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Texto I
Aí pelas três da tarde
(Raduan Nassar)

Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom-senso do mundo, aplicando-se em ideias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares à sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pelo, mas sem ferir o pudor (o seu pudor bem entendido), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome depois com uma nudez no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado), e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas la no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.
No fragmento “onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom-senso do mundo”, o pronome “onde” poderia ser substituído, mantendo-se o sentido original do texto, pela seguinte estrutura:
José possui 2 tamanhos de barbante para medir uma janela de 2m de largura. Se os tamanhos disponíveis são de 6cm e 7cm, então o número mínimo dos dois tipos de barbante para cobrir os 2m da janela é de:
A Farmacopeia Brasileira 5a Ed. (2010) apresenta os métodos gerais de controle de qualidade que podem ser aplicados aos medicamentos. Sobre esses métodos, assinale a alternativa correta:
A economia da Paraiba baseia-se principalmente no setor de Comércio e Serviíos. Sua agricultura baseia- se na:
Com relação aos direitos políticos, previstos no artigo 15 da Constituição Federal, assinale a alternativa CORRETA:
De acordo com o Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), em 2010, foram registrados 10.349 casos de intoxicação humana por agrotóxicos de uso agrícola e doméstico, incluindo também os raticidas. Este número, entretanto, pode ser bem maior se forem considerados os possíveis casos não notificados.

Analise as afirmativas e marque a alternativa verdadeira.

I. Muitos dos raticidas tiveram seu uso proscrito devido à sua alta toxicidade, dentre eles o aldicarb, um inibidor da colinesterase e o fluoroacetato de sódio que, através do seu metabólito fluorocitrato, inibe a enzima aconitase mitocondrial.

II. O paraquat, uma das substâncias mais tóxicas dentre os herbicidas, é bem absorvido por vias digestiva, dérmica e inalatória, atingindo rapidamente altos níveis séricos.

III. O brodifacum e o difenacum pertencem à classe das 4- hidroxicumarinas, raticidas anticoagulantes de ação prolongada e alta potência.

IV. O DDT, um pesticida organoclorado, e seus metabólitos o DDE e ppDDE, distribuim-se por todos os tecidos e depositam-se em maiores proporções no tecido adiposo.

Das afirmações acima são corretas, somente:
Sobre a ética, democracia e exercício da cidadania, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Exercício da cidadania é o gozo de direitos e desempenho de deveres pelo cidadão. ( ) A democracia constitui forma de governo pautada pelo respeito à singularidade, pela defesa da transparência e pela garantia da perpetuação do exercício do poder. ( ) O exercício da cidadania deve pautar-se por contornos éticos, de modo que o exercício da cidadania deve materializar-se na escolha da melhor conduta, tendo em vista o bem comum, resultando em uma ação moral como expressão do bem. ( ) Democracia é o regime político em que a soberania é exercida pelo povo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Em estatística, teste de hipótese:

A escolha correta da matriz biológica e a colheita das amostras são fundamentais para o sucesso da análise toxicológica. Por esta razão, em um laboratório de análise forense, o perito responsável seguiu determinadas orientações para a colheita de amostras biológicas. Assinale, dentre as opções abaixo, aquela que contém a alternativa incorreta sobre os procedimentos a serem observados por um perito forense.

Sobre atendimento ao usuário numa visita domiciliar, assinale a alternativa incorreta:
Considere que em certa região cada placa dos automóveis é composta por 2 letras, dentre as 10 primeiras do alfabeto e 3 números, dentre os algarismos 1,2,3,4,5. O total de placas diferentes possíveis de serem confeccionadas para essa região é igual a:
Texto I
                                            Os bolsos do morto
                                                                                                          (Luis Fernando Veríssimo)

      O morto não é exatamente um amigo. Mais um conhecido, mas daqueles que você não pode deixar de ir ao velório. E lá está ele, estendido dentro do caixão forrado de cetim, de terno azul-marinho e gravata grená, esperando para ser enterrado.
       Se fosse um amigo você ficaria em silêncio, compungido, lembrando o morto em vida e lamentando sua perda. Como é apenas um conhecido, você comenta com o homem ao seu lado - que também não parece ser íntimo do morto:
       - Poderiam ter escolhido outra gravata...
       - É. Essa está brava.
       - Já pensou ele chegando lá com essa gravata?
       - “Lá” onde?
       - Não sei. Onde a gente vai depois de morto. Onde vai a nossa alma.
       - Eu acho que a alma não vai de gravata.
       - Será que não? E de fatiota?
       - Também não.
       - Bom. Pelo menos esse vexame ele não vai passar.
       - Você é da família?
       - Não. Apenas um conhecido.

       Você examina o morto. Engraçado: ele vai partir para a viagem mais importante, e mais distante, da sua vida, mas não precisa carregar nada. Identidade, passaporte, nada. Nem dinheiro, o que dirá cheques de viagem ou cartões de crédito. Nem carteira!
       Você diz para o outro:
       - A coisa mais triste de um defunto são os bolsos. O outro estranha.
       - Como assim?
       - Os bolsos existem para carregar coisas. Coisas importantes, que definem sua vida. CPF, licença para dirigir, bloco de notas, caneta, talão de cheques, remédio para pressão...
       - Pepsamar...
       - Pepsamar, cartão perfurado da Sena, recortes de artigos sobre a situação econômica, fio dental... Isso sem falar em coisas com importância apenas sentimental. Por exemplo: um desenho rabiscado por uma possível neta que parece, vagamente, um gato, e que ele achou genial e guardou. Entende?
       - Sei.
       - E aí está ele. Com os bolsos vazios. Despido da vida e de tudo que levava nos seus bolsos, e que o definia. O homem é o homem e o que ele leva nos bolsos. Poderiam ter deixado, sei lá, pelo menos um chaveiro.
       - Você acha?
       - Claro. As chaves da casa. As chaves do carro. Qualquer coisa pessoal, que pelo menos fizesse barulho num bolso da fatiota, pô!
       Você se dá conta de que está gritando. As pessoas se viram para reprová-lo. “Mais respeito” dizem as caras viradas. Você faz um gesto, pedindo perdão. Sou apenas um conhecido, desculpem. Mas continua, falando mais baixo:
       - A morte é um assaltante. Nos mata e nos esvazia os bolsos.
       - Sem piedade.
       - Nenhuma.
Vocabulário:
Fatiota - roupa de melhor qualidade, usada em situações mais formais
Pepsamar - tipo de medicamento 
A partir da leitura atenta do texto, assinale a opção que apresenta um comentário correto sobre seu conteúdo.
Preencha a lacuna do texto a seguir com a alternativa correta. A Consolidação das Leis do Trabalho - CLT - dedica o s e u ______________ à Segurança e Medicina do Trabalho, de acordo com a redação dada pela Lei 6.514, de 22 de dezembro de 1977.
Para as questões de 1 a 5, leia o texto abaixo, de Gilberto Dimenstein.

A lição do menino milionário

Um garoto inglês fez um trabalho escolar para resolver um problema comum: saber quem está tocando a campainha de sua casa mesmo que a pessoa esteja fora. Solução: a campainha aciona o celular (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br). A invenção ganhou vida, o produto vai ser comercializado em setembro próximo --e o garoto até o próximo ano, a julgar pelas encomendas, será um dos milionários mais novos do mundo.
Esse é um bom jeito de se encarar o futuro da educação. Há cada vez mais acesso a informação fora da escola, que não consegue acompanhar o ritmo das descobertas. A maioria dos professores se sente intimidada com o ritmo do conhecimento, distanciando-se dos seus alunos.

Além disso, as novas gerações aprendem coisas na base da tentativa e erro. Uma experiência na Índia (também detalhada no Catraca Livre) mostra bem isso: deixaram o computador livre numa área da escola, sem nenhum professor ou tutor. Logo se viu como os meninos e meninas aprendiam sozinhas.
Vejo aqui em Harvard, uma usina de quase adolescentes que viram milionários com seus projetos (pessoal do Facebook, por exemplo). Muita gente nem espera acabar o curso porque já está criando uma empresa. Dois exemplos: Bill Gates e Steve Jobs.

Saber como responder a essa velocidade é um dos maiores desafios da educação. A resposta para mim passa pelo seguinte: a escola é parte da resposta. O essencial é que o jovem viva numa comunidade de aprendizagem em que possa experimentar e aprender em diferentes lugares.
Portanto, um dos mais importantes papéis da escola, além de ajudar o estudante a se guiar pelas possibilidades de aprendizagem nos mais diferentes lugares (a começar dos virtuais) é desenvolver o prazer do empreendedorismo.
No trecho “uma experiência na Índia (também detalhada no Catraca Livre) mostra bem isso” , o pronome destacado refere-se:

Analise as afirmativas a seguir sobre ondas eletromagnéticas.

I. Uma onda eletromagnética é formada por campos elétricos e magnéticos variáveis.

II. As várias frequências possíveis de ondas eletromagnéticas constituem um espectro, do qual uma parte constitui a luz visível.

III. Dizemos que uma onda eletromagnética é polarizada quando o vetor campo elétrico não se conserva sempre no mesmo plano.

Está correto o que se afirma em:

Foram entrevistadas 1600 pessoas sobre a preferência entre quatro candidatos a prefeito de uma cidade. Cada entrevistado só podia escolher um candidato. Dos 1600 entrevistados, 200 declararam preferência para um candidato A. Ao representar, num gráfico de setores, a preferência no candidato A deve-se utilizar um ângulo central de:

Analise as sentenças abaixo sobre a Política Nacional de Humanização: A Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS tem como propósitos:

I) Contagiar trabalhadores, gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da humanização.
II) Fortalecer iniciativas de humanização existentes. 
III) Desenvolver tecnologias relacionais e de compartilhamento das práticas de gestão e de atenção.
IV) Implementar processos de acompanhamento e avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS e experiências coletivas bem-sucedidas. 

São corretas:
Segundo a NR específica que trata da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, cabe ao Presidente da CIPA o que se descreve a seguir, exceto pelo que se lê na alternativa:
Considerando a sequência lógica 2,2,5,6,8,18,11,54,14.... o décimo e décimo primeiro termos da sequencia são, respectivamente:
Para as questões de 1 a 5, leia o texto abaixo, de Gilberto Dimenstein.

A lição do menino milionário

Um garoto inglês fez um trabalho escolar para resolver um problema comum: saber quem está tocando a campainha de sua casa mesmo que a pessoa esteja fora. Solução: a campainha aciona o celular (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br). A invenção ganhou vida, o produto vai ser comercializado em setembro próximo --e o garoto até o próximo ano, a julgar pelas encomendas, será um dos milionários mais novos do mundo.
Esse é um bom jeito de se encarar o futuro da educação. Há cada vez mais acesso a informação fora da escola, que não consegue acompanhar o ritmo das descobertas. A maioria dos professores se sente intimidada com o ritmo do conhecimento, distanciando-se dos seus alunos.

Além disso, as novas gerações aprendem coisas na base da tentativa e erro. Uma experiência na Índia (também detalhada no Catraca Livre) mostra bem isso: deixaram o computador livre numa área da escola, sem nenhum professor ou tutor. Logo se viu como os meninos e meninas aprendiam sozinhas.
Vejo aqui em Harvard, uma usina de quase adolescentes que viram milionários com seus projetos (pessoal do Facebook, por exemplo). Muita gente nem espera acabar o curso porque já está criando uma empresa. Dois exemplos: Bill Gates e Steve Jobs.

Saber como responder a essa velocidade é um dos maiores desafios da educação. A resposta para mim passa pelo seguinte: a escola é parte da resposta. O essencial é que o jovem viva numa comunidade de aprendizagem em que possa experimentar e aprender em diferentes lugares.
Portanto, um dos mais importantes papéis da escola, além de ajudar o estudante a se guiar pelas possibilidades de aprendizagem nos mais diferentes lugares (a começar dos virtuais) é desenvolver o prazer do empreendedorismo.
Assinale a alternativa que completa adequadamente a lacuna, de acordo com a norma culta. Se ele ____________ um bom acordo com a empresa, ficaria rico.
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