Um professor de Sociologia solicitou a seus alunos que indicassem argumentos pertinentes ao seguinte tema: Os árbitros esportivos deveriam aceitar auxílio de meios eletrônicos?

Entre os argumentos listados abaixo, aquele que se mostra menos pertinente ao terreno sociológico é:

Os textos, independentemente do gênero a que pertencem, se constituem de sequências com determinadas características linguísticas, como classe gramatical predominante, estrutura sintática, predomínio de determinados tempos e modos verbais, relações lógicas. Assim, dependendo dessas características, temos os diferentes tipos textuais. São exemplos de tipos textuais toas as alternativas abaixo, EXCETO:
O excerto de Cidade de Deus de Paulo Lins e a obra O cortiço de Aluisio Azevedo, embora sejam de épocas diferentes, convergem no que diz respeito à
Os itens abaixo apresentam reescrituras de partes de um texto relativo ao Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB/RJ). Julgue-os quanto à correção gramatical.

P A nova função tornou o edifício emblemático do mundo financeiro nacional até 1960, quando cedeu lugar à Agência Centro do Rio de Janeiro e depois à Agência Primeiro de Março, ainda em atividade.

Atente para o texto a seguir.

O educador Paulo Freire afirmou que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele” (FREIRE, 1987). No viés da leitura do mundo pela palavra, vê-se emergir uma tecnologia de linguagem cujo espaço de apreensão de sentido não é apenas composto por palavras, mas, junto com elas, encontram-se sons, gráficos e diagramas, todos lançados sobre uma mesma superfície perceptual, amalgamados uns sobre os outros formando um todo significativo e de onde sentidos são complexamente disponibilizados aos navegantes do oceano digital. É assim o hipertexto.

Considerando o texto acima, é correto afirmar que

Escreva (1) para o que caracteriza a linguagem literária e (2) para o que caracteriza a linguagem não literária.

( ) A essência da linguagem está na palavra, que é usada por escritores e poetas em todo o seu potencial significativo e sonoro, estabelecendo interação entre autor e seus leitores/ouvintes.

( ) Caracteriza-se pelo predomínio do sentido conotativo (ou figurado), que é aquele que as palavras e expressões adquirem em um dado contexto, quando o seu sentido literal é modificado.

( ) Caracteriza-se pelo predomínio do sentido denotativo (ou literal), que é aquele que a palavra e as expressões são tomadas em sua significação “básica”, a qual pode ser apreendida sem ajuda do cotexto e do contexto.

( ) Linguagem típica de textos com função utilitária, ou seja, que têm como finalidade predominante satisfazer a alguma necessidade específica, como informar, argumentar, convencer, dentre outras.

A sequência correta, de cima para baixo, é

Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os de forma a comporem um texto coeso e coerente.

A seguir, assinale a opção correta.

( ) A antropologia cultural tem levantado objeções contra Napoleon Chagnon, que defendeu a tese de que ianomâmis são uma relíquia ancestral da espécie humana: selvagens com compulsão pela guerra como forma de obter mulheres, escassas em razão da prática do infanticídio feminino. A controvérsia dura quase meio século. O panorama se turvou de vez em 2000, com a publicação do livro ?Trevas no Eldorado?.

( ) Segundo o antropólogo, os ianomâmis foram usados, sem saber, como grupo de controle de estudos sobre efeitos da radiação nuclear no sangue de sobreviventes de bombardeios em Hiroshima e Nagasaki, prática que contraria a ética profissional.

( ) Nele, o jornalista Patrick Tierney acusa Chagnon e o médico James Neel de, em 1968, terem causado uma epidemia de sarampo entre os ianomâmis da Venezuela e experimentado nos índios um tipo de vacina, além de negar-lhes socorro médico. Chagnon e Neel foram depois inocentados.

( ) Bruce Albert, antropólogo e crítico de Chagnon, escreveu sobre a ausência de fundamento das alegações de Thierney, mas nem por isso deixou de assinalar sérios erros éticos cometidos pela dupla.

( ) Em 2013, o antropólogo Marshall Sahlins renunciou à Academia Nacional de Ciências dos EUA, em reação ao ingresso de Chagnon. Em artigo publicado, defendeu que um antropólogo alcança entendimento superior de outros povos quando toma seus integrantes como semelhantes, e não, como objetos naturais ?selvagens?, ao modo de Chagnon.

(Adaptado de Folha de S.Paulo, Marcelo Leite, 22/2/2015.)

A sequência correta é

?...que seria contraproducente enviar jovens delinquentes, supostamente ainda sem formação criminal consolidada, a presídios onde, ali sim, estariam expostos ao assédio das facções?.

Nesse segmento do texto 1, a forma sublinhada indica:

Um shopping mostrava o seguinte aviso na entrada de um dos seus elevadores: ?É permitida a entrada de cães no elevador social e de serviço, apenas?.

A redação do texto mostra problemas estruturais, mas depreende-se do texto e da situação, que:

CAPÍTULO XIV / O PRIMEIRO BEIJO

Tinha dezessete anos; pungia–me um buçozinho que eu forcejava por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança, com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá–lo à margem, onde o realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a "linda Marcela", como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse–mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola. (MACHADO DE ASSIS, J. M. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Ediouro, s. d.)

O narrador refere–se à decadência do Romantismo por meio da expressão

Ao citar o levantamento feito pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o autor do texto 1 tem a finalidade argumentativa de:

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha face?

MEIRELES, Cecília. Obra Poética de Cecília Meireles. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958.

Julgue as afirmativas:

I- Pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.

II- A crônica, na maioria dos casos, é um texto longo e narrado em terceira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista.

III- Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.

IV- Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

Assinale a alternativa que indica as afirmativas CORRETAS:

O segmento do texto 1 em que está ausente uma estrutura de base comparativa é:
Os textos literários estão sendo transcritos para s Histórias em Quadrinho, nos últimos anos, lançando mão de recursos como paródias e paráfrases, entre outros, estabelecendo uma verdadeira polifonia textual. Acerca da prática de ensino de literatura na sala de aula, assinale a alternativa INCORRETA.

   Cartas dos leitores

Adoção (327/2004)

A grande família adotiva

        Eu e meu marido somos um casal saudável, classe média, brancos e podemos gerar filhos. Há um ano entramos com o processo de adoção, que durou 26 dias, tempo recorde. Não exigimos recém-nascidos, brancos e não separávamos irmãos. Ganhamos duas joias raríssimas que mudaram completamente nossa vida. A Thalya, de 4 anos, e o Nathan, de 3, são irmãos, negros. Já os amávamos sem conhecê-los. Estamos juntos há um ano e a cada dia é uma surpresa e um aprendizado. Fisicamente não temos nada em comum; no restante, temos tudo um do outro. Gostaria de dizer que o sangue e a cor da pele são insignificantes. Sou mãe desde o primeiro olhar e são meus filhos desde o primeiro toque. Por fim, não fizemos favor algum para esses meninos maravilhosos. Foi exatamente o contrário: eles estão nos ensinando tudo, absolutamente tudo, e foram os dois que nos adotaram.

Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 29 out. 2019.

Essa é uma carta de leitor em resposta a uma reportagem intitulada “A grande família adotiva”, publicada em uma revista de grande circulação. A partir de um relato pessoal, essa carta funciona como um(a)

?Além de cada uma dessas votações populares, os cidadãos são convidados a dar suas opiniões (votando simplesmente sim ou não) sobre três ou quatro problemas de interesse nacional, aos quais se acrescentam alguns tópicos especiais dos cantões e das comunas?.

O termo entre parênteses - votando simplesmente sim ou não - indica:

Arrancar a máscara

“Arrancar a máscara” é evidenciar a verdadeira face, revelando a expressão legítima, oculta pelo disfarce. Tornar público o escondido.

Na Grécia e em Roma, os atores representavam sempre mascarados. A máscara denunciava o caráter do personagem em cena. Não se via o rosto do artista que vivia o papel humorístico ou trágico. A máscara, impassível, valia permanentemente pela figura. Quando o ator trabalhava mal, irritando os espectadores pelo desempenho inferior e falso, a assistência, grega ou romana, podia exigir que ele tirasse a máscara do rosto, exibindo-se, para que recebesse diretamente a demonstração do desagrado coletivo. Se algum ator era obrigado a arrancar a máscara, subentendia-se a infelicidade da interpretação artística. Estava, pelo menos naquela ocasião,
repelido das simpatias e dos aplausos.

Identificava-se, portanto, o responsável pelo fracasso na legitimidade das feições. Já desapareceu, há duzentos anos, o uso da máscara nos palcos, mas a frase “Arrancar a máscara”, nascida de um milenar direito do auditório, continua sendo aplicada a situações inteiramente alheias ao teatro.

É uma das contemporaneidades do milênio.

Luís da Câmara Cascudo. Coisas que o povo diz.
São Paulo: Global, 2009, p. 34 (com adaptações).

Infere-se da leitura do texto que, no teatro grego e no romano, o ator

Assinale a opção em que o parágrafo exemplificado e a respectiva identificação da organização retórica está correta.
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