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Leiao seguinte excerto: “A globalização econômica e o advento da chamada 3ª Revolução Industrial proporcionaram aumentos expressivos da produtividade mecanizada, com consequentes transformações na forma e na disponibilidade de postos de trabalho em todo o mundo”.



Fonte: OLIVEIRA, L. J. de. MASSARO, M. L. SCIENTIA IURIS, Londrina, v.18, n.2, p.189-209, dez.2014 | DOI: 10.5433/2178-8189.2014v18n2p189.



Tendo como referência as transformações atuais do mundo do trabalho, é correto afirmar que
Segundo Ricardo Antunes, o empreendedorismo é um mito que cresce pelo desemprego, o enfraquecimento das políticas sociais e pela inserção das tecnologias digitais, que têm contribuído para novas formas de trabalho autônomo e precarizado. O discurso do empreendedorismo, hoje, ocorre em uma sociedade como a brasileira, em que as taxas de desemprego são elevadas, e a recente reforma trabalhista fez com que o Estado e as empresas flexibilizassem direitos dos trabalhadores. Antunes aponta, ainda, que esse discurso incentiva a informalização e transfere a responsabilidade do Estado para o cidadão pela sua situação de desempregado.
Partindo do exposto, é correto afirmar que
As novas técnicas de controle organizacional sobre os trabalhadores – chamados atualmente de “colaboradores” – são, na fase contemporânea das empresas capitalistas, menos diretas e mais sutis (ALVES e OLIVEIRA, 2011). Tais técnicas possibilitam uma sensação de maior liberdade e autonomia aos trabalhadores dentro e, mesmo, fora do ambiente laboral, mas não deixam de ser formas de manutenção do controle das empresas sobre sua mão de obra.
ALVES, D. e OLIVEIRA, S. R. de. “Controle organizacional no processo capitalista de produção” In: PICCININI, Valmíria Carolina et ali (org.). Sociologia e Administração – Relações sociais nas organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
Considerando essas sutis formas contemporâneas de controle organizacional, é correto afirmar que

Partido Comunista, 1848, elaborado por Karl Marx e Friedrich Engels:

“[...] A necessidade de mercados sempre crescentes para seus produtos impele a burguesia a conquistar todo o globo terrestre. A burguesia precisa estabelecer-se, explorar e criar vínculos em todos os lugares.”;

“Pela exploração do mercado mundial, a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países. [...]. Ao invés das necessidades antigas, satisfeitas por produtos do próprio país, temos novas demandas supridas por produtos dos países mais distantes, de climas mais diversos. No lugar da tradicional autossuficiência e do isolamento das nações surge uma circulação universal, uma interdependência geral entre os países. E isso tanto na produção material quanto na intelectual.”;

“[...] Sob a ameaça da ruína, a burguesia obriga todas as nações a adotarem o modo capitalista de produção; força-os a introduzir a assim chamada civilização, quer dizer, a se tornar burgueses. Em suma, ela cria um mundo a sua imagem e semelhança”.

MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista, 1848.


Ao tratar da expansão da classe burguesa pelo mundo, Marx e Engels, em 1848, lançaram luz sobre um fenômeno que apenas iria ser bastante estudado e debatido pelo mundo a partir do fim do século XX – quase 150 anos depois. Partindo dos trechos acima, é correto afirmar que Marx e Engels já haviam analisado o recente debate teórico a respeito da(s)

Atente para o seguinte excerto a respeito das crises econômicas globalizadas dos últimos anos: “Nessa segunda década do século XXI, [...], praticamente não se fala em globalização. Apesar da constatação de que, de fato, vivemos em um mundo globalizado, principalmente em função da rede mundial de comunicações comandada pela Internet, esse termo não aparece com frequência nos noticiários. Pelo contrário, desde 2008 a economia mundial entrou em mais uma crise, de grandes proporções – e, desde então, somente se fala sobre isso, ou seja, sobre a crise e seus efeitos, como por exemplo, a queda na produção industrial e o aumento do desemprego, principalmente nos países mais pobres. De acordo com dados apurados pela instituição financeira Credit Suisse, em seu Informe sobre a Riqueza Global, 1% da população mundial (ou seja, os habitantes que têm bens patrimoniais avaliados em cerca de 760,000 dólares), possuem tanto dinheiro quanto os demais 99% do planeta. Essa diferença enorme só faz aumentar desde 2008, a ponto de a Credit Suisse concluir que, se a crise for interrompida, os ricos sairão dela mais ricos, ‘tanto em termos absolutos como relativos, e os pobres, relativamente mais pobres’”.
OLIVEIRA, L. F. de e COSTA, R. C. R. Sociologia para Jovens do Século XXI. 4ª ed. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2016. Adaptado.
Partindo desse entendimento de Oliveira e Costa, no que diz respeito às crises econômicas globalizadas dos últimos anos, é correto dizer que

Vivemos nessa era interligada em que pessoas de todo o planeta participam de uma única ordem informacional das comunicações modernas. Graças à globalização e ao poder da internet, quem estiver em Caracas ou no Cairo conseguirá receber as mesmas músicas populares, notícias, filmes e programas de televisão.

GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005 (fragmento).

O texto faz referência à revolução informacional, que vem produzindo uma série de alterações no cotidiano dos indivíduos. Nessa perspectiva, a vida social das pessoas está sofrendo grandes alterações devidas

Doze mil quilômetros separam Acra, a capital de Gana, do Vale do Silício, Califórnia, Estados Unidos, centro da revolução tecnológica do século XXI. Há, no entanto, outra distância maior do que a geográfica. Acra e o Vale do Silício estão no extremo de um ciclo de vida. Computadores, tablets e celulares nascem da cabeça de nerds sob o sol californiano e morrem e são descompostos no distrito de Agbogbloshie, periferia africana.
LOPES, K. O lixão pontocom da África. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 10 abr. 2015.
A situação descrita é um exemplo de um modelo de desenvolvimento tecnológico que revela um processo de

Leia o excerto abaixo.

“[...] O centro dos primeiros sistemas da natureza não é o indivíduo, é a sociedade. É ela que se objetiva e não mais o homem.”

RODRIGUES, J. A. (Org.) Durkheim. São Paulo: Ática, 1978. p.201-202.

Nesse trecho, Durkheim propõe romper com o humanismo antropocêntrico dos modernos em favor de um novo modelo de conhecimento baseado no sociocentrismo. Não mais o homem, mas a sociedade aparece como centro do conhecimento porque, para Durkheim,

Atente para o seguinte trecho extraído de uma reportagem do Jornal Estadão:


“Bikeboys rodam 12 horas por dia e 7 dias por semana para ganhar R$ 936


Renato Jakitas e Tiago Queiroz


São Paulo - 15/09/201908h28

“[...] Existem cerca de 30 mil entregadores ciclistas cadastrados nos aplicativos de entrega de comida na capital paulista. O número dá a dimensão de uma atividade que, há um ano, passava desapercebidaem São Paulo. Hoje, os ciclistas com caixa nas costas tomam as paisagens dos centros comerciais nas horas de pico da fome – das 12h às 15h e das 19h às 22h –, além de serem presença constante em calçadas próximas a shopping centers, restaurantes ou supermercados nos fins de semana.

Um perfil desse trabalhador foi traçado em junho pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), coordenado pelo instituto Multiplicidade e apoiado pelo Laboratório de Mobilidade Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após entrevistas com 270 ciclistas em São Paulo, o levantamento concluiu que 75% desses profissionais têm idade entre 18 e 27 anos e, como Samuel Marques, pedalam cerca de 12 horas por um salário médio mensal de R$ 936. Realizam diariamente dez entregas, a R$ 5 cada. Seis em cada dez ciclistas trabalham todos os dias da semana, sem folgas”.

Trecho de matéria disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/estadaoconteudo/2019/09/15/bikeboys-rodam-12-horas.htm Acesso em: 10/11/2019.


Partindo de uma perspectiva sociológica crítica sobre essas novas condições de exploração do trabalho de prestação de serviços na era digital, assinale a afirmação verdadeira.
A globalização e o advento dos novos meios de comunicação e informação nas últimas décadas remodelaram as relações sociais das sociedades contemporâneas por todo o planeta e causaram diversas consequências. Uma das consequências é o afastamento ou o isolamento das pessoas que vivem e convivem nos mesmos territórios e a aproximação entre pessoas que vivem em territórios ou lugares distantes e diferentes. Há certamente, assim, um processo de desterritorialização de culturas pelo mundo interconectado atualmente. Isso significa dizer que muitas pessoas nas sociedades de hoje, graças a esses novos tempos globais e de conexões em rede, podem se sentir mais distanciadas de vizinhos ou da comunidade em que nasceram e vivem suas vidas e, muitas vezes, mais irmanados e próximos com pessoas que nunca sequer conheceram fisicamente ou presencialmente.
Partindo do exposto, avalie as seguintes proposições:
I. As relações sociais em rede podem fazer com que as pessoas percam referências socioculturais dos territórios em que vivem e, assim, provocarem um processo de desterritorialização cultural dos lugares. II. O mundo globalizado e a Internet têm promovido esse fenômeno de as pessoas estranharem os espaços das culturas locais e de se aproximarem e, mesmo, se sentirem íntimas de culturas estranhas e distantes. III. As novas relações sociais nascidas com esse mundo interconectado em redes não se assentam em condições físicas e geográficas, mas fomentam mais ainda a aproximação sociocultural nos territórios locais. IV. Comunhão comunitária, coletivismo, união, solidariedade são as principais características, como se pode deduzir, produzidas por tempos de globalização e de avanço das novas tecnologias de comunicação.
É correto o que se afirma em

Leia atentamente o excerto a seguir:


“São diversas, diferentes e insistentes as pressões externas e internas destinadas a provocar a reestruturação do Estado. Trata-se de promover a desestatização e desregulação da economia nacional; simultaneamente, promover a privatização de empresas produtivas estatais e dos sistemas de saúde, educação e previdência. Além disso, abrem-se os mercados, facilitando-se as negociações em associações de corporações transnacionais com empresas nacionais. Muitas conquistas sociais já foram ou estão sendo redefinidas, reduzidas ou mesmo eliminadas, sempre a partir de palavras de ordem como ‘mercado’, ‘produtividade’, ‘competitividade’; com graves prejuízos para os que são obrigados a vender a sua força de trabalho para viver ou sobreviver”.

Fonte: IANNI, O. https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/ article/download/753/618 p.110



De acordo com a análise de Otávio Ianni acerca da globalização e seus efeitos sobre os Estados nacionais, é correto afirmar que

Leia o texto a seguir.

“A juventude não se apresenta progressista nem conservadora por natureza, mas é uma potencialidade que está pronta para qualquer nova orientação da sociedade.”

MANNHEIM, Karl. Funções das gerações novas. In: PEREIRA, Luiz; FORACCHI, Marialice (orgs.). Educação e Sociedade. São Paulo: Nacional, 1976, p. 95.


Segundo este autor, isso é explicado pela
Uma mesma empresa pode ter sua sede administrativa onde os impostos são menores, as unidades de produção onde os salários são os mais baixos, os capitais onde os juros são os mais altos e seus executivos vivendo onde a qualidade de vida é mais elevada.
SEVCENKO, N. A corrida para o século XXI: no loop da montanha russa. São Paulo: Campanha das letras, 2001 (adaptado).


No texto estão apresentadas estratégias empresariais no contexto da globalização. Uma consequência social derivada dessas estratégias tem sido

O mundo da produção material e do trabalho na contemporaneidade é cada vez mais marcado pela especialização flexível, isto é, pela assimilação da tecnologia da informação à atividade produtiva e pela adaptação da força de trabalho a essas novas circunstâncias. A flexibilidade possibilita a satisfação das demandas de grupos de consumidores cada vez mais diferenciados no mercado de massa. A reorganização produtiva do capitalismo permite diversificar produtos para nichos de mercado cada vez mais específicos.
FRIDMAN, L. C. Vertigens pós-modernas: configurações institucionais contemporâneas. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000 (adaptado).

Sobre a flexibilidade, o ponto de vista apresentado no texto tem como fundamento uma
“Se decorreu um espaço de tempo de cerca de meio século entre a industrialização da GrãBretanha e a do continente [europeu], transcorreu um espaço ainda maior a organização da unidade nacional. A Itália e a Alemanha só chegaram ao estágio da unificação durante a segunda metade do século XIX, unificação essa que a Inglaterra já alcançara séculos antes [...]. As classes trabalhadoras desempenharam um papel vital nesse processo de construção do Estado [na Europa Continental], o que fortaleceu ainda mais a sua experiência política.”
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 211.


Sobre as relações entre a classe trabalhadora e a consolidação dos Estados Europeus, conforme análise de Polanyi, é CORRETO afirmar:
A partir do início dos anos 1980, começou a ocorrer um conjunto de transformações nas relações de trabalho, gerando o que ficou conhecido como “reestruturação produtiva” e instauração do toyotismo. O toyotismo se caracteriza por ser
O processo de reestruturação produtiva possui várias faces. Uma dessas faces é o seu vínculo com o neoliberalismo. A origem destes dois fenômenos é simultânea. É nesse contexto que ocorre a precarização no processo de trabalho. Essa precarização ocorre através da

A globalização é um fenômeno impulsionado e intensificado pela expansão da economia capitalista pelo mundo nas últimas décadas do século XX. Este fenômeno teve e tem muitas consequências, como a abertura das fronteiras nacionais para a economia mundial, e coloca em pauta o papel da rede de proteção social dos Estados para as suas populações. O Fundo Monetário Internacional (FMI), nos anos 1990, por exemplo, recomendou, como medidas para que um país fosse atrativo para a economia mundial, que fossem adotadas políticas de austeridade fiscal no balanço das contas públicas e isto fez com que ocorressem muitas privatizações de setores econômicos estratégicos, como os de fornecimento de água e esgoto, energia elétrica e telecomunicações. Mas, sabe-se que existem outras consequências promovidas pelo fenômeno da globalização econômica.

Considerando outras consequências da globalização econômica, assinale a afirmação verdadeira.

No Brasil, segundo o IBGE, entre os anos 2001 e 2011, o nível de emprego formal cresceu em todas as regiões do país e em vários setores. São características do emprego formal:
As plataformas digitais permitem a intermediação comercial entre pessoas físicas ou destas com fornecedores e vendedores. Entretanto, quando a mediação envolve também a prestação de serviços – com a intervenção ativa das plataformas sobre a forma de execução e contrapartida financeira a ser recebida – seu enquadramento legal tem desafiado diferentes países. No âmbito das relações de trabalho brasileiras, como tem sido conceituado esse fenômeno social?
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