No campo da esfera privada dos indivíduos, mesmo havendo divergências, há consensos morais que valorizam ações generosas, leais, corajosas e humildes, entre outras. No campo da esfera pública, no entanto, parece que a prática dessas virtudes fundamentais não garante a retidão da conduta dos agentes responsáveis por decisões políticas. Por exemplo, o que fazer se a lealdade a um amigo é incompatível com um dever público ou quando uma decisão política a favor do bem comum acaba por prejudicar alguém da própria família?
Considerando as dificuldades de conciliar conduta virtuosa e dever cívico dos agentes públicos, assinale a alternativa correta.
Sobre a “Ética do Discurso” de Habermas, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Procura um fundamento metafísico no discurso argumentativo.
( ) Desconsidera a guinada pragmática da linguagem na filosofia contemporânea e continua se embasando na guinada hermenêutica da linguagem.
( ) Habermas apresenta sua ética do discurso como sendo cognitivista, solipsista e procedimentalista.
( ) Constitui-se, dentre outras coisas, de uma reformulação do imperativo categórico kantiano na busca de uma fundamentação última baseada na linguagem.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
A Filosofia de Wittgenstein foi um marco na história da reflexão sobre a relação entre filosofia e ciência. Quanto às teses da obra Tractatus logicophilosophicus, de Wittgenstein, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A proposição é uma figuração da realidade.
( ) O pensamento é a proposição com sentido.
( ) A filosofia é uma das ciência naturais.
( ) O fim da filosofia é ser uma teoria da realidade.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Leia o texto a seguir:
“Os Sofistas surgem na Grécia antiga, século V a. C. na passagem da oligarquia para a democracia. São os mestres de retórica e oratória, muitas vezes mestres itinerantes, que percorrem as cidades-estados fornecendo seus ensinamentos, sua técnica, suas habilidades aos cidadãos em geral. Eram relativistas. Sócrates também ensinava nas praças públicas através de perguntas e respostas que despertavam a verdade que está no interior de cada um. Sócrates afirmava que a opinião (doxa) é uma expressão individual, já o conhecimento (episteme) é universal. Desta forma, os sofistas ensina-vam a retórica para convencer aos outros que sua opinião é a melhor e Sócrates ensinava a dialética, que através de questionamentos (só sei que nada sei) levava ao conhecimento verdadeiro” (MAR-CONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004, p. 42-48. Adap-tado).
De acordo com o texto acima, Sócrates não era um sofista, pois ele
Nietzsche é considerado o filósofo que afirma a vida. Mais ainda, ele é o filósofo que relaciona vida e estética. Em O Nascimento da Tragédia, a afirmação está expressa da seguinte maneira: “Só como fenômeno estético a existência e o mundo aparecem eternamente justificados”.
Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.
No estado apolíneo, a natureza força o artista a exprimir-se, a dominar o caos da vontade e a criar um novo mundo de símbolos, no qual se encontram a dança e a música.A primeira função da “teoria dos ídolos” é a de tornar os homens conscientes das falsas noções que congestionam a sua mente e barram-lhes o caminho para a verdade. Sobre a “teoria dos ídolos” de Francis Bacon, analise as afirmativas a seguir.
I. Os ídolos da tribo são os homens quando procuram as ciências em seus pequenos mundos, não no mundo maior, que é idêntico para todos os homens. Portanto, esses ídolos perturbam o conhecimento, uma vez que mantêm o homem preso em preconceitos e singularidades.
II. Os ídolos da caverna se alicerçam na própria natureza humana e na própria família humana. Eles têm sua origem no próprio intelecto humano que mistura a natureza das coisas. Dessa forma, há uma confusão mental que, segundo Bacon, ocorre quando o intelecto sofre influência da nossa vontade e dos afetos, de modo a confundir a natureza das coisas com aquilo que projetamos delas.
III. Os ídolos do foro ou do mercado são ídolos que, através das palavras, penetram no intelecto. Provenientes do intercâmbio entre os homens, eles existem devido ao mau uso da fala. Como essa troca entre os homens se dá por meio da linguagem, esses ídolos existem devido a uma inadequada atribuição aos nomes.
IV. Os ídolos do teatro ocorrem pela adesão a diversas doutrinas filosóficas e por causa das péssimas regras de demonstração delas. Bacon chama assim porque considera que sistemas filosóficos foram preparados para serem representados. No entanto, esses sistemas estão a quem de conseguir atingir a verdade, e se manter preso a eles é distanciar-se da verdade. Para isso é necessário um novo método, deixando de permanecer nesse que nos mantém longe da verdade universal.
Estão corretas apenas as afirmativas
Análises filosóficas são classificadas de terapêuticas, ao aspirarem curar o pensamento e a fala de noções metafísicas, de “fantasmas” que embora nem designem nem expliquem, ainda perseguem a mente.
Escreva 1 para os itens que reproduzem o típico pensamento terapêutico, de correção do comportamento filosófico, e 2 para os itens que se referem a comportamentos que necessitariam de tal terapia.
( ) O sensualismo e o materialismo têm força em situação em que o instinto vital e a necessidade material não estão satisfeitos.
( ) Exclusão de conceitos capazes de relacionar tal comportamento à sociedade como um todo.
( ) A apresentação de alternativas consideradas meras especulações, sonhos e fantasias.
( ) Apresentação de elementos que ultrapassem o universo do discurso estabelecido.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
Considerando concepções teóricas do empirismo e do racionalismo, julgue os itens que se seguem.
Segundo o racionalismo, todo e qualquer conhecimento é embasado na experiência e só é válido quando verificado por fatos metodicamente observados.
Leia o texto a seguir:
“Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominan-tes, ou seja, a classe que tem o poder material dominante numa dada sociedade é também a potência dominante espiritual. A classe que dispõe dos meios de produção material dispõe igualmente dos meios de produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles a quem são recusados os meios de produção intelectual está submetido igualmente à classe dominante. Os pensamentos do-minantes nada mais são do que a expressão idealizada das relações materiais dominantes, portanto, a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as ideias de sua dominação” (MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 48. Adaptado).
Marx, no trecho acima, está se referindo à ideologia, cuja função é fazer com que as ideias
“A razão coloca-se predominantemente em função da fé, ou seja, a filosofia serve à teologia, para a interpretação da escritura (Exegese) ou para a construção doutrinária sistemática (dogmática). A pesquisa racional ‘autônoma’ deve ser vista no quadro do problema religioso da conversão dos infiéis, para quem é necessário propor a doutrina cristã com base em argumentação racional. Não basta crer: é preciso compreender a fé. E isso não se obtém somente interpretando os textos sacros ou mostrando suas possíveis implicações para vida individual e comunitária dos homens, mas também demonstrando com base na razão as verdades aceitas pela fé ou, pelo menos, a sua logicidade ou a sua não contraditoriedade com os princípios fundamentais da razão.”
(Reale, 1990. V 1. P 482.)
O fragmento anterior se insere diretamente no contexto da filosofia