Questões de Concursos

filtre e encontre questões para seus estudos.

Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 1 a 4.
FECHADO APÓS SER ATINGIDO POR ÓLEO,
PARQUE DE ABROLHOS É REABERTO
Suspensão preventiva das visitas entrou em vigor na segunda-feira (4)
01 O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)
anunciou a reabertura do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na Bahia, à
visitação de turistas a partir de hoje (8).
Na prática, a suspensão preventiva das visitas entrou em vigor na
segunda-feira (4), dois dias após fragmentos de óleo que já poluiu praias,
mangues e outros habitats dos nove estados da Região Nordeste (Alagoas,
Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e
Sergipe) terem atingido uma pequena área do parque nacional.
A expectativa do ICMBio era autorizar a entrada de turistas na unidade
de conservação às vésperas do feriado de 15 de novembro (Proclamação da
República).
A reabertura do parque foi antecipada após cinco dias sem que novos
fragmentos de óleo tenham sido encontrados na região. Em nota divulgada pelo
ICMBio, o chefe do parque, Fernando Repinaldo Filho, garante que os vestígios
recolhidos no último sábado não produziram impactos negativos diretos nem à
fauna, nem à flora de Abrolhos.
Na terça-feira (5), o instituto afirmou não descartar a hipótese de as
correntes marítimas voltarem a carregar novos fragmentos do produto para o
arquipélago, que continua sendo monitorado não só por navios da Marinha e
equipes do ICMBio, mas também por pesquisadores, ambientalistas,
pescadores e mergulhadores autônomos.
Localizado a cerca de 70 quilômetros da cidade litorânea de Caravelas
(BA), o parque nacional, criado em 1983, é uma das regiões mais ricas em
biodiversidade marinha do Brasil e do Atlântico Sul, com estruturas de recifes
únicas.
Segundo o ICMBio, a região é o principal berçário das baleias jubarte no
Atlântico Sul e refúgio de espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de
extinção, além de aves marinhas que aproveitam o fato de as águas ao redor
do arquipélago serem fartas em peixes e outras espécies marinhas. A pesca é
fonte de subsistência de milhares de moradores da região.
[...]
Disponível em https://exame.abril.com.br/brasil/fechado-apos-ser-atingido-por-oleo-parque-de-abrolhos-ereaberto/
Acessado em 11 de novembro de 2019
Texto adaptado

Um exemplo de palavra formada por derivação é
Sexo e temperamento em três sociedades primitivas

  Nos anos 30, Margareth Mead comparou três sociedades primitivas da Nova Guiné, visando observar como as atitudes sociais se relacionavam com as diferenças sexuais. A partir dos resultados obtidos na pesquisa, concluiu que a crença, então compartilhada na sociedade americana, em um temperamento inato ligado ao sexo não era universal. Segundo ela, toda cultura determina de algum modo os papéis dos homens e das mulheres, mas não o faz necessariamente em termos de contraste entre as personalidades prescritas para os dois sexos nem em termos de dominação ou submissão.
  Entre os povos estudados por Mead, os montanheses Arapesh, agricultores e criadores de porcos, eram (homens e mulheres) maternais, cooperativos, sociáveis, pouco individualistas e orientados para as necessidades da geração seguinte. Em síntese, um povo com características “femininas”.
  Já os ferozes caçadores de cabeça Mundugumor, agricultores e pescadores, eram o extremo oposto. De acordo com a autora, desprezando o sexo como base para o estabelecimento de diferenças de personalidade, padronizaram o comportamento de homens e mulheres como “ativamente masculino, viril e sem quaisquer das características edulcoradas que estamos acostumados a considerar indiscutivelmente femininas”. Esse povo era formado por indivíduos implacáveis que se aproximavam de um tipo de personalidade que, na cultura americana, só se encontraria em homens indisciplinados e extremamente violentos.
  Nos Tchambuli, por sua vez, pescadores lacustres e amantes das artes, havia uma inversão das atitudes sexuais: a mulher seria o parceiro dirigente, dominador e impessoal, e o homem, menos responsável e emocionalmente dependente.
  Para Mead, o fato de que traços de temperamento tradicionalmente considerados femininos fossem, em uma tribo, erigidos como padrão masculino e, em outra, prescritos para a maioria das mulheres e dos homens demonstra não haver base para considerar tais aspectos comportamentais vinculados ao sexo. Essa conclusão seria reforçada pela inversão da posição de dominância entre os sexos no terceiro povo estudado.
(PISCITELLI, Adriana. Uma questão de gênero - Mente cérebro. São Paulo: Duetto Editorial, 2008. p. 24)
Os termos destacados nas passagens abaixo retiradas do texto desempenham o mesmo papel morfológico, EXCETO:

1 Em relação ao tema da democracia e da cidadania,
no mundo grego não havia ambigüidades: cidadãos eram
aqueles liberados do reino da necessidade, portadores de
4 direitos e cumpridores de deveres, agindo no mundo por
meio do discurso e da ação e gozando da liberdade. No
entanto, a sociedade grega não conhecia a noção de
7 indivíduo, que emerge com a modernidade, pois havia uma
certa homogeneidade entre os cidadãos, na medida em que
estavam excluídos da esfera pública e do exercício da
10 cidadania as mulheres, os estrangeiros e os escravos.

João B. A. da Costa. Democracia, cidadania e atores políticos de
esquerda. Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Julgue os itens seguintes, a respeito das idéias e da organização
do texto acima.

De acordo com os sentidos do texto, subentende-se a
preposição por imediatamente antes de "portadores" (l.3).

Imagem 001.jpg
Imagem 002.jpg
Imagem 003.jpg

Há, sim, que buscar, com urgência, um outro mundo possível, economicamente justo, politicamente democrático e ecologicamente sustentável. (L.70-72)

A respeito do período acima, analise os itens a seguir:

I. A palavra que se classifica como preposição.

II. Há no período três adjuntos adverbiais.

III. O período é simples.

Assinale:

Imagem 008.jpg

Com relação a aspectos gramaticais do texto, assinale a opção correta.

                MAS HÁ A VIDA. 
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não Mata. 
                                                                                                                                          LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo: crônicas. 
                                                                                                                                                                               Rio de Janeiro: Roco, 1999, p. 346. 
O termo “mas” é uma 

Para responder à questão, leia o seguinte trecho:

Uma das nossas maiores falhas e causas da infelicidade que sentimos provém de considerarmos difícil perceber o que sempre está ao nosso redor. Sofremos _____ não vemos o valor do que está diante de nós e suspiramos, muitas vezes injustamente, pelas atrações imaginárias de outro lugar. Em parte, esse problema é causado pela nossa presteza em nos acostumarmos às coisas: somos especialistas na arte de se habituar.

A arte é um recurso que permite retornarmos a uma concepção mais precisa do que é valioso ao operar contra o hábito e nos convidar a redimensionar o que amamos ou admiramos.

(Alain de Botton e John Armstrong. “Arte como terapia”. Adaptado. 2014, p.59).

Na frase “difícil perceber o que sempre está ao nosso redor”, o advérbio sublinhado expressa ideia de:

VISÕES DA NOITE
Passai, tristes fantasmas! O que é feito
Das mulheres que amei, gentis e puras,
Umas devoram negras amarguras,
Repousam outras em marmóreo leito!
Outras no encalço de fatal proveito
Buscam à noite as saturnais escuras,
Onde empenhando as murchas formosuras
Ao demônio do ouro rendem preito!
Todas sem mais amor! Sem mais paixões!
Mais uma fibra trêmula e sentida!
Mais um leve calor nos corações!
Pálidas sombras de ilusão perdida,
Minh’alma está deserta de emoções,
Passai, passai, não me poupeis a vida!
(Autor: Fagundes Varella) 
Com relação às classes gramaticais, assinale a alternativa INCORRETA:
Imagem 003.jpg

Preservam-se a coerência da argumentação bem como a correção gramatical do texto ao se
TEXTO II

                        Realização profissional - fazer o que gosta ou gostar do que faz?

        Escrevo esse post não com base em estudos e pesquisas empíricas, mas por minha percepção e por conversas que tive com diversos empreendedores. Costumamos avaliar o sucesso de alguém utilizando duas métricas que, como na maioria das métricas atualmente, tornaram-se mais importantes que os objetivos buscados. Costumamos correlacionar a renda e a posição ocupada da pessoa com sua realização profissional e pessoal, mas será mesmo verdade?
        Tenho visto muitas pessoas com boas rendas e bons cargos que não se sentem realizadas. Também tenho visto gente em busca de dinheiro e poder que não consegue se realizar não importa quão ricos e poderosos estejam. Talvez a realização profissional esteja mais ligada ao que queremos do que o que a sociedade acha que é sinônimo de sucesso. Talvez fazermos o que gostamos seja mais realizador do que fazermos o que nossos pais, nossos amigos e nossos colegas julgam que devêssemos fazer. Mas será possível conciliar a necessidade com o desejo?
        Temos necessidade de auferir uma renda, maior ou menor, dentro do que cada um julga ser preciso para manter um padrão de vida compatível com seus desejos e com suas necessidades, mas será possível conciliar isso com alguma atividade que realmente gostamos? O século XXI está ai derrubando paradigmas e nos mostrando caminhos nunca antes trilhados que podem garantir o sustento das pessoas capacitadas. Toda vez que ligo o Canal Off sinto uma mistura de inveja e alegria com a vida que aquele pessoal vive: viajando pelo mundo, surfando, mergulhando, escalando, etc e ainda ganhando para isso. Não tenho ideia de quanto ganham, mas imagino os custos dos projetos e imagino o quanto são focados e determinados para conseguirem fazer o que fazem - sei que treinaram e treinam duro para chegar àquele nível de excelência em suas áreas. Meu pai jamais me apoiaria num projeto de surfe, mas os pais desses meninos o fazem. Isso em si é uma grande mudança e acreditamos que aquelas pessoas sejam realizadas, ou não?

                                                                       (blog.soulsocial.com.br - Por Thiago Ribeiro. Acesso em 12.05.14)


Em: derrubando paradigmas e nos mostrando caminhos nunca antes trilhados, a palavra paradigmas, só se realiza em uma única forma gramatical de gênero. Nas opções, a seguir, o mesmo ocorre com a palavra destacada em
Mas, enquanto procurava (1) não entender jamais, o rosto cada vez mais suspenso do homem já entendera
(2), sem que um traço se tivesse alterado. Seu trabalho principal era ganhar tempo e se concentrar em reter a
respiração. O que de repente já não era mais difícil. Pois inesperadamente ele percebia (3) com horror que a
sala e a mulher estavam calmas e sem pressa. Mais desconfiado ainda, como quem fosse terminar enfim por dar
uma gargalhada por constatar o absurdo, ele no entanto teimava (4) em manter o rosto enviesado, de onde a
olhava (5) em guarda, quase seu inimigo.
(Lispector, C. A imitação da rosa (2016). In: Moser, B. Todos os contos (pp. 102). Rio de Janeiro: Ed. Rocco)
Assinale a alternativa que se aplica, de acordo com os verbos assinalados acima:
                  O fio do tempo na tessitura do poder simbólico: passado,
                            presente e futuro na efeméride dos 190 anos do
                                                  Parlamento brasileiro
                                                                  Por Antonio Teixeira de Barros
1                                    A análise da cerimônia mostra que o cotidiano
                  legislativo, marcado pelas operações críticas situadas em
                  contextos bem demarcados de contradição hermenêutica e
4                de disputas de poder, dá lugar a um momentâneo ritual de
                  consenso simbólico que aponta para a glorificação e a honra
                  do parlamento como instituição. As diferentes ordens de
7                economia da grandeza política são unificadas em um único
                  esquema de fluência discursiva, portador de um valor
                  universal, um capital simbólico ecumênico e sacramental.
10              Todos formam um só corpo político e abdicam algum tempo
                  das disputas inter e intrapoderes, além dos conflitos e
                  tensões entre partidos, lideranças, facções etc.
 13                                A necessidade de inimigos, um imperativo na política
                  (BAILEY, 1998), é suplantada em nome de um interesse
                  momentaneamente unificado sob os símbolos e rituais de
  16            agregação e cooperação moral. Durante a cerimônia, a
                  política deixa de ser um jogo de antagonismos no qual se
                  procura reforçar o prestígio e a honra dos aliados e combater
  19            a reputação dos inimigos. Todos se unem em um campo
                  simbólico de aliança perante a opinião pública. A pulsão
                  narcísica que constrói heróis individuais é substituída pela
 22             pulsão cívica e um engajamento retórico republicano em
                  defesa do Parlamento, da Política e da Democracia, no plano
                  mais abstrato e distante dos antagonismos e dos jogos de
 25             competição por poder, reputação, honra, reconhecimento
                  público e visibilidade. Em vez de demarcação de
                  identidades partidárias e discursos dialéticos típicos da
 28            política de reputação (BAILEY, 1998), passamos a
                  presenciar uma estetização do narcisismo institucional que
                  busca um ordenamento de perspectivas e um consenso que
 31            coloca o simbólico acima do político. A democracia liberal
                  com sua lógica concorrencial e assimétrica adquire sentido
                  republicano, por meio dos discursos transformados em
34             interações-rituais que unificam o corpo político e recriam
                  sua autoimagem, tecida com discursos de justificação
                  articulados pela ordem simbólica.
 37                                O ritual ecumênico em termos partidários agrega os
                  diferentes e une os “inimigos” em um mesmo espírito de
                  confraternização, um espírito republicano abstrato que
 40             nunca consegue se materializar no plano objetivo dos
                  campos conflituosos da democracia liberal. Sai de cena a
                  representação teatral calcada nas metáforas de guerra e
 43             adotam-se metonímias de comunhão, à guisa de uma
 44             eucaristia política.
                                      Disponível em: .
                                                  Acesso em: 11 nov. 2018, com adaptações.
Em “Todos se unem em um campo simbólico de aliança perante a opinião pública.” (linhas 19 e 20),

Instruções: As questões de números 1 a 15 referem-se ao texto
seguinte.

A eterna juventude

Conforme a lenda, haveria em algum lugar a Fonte da
Juventude, cujas águas garantiriam pleno rejuvenescimento a
quem delas bebesse. A tal fonte nunca foi encontrada, mas os
homens estão dando um jeito de promover a expansão dos
anos de "juventude" para limites jamais vistos. A adolescência
começa mais cedo - veja-se o comportamento de "mocinhos" e
"mocinhas" de dez ou onze anos - e promete não terminar
nunca. Num comercial de TV, uma vovó fala com desenvoltura
a gíria de um surfista. As academias e as clínicas de cirurgia
plástica nunca fizeram tanto sucesso. Muitos velhos fazem
questão de se proclamar jovens, e uma tintura de cabelo é
indicada aos homens encanecidos como um meio de fazer
voltar a "cor natural".
Esse obsessivo culto da juventude não se explica por
uma razão única, mas tem nas leis do mercado um sólido
esteio. Tornou-se um produtorentável, que se multiplica
incalculavelmente e vai da moda à indústria química, dos
hábitos de consumo à cultura de entretenimento, dos salões de
beleza à lipoaspiração, das editoras às farmácias. Resulta daí
uma espécie de código comportamental, uma ética subliminar,
um jeito novo de viver. O mercado, sempre oportunista, torna-se
extraordinariamente amplo, quando os consumidores das mais
diferentes idades são abrangidos pelo denominador comum do
"ser jovem". A juventude não é mais uma fase da vida: é um
tempo que se imagina poder prolongar indefinidamente.
São várias as conseqüências dessa idolatria: a
decantada "experiência dos mais velhos" vai para o baú de
inutilidades, os que se recusam a aderir ao padrão triunfante da
mocidade são estigmatizados e excluídos, a velhice se torna
sinônimo de improdutividade e objeto de caricatura. Prefere-se
a máscara grotesca do botox às rugas que os anos trouxeram, o
motociclista sessentão se faz passar por jovem, metidono
capacete espetacular e na roupa de couro com tachas de metal.
É natural que se tenha medo de envelhecer, de adoecer,
de definhar, de morrer. Mas não é natural que reajamos à lei da
natureza com tamanha carga de artifícios. Diziam os antigos
gregos que uma forma sábia de vida está na permanente preparação
para a morte, pois só assim se valoriza de fato o presente
que se vive. Pode-se perguntar se, vivendo nesta ilusão da
eterna juventude, os homens não estão se esquecendo de
experimentar a plenitude própria de cada momento de sua
existência, a dinâmica natural de sua vida interior.

(Bráulio Canuto)

A construção que admite transposição para a voz passiva é:

Texto 1
BOOM MACHADIANO?
Críticos estrangeiros apontam Machado como autor livre de clichês latino-americanos e distante da exuberância tropical e da crítica social.
Ruan de Sousa Gabriel

“Machado de Assis já não pertence apenas à literatura 
brasileira. Suas obras passaram a interessar a
outras culturas, sucedendo-se as traduções em várias línguas”, 
escreveu o crítico literário Eugenio Gomes no jornal 
5 carioca Correio da Manhã em 8 de dezembro de 1951.
Gomes enumerou entusiasmado as novas traduções de
Machado mundo afora: uma edição alemã de 
Memórias
póstumas de Brás Cubas 
e “outra deste mesmo romance
em castelhano”, e a publicação, nos Estados Unidos, de
10 mais uma tradução, assinada por William L. Grossman.
Dedicou boa parte de seu texto a comentários elogiosos
(apesar “de alguns lapsos”) às 
Memórias póstumas de
Grossman para indicar o “interesse excepcional que o escritor 
brasileiro está despertando naquele país”.
15 Quase 70 anos mais tarde, esse “interesse excepcional” 
citado por Gomes poderia ser incluído no famoso
capítulo “Das negativas”, de 
Memórias póstumas, que lista
o que não aconteceu. Um ensaio de Benjamin Moser, biógrafo 
de Clarice Lispector, publicado no mês passado na
20 revista americana 
The New Yorker, perguntava por que Machado 
ainda era tão pouco lido nos EUA. Além do ensaio
de Moser, outros textos sobre Machado apareceram na
imprensa americana nas últimas semanas por ocasião da
publicação de 
The collected stories of Machado de Assis,
25 uma reunião de 76 contos traduzidos para o inglês pelos
britânicos Margaret Jull Costa e Robin Patterson. A editora 
W. W. Norton & Company, responsável pela publicação
das 
Collected stories, não divulgou a tiragem do livro, mas
informou que os editores “estão muito contentes — mais do
30 que contentes, na verdade — com a recepção do livro nos
EUA”.
O aplauso da imprensa americana reavivou o desejo 
expresso por Gomes nos anos 50: será que agora os
estrangeiros acordam para o talento de Machado? “Há poucos 
35 dias, vi uma coisa insólita na London Review of Books:
um retrato de página inteira de Machado e capas de livros
dele, inclusive das 
Collected stories”, disse o britânico John
Gledson, tradutor do estudo 
Dom Casmurro e autor do estudo 
Machado de Assis: impostura e realismo. Em agosto,
40 Machado foi eleito o autor do mês pela prestigiosa revista
literária britânica. “Trabalho com a obra de Machado desde
os anos 80 e ele nunca teve esse tipo de destaque na Inglaterra, 
onde se publicam traduções dele esporadicamente. A
tradutora das 
Collected stories tem uma ótima reputação,
45 o que me dá esperança de que ela ajude a reputação de
Machado em inglês.” (...)
Texto adaptado. GABRIEL, Ruan de Sousa. Boom machadiano?
Um novo despertar estrangeiro para a obra de Machado. 
Revista
Época
, nº 1054. Editora Globo, 10 set. 2018, p. 78-81.  

"O aplauso da imprensa americana reavivou o desejo expresso por Gomes nos anos 50..." (linhas 32-33)

O vocábulo sublinhado no enunciado acima se formou pelo processo de derivação

TEXTO III

                                                              ESPADAS
                          NENHUMA OUTRA ARMA TINHA O MESMO GLAMOUR

        Séculos depois de terem se tornado obsoletas, espadas ainda decoram brasões, bandeiras e insígnias militares por todo o mundo. "A história da espada é a história da Humanidade", afirmou o aventureiro, esgrimista e escritor britânico Richard Burton no século 19.
        Uma espada é inteira letal. Com a ponta, o inimigo podia ser trespassado, como uma lança. Com os lados, retalhado, como um machado - com a vantagem de a lâmina ser muito maior, e haver duas delas, nos modelos com dois gumes. Até a empunhadura servia para atacar, batendo-a contra a cabeça do inimigo - uma tática particularmente eficiente contra um oponente usando um elmo, que acabava desnorteado e vulnerável para ser finalizado. A espada também pode bloquear eficientemente ataques inimigos, dando origem à arte da esgrima, a complexa dança mortal entre movimentos defensivos e ofensivos. Ainda que raramente fosse a arma principal de uma unidade lutando em formação, não havia nada mais eficiente para combate próximo e pessoal - por isso, mesmo guerreiros equipados com lanças ou outras armas longas, como os hoplitas espartanos, carregavam-na consigo como arma reserva, para um ataque final ou como último recurso, quando a situação se degenerava num salve-se quem puder.
        (...)

                          (Revista Superinteressante, Editora Abril, Edição 329-A, Edição especial Armas, fevereiro-2014, p. 14)


A espada também pode bloquear eficientemente ataques inimigos, dando origem à arte da esgrima, a complexa dança mortal entre movimentos defensivos e ofensivos. Ainda que raramente fosse a arma principal de uma unidade lutando em formação, não havia nada mais eficiente para combate próximo e pessoal - por isso, mesmo guerreiros equipados com lanças ou outras armas longas, como os hoplitas espartanos, carregavam-na consigo como arma reserva, para um ataque final ou como último recurso, quando a situação se degenerava num salve-se quem puder.

Identificamos, no trecho acima, as seguintes palavras formadas pelo processo de derivação regressiva:

ANALISE CADA UM DOS ENUNCIADOS DAS QUESTÕES
ABAIXO E ASSINALE
CERTO - (C) OU ERRADO - (E)

Em relação ao uso dos porquês, o período abaixo está escrito de acordo com as normas gramaticais da língua escrita padrão.
Devemos repensar nos objetivos por que lutamos por um longo tempo e buscarmos o porquê fracassamos; talvez seja porque não somos autossuficientes ou por quê o ser humano é falível.

Uma antiga revista de humor, Pif-Paf, trazia o seguinte slogan: "Cada número é exemplar, cada exemplar é um número!"; nesta frase, as palavras "número" e "exemplar" trocaram:

Leia o texto a seguir para responder à questão.

TERREMOTO

Rubem Braga - Chile - 1955


Houve pânico em algumas cidades do Norte. A terra tremeu com força e em vários pontos o mar arremeteu contra ela, avançando duzentos, trezentos metros, espatifando barcos contra o cais e bramindo com estrondo. O povo saiu para as praças e passou a noite ao relento; algumas construções desabaram, mas o único homem que morreu foi de susto. 

Lamentamos esse morto e também os pobres pescadores que perderam seus barcos, mas qualquer enchente carioca dá mais prejuízo e vítimas. Mas louvemos o maremoto e o terremoto pelo que eles têm de fundamentalmente pânico, pela sua cega, dramática, purificadora intervenção na vida cotidiana, pela sua lição de humanidade e de fatalidade. Talvez seja bom que os homens não se sintam muito seguros sobre a terra, e que o proprietário de imóvel possa desconfiar de que ela não é tão imóvel assim; que há diabos loucos no fundo do chão e que eles podem promover terríveis anarquias. A natureza tem outros meios de advertência, como o raio e a tromba d’água, mas são demônios do céu que nos atacam. E o homem é fundamentalmente um bicho da terra, é na terra que ele se abriga e confia; apenas se move no céu e na água, na terra é que está seu porto e seu pouso. Ele pisa a terra com uma soberba inconsciente, seguro dela e de si mesmo; só o terremoto consegue lembrar-lhe de maneira fundamental sua condição precária e vã e o faz sentir-se sem base e sem abrigo. [...]

Não sei que influência tem o terremoto sobre o caráter chileno; sei que muitos poderosos de nossa terra ficariam mais simpáticos e propensos à filosofia se o nosso bom Atlântico fizesse uma excursão até a rua Barata Ribeiro e o velho Pão de Açúcar desmoralizasse um slogan de propaganda comercial dando alguns estremeções nervosos.


Houve um tempo em que Deus bastava para tornar humilde o poderoso; hoje seus pesadelos são apenas o comunismo, o enfarte e o câncer, mas ele já se acostumou a pensar que essas coisas só acontecem aos outros. O terremoto ameaça a terra com seus bens e a própria vida; sua ocorrência só pode tornar as pessoas mais amantes da vida e mais conscientes de sua espantosa fragilidade. E isso faz bem. 


O pronome proclítico sublinhado foi atraído pela presença de:


“Talvez seja bom que os homens não se sintam muito seguros sobre a terra [...].”


1 Na cidade de Atenas, considerava-se cidadão
(thetes) qualquer ateniense maior de 18 anos que tivesse
prestado serviço militar e que fosse homem livre. Da reforma
4 de Clistenes em diante, os homens da cidade não usariam
mais o nome da família, mas, sim, o do demos a que
pertenciam. Manifestariam sua fidelidade não mais à família
7 (gens) em que haviam nascido, mas à comunidade (demói)
em que viviam, transferindo sua afeição de uma instância
menor para uma maior. O objetivo do sistema era a
10 participação de todos nos assuntos públicos, determinando
que a representação popular se fizesse não por eleição, mas
por sorteio.

Internet: . Acesso em 16/7/2004 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.

A estrutura em voz passiva "considerava-se" (l.1) poderia
ser substituída por outra forma de passiva, era considerado,
sem comprometer a coerência do texto.

Texto I
Uma a cada três pessoas no mundo não tem acesso a água potável
Um a cada três habitantes do planeta não têm serviços de água potável gerenciados de forma segura, segundo relatório elaborado pela
Organização Mundial da Saúde e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e divulgado este mês. No total, 2,2 bilhões de
pessoas em todo mundo estão nessa situação, e 4,2 bilhões de indivíduos não têm acesso a esgotamento sanitário seguro.
Com base nos dados obtidos, o relatório enfatiza a necessidade de garantir que a água fornecida para as pessoas seja própria ao uso
humano. De acordo com o levantamento, houve progressos em relação ao acesso universal a água e saneamento, mas persistem lacunas na
qualidade dos serviços.
“O mero acesso não é suficiente. Se a água não for limpa, não será segura para beber. Se está distante e se o acesso ao banheiro é
inseguro ou limitado, então não estamos entregando esses serviços às crianças do mundo”, ressaltou Kelly Ann Naylor, diretora associada de
Água, Saneamento e Higiene do UNICEF. “As crianças e suas famílias nas comunidades pobres e rurais correm maior risco de serem
deixadas para trás. Os governos devem investir em suas comunidades se quisermos superar essas divisões econômicas e geográficas e
oferecer esse direito humano essencial.”
Avanço insuficiente
O relatório indica que, desde 2000, 1,8 bilhão de pessoas passaram a ter acesso a serviços básicos de água potável — mas essa inclusão
foi e continua sendo marcada por desigualdades na acessibilidade, disponibilidade e qualidade dos serviços.
Segundo a publicação, 785 milhões de indivíduos no mundo ainda não possuem acesso a esses serviços, com 144 milhões de indivíduos
ingerindo água sem tratamento. Quando consideradas as pessoas que têm acesso a serviços de água potável, mas não podem confiar
nesses serviços, pois eles não são geridos de forma segura, o número de cidadãos desatendidos alcança os 2,2 bilhões.
O documento mostra ainda que, nos últimos quase 20 anos, 2,1 bilhões de pessoas passaram a ter acesso aos serviços de saneamento
básico — que incluem abastecimento de água e esgotamento sanitário. De acordo com a pesquisa, 70% dos que ainda não têm saneamento
básico vivem em áreas rurais e um terço deles mora em países em desenvolvimento.
“Se os países não conseguirem intensificar os esforços em saneamento básico, água potável e higiene, continuaremos a viver com
doenças que deveriam ter sido há muito tempo deixadas nos livros de história, como diarreia, cólera, febre tifoide, hepatite A e doenças
tropicais negligenciadas, incluindo tracoma e esquistossomose”, ressaltou Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública,
Determinantes Ambientais e Sociais da Saúde da OMS.
Todos os anos, 297 mil crianças com menos de cinco anos morrem por diarreia associada à água, saneamento básico e higiene
inadequados.
“Os países devem dobrar seus esforços em saneamento ou não alcançaremos o acesso universal até 2030”, completa Maria.
Ainda de acordo com o relatório, desde 2000, a proporção da população que defeca ao ar livre foi reduzida pela metade – de 21% para
9%. No entanto, 673 milhões de pessoas ainda não têm banheiros seguros e precisam evacuar a céu aberto. Em 39 países, o número de
pessoas que praticam a defecação ao ar livre chegou a aumentar — a maioria dessas nações está na África Subsaariana, onde muitos países
tiveram intenso crescimento populacional nas duas últimas décadas.
                                                                                https://cebds.org/aquasfera/um-a-cada-tres-pessoas-no-mundo-naotem-acesso-a-aguapotavel/?
                                                                                                                      gclid=EAIaIQobChMInqKUyoDg5QIVwgaRCh1KoQCZEAAYASAAE gJlyvD_BwE
                                                                                                                                                                Acessado em 10/12/2019, às 12 horas e 31 minutos.
“Todos os anos, 297 mil crianças com menos de cinco anos morrem por diarreia associada à água, saneamento
básico e higiene inadequados”. O termo grifado tem ideia de:
Página 43