Uma criança ouvinte cresceu em uma família de surdos com quem adquiriu a Libras de forma espontânea, além disso, conviveu com pessoas ouvintes que falavam a língua portuguesa. Mais tarde, teve a oportunidade de aprender inglês e a língua de sinais americana (ASL). Nesse caso, a Libras e a língua portuguesa constituem suas primeiras línguas (L1), enquanto o Inglês e a ASL são consideradas sua segunda língua (L2). Essa pessoa é considerada bilíngue:
Segundo Faria (2006), a metáfora na Libras, na comparação com os seus itens e fraseologismos, tem contraste com os da língua portuguesa. A metáfora diferente, própria da Libras, que se distingue no sentido e na forma é:
O tipo de tradução definida por Jakobson (1959) como a transmutação de uma obra de um sistema de signos a outro, transferindo a forma e a tradução entre um sistema verbal e um não verbal, como por exemplo, de um texto para ícones, desenhos, fotos, pinturas, vídeos, cinema e outros, é denominada:
Segundo Boldo e Schlemper (2018, p. 81), “[...] a expressão ‘literatura surda’ é utilizada dentro das comunidades surdas para designar as narrativas que apresentam a Língua de Sinais e a questão da identidade e cultura surda no seu bojo”. Mourão (2011) estabelece os tipos de produções em literatura surda. Com base na classificação de Mourão, a obra Cinderela Surda (HESSEL; ROSA; KARNOPP, 2003) é considerada:
Segundo Vieria (2019, s/p), o “termo especializado da área da Literatura Surda que representa a arte sistematizada, uma criação visual estética das línguas de sinais” é denominado:
A história da educação dos surdos se divide em três abordagens educacionais. A primeira defende o tratamento da deficiência auditiva com o acompanhamento fonoaudiólogo e se opõe ao uso da língua de sinais. A segunda não leva em consideração o meio pelo qual a pessoa surda irá se comunicar e utiliza-se do português sinalizado. A terceira se preocupa com a aquisição da Libras como primeira língua e defende que a língua de sinais deve ser a língua de instrução, sendo a língua portuguesa, sua segunda língua. Essas abordagens, respectivamente, são denominadas:
A constituição profissional do tradutor/intérprete de língua de sinais / língua portuguesa (TILSP) apresenta-se de forma heterogênea nos documentos oficiais, mostrando a dificuldade por parte dos governos quanto às atribuições e funções desse profissional. Albres (2015), em sua pesquisa, identificou 16 diferentes maneiras de denominar esses profissionais. A forma mais recorrente encontrada em documentos oficiais (leis, documentos e livros) é contestada pela autora, pois ocasiona conflitos nas funções a serem desenvolvidas em contexto escolar. A denominação questionada pela autora é:
Entre os princípios que o tradutor/intérprete de Libras e língua portuguesa precisa ter para exercer sua profissão com rigor técnico, zelando pelos valores éticos de acordo com a lei nº 12.319/2010, encontra(m)-se:
A história da constituição dos profissionais tradutores/intérpretes de Libras se deu, inicialmente, em contextos de atuações voluntárias e “[...] foram sendo valorizadas enquanto atividade laboral na medida em que os surdos foram conquistando o seu exercício de cidadania” (QUADROS, 2004, p.15). Segundo Matos e Rech (2010), um novo passo é dado em busca da valorização e profissionalização dos TILSP quando, por primeira vez, sua formação passou a ser oficializada em instituições de ensino, a partir da publicação do(a):
Para Lacerda (2010, p. 29), “[...] a atuação no espaço educacional tem características próprias que precisam ser respeitadas e não se trata de respeitar ou não o código de ética, mas de compreender os diferentes contextos e as necessidades que cada um deles impõe para a atuação do ILS”. Assim, a atuação de um intérprete educacional pode diferir de um TILSP em outros contextos quanto à possibilidade de:
A surdocegueira é uma deficiência que compromete, em diferentes graus, os sentidos da visão e da audição. Essa condição é classificada em dois grupos, respectivamente, como:
Segundo Lima (2017), a história da interpretação das línguas de sinais é bem diferente da delineada pelas línguas orais, visto que não tem sua gênese nos contextos militares ou diplomáticos. Nas décadas de 1970/1980, a formação do TILSP, no Brasil, se dava basicamente em:
As pessoas surdocegas podem ser estimuladas a utilizarem vários recursos de comunicação. O texto abaixo foi escrito por Helen Keller, surdacega, educada a partir dos 7 anos, em 1887, pela professora Anne Mansfield Sullivan, que era parcialmente cega.

“Quem lê para mim ou conversa comigo vai compondo as palavras fazendo as letras com as mãos (...). Eu ponho a mão na sua, muito leve, para não impedir os movimentos. Com o tacto percebem-se as diferentes posições da mão, do mesmo modo que com a vista. Não sinto as letras em separado, mas agrupamento em palavras, tal como toda a gente que lê com os olhos. A prática traz notável agilidade aos dedos” (KELLER, 1939, p.78).

Nesse trecho, pode-se identificar que Helen Keller se refere ao sistema de comunicação denominado:
As diretrizes instituídas pelo MEC definem o papel do intérprete educacional como: “[...] aquele que atua como profissional intérprete de língua de sinais na educação, intermediando as relações entre os professores e os alunos, bem como, entre os colegas surdos e os colegas ouvintes” (BRASIL, 2003). Na visão de Albres (2015), essa definição está imbuída de uma concepção que reduz o trabalho desse profissional à mera transmissão de conteúdo. A compreensão da tradução como uma reprodução fiel, literal e neutra do original, como atividade que não apresenta nenhuma interferência por parte do tradutor, é apregoada nos estudos da tradução como abordagem:
Os termos “SURDO” e “MORENO” possuem diferenças mínimas entre os sinais e os seus significados. Segundo Quadros, Pizzo e Rezende (2009), a propriedade que explica essa diferença é denominada:
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