadas pelo mundo.
Essa riqueza que nos é comum, que nos traz uma literatura com matizes derivados de influências culturais muito diversas, bem como sonoridades e musicalidades bem distintas, traz-nos também a responsabilidade de termos de cuidar da sua preservação e da sua promoção.
A Língua Portuguesa não é propriedade de nenhum país, é de quem nela se exprime. Não assenta hoje - nem assentará nunca - em normas fonéticas ou sintáticas únicas, da mesma maneira que as palavras usadas pelos falantes em cada país constituem um imenso e inesgotável manancial de termos, com origens muito diversas, que só o tempo e as trocas culturais podem ajudar a serem conhecidos melhor por todos.
Mas porque é importante que, no plano externo, a forma escrita do Português se possa mostrar, tanto quanto possível, uniforme, de modo a poder prestigiar-se como uma língua internacional de referência, têm vindo a ser feitas tentativas para que caminhemos na direção de uma ortografia comum.
Será isso possível? Provavelmente nunca chegaremos a uma Língua Portuguesa que seja escrita de um modo exatamente igual por todos quantos a falam de formas bem diferentes. Mas o Acordo Ortográfico que está em curso de aplicação pode ajudar muito a evitar que a grafia da Língua Portuguesa se vá afastando cada vez mais.
O Acordo Ortográfico entre os então "sete" países membros da CPLP (Timor-Leste não era ainda independente, à época) foi assinado em 1990 e o próprio texto previa a sua entrada em vigor em 1 de janeiro de 1994, desde que todos esses "sete” o tivessem ratificado até então.
Quero aproveitar para sublinhar uma realidade muitas vezes escamoteada: Portugal foi o primeiro país a ratificar o Acordo Ortográfico, logo em 1991. Se todos os restantes Estados da CPLP tivessem procedido de forma idêntica, desde 1994 que a nossa escrita seria já bastante mais próxima.
Porque assim não aconteceu, foi necessário criar Protocolos Adicionais, o primeiro para eliminar a data de 1994, que a realidade ultrapassara, e o segundo para incluir Timor-Leste e para criar a possibilidade de implementar o Acordo apenas com três ratificações.
Na votação que o parlamento português fez, há escassos meses, desse segundo Protocolo, apenas três votos se expressaram contra. Isto prova bem que, no plano oficial, há em Portugal uma firme determinação de colocar o Acordo em vigor, não obstante existirem, na sociedade civil portuguesa - como, aliás, acontece em outros países, mesmo no Brasil -, vozes que o acham inadequado ou irrelevante.
O Governo português aprovou, recentemente, a criação de um fundo para a promoção da Língua Portuguesa, dotado com uma verba inicial de 30 milhões de euros e aberto à contribuição de outros países. Esperamos que esta medida, ligada às decisões comuns que agora saíram da Cúpula de Lisboa da CPLP, possa ajudar a dar início a um tempo novo para que o Português se firme cada vez mais no mundo, como instrumento de poder e de influência de quantos o utilizam.
A Língua Portuguesa é um bem precioso que une povos que o mar separa mas que a afetividade aproxima. Como escrevia o escritor lusitano Vergílio Ferreira:
Da minha língua vê-se o mar.
Da minha língua ouve-se o seu rumor,
como da de outros se ouvirá o da floresta
ou o silêncio do deserto.
Por isso a voz do mar
foi a da nossa inquietação.
(COSTA, Francisco Seixas da. A língua do mar. JornalO Globo, 28 jul. 2008. Texto adaptado.)
GLOSSÁRIO
CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
TEXTO 2
Minha amiga me pergunta: por que você fala sempre nas coisas que acontecem a primeira vez e, sobretudo, as compara com a primeira vez que você viu o mar? Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar." Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.
E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar a primeira vez não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se a profundar.
Eo irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis começou a escrever na areia um texto que não terminará j amais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado.
Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.
Certa vez, adolescente ainda nas montanhas, li uma crônica onde um leitor de Goiás pedia à cronista que lhe explicasse, enfim, o que era o mar.Fiquei perplexo. Não sabia que o mar fosse algo que se explicasse. Nem me lembro da descrição. Me lembro apenas da pergunta. Evidentemente eu não estava pronto para a resposta. A resposta era o mar. E o mar eu conheci, quando pela primeira vez aprendi que a vida não é a arte de responder, mas a possibilidade de perguntar.
Os cariocas vão achar estranho, mas eu devo lhes revelar: o carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões da noite se arrebentam na aurora do sim.
Ver o mar a primeira vez, lhes digo, é quando Guimarães Rosa pela vez primeira, por nós, viu o sertão. Ver o mar a primeira vez é quase abrir o primeiro consultório, fazer a primeira operação. Ver o mar a primeira vez é comprar pela primeira vez uma casa nas montanhas: que surpresas ondearão entre a lareira e a mesa de vinhos e queijos!
O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.
O mar é recomeço.
(SANT'ANNA, Affonso Romano de. O mar, a primeira vez. In: _____ . Fizemos bem em resistir: crônicas selecionadas. Rio de Janeiro: Rocco, 1994, p.50-52. Texto adaptado.)
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