Segundo Kuhn, os cientistas recebem um paradigma da “ciência normal” e tentam articulá-lo, refinando suas teorias e leis, resolvendo vários enigmas e estabelecendo medições mais exatas de constantes. Mas, por fim, seus esforços podem gerar anomalias. Estas emergem só com dificuldade contra um fundo de expectativas criadas pelo paradigma. A acumulação de anomalias desencadeia uma crise que, às vezes, se resolve por meio de uma revolução que substitui o paradigma antigo por um novo.

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AUDI, R. Dicionário de filosofia. São Paulo: Paulus, 2006, com adaptações.

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No que tange ao pensamento científico de Kuhn, assinale a alternativa correta.

Em um pequeno retrocesso temporal, século XIX, a história mostra o estabelecimento das ciências humanas e sociais. Entretanto, sua base é epistemológica advinda das ciências naturais, nas quais o método positivista de pesquisa era a observação fundamentada em experimentação, dado que os positivistas não admitiam haver diferenças entre tais ciências. Esse posicionamento dificultou a sistematização das ciências humanas para se organizar como uma ciência autônoma, a qual não somente explica, mas compreende e interpreta o ser humano com sua complexidade, além de considerar a cultura e o contexto histórico no qual está inserido nas investigações.
(CAMARGO, 2004.)

Em se tratando de métodos científicos, tendo em vista as peculiaridades das ciências humanas e sociais:
Assinale a alternativa correta:

Considerando os princípios lógicos pré socráticos apresentados a seguir, relacione-os corretamente aos seus autores, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.

Coluna I

1. O ar

2. A terra, a água, o ar e o fogo

3. O indeterminado.

4. A água

Coluna II

( ) Anaxímenes

( ) Tales de Mileto

( ) Anaximandro

( ) Empédocles

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

No debate sobre a teoria do conhecimento, existe um entendimento de que o conhecimento é a relação que se estabelece entre sujeito, consciência ou um ser conhecido. Nesse sentido, pode-se afirmar que o mito, o senso comum, as ciências e a própria Filosofia são:
Iluminismo: linha filosófica caracterizada pelo empenho em estender a razão como crítica e guia a todos os campos da experiência humana.
ABBAGNANO, N.. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2007, p.545.

Para Immanuel Kant, o Iluminismo é:
A técnica não é igual à essência da técnica. Quando procuramos a essência de uma árvore, temos de nos aperceber de que aquilo que rege toda árvore, como árvore, não é, em si mesmo, uma árvore que se pudesse encontrar entre as árvores.
HEIDEGGER, Martin. “A questão da técnica”. In: Ensaios e conferências. Petrópolis: Editora Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2012.

Segundo Heidegger, a essência da técnica consiste
Leia com atenção o texto a seguir:
A investigação sobre os elementos básicos, gerais e fundamentais do conhecimento científico interessa à ciência pura, como .................... a e a química, sem a preocupação com o emprego prático imediato daquele que a realiza. É a base de todo o conhecimento científico.
Porém, a ciência ..................... , como a engenharia e a medicina, preocupa-se com o emprego prático imediato daquilo que se pesquisa.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.

Na Grécia antiga, em meio à intensa vida cultural, política e comercial das poleis, nasce a filosofia, uma forma de pensar conceitualmente o mundo e responder a problemas diversos de modo racional. Uma vez que a religião, o mito e o senso comum não mais forneciam respostas satisfatórias, os primeiros filósofos buscaram uma explicação, pautada em critérios claros, demonstrativos e não dogmáticos, para as curiosidades cosmológicas, físicas e antropológicas do seu tempo. A relação da filosofia com outros saberes é um dos traços mais fortes de sua história. Na Idade Média, por exemplo, Agostinho e Tomás de Aquino aproximaram a teologia cristã da filosofia; na modernidade, Galileu, Bacon e Newton investigaram na filosofia, na física e na ciência nascente o método perfeito. As artes também constituem outro ponto de convergência para os interesses filosóficos. Com os pensadores da teoria crítica, como Benjamin e Adorno, vê-se como a produção e a fruição da arte, sob o ponto de vista filosófico e histórico, foram modificadas pelo desenvolvimento de meios técnicos e tecnológicos em um contexto capitalista, a que se denomina indústria cultural.

Silvio Galo. Filosofia: experiência de pensamento.

São Paulo: Scipione, 2013, p. 9 (com adaptações).

A partir da leitura do texto precedente, julgue o item a seguir.
O estabelecimento de conceitos para a resolução de problemas e para a compreensão do mundo determina o pensamento filosófico. A dimensão conceitual está presente na filosofia ao longo de sua história, sendo um de seus aspectos característicos.

A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.

Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.

De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.

Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:

As grandes indagações da filosofia.

Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).

Tendo esse texto como referência, julgue o item seguinte.
Conforme o texto, o ceticismo é uma possibilidade dogmática: a certeza estaria assentada na impossibilidade de conhecer.
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto, se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia, olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”. (Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia que

“[...] Nas aulas de filosofia onde se promove experiência filosófica o professor não professa. Ele não apregoa, não é depositário de verdades. O professor de filosofia é um super-herói às avessas: ele cria problemas. Mas também é ele quem vai orientar sua solução. Seus poderes mágicos são sua convicção filosófica e educacional. Esse professor tem a chave de um espaço singular onde os alunos poderão entrar para ter ali sua experiência filosófica. O modo de relacionar-se consigo mesmo, com os outros, com texto, dentro desse espaço, será um modo diferente, será um modo filosófico”. (ASPIS, Renata Pereira Lima. O professor de Filosofia: O Ensino de Filosofia no Ensino Médio como experiência filosófica.

Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br. Acesso em: 02 de setembro de 2018. Cad. Cedes, Campinas, vol. 24, n. 64, p. 305-320, set/dez. 2004, p. 310).

Partindo do entendimento do texto, citado anteriormente, e do papel da Filosofia no Ensino Médio, considere as afirmações abaixo.

I - A experiência filosófica é o momento no qual os alunos não somente conhecem a história da filosofia, mas colocam em dúvida seus pensamentos e ações.

II - O Ensino de Filosofia que contribuí para a autonomia dos sujeitos é aquele em que o professor ensina o aluno a memorizar as frases filosóficas.

III - O professor que busca a emancipação de seus alunos sempre apresenta a verdade de forma provisória, enquanto uma construção histórica.

IV - O espaço singular, que se refere Aspis, é aquele onde o aluno se apresenta como o sujeito que não tem conhecimento para contribuir no processo de construção do saber.

V - A relação que se constrói no espaço da sala de aula é mediada por uma verticalidade em que os alunos estão apenas para aprender.

Estão corretas:

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre filosofia medieval.

( ) Teve como influência principal as ideias dos pensadores gregos Platão e Aristóteles.

( ) Os escolásticos inventaram um método para expor ideias filosóficas conhecido como disputa ou disputatio.

( ) Foi o período da história da filosofia no qual predominou o racionalismo crítico.

( ) As ideias de Santo Agostinho foram relevantes para os pensadores medievais cristãos.

( ) Os pensadores, que no período se opuseram às ideias cristãs, deram origem ao ceticismo filosófico.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

“Imagine a multiplicidade dos jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros:

Comandar, e agir segundo comandos –

Descrever um objeto conforme a aparência ou conforme medidas –

Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho) –

Relatar um acontecimento –

Conjecturar sobre o acontecimento –

Expor uma hipótese e prová-Ia –

Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas –

Inventar uma história; ler –

Representar teatro –

Cantar uma cantiga de roda –

Resolver enigmas –

Fazer uma anedota; contar –

Resolver um exemplo de cálculo aplicado –

Traduzir de uma língua para outra –

Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.

– É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e de frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem.”

(WITTGENSTEIN, L.. Investigações filosóficas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999, p. 35 - 36)


Considerando o trecho acima e a concepção de linguagem na obra citada, assinale a afirmativa INCORRETA

As Ciências Humanas oportunizam uma visão ampla sobre todos os aspectos e as variáveis presentes nas relações humanas, no intuito de prover meios que tornem mais efetivas tais relações, além de minimizar ou mitigar zonas de conflito. Assim, destaque a alternativa que representa o estudo sistemático que visa, por meio da experiência, observação e dedução, produzir explicações confiáveis de fenômenos, com referência ao mundo material e físico.
Já nas diretrizes para o ensino da Filosofia do Parecer de nº 277/62, realizada em 1962, procurava-se um princípio para nortear o curso de graduação no sentido de formar professores de filosofia altamente qualificados para introduzir os alunos do 2º grau na atividade crítico-reflexiva (licenciatura) e o de formar profissionais capazes de levar adiante, em outras áreas de atividade, a pesquisa filosófica e a reflexão crítica. Estava em questão o problema da flexibilidade e da diversificação aliado, em geral, à intenção de reforço de um ensino voltado mais para o rigor da formação que para o volume da informação. Mas é essa a dificuldade para o professor de Filosofia. Ensinar Filosofia: mas qual Filosofia. E se não há conteúdos, procedimentos e estratégias e o que deve ser ensinado: o que pode ser ensinado; como ensinar? Diante dessa questão, assinale a alternativa correta.
A diferença entre ele com os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar − o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão [...]. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada [...] mantinha tudo em serena compreensão, separava uma pessoa das outras, as roupas eram claramente feitas para serem usadas e podia-se escolher pelo jornal o filme da noite − tudo feito de modo a que um dia se seguisse ao outro. E um cego mascando goma despedaçava tudo isso.

(LISPECTOR, Clarice. “Amor”, Laços de Família. São Paulo: Rocco, 1998)
Sabemos que Ana não opera mais no senso comum porque
Identifique na lista de princípios gerais sobre o conhecimento verdadeiro, apresentados abaixo, aqueles que se estabeleceram com os filósofos gregos da antiguidade.

1. A mensuração e a experiência como procedimentos únicos do conhecimento verdadeiro. 2. A distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual. 3. A diferença entre opinião e saber ou conhecimento intelectual. 4. A diferença entre aparência e essência. 5. A determinação das fontes de conhecimento como sensação, percepção imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição intelectual.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Ao analisar a evolução histórica pertinente ao conhecimento científico, é importante conhecer suas dimensões epistemológicas. Essas dimensões sofrem influência das diferentes tendências que podem ser, por exemplo, de ordem empírica ou racionalista. Alguns pontos da tendência racionalista foram destacados abaixo. No entanto, uma alternativa não condiz com essa tendência, assinale-a:
É antiga a percepção de que os seres humanos são diferentes das coisas; contudo, as ciências humanas são uma conquista recente. Podemos dizer que, do século XV ao século XX a investigação do humano realizou-se de três maneiras em três períodos diferentes. Esses períodos são
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