“Aquela que, provavelmente, é uma sabedoria humana. Com efeito, desta provém o fato de que talvez eu seja mesmo sábio. Ao contrário, aqueles de que há pouco eu falava, ou serão sábios de uma sabedoria superior em relação à humana, ou eu não sei o que dizer. Eu, certamente, não conheço essa sabedoria. E quem diz, ao invés, que eu a conheço, mente; e diz isso para caluniar-me.”
Fonte: Platão, Apologia de Socrátes. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.

Sobre a Filosofia de Sócrates, é CORRETO afirmar:
Identifique os enunciados a seguir como VERDADEIROS (V) ou FALSOS (F), de acordo com Santos (2010):

( ) As epistemologias do Sul propõem um diálogo horizontal entre diferentes tipos de conhecimento, valorizando saberes locais e tradicionais.
( ) O pensamento decolonial, segundo o autor, rejeita completamente qualquer forma de conhecimento produzido no Norte global.
( ) O ensino de filosofia, sob a perspectiva das epistemologias do Sul, deve incluir a valorização de saberes marginalizados e a crítica ao eurocentrismo.
( ) O autor argumenta que a ciência moderna, baseada em uma lógica eurocêntrica, é suficiente para resolver todos os problemas sociais e culturais.
( ) As epistemologias do Sul denunciam a supressão e o silenciamento de povos e culturas dominados pelo colonialismo e capitalismo.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
“A maior parte dos que primeiro filosofaram pensaram que os princípios de todas as coisas fossem apenas materiais. Com efeito, afirmam que aquilo de que todos os seres são constituídos e aquilo de que derivam originalmente e em que terminam por último, é elemento e é princípio dos seres, enquanto é uma realidade que permanece idêntica mesmo com a transmutação de suas afecções. E, por esta razão, creem que nada se gere e que nada se destrua, pois tal realidade sempre se conserva.”
Fonte: Aristóteles, Metafísica, livro I, 3. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.


A Filosofia Pré-socrática é marcada, dentre outras características, pela busca por se compreender o que fosse(m) o(s) princípio(s) gerador(es) de todas as coisas e como dele(s) derivam as coisas. Base de toda Filosofia Ocidental, marque a alternativa CORRETA, sobre a Filosofia Pré-socrática:
“Todos os homens por natureza tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações: com efeito, eles amam as sensações por si mesmas, ainda que de forma independente de sua utilidade, e, mais do que todas, amam a sensação da vista. Com efeito, não apenas os fins da ação, mas também sem ter alguma intenção de agir, preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a vista nos faz conhecer mais do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas.”
Fonte: Aristóteles. Metafísica. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.

A Filosofia Aristotélica é tão ampla como sua importância. Dividida em muitas disciplinas como a Lógica, a Física e a Ética. Sobre a Metafísica em Aristóteles, podemos afirmar como CORRETO:
“Todavia, logo depois, percebi que, enquanto, desse modo eu queria pensar que tudo fosse falso, era preciso necessariamente que eu, que pensava isso, fosse alguma coisa. E, notando que esta verdade: eu penso, logo existo, era tão firme e tão segura que todas as mais extravagantes suposições dos céticos não eram capazes de abalá-la, julguei que podia aceitála sem escrúpulo como o princípio da filosofia que eu procurava”
Fonte: Descartes. Discurso sobre o método. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Humanismo a Descartes. Volume 3. São Paulo: Paulus, 2023.

Descartes, considerado por muitos como o fundador da filosofia moderna, é tema recorrente nas aulas de Filosofia do Ensino Médio. Para nós, professores de Filosofia, é praticamente impossível deixar os alunos sem conhecer elementos fundamentais da obra do pensador francês. Assinale a alternativa que NÃO apresenta incorreções sobre a Filosofia Cartesiana:
“O existencialismo não crê na força da paixão. Jamais pensará que uma bela paixão é uma torrente impetuosa que leva o homem fatalmente a certas ações e que, portanto, vale como desculpa. Considera o homem responsável pela paixão. O existencialista não pensará sequer que o homem pode encontrar auxílio em um sinal dado sobre a terra, a fim de orientá-lo; ao contrário, pensa que o indivíduo interpreta por si o sinal a seu bel-prazer. Pensa, portanto, que o homem, sem apoio ou auxílio, está condenado em cada momento a inventar o homem”
Fonte: Sartre. O Existencialismo é um humanismo. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – De Nietzsche à Escola de Frankfurt. Volume 6. São Paulo: Paulus, 2023.

Assinale a única alternativa que NÃO apresenta incorreções, dentro da filosofia existencialista de Sartre:
O Ensaio sobre o Intelecto Humano, de John Locke, inaugura um novo Empirismo, denominado de Crítico. Esse modelo de Epistemologia coloca que as ideias sempre derivam apenas da experiência, sendo o limite intransponível de todo o conhecimento possível. Sobre a epistemologia lockiana, é CORRETO afirmar:

“A descoberta da resistência é o primeiro passo para sua superação. Desenvolve-se, assim, no quadro do trabalho analítico, uma arte da interpretação, cujo frutuoso emprego, para ter sucesso, requer tato e experiência, mas que não é difícil de ser aprendida. O método da livre associação, além do fato de ser menos cansativo, apresenta vantagens muito grandes em relação ao precedentemente usado”.


Fonte: Freud. Minha vida e a psicanálise. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – De Freud à atualidade. Volume 7. São Paulo: Paulus, 2023.



São muitas as correntes filosóficas contemporâneas que têm recorrido a uma aproximação com a Psicanálise, seja de orientação freudiana ou não. Assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos psicanalíticos presentes na obra de Freud:

Leia o excerto a seguir e responda à questão:

“(...) a Filosofia não mais se apresenta como um corpo de saber e, assim, não se propaga da mesma forma como um saber se transmite; apenas por aquisição.”

Fonte: Favaretto (1995, In Arantes, P. E. et al. A Filosofia e seu ensino. São Paulo: EDUC, 1995. p. 78).


De acordo com a reflexão apresentada pelo autor na obra supracitada, qual é a principal característica da filosofia, na contemporaneidade?

Avalie o(s) enunciado(s) a seguir, de acordo com a obra de Engelmann; Engelmann e Corrêa (2023):



I. “A filosofia no Brasil começou a se desenvolver significativamente a partir do século XIX, com a influência do positivismo e do marxismo.”


II. “A escolástica teve pouca ou nenhuma influência no pensamento filosófico brasileiro.”


III. “A filosofia brasileira contemporânea busca integrar saberes locais e tradicionais com teorias filosóficas globais.”


IV. “O pensamento filosófico brasileiro foi fortemente influenciado pelas ideias europeias, especialmente durante o período colonial.”


V. “A filosofia no Brasil sempre foi independente das correntes filosóficas internacionais.”


VI. “A obra aborda a evolução do pensamento filosófico no Brasil desde as primeiras ideias que chegaram ao país.”


VII. “A filosofia como instrumento de crítica social e política no Brasil é destacada na obra.”



Estão CORRETOS:

Identifique os termos que completam CORRETA e respectivamente as lacunas do trecho a seguir:



“O conceito é o começo da filosofia, mas o ______ é a sua instauração. (…) é um plano de ___________ que constitui o solo absoluto da filosofia (…) sobre os quais ela cria seus ______.”


Fonte: Deleuze; Guattari, 2010, p. 58.

“Depois desta era Deus repousará como no sétimo dia, fazendo nele repousar aquele mesmo sétimo dia que seremos nós. Seria demasiado longo neste ponto examinar atentamente cada uma dessas eras; todavia, esta sétima será o nosso sábado, cujo fim não será o declínio, e sim o dia do Senhor, como que um oitavo dia da vida eterna, o qual foi consagrado na ressurreição de Cristo, prefigurando o repouso eterno do espírito e do corpo. Aí repousaremos e veremos, veremos e amaremos, amaremos e louvaremos. Isso será no fim, e não haverá fim! Que outra coisa é nosso fim, senão chegar ao reino que não tem fim?”
Fonte: Agostinho. A Cidade de Deus. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.

Agostinho representa, indubitavelmente, o apogeu da Patrística. Suas obras e ideias apontam como os ideários apologistas do cristianismo conservaram as primeiras tradições hermenêuticas dos textos considerados sagrados, os entendimentos dogmáticos e a influência e adaptação da filosofia greco-platônica. Assinale a alternativa CORRETA sobre a Filosofia de Agostinho:
“São semelhantes a nós, disse. Com efeito, acreditas, em primeiro lugar, que vejam de si e dos outros outra coisa, a não ser as sombras que o fogo projeta sobre a parte da caverna diante deles?”
Fonte: Platão. República. In: In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Filosofia Pagã Antiga. Volume 1. São Paulo: Paulus, 2023.

O mito da Caverna talvez seja uma das alegorias mais repetidas em sala de aula por professores de filosofia, no mundo inteiro, para explicar alguns dos aspectos mais importantes da Filosofia Platônica. Existem níveis de compreensão e significado desse importante mito alegórico. Sinalize um nível ou significado CORRETO desse mito:
“Tomemos um exemplo. Alguém diz que em alguma parte do oceano há uma ilha que, por causa da finalidade, ou melhor, da impossibilidade de encontrar aquilo que não existe, alguns chamam ‘Perdida’. Eles fabulam que, muito mais do que se diz das ilhas afortunadas, esta ilha é opulenta pela sua inestimável abundância de todo tipo de riqueza e de toda delícia; e eu, sem possuidor ou habitante qualquer, seja superior pela superabundância de bens a todas as outras terras habitadas em todo lugar pelos homens. Que alguém me diga tudo isso, e eu compreenderei facilmente este dizer, no qual não há nenhuma dificuldade”
Fonte: Anselmo. Proslogion. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.

A Ilha Perdida é uma metáfora que antepôs o Liber pro Insipiente de Gaunilon (e retomado por Tomás) e o Liber Apologeticus de Anselmo (e retomado por Descartes). Sobre a prova a priori da existência de Deus, como defendida por Anselmo no argumento ontológico, é CORRETO afirmar:
“Nem a mão nua, nem o intelecto abandonado a si mesmo têm poder. Os resultados são alcançados com instrumentos e com auxílios e destes tem necessidade não menos o intelecto do que a mão. Como os instrumentos ampliam e regem o movimento da mão, também os instrumentos da mente guiam ou mantêm o intelecto”
Fonte: Francis Bacon. Novum Organum. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Humanismo a Descartes. Volume 3. São Paulo: Paulus, 2023.

Sobre as teorias do filósofo inglês, da era industrial, Francis Bacon, é CORRETO afirmar:
“Portanto, diga que esta proposição ‘Deus existe’ em si mesma é por si evidente, porque o predicado se identifica com o sujeito; Deus, com efeito, como veremos a seguir, é seu próprio ser: porém, como ignoramos a essência de Deus, para nós não é evidente, mas necessita ser demonstrada por meio das coisas que nos são mais conhecidas, apesar de que por si sejam menos evidentes, isto é, por meio de efeitos”.
Fonte: São Tomás. A Suma Teológica, volume I. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.

Tomás de Aquino apresenta cinco vias a posteriori para demonstrar a existência de Deus. O tomismo, por “repousar” no aristotelismo, parte dos entes do mundo para remontar o Princípio que é Deus. Sobre as Cinco Vias de Tomás de Aquino, assinale a alternativa CORRETA:
“A fenomenologia do espírito se conclui justamente com o ser como absolutamente mediado. No curso da fenomenologia, o espírito prepara para si próprio o elemento do saber. Neste elemento, os momentos do espírito se desdobram na forma da simplicidade, a qual sabe o próprio objeto como si própria. Aqui os momentos não caem mais um fora do outro na oposição entre ser e saber, mas permanecem juntos na simplicidade do saber, são o verdadeiro na forma do verdadeiro, e sua diversidade é apenas diversidade do conteúdo. Seu movimento, que no elemento do verdadeiro em forma de verdadeiro se estrutura em todo orgânico, constitui a lógica ou filosofia especulativa”
Fonte: Hegel. Fenomenologia do Espírito. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023.

A “Ciência do aparecer do espírito” ou a Fenomenologia em Hegel representa um processo de elevação até o saber absoluto e em meio à dialética. Sobre a Filosofia hegeliana, é CORRETO afirmar:
“O operário torna-se tanto mais pobre quanto mais produz riqueza, quanto mais sua produção cresce em potência e extensão. O operário torna-se uma mercadoria tanto mais barata quanto mais cria mercadorias. Com a valoração do mundo das coisas cresce em relação direta a desvalorização do mundo dos homens. O trabalho não produz apenas mercadorias; ele produz a si próprio e ao trabalhador como uma mercadoria, precisamente na proporção em que produz mercadorias em geral” (Marx. Obras filosóficas da juventude. In: Reali, G. & Antiseri,D. História da Filosofia – Do Romantismo ao Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus,
2023).


Sobre a Filosofia do Materialismo Histórico e Dialético, é CORRETO afirmar:
“O ser-para-o-fim não é o resultado de uma deliberação repentina e irregular, mas faz parte essencial do ser-jogado do ser-aí, tal como se revela, em um ou outro modo, na situação emotiva [...]”
Fonte: Heidegger. Ser e Tempo. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – De Nietzsche à Escola de Frankfurt. Volume 6. São Paulo: Paulus, 2023.

Assinale a única alternativa que NÃO apresenta incorreções, dentro da filosofia existencialista de Heidegger:
É fácil julgar – com base no resultado – se a elaboração dos conhecimentos que são próprios da razão esteja ou não no caminho seguro da ciência. Se ela, depois de muitos aviamentos e muitos preparativos, tão logo está para alcançar seu fim, se encalha ou então, para alcançá-lo, deve de novo voltar mais vezes para trás e tomar outro caminho, como também, se não é possível fazer com que os diversos colaboradores estejam de acordo sobre o modo com que se deve perseguir o escopo comum, então poderemos seguramente nos convencer de que tal estudo ainda se encontra bem longe de ter tomado o caminho seguro de uma ciência”
Fonte: Kant. Crítica da Razão Pura. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – De Spinoza a Kant. Volume 4. São Paulo: Paulus, 2023.

O “caminho seguro da ciência” é o anúncio kantiano, no Prefácio da “Crítica da Razão Pura”, do problema e do caminho que o filósofo alemão deseja percorrer. Assinale a alternativa que melhor discorre sobre a filosofia kantiana presente nessa obra:
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