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O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Quando quebrei a Cara.


Quando iniciei a docência no ensino superior, atribuíram-me aulas de Sociologia e de Filosofia. Afastei-me das aulas de História, área em que concluíra o mestrado, mas continuei pensando numa maneira de facilitar a leitura de textos de ciências humanas e sociais. Esbocei projeto de extensão universitária: uma oficina de criação literária que indicaria o caminho da escrita clara, objetiva e coesa aos alunos e, em segundo momento, aos interessados da comunidade.


O projeto naufragou. Com ele, o desejo de apresentar escritores contemporâneos que seriam lidos, analisados, criticados e reescritos pelos eventuais alunos. Joguei os rabiscos na gaveta sem esperança de retomá-los. Até que, recebendo as aulas de Filosofia e de Sociologia no curso de Pedagogia em Presidente Epitácio (S.P), acrescentei nova atividade: seminários.


As alunas escolheriam um dos títulos. Fariam uma leitura superficial (posteriormente complementada de maneira mais profunda por mim), análise sociológica, reflexão filosófica, impressões pessoais. Os autores Luiz Antônio de Assis Brasil, Moacyr Scliar, Cyro dos Anjos, Autran Dourado, Josué Guimarães e Sérgio Faraco. Dezesseis romances resgataram minha paixão de trabalhar com Literatura, aplicando conceitos sociológicos e temas filosóficos discutidos nas aulas.


Os romancistas selecionados escrevem fluentemente. Guardam o máximo de significado na economia das frases. A opção pelos títulos considera a qualidade literária - comprovada por teses e prêmios -, o preço acessível, a diagramação, o convite gráfico, a disponibilidade nas redes de livrarias virtuais e o cuidado de possuir, no máximo, duzentas páginas. Cautelas indispensáveis na tentativa de convencer as alunas a efetivamente lerem os enredos.


A possibilidade de resumos na internet tirou-me o sono. Preparei-me com unhas, dentes, falas e fúrias para desmontar as expositoras com arguições violentas. Entretanto, as arguições violentas cederam lugar ao espanto: as meninas não apenas leram os livros, mas também recorreram a filmes e críticas literárias, comprovando pormenorizadamente a análise sociológica (grupos sociais, processos de aproximação, de distanciamento e de isolamento, fato Social, Papéis Sociais) e a reflexão filosófica (felicidade de Epicuro, questionamentos socráticos,ideias platônicas, aquisição aristotélica da virtude, interpretações de Santo Agostinho e de Santo Tomás de Aquino, niilismo de Nietzsche).


Compartilhei minhas intenções malignas e reconheci-lhes a capacidade: uma felicidade indizível me invadiu quando, nas comemorações festivas de encerramento do semestre, confessei que - ainda bem! quebrara a cara em meus objetivos perversos.

(Vicentônio Regis do Nascimento Silva, 66 Conhecimento Prático Literatura)



"Niilismo origina-se do latim *nihil*, que significa nada. É a rejeição ou ceticismo quanto ao valor e propósito da vida e da existência. Isto posto, identifique a frase que exemplifica esse princípio.
Em um dos encontros da disciplina de ensino religioso, o professor distribuiu uma folha com o texto a seguir e disse que nele estava expresso, claramente, a definição do tema de sua aula.

Num sentido mais estrito, pode ser entendido como um pensamento egocêntrico e egoísta, preocupado apenas com os prazeres. O fenômeno atual do consumismo, frequentemente acompanhado de uma certa preguiça intelectual e moral, ilustra esse modo de pensar. Enquanto se opõe às morais tradicionais do esforço e da renúncia, constitui o modo de pensar de certos discípulos de Nietzsche.
(JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 4 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p 127.)

Qual o tema da aula?
Acerca da ética e da moral, assinale a alternativa correta.

Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

( ) A vida coletiva só foi possível porque o ser humano passou a estabelecer regras a fim de organizar as relações entre os indivíduos. Sem estas normas seria impossível a convivência em grupo.

( ) Segundo o antropólogo Lévi-Strauss (2000), a passagem da natureza à cultura foi produzida pela instauração da lei, pela proibição do incesto, mediante a qual se estabeleceram as relações de parentesco e de aliança e o mundo humano, simbólico, foi construído.

( ) A moral, porém, não é apenas um conjunto de regras impostas aos indivíduos, mas a livre e consciente adesão a elas, razão pela qual um ato só pode ser considerado moral se passar pela aceitação da norma, ou seja, não é verdadeiramente moral o ato que for cumprido ou não mediante ameaça de sanções.

( ) Os direitos do homem, tais como em geral têm sido enunciado a partir do século XVIII, estipulam condições mínimas do exercício da moralidade. Por certo, cada um não deixará de aferrar-se à sua moral; deve, entretanto, aprender a conviver com outras, reconhecer a unilateralidade de seu ponto de vista.

( ) Desse modo, a moral do bandido e a do ladrão tornam-se repreensíveis do ponto de vista da moralidade pública, pois violam o princípio da tolerância e atingem direitos humanos fundamentais.

A sequência correta é:

Na obra Cibercultura, o filósofo Pierre Lévy apresenta reflexões oportunas para se repensar os caminhos da humanidade e, em especial, da aprendizagem, com o advento das tecnologias digitais. No capítulo X, intitulado “A nova relação com o saber”, ressalta que, com o advento do ciberespaço, o saber se articula à nova perspectiva de educação, em função das novas formas de se construir conhecimento.

Assinale a alternativa que apresenta a forma como o pensador francês vê o impacto da Cibercultura e do Ciberespaço nos processos de ensino e aprendizagem.
A transição do pensamento escolástico para a ciência moderna foi marcada por mudanças significativas na forma como o conhecimento era abordado. Enquanto a escolástica medieval buscava conciliar fé e razão, a ciência moderna deslocou seu foco para a experimentação e os métodos matemáticos, promovendo um modelo de conhecimento baseado na observação e replicabilidade. Contudo, é válido questionar se a ciência moderna realmente abandonou por completo as explicações teológicas e metafísicas. Com base nesse contexto, analise as assertivas a seguir:

I. A escolástica integrava a razão como uma ferramenta para sistematizar e esclarecer verdades de fé, buscando harmonizar a filosofia aristotélica com os princípios teológicos cristãos.

II. René Descartes e Francis Bacon, ao romperem com a escolástica, desenvolveram métodos de investigação baseados exclusivamente em novas abordagens racionais e empíricas, sem relação com conceitos originários da tradição medieval.

III. A ciência moderna deslocou seu foco das explicações teológicas e metafísicas para a experimentação e os métodos matemáticos, mas muitos filósofos argumentam que pressupostos metafísicos ainda estão presentes nas teorias científicas modernas.

IV. O racionalismo cartesiano e o empirismo baconiano representaram abordagens distintas para o uso da razão na construção do conhecimento, mas ambas influenciaram significativamente o desenvolvimento da ciência moderna.

V. A escolástica perdeu sua relevância na filosofia moderna e na ciência moderna, sendo descartada sem deixar contribuições significativas para as tradições acadêmicas ou culturais posteriores.


Quais estão corretas?

Considerando que o tema ciência e desenvolvimento tem ocupado papel central em conferências, debates, projetos e programas internacionais, julgue o item que se segue.

O conhecimento científico é acrítico, pois parte da experiência e do senso comum, e precisa de testes, análises e controles para se justificar.

O ditado popular “Gosto não se discute” retoma a ideia do filósofo empirista David Hume que, no século XVIII, reduziu o conceito de beleza ao:
Corrente filosófica que enfatiza o papel da razão como fundamento do modo de conhecer a realidade. Nesta perspectiva, a razão vai possibilitar a apreensão e a justificação do conhecimento sem o recurso sensorial interferindo no processo do conhecimento. Tal conceito refere-se à(ao):
Qual é o papel da Filosofia na promoção da interdisciplinaridade no Ensino Médio?

[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe.

(Kant, 1983, p. 407.)

É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant, a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant:

O período entre a Alta e a Baixa Idade Média produziu dois grandes filósofos de origem islâmica: Avicena (nascido em 980, próximo a Bukara, na Pérsia – falecido em 1037, próximo a Hamadan) e Averróis (nascido em 1126, em Córdoba, na Espanha mulçumana – falecido em 1198 em Marrocos, continente Africano). Por mais que o projeto filosófico de ambos tivesse determinadas semelhanças, as suas filosofias apresentavam significativas diferenças.
Averróis, diferentemente de Avicena, tinha o seguinte pensamento:

A Patrística é considerada a primeira fase da filosofia medieval. Sua principal característica era a expansão do Cristianismo na Europa e o combate aos hereges. Por isso, essa doutrina filosófica foi representada pelo pensamento dos Padres da Igreja, que aos poucos auxiliaram na construção da teologia cristã. Baseada na filosofia grega, os filósofos desse período tinham como objetivo central compreender a relação entre a fé divina e o racionalismo científico. Ou seja, eles buscavam a racionalização da fé cristã. Há vários filósofos desta época, EXCETO:

Assinale a alternativa que indica o conceito abordado no texto abaixo e completa corretamente a lacuna na frase:

A _____________ pode ser entendida como um estudo ou reflexão, científica ou filosófica, e eventualmente até teológica, sobre os costumes ou sobre as ações humanas, podendo abranger também a própria realização de um tipo de comportamento (Valls, 1994, p. 7).
Em 1999, o Nobel de Economia Amartya Sen publicou o livro Desenvolvimento como liberdade, que se tornou referência nas discussões recentes sobre políticas públicas.

Nele, o pensador indiano defende a tese de que
O exercício do serviço público exige, entre outras coisas, a constante observação e o exercício de uma conduta ética. A ética pode ser compreendida como “o que marca a fronteira da nossa convivência. [...] É aquela perspectiva para olharmos os nossos princípios e os nossos valores para existirmos juntos [...] é o conjunto de seus princípios e valores que orientam a minha conduta”. (Cortella, 2009, p. 102)

No que tange à adequada interpretação da ética, assinale a opção correta:
Durante um debate filosófico, certo estudante argumentou: “o objetivo da lógica é organizar o pensamento humano, garantindo que ele seja claro e livre de contradições. Contudo, fiquei em dúvida sobre a diferença entre lógica formal e lógica simbólica”. Com base nos conceitos de lógica formal e lógica simbólica, assinale a afirmativa correta.

No âmbito da teorização da Metaética, podemos elencar como algumas das principais posições teóricas desse campo:

I – Realismo naturalista

II – Realismo não-naturalista

III – Teoria do erro

IV – Não-cognitivismo

Marque a alternativa CORRETA:

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um dos grandes pensadores do século XIX, tendo grande influência nos paradigmas posteriores que surgem após sua produção filosófica. Partindo do pensamento de Nietzsche, assinale a alternativa INCORRETA.

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