Leia o texto a seguir.
Uma pesquisa desenvolvida no Centro de Epidemiologia Comportamental e Saúde Comunitária, da Universidade Estadual de San Diego, Califórnia, EUA, consistiu em aferir os níveis de cotinina - uma substância que resulta do metabolismo da nicotina no organismo - antes e depois de um evento de narguilé, dos fumantes e os não-fumantes, participantes do evento.
Entre os fumantes de narguilé, os níveis médios de cotinina urinária aumentaram significativamente após o evento, de 16 ng/mg (nanograma por miligrama) para 136 ng/mg. Entre os não-fumantes, os níveis médios de cotinina urinária aumentaram, depois do evento, de 0,4 ng/mg para 1 ng/mg.
Kassem NOF, et al. Levels of Urine Cotinine from Hookah Smoking and Exposure to Hookah Tobacco Secondhand Smoke in Hookah Lounges and Homes. Int J High Risk Behav Addict. 2018, Mar; 7(1). [Adaptado].
Com base nas informações apresentadas no texto, considere x o valor, em porcentagem, do aumento relativo do nível de cotinina, entre os fumantes. De maneira similar, considere y o valor entre os não-fumantes. Desse modo, a razão x/y é igual a
Leia o Texto 4 para responder às questão.
Texto 4
A vida presta, e muito!
Quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mulheres e mães
Vivian Mesquita, Colunista ICL
Fernandinha Torres, uau!
A alegria que tomou o Brasil ao celebrar o Globo de Ouro da atriz se compara à Copa do Mundo de Futebol, final do Brasileirão e à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. A arte brasileira presta, e muito!
Mais de 3 milhões de pessoas assistiram, até janeiro, ao filme que consagrou Fernanda Torres como melhor atriz em filme dramático na premiação. “Ainda estou aqui” é uma obra extraordinária do cinema nacional. Narra um dos episódios mais tristes da ditadura no Brasil e é também um retrato da resistência feminina.
Em entrevista esta semana ao N2, a filha mais velha do casal Eunice e Rubens Paiva, Vera Paiva, lembra que quem resiste e enfrenta a violência no cotidiano são as mães. As mães da Praça de Maio, na Argentina, as Mães de Maio, de Acari, e de Paraisópolis, no Brasil.
“Minha mãe segurou firme como mãe e como mulher e o Marcelo (Paiva, irmão de Vera) fez uma homenagem justa para as mulheres latino-americanas, que é quem segura essa onda, quem de fato refaz o traçado para manter a família junta e a resistência do cotidiano a essa violência do Estado”, disse Vera Paiva.
As Mães da Praça de Maio a que Vera se refere foi o movimento que começou em 1977, na Argentina, quando 14 mulheres se reuniram na Praça de Maio, em Buenos Aires, para protestar pela falta de informações sobre seus filhos desaparecidos na ditadura do regime militar.As mulheres vestiam lenços brancos na cabeça e três delas chegaram a desaparecer, perseguidas pelo regime.
No Brasil, o movimento das Mães de Maio representa as vítimas do massacre que tirou a vida de centenas de civis em São Paulo— a maioria sem passagem pela polícia –, numa ação da polícia em retaliação a um ataque a policiais feito pelo PCC em 2006. Até hoje não se sabe ao certo o número exato de mortos na operação.
O movimento Mães de Acari completou 34 anos em 2024. Ele representa a luta de mães e familiares dos 11 adolescentes executados por um grupo de extermínio composto por policiais militares de Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Já o massacre de Paraisópolis completou cinco anos em primeiro de dezembro do ano passado, sem a definição de uma pena para os responsáveis pela morte de 9 jovens.
[...]
Quando eu revejo a cena da atriz britânica Tilda Swinton aplaudindo de pé e celebrando a vitória de Fernanda Torres na mesma categoria em que ela também estava disputando o prêmio, eu penso que sim, a vida ainda vale a pena para nós, mulheres.
Disponível em: <https://iclnoticias.com.br/a-vida-presta-e-muito/>. Acesso
em: 12 jan. 2025.