Questões de Concursos

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Atenção: As questões de números 11 a 17 referem-se ao
texto abaixo.
Após a I Guerra Mundial, os europeus passaram a olhar
de maneira diferente para si mesmos e sua civilização. Parecia
que na ciência e na tecnologia haviam desencadeado forças
que não podiam controlar, e a crença na estabilidade e
segurança da civilização européia revelou-se uma ilusão.
Também ilusória era a expectativa de que a razão baniria as
marcas remanescentes de escuridão, ignorância e injustiça, e
anunciaria uma era de progresso incessante. Os intelectuais
europeus sentiam que estavam vivendo num "mundo falido".
Numa era de extrema brutalidade e irracionalidade ativa, os
valores da velha Europa pareciam irrecuperáveis. "Todas as
grandes palavras", escreveu D. H. Lawrence, "foram invalidadas
para esta geração". As fissuras que se discerniam na civilização
européia antes de 1914 haviam se tornado maiores e mais
profundas. É evidente que havia também os otimistas
?aqueles
que encontraram motivo para esperança na Sociedade das
Nações, no abrandamento das tensões internacionais e na
melhoria das condições econômicas em meados da década de
1920. Entretanto, a Grande Depressão e o triunfo do
totalitarismo intensificaram os sentimentos de dúvida e
desilusão.
(Adaptado de PERRY, Marvin, Civilização ocidental: uma
história concisa. Trad. Waltensir Dutra/ Silvana Vieira. 2ed., São
Paulo: Martins Fontes, 1999, p.588.)

Segmentos do texto foram alterados. A nova frase que apresenta concordância em conformidade com o padrão culto é:

Os ícones desenvolvidos pelos internautas, na forma de "carinhas" feitas de caracteres comuns, para demonstrar "estados de espírito" como tristeza, loucura ou felicidade, são denominados

Será a felicidade necessária?

Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas
felicidade é pesada. Diante da pergunta "Você é feliz?", dois
fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar
uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma
escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde
até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se,
em busca de uma resposta.

Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se
tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo
parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá
feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como
a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível,
na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência.
Uma resposta consequente exige colocar na balança a
experiência passada, o estado presente e a expectativa futura.
Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.

Ospais de hoje costumam dizer que importante é que os
filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo
das teses libertárias dos anos 1960. É irrelevante que entrem na
faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam
bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta,
é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É
esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas
da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os
desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco,
que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher
caderno de encargos mais cruel para a pobre criança.


(Trecho do artigo de Roberto Pompeu de Toledo. Veja. 24 de
março de 2010, p. 142)

De acordo com o texto,

A média universal do Índice de Desenvolvimento Humano
aumentou 18% desde 1990. Mas a melhora estatística está
longe de animar os autores do Relatório de 2010. Eles argumentam
que, embora os números reflitam avanços em determinadas
áreas, o mundo continua a conviver com problemas
graves, que exigem uma nova perspectiva política.

O cenário apresentado pelo Relatório não é animador. O
documento adverte que, nestes 20 anos, parte dos países enfrentou
sérios problemas, sobretudo na saúde, anulando em alguns
anos os ganhos de várias décadas. Além disso, o crescimento
econômico tem sido desigual. Os padrões de produção
e consumo atuais são considerados inadequados.

Embora não queira apresentar receitas prontas, o Relatório
traça caminhos possíveis. Entre eles, o reconhecimento da
ação pública na regulação da economia para proteger grupos
mais vulneráveis. Outro aspecto ressaltado é a necessidade de
considerar pobreza, crescimento e desigualdade comotemas
interligados. "Crescimento rápido não deve ser o único objetivo
político, porque ignora a distribuição do rendimento e negligencia
a sustentabilidade do crescimento", informa o texto.

Um aspecto importante revelado pelo Relatório é que
muitas das ações para melhoria da saúde e da educação não
necessitam de grande investimento financeiro. Isso está mais
presente sobretudo onde os indicadores são ruins. "Numa
primeira etapa, medidas simples como inclusão do soro caseiro
e lavagem das mãos já trazem impacto relevante", avalia Flávio
Comim, economista do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento.


(Adaptado de Lígia Formenti. O Estado de S. Paulo, A30 Vida,
5 de novembro de 2010)

O texto informa claramente que

Responsável por parte das etapas do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX):

Atenção: As questões de números 15 a 20 referem-se ao
texto que segue.

O exercício da memória, seu exercício mais intenso e
mais contundente, é indissociável da presença dos velhos entre
nós. Quando ainda não contidos pelo estigma de improdutivos,
quando por isso ainda não constrangidos pela impaciência,
pelos sorrisos incolores, pela cortesia inautêntica, pelos
cuidados geriátricos impessoais, pelo isolamento, quando então
ainda não-calados, dedicam-se os velhos, cheios de
espontaneidade, à cerimônia da evocação, evocação solene do
que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto
seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma
e também do mistério de uma cultura.

(GONÇALVES FILHO, José Moura, "Olhar e memória". IN:
O olhar. NOVAES, Adauto (org.). 10a reimpressão. São
Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 97)

... evocação solene do que mais impressionou suas retinas tão fatigadas, enquanto seus interesses e suas mãos laborosas participavam da norma e também do mistério de uma cultura. A mudança efetuada na pontuação da frase acima manteve o segmento em conformidade com a norma padrão em

Um investidor que, no dia 1o de março de 2006, tenha feito uma aplicação em CDB pós-fixado, com vencimento em 180 dias, terá seus rendimentos sujeitos à alíquota de Imposto de Renda de

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Compete, privativamente, ao Conselho Nacional de Seguros Privados, em relação às entidades de previdência privada,

O Banco LMN deseja incrementar a fidelização de determinado segmento de clientes atuais. Para tanto, elaborou uma estratégia que visa à ampliação do valor entregue aos correntistas, com base na teoria do marketing que define o conceito de proposta de valor. Segundo essa teoria, uma ação que representa a proposta de entrega de alto valor ao cliente é

Nas operações de arrendamento mercantil do tipo leasing operacional de um bem,

FMI, do pronto-socorro à política de saúde pública Proposta de um novo esquema de taxação dos bancos é mais um sinal da crescente influência do G-20 nas principais instituições internacionais.
(O Estado de São Paulo, 28/04/2010, B4)

A sigla G-20

A Resolução n° 3.849/2010 dispõe que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem instituir o componente organizacional de

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se à
crônica abaixo.
Facultativo
Estatuto dos Funcionários, artigo 240: "O dia 28 de
outubro será consagrado ao Servidor Público" (com
maiúsculas).
Então é feriado, raciocina o escriturário que, justamente,
tem um "programa" na pauta para essas emergências. Não,
responde-lhe o Governo, que tem o programa de trabalhar; é
consagrado, mas não é feriado.
É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto
facultativo. Saberão os groenlandeses o que seja ponto
facultativo? (Os brasileiros sabem) É descanso obrigatório no
duro. João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá
um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: "céu
azul, praia, ponto facultativo", não lhe apetecendo a casa nem
as atividades lúdicas, deliberou usar de sua "faculdade" de
assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do
domínio público, estuda as causas da inexistência dessa
matéria-prima nacomposição das goiabadas.
Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e
pórfiro (*), e nenhum sinal de vida nos arredores. (...) Tentou
forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada
facultativas.
(...) João decidiu-se a penetrar no edifício,
galgando-lhe a fachada e utilizando a vidraça que os serventes
sempre deixam aberta. E começava a fazê-lo com a teimosia
calma dos Brandões quando um vigia brotou da grama e puxouo
pela perna.
- Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de
descansar?
(...) Então não sabe o que quer dizer facultativo?
João pensava saber, mas nesse momento teve a
intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no
dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na
Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias
milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas
ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrarpalavras
cruzadas.
(*) Pórfiro = tipo de rocha; pedra cristalina.
(Carlos Drummond de Andrade, Obra completa. Rio de
Janeiro: Aguilar, 1967, pp. 758-759)

Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase:

Diante de uma cadeira vazia para simbolizar a ausência do ganhador, o Comitê Nobel realizou nesta sexta-feira [10/12/2010], em Oslo, a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel e pediu publicamente ao país de origem do vencedor que liberte o dissidente condenado a 11 anos de prisão.
Ao terminar seu discurso, o presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, pousou simbolicamente o diploma e a medalha do Nobel da Paz 2010 numa cadeira vazia. Junto à cadeira, havia um grande retrato do ganhador sorridente.


(Adaptado de exame.abril.com.br/economia)

O ganhador do Nobel da Paz 2010 tem nacionalidade

A multiplicação de desastres naturais vitimando populações
inteiras é inquietante: tsunamis, terremotos, secas e inundações
devastadoras, destruição da camada de ozônio, degelo
das calotas polares, aumento dos oceanos, aquecimento do planeta,
envenenamento de mananciais, desmatamentos, ocupação
irresponsável do solo, impermeabilização abusiva nas grandes
cidades. Alguns desses fenômenos não estão diretamente
vinculados à conduta humana. Outros, porém, são uma consequência
direta de nossas maneiras de sentir, pensar e agir.
É aqui que avulta o exemplo de Hans Jonas.
Em 1979 ele publicou O Princípio Responsabilidade. A
obra mostra que as éticas tradicionais - antropocêntricas e
baseadas numa concepção instrumental da tecnologia - não
estavam à altura das consequências danosas do progresso
tecnológico sobre as condições de vida humana na Terra e o
futuro das novas gerações. Jonas propõe uma ética para a
civilização tecnológica, capaz de reconhecer para anatureza
um direito próprio. O filósofo detectou a propensão de nossa
civilização para degenerar de maneira desmesurada, em virtude
das forças econômicas e de outra índole que aceleram o curso
do desenvolvimento tecnológico, subtraindo o processo de
nosso controle.
Tudo se passa como se a aquisição de novas competências
tecnológicas gerasse uma compulsão a seu aproveitamento
industrial, de modo que a sobrevivência de nossas sociedades
depende da atualização do potencial tecnológico, sendo
as tecnociências suas principais forças produtivas. Funcionando
de modo autônomo, essa dinâmica tende a se reproduzir
coercitivamente e a se impor como único meio de resolução dos
problemas sociais surgidos na esteira do desenvolvimento. O
paradoxo consiste em que o progresso converte o sonho de
felicidade em pesadelo apocalíptico - profecia macabra que tem
hoje a figura da catástrofe ecológica. [...]
Jonas percebeu o simples: para que um "basta" derradeiro
não sejaimposto pela catástrofe, é preciso uma nova
conscientização, que não advém do saber oficial nem da
conduta privada, mas de um novo sentimento coletivo de
responsabilidade e temor. Tornar-se inventivo no medo, não só
reagir com a esperteza de "poupar a galinha dos ovos de ouro",
mas ensaiar novos estilos de vida, comprometidos com o futuro
das próximas gerações.

(Adaptado de Oswaldo Giacoia Junior. O Estado de S. Paulo,
A2 Espaço Aberto, 3 de abril de 2010)

A conclusão do texto propõe, em outras palavras,

Para responder às questões de números 71 e 72,
considere a Lei nº 8.078/1990, Código de Proteção
e Defesa do Consumidor.

O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável, por valor igual

O Decreto nº 5.296/2004 dispõe que os órgãos da administração pública direta, indireta e fundacional, as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar tratamento diferenciado em LIBRAS às pessoas portadoras de deficiência

Instalou-se, recentemente, no Brasil e no mundo, intensa polêmica sobre o uso de sementes transgênicas. Uma das restrições para o seu uso refere-se

A conferência da ONU, a COP-16, realizada em Cancun [México] chegou ao último dia (10/12/2010) sem um acordo.
(Adaptado de http://g1.globo.com)
A Conferência mencionada tinha como um de seus objetivos

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