Cumprindo o disposto na Deliberação CEE nº 1/99, o Dirigente Regional de Ensino
Cumprindo o disposto na Deliberação CEE nº 1/99, o Dirigente Regional de Ensino
Helena é Supervisora de Ensino em uma escola pública da periferia de um Município da Grande São Paulo. Procura programar suas visitas às escolas de modo a poder participar, pelo menos mensalmente, de reuniões de HTPC (Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo). Numa dessas ocasiões, em outubro de 2007, visitando a Escola Estadual Vila Nova, Helena participa de HTPC do Ciclo I do Ensino Fundamental e ouve o desabafo angustiado de Teresa: "Eu sou professora há quinze anos e adoro meu trabalho; sempre alfabetizei. Lá na minha cidade, alfabetizei durante doze anos com essa mesma cartilha. Até maio, quase todos já tinham dado o "estalinho"; em outubro eu tinha terminado a cartilha e fazia a festa de entrega do primeiro livro. Em classes com trinta e cinco alunos, um ano ou outro, dois ou três alunos, no máximo, repetiam. Aqui, não sei o que está acontecendo. Faço como fazia lá. Trabalho mais, venho mais cedo, fico até mais tarde para atender alunos individualmente e estou com a metade da classe que não sabe ler. (Caiu no choro!). Colegas tentam consolar. Júlia diz que a classe dela está na mesma; que ninguém a está culpando. Rute arrisca: "As crianças daqui são diferentes das de lá, quem sabe se você tentar outras coisas?" A professora- coordenadora intervém: "Vamos tomar um cafezinho e, em seguida, faremos o levantamento da situação dos alunos, turma por turma, que marcamos para hoje". Depois do café, antes do grupo reiniciar a tarefa do dia, Helena sugeriu seminários quinzenais sobre a psicogênese da leitura e da escrita, em HTPC, com estudo das produções de alunos, o que foi prontamente aceito. Ela comprometeu-se a assessorar a professora-coordenadora para elaborar o projeto e a convidar o assistente técnico pedagógico de Alfabetização da Oficina Pedagógica para participar.
A proposta de formação profissional docente sugerida corresponde ao defendido por Imbernón (2004) em relação a quais dos itens abaixo?
I. Tem despontado como promissora a criação de espaço de reflexão e participação, nos quais o profissional da educação faça surgir a teoria subjacente a sua prática com o objetivo de recompô- la, justificá-la ou destruí-la.
II. Quando a formação se relaciona com o "contexto educativo concreto", as características do conhecimento profissional se enriquecem com infinidades de matizes que não se manifestam em um contexto padronizado.
III. O único modelo realmente eficaz de formação permanente é o realizado na escola, pela equipe escolar e voltado a resolver seus problemas específicos.
IV. As assessorias de formação devem intervir a partir das demandas dos professores ou das instituições educativas.
V. A maneira mais eficaz de realizar a formação permanente é mediante o estudo de forma cooperativa, por parte dos próprios docentes, dos problemas e temas que integram sua intenção de realizar uma prática coerente com seus valores educativos.
Corresponde ao pensamento do autor o contido nos itens
As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, expostas no Parecer CNE/CEB nº 4/98, constituem-se em princípios, fundamentos e procedimentos que deverão nortear os currículos e os seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar a formação básica comum. Dentre eles,
A ação supervisora a serviço de um ensino de qualidade como direito de todos, explicitada pela Secretaria de Estado da Educação, envolve ação de
Lia é professora-coordenadora numa escola estadual que fica no centro de uma cidade de médio porte. Numa reunião de horário de trabalho coletivo, os professores do Ensino Médio noturno iniciaram uma discussão a respeito da avaliação da aprendizagem que praticavam na escola. Uns diziam que é a formativa porque realizavam inúmeros testes e provinhas, ao longo do bimestre, os quais eram, então, corrigidos e transformados na nota a ser lançada na escrituração escolar. Outros argumentavam que não, afirmando que a avaliação formativa não aplica provas, não dá notas, não reprova e que, então, na escola que temos, não dá!
Lia entrou na discussão e disse que, no entender dela, em todas as falas deles havia argumentos válidos. Propôs que lessem e debatessem "O Jogo do Contrário" para checarem este conceito no pensamento de Hoffmann (2005) que,
Alarcão (2003) critica, em sua obra, os paradigmas tradicionais de educação e formação e propõe substituí- los por um novo,
Um grupo de Supervisores de Ensino, ao orientar as escolas da Diretoria de Ensino a respeito de atitudes que podem prevenir problemas disciplinares (Stainback, 1999), enfatizou a importância de
I. dispor os móveis e equipamentos de sala de aula de forma que o professor tenha visão rápida da turma para detectar quando os alunos precisam de ajuda e que padrões de interação social ocorre entre eles.
II. ter como objetivo aumentar o tempo do aluno na tarefa.
III. envolver o aluno em tarefas relacionadas a coisas de seu interesse; a partir daí, estimulá-lo a descobrir novas informações, idéias e conceitos próprios de uma maneira estruturada e a compartilhar suas informações com os colegas.
IV. propor atividades, em maior número, a serem realizadas individualmente, para que o aluno possa testar suas próprias habilidades e ampliá-las, para sentir-se à altura do grupo.
V. adotar, na classe, uma atitude de estímulo para que cada aluno divida com o professor a responsabilidade de atingir seu objetivo de aprendizagem, o que pode fazer muito para concentrar sua atenção na aula.
Está de acordo com as estratégias apresentadas em Stainback (1999) o contido apenas em
Cavalleiro (2001), ao tratar a presença de racismo, preconceito e discriminação, nas escolas brasileiras, afirma que
Ao analisar os resultados de uma escola onde a maioria dos alunos não aprendeu a ler e a escrever, um Supervisor de Ensino articulou um processo de formação continuada para a equipe, tendo como referência, entre outros autores, Freire (1997).
Nesse processo, partiu das seguintes reflexões:
I. não há docência sem discência porque ensinar inexiste sem aprender.
II. existem saberes indispensáveis à prática docente de educadores (as) críticos (as), ou conservadores (as), porque são saberes demandados pela prática educativa em si mesma, independentemente de sua cor política ou ideológica.
III. a reflexão crítica sobre a prática é uma exigência da relação prática/teoria, sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática ativismo.
IV. a formação permanente implica aceitar que o formador é o sujeito dessa relação, e a ele cabe transferir os conhecimentos que detém.
V. é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.
Está de acordo com o pensamento de Freire (1997) o contido em
As proposições de Macedo (2005), elaboradas sob a perspectiva construtivista, buscam fundamentar sua proposta de que
O Conselho Estadual de Educação, na Indicação nº 8/2000, fixa "Diretrizes para implementação da Educação Profissional de Nível Técnico no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo". Dentre essas diretrizes, destaca-se que
Analise o seguinte projeto:
"Uma escola de Ensino Médio incluiu em seu plano anual de trabalho um projeto sobre "gravidez precoce", a ser desenvolvido em determinado período do ano. Desde o planejamento os professores ficaram envolvidos com o projeto. Apresentado aos alunos, houve acolhida rápida da maioria. Outros foram se envolvendo aos poucos. Os conteúdos de cada uma das áreas do currículo eram articulados, de modo que as atividades desenvolvidas e propostas aos alunos e os seus resultados, faziam parte do projeto. Foram realizados estudos, pesquisas, análises, identificação da incidência de gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis, associadas a espaços urbanos, população, faixa etária, hábitos e costumes, lazer, trabalho etc. A cada pesquisa e coleta de dados, impunham-se gráficos, análises, elaboração de relatórios. Os alunos ficaram entusiasmados estudando os órgãos do corpo humano, genética, tomando conhecimento dos cuidados necessários para a saúde e desenvolvimento do bebê, temas aprofundados por meio de palestras médicas e de psicólogos especialistas em desenvolvimento infantil. A ética nas relações e o respeito à vida permearam todo o projeto. Muitos relatórios foram escritos e reescritos; gráficos construídos e analisados; muita aprendizagem ocorreu."
O Supervisor de Ensino, ao tomar conhecimento do projeto, emitiu seu parecer afirmando que
I. embora o tema seja relevante, a forma escolhida para desenvolvê-lo acabou por não observar os conteúdos próprios das disciplinas do Ensino Médio, pois se trata de tema transversal, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, e como tal deve ser desenvolvido.
II. o projeto envolve um tema polêmico que mexe com valores familiares; por esse motivo, não pode ser visto como conteúdo de todas as disciplinas ao mesmo tempo, pois pode passar aos pais e à comunidade a idéia de que os alunos perdem tempo com esse assunto, em detrimento de conteúdos mais importantes.
III. o projeto atende às características da interdisciplinaridade e contribui para a constituição de uma nova cidadania, cujo exercício exige conhecimentos e informações necessários para um protagonismo responsável, além do que, permite evidenciar valores que se mostram fundamentais para a vida em sociedade.
IV. o planejamento e a realização do projeto não foram precedidos de uma pesquisa para justificar a escolha do tema a partir do interesse e da necessidade daqueles alunos, razão pela qual é vedado ao Supervisor de Ensino dar um parecer favorável para sua continuidade. Considerando o projeto apresentado e o preconizado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Parecer CNE nº 15/98) e nas Diretrizes para a Implementação do Ensino Médio no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo (Indicação CEE nº 9/2000), identifique, nas alternativas apresentadas, o(s) parecer(es) mais adequado(s) a ser(em) emitido(s) pelo Supervisor de Ensino.
Segundo Santos (2001), a globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista e, para entendê-la, há que considerar dois elementos fundamentais:
Cury (2003), em artigo da coletânea Gestão Democrática da Educação, analisa o inciso VI, do artigo 206, da Constituição Federal/88, "gestão democrática do ensino público na forma da lei", estabelecendo relações entre esse princípio constitucional e o atual Conselho Nacional de Educação. Dentre outros aspectos analisados, o autor indica que, pela Lei 9.131/95, o Conselho Nacional de Educação
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Culturas Afro-Brasileira e Africana constituem-se de orientações, princípios e fundamentos para o planejamento, execução e avaliação da Educação e
A globalização atual adota formas brutais para impor mudanças que levam à necessidade urgente de rever o que fazer com as coisas, as idéias e também com as palavras. Trata-se de uma dupla tirania: do dinheiro e da informação. Esta imposição é externa aos países e movida por empresas mundiais que competem entre si, sobrevivendo as que têm mais-valia maior. Segundo Santos (2001), qual o efeito, nos países, dessa imposição por mudanças?
Leia a proposição a seguir: Coll (1994) relata que investigações antropológicas e transculturais colocaram em relevo a universalidade das capacidades cognitivas básicas, como a capacidade de generalizar, recordar, formar conceitos, raciocinar logicamente etc, em todos os grupos culturais estudados. Afirma que as mesmas investigações evidenciam diferenças importantes na maneira de utilizar tais capacidades em situações concretas de resolução de problemas. Ao final, sugere que há alguns universais cognitivos, mas a sua colocação em prática efetiva depende da natureza das aprendizagens específicas que as experiências educacionais propiciam. As afirmações do autor nos permitem concluir que
A análise psicológica para a elaboração de um Modelo de Plano Curricular proposta por Coll (1994) apresenta dois princípios gerais que impregnam o Modelo analisado. Tomados em conjunto, estes princípios definem, segundo o autor, uma concepção construtivista de aprendizagem escolar que situa a atividade mental do aluno na base dos processos de desenvolvimento pessoal e