A partir dos fundamentos expostos nas obras de introdução à Filosofia e nas abordagens sobre a atitude filosófica, avalie as assertivas a seguir:

I.A atitude filosófica se opõe à aceitação passiva da realidade imediata, exigindo um movimento racional de desautomatização dos hábitos e crenças cotidianos, ainda que se mantenha presa às categorias empíricas da experiência comum.
II.Assumir uma postura filosófica não implica rejeitar o saber popular ou religioso, mas sim submetê-los ao crivo da razão crítica, reconhecendo-lhes valor apenas sepuderem ser validados por critérios universais de justificação.
III.A atitude filosófica estabelece-se como experiência de estranhamento frente ao mundo vivido, revelando-se como ruptura com os modos habituais de pensar, mas não necessariamente com os conteúdos dessas formas de pensamento.

É correto o que se afirma em:
Sobre a organização do saber filosófico na Antiguidade, Idade Média e Modernidade, analise as proposições:

I.A Antiguidade clássica estabelece o logos como método de investigação racional do cosmos, buscando princípios imanentes à physis, ao passo que a Idade Média reinscreve a razão na economia da fé, subordinando o saber filosófico à teologia.
II.A Filosofia moderna retoma os pressupostos da razão como autonomia e reconstrói o sujeito cognoscente como fundamento do saber, suprimindo qualquer tensão entre o conhecimento empírico e o transcendental.
III.A ruptura entre Filosofia e Teologia, característica da Modernidade, é tão absoluta que elimina qualquer vestígio de tradição metafísica nas correntes racionalistas e empiristas.

É correto o que se afirma em:

Quais os pensadores e filósofos utilizados em sala de aula fora do modelo universalista, moderno, europeu de conhecimento? A história do pensamento social e filosófico como é ensinado hoje permite traçar uma genealogia direta entre a Grécia Clássica e os pensadores modernos – como se houvesse apenas um percurso possível ao pensamento, e o racionalismo moderno ocidental fosse a única maneira viável e legítima de se construir o saber. Assim, há um continuum entre o mundo Helenístico, o Império Romano, o Renascimento e a Europa Moderna, como se fosse um percurso retilíneo, uniforme e o mundo eurocêntrico contemporâneo fosse a finalidade última de todos os povos (resultante da retórica da Modernidade); e/ou não fosse possível um pensamento fora dessa noção de paradigma.

FERNANDES, Estevão Rafael. Ruptura epistêmica, descolonidade e povos indígenas: reflexões sobre saberes-outros. In: DANNER, Leno Francisco; DANNER, Fernando. Ensino de Filosofia, gênero e diversidade: pensando o ensino de Filosofia na escola. Porto Alegre: Fi, 2014. P.68

Assinale a alternativa cuja conclusão deixa a afirmativa equivocada:

Sobre a filosofia da ciência, é verdadeiro afirmar:
Conhecer as principais correntes da Filosofia da Ciência é algo essencial para quem pretende se especializar em uma forma de conhecimento. Assim sendo, numere as frases abaixo relacionando o número com os pensadores obedecendo a seguinte critério: I) Lakatos II) Popper III) Feyerabend IV) Kuhn V) Ravetz ( ) A ideia de que a ciência pode e deve ser governada de acordo com regras fixas e universais é simultaneamente não-realista e perniciosa. ( ) Eu posso [...] admitir alegremente que falsificacionistas como eu preferem uma tentativa de resolver um problema interessante por uma conjectura audaciosa. ( ) O núcleo irredutível de um programa é tornado infalsificável pela “decisão metodológica de seus protagonistas”. ( ) O conhecimento científico é realizado por um esforço social complexo, e é obtido do trabalho de muitos artífices em sua interação muito especial com o mundo da natureza. ( ) Substituiu o termo chave de sua teoria pelo termo “Matriz disciplinar” em sentido mais geral, e “exemplar” para tratá-lo em sentido mais restrito. A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Leia o texto a seguir: “O reconhecimento dessa dimensão propriamente filosófica da história da filosofia deve incidir diretamente sobre a prática historiográfica, tornando-a constitutiva do ato de filosofar. Desta sorte, a filosofia encontra na "rememoração" do seu passado, uma forma de legitimação teórica do seu presente. A historiografia filosófica deixa de ser tarefa puramente arqueológica ou apenas reconstituição de sistemas de ideias. Ela se torna um ato de filosofar” (VAZ, Henrique C. de Lima. Escritos de filosofia III. São Paulo: Loyola, 1997, p. 286. adaptado).
No trecho acima, Vaz se refere à filosofia, seu passado e seu presente, afirmando:
A Filosofia faz parte de uma das áreas de ensino do conhecimento escolar e é um tipo de conhecimento que contribui para a formação no ensino médio e para o cumprimento de suas finalidades. Considerando o Art 35 da LDB, assinale a opção que NÃO corresponde a uma finalidade do ensino médio.

O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.

Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.

Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.

Conforme o fragmento de texto apresentado, ao final do período denominado revolução científica, estava formada uma concepção mecânica do universo.

O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.

Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.

Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.

Em Newton, a metáfora do relógio pode ser justificada, em grande parte, por sua relação com o mecanicismo e pela busca de precisão no estudo da natureza e do próprio universo.

Considerando a Arte, como elemento do sistema hegeliano, como espírito absoluto, é correto afirmar que seu papel libertário é efetivado quando quem a produz

No momento em que a arte rompe com a ideia de ser cópia do real para ser considerada criação autônoma que tem a função de revelar as possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a autenticidade da sua proposta e sua capacidade de falar ao sentimento.
Maria Lúcia de Aranha. Filosofia: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 403 (com adaptações).

Desde o século XIX, algumas reflexões relativas à estética vêm sendo revistas e reconstruídas, de modo que a arte como pensamento deixou de focar apenas no belo e no feio para tratar do assunto da
Um grupo de estudantes discutia sobre as origens do pensamento científico e como ele se relacionava com as explicações naturais do mundo propostas pelos primeiros filósofos. Durante a conversa, um deles afirmou que Tales de Mileto acreditava que a água era o princípio originador de todas as coisas. Outro estudante mencionou que Anaxímenes também identificava um elemento natural como a origem de tudo, mas que esse elemento não era a água. Com base no pensamento dos pré-socráticos da Escola Jônica, identifique qual era o elemento proposto por Anaxímenes como princípio originador de todas as coisas.

“O filósofo alemão Edmund Husserl diz saber o que é filosofia, ao mesmo tempo que assume desconhecê-la. E completa afirmando que apenas os pensadores secundários estão contentes com suas definições” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).

O trecho acima pode ser interpretado de que forma?

Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta:

A filosofia moderna começa no século ____ quando tem início a Idade Moderna. Ela permanece até o século ____, com a chegada da Idade Contemporânea. Baseada na experimentação, a filosofia moderna vem questionar valores relacionados com os _______ bem como sua relação com a natureza; o racionalismo e o _______ demonstram essa mudança. O primeiro está associado a razão humana (considerada uma extensão do poder divino), e o segundo está baseado na ____________.

A ciência é uma forma sistematicamente organizada do pensamento objetivo. Da magia — considerada um conjunto de práticas destinado a aproveitar os poderes sobrenaturais —, a ciência teria conservado uma aparência de mistério e gravidade ritual, traço que ainda hoje surpreende a maioria dos espíritos. Do feiticeiro ao cientista há apenas um pequeno passo, fácil de transpor, quando considerados os “milagres” da ciência moderna. Quanto mais escapam aos nossos sentidos as forças naturais das quais ela se aproveita (ondas hertzianas, eletricidade, emissões eletrônicas), mais parece ela realizar os sonhos dos mágicos. A ciência, entretanto, apenas poderá ser magia aos olhos de espectadores, pois é apenas se libertando da magia que a ciência propriamente dita pode desenvolver-se.

Gilles-Gaston Granger. Lógica e filosofia das ciências.

São Paulo: Melhoramentos, 1955, p. 75 (com adaptações)

Considerando o texto precedente e o cenário filosófico e científico modernos, julgue o item subsequente.
Na medida em que tanto o conhecimento científico quanto o conhecimento filosófico se interessam pela verdade, é correto afirmar que eles são idênticos.
Joana, professora de filosofia, explica aos alunos como os períodos históricos da filosofia influenciaram os diferentes campos de investigação filosófica. Durante a aula, ela apresenta um exemplo de reflexão sobre a existência humana, o que leva os alunos a questionarem qual período histórico foi mais marcado pela valorização da subjetividade e da condição humana. Com base nos períodos históricos da filosofia e seus principais campos de investigação, é correto afirmar que a filosofia:
Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote (2023) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”.
Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de

As três questões fundamentais da filosofia são:

I. O que existe no mundo.

II. Como sabemos o que existe no mundo.

III. O que vamos fazer a respeito do que existe no mundo.

Com relação a essas três questões, é correto afirmar que:

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. Cada vez mais a sociedade humana depende do conhecimento formalizado em forma de ciência e tecnologia em todas as áreas: cultura, lazer, saúde, transportes, agropecuária, energia, arte, indústria bélica. A própria vida humana não depende de toda a produção científica já existente, tanto que a sua repentina inclusão significaria a morte de um número incalculável de pessoas. II. Por outro lado, a sua atual manutenção em processo de desenvolvimento crescente também representa a morte de milhares de seres humanos. Resultados desastrosos são visíveis nas patologias da natureza, vítima de exploração delirante da ação instrumental veiculada por conhecimentos científicos e tecnológicos esquecidos de sua origem, função e sentido; também na sociedade em termos de sofrimento incalculável por miséria, fome, injustiça doenças e desesperança; igualmente na loucura potencialmente assassina dos indivíduos alienados em desesperadas certezas em forma de reducionismos absolutizados. III. A teia invisível da compreensão por meio de conhecimentos formalizados é constantemente tecida pelo sistema educacional. Veneno ou remédio? Aprimora-se em velocidade de repasse legitimante do agenciamento da morte e da desgraça ou assume o combate à alienação feliz por inconsciência já nas suas próprias fileiras? A moralidade está sempre em execução prática em todas as áreas da atividade humana e diferenciadamente em todos os grupos e classes sociais. IV. Refletir sobre os fundamentos e valores do status quo instaura a atividade ética, hoje dificultada pela morosidade e desaceleração das informações por meio das inovações na técnica computacional. A possibilidade de informação de todos para todos favorece a participação reflexiva de cada um sobre os princípios, valores e critérios já em agenciamento efetivo na produção do real. Os supostos, as intenções e a função de todos os conhecimentos formalizados e atuantes operatoriamente na sociedade podem ser mais bem elucidados e avaliados.
Estão corretas as afirmativas:

O livro O ensino de filosofia como problema filosófico (2009), de Alejandro Cerletti, apresenta a ideia de que o ensino de filosofia é indissociável da própria filosofia, expressando uma mudança de perspectiva nasreflexões sobre o ensino filosófico. A obra obteve grande repercussão no Brasil, tornando-se um texto de referência para a área. A respeito da investigação sobre o ensino de filosofia realizada por Cerletti, analise as afirmativas.

I - O ensino de filosofia é filosófico na medida em que cria um espaço para o filosofar independente da história da filosofia.

II - O ensino de filosofia está isento de opções teóricas por parte do professor, uma vez que se pauta pela transmissão da tradição filosófica consolidada.

III - O ensino de filosofia deve constituir-se na exposição e verificação do conteúdo.

IV - O ensino de filosofia envolve duas dimensões entrelaçadas, a repetição e a criação.

V - O ensino de filosofia implica questionamentos conceituais, e não apenas pedagógicos.

Está CORRETO o que se afirma em:

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