No processo de formação dos professores, há múltiplas facetas e prioridades e...

No processo de formação dos professores, há múltiplas facetas e prioridades e, de acordo com Sacristán (2000), algumas dessas prioridades são consideradas indispensáveis. Estas serão atendidas quan...


No processo de formação dos professores, há múltiplas facetas e prioridades e, de acordo com Sacristán (2000), algumas dessas prioridades são consideradas indispensáveis. Estas serão atendidas quando o processo de formação continuada dos professores estiver voltado para

I. dotá-los de um saber nos níveis e nas áreas do currículo que vão desenvolver, oferecendo alternativas práticas diversas.
II. ajudá-los a estabelecer uma fundamentação desses saberes práticos para justificar e analisar sua prática, em função da coerência das tarefas que realiza com um determinado modelo educativo e com o conhecimento aceito como válido num dado momento.
III. ajudá-los a desenvolver a capacidade de analisar e questionar as condições que delimitam as práticas institucionalmente estabelecidas, analisando seus pressupostos e promovendo alternativas mais de acordo com modelos educativos adequados às necessidades dos alunos.
IV. promovê-los funcionalmente, levando-os à especialização em área curricular demandada pelo sistema de ensino.

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  • Sumaia Santana
    Sumaia Santana
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: Alternativa C
    De acordo com José Gimeno Sacristán (2000), pedagogo, pesquisador e professor espanhol, amplamente reconhecido por suas contribuições ao campo do currículo e da formação docente, o processo de formação continuada de professores deve ir além da mera capacitação técnica ou da especialização funcional.
    A alternativa C é o gabarito desta questão, porque celebra o pensamento de Sacristán:

    1. Domínio do conhecimento e das práticas pedagógicas (I) – O professor precisa dominar os saberes específicos das áreas e níveis em que atua, mas também deve conhecer diversas formas práticas de ensino para atender à diversidade dos alunos.

    2. Fundamentação teórica e reflexiva da prática (II) – A formação deve proporcionar ao professor a capacidade de refletir criticamente sobre sua própria prática, compreendendo por que e como faz o que faz, e relacionando suas ações a modelos educativos e bases teóricas consistentes.

    3. Análise crítica das condições institucionais e sociais (III) – É fundamental que o professor desenvolva uma visão crítica sobre o contexto escolar e social, analisando as condições que limitam ou moldam sua atuação e buscando alternativas transformadoras que tornem o ensino mais significativo e justo.

    O item IV está incorreto, pois Sacristán não reduz a formação docente a uma promoção funcional ou especialização técnica. A formação, para ele, é um processo reflexivo, crítico e contínuo, orientado pela autonomia e pelo compromisso ético e social do educador.
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