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“Parece-me que nós não aprendemos com a nossa própria história, pois somos capazes de repetir, como cacoete, as alianças espúrias entre escravos e a casa-grande. As pessoas da senzala demoram a aprender a lição: sempre que há um pequeno espaço de liberdade, se esquecem do quanto foram aviltadas, do quanto foram violentadas, e voltam a estabelecer essa espécie de conluio com os interesses da oligarquia, do latifúndio, das velhas hierarquias coloniais que sempre marcaram nossa realidade como um fator de discriminação, segregação e exclusão.”

(Adaptado de Ailton Krenak, Compartilhar a Memória em: Camila Loureiro Dias e Artionka Capiberibe (orgs.), Os Índios na Constituição. Cotia: Ateliê, 2019, p. 17-33.)

“Eu sou Álvaro Tukano, nasci numa aldeia no alto do Rio Negro, em 1953. Naquela época não tinha esse negócio de se organizar os povos indígenas, porque os índios já estavam organizados ao seu modo, mas de uma maneira errada eles ajudaram a difundir a economia e o avanço do Estado brasileiro.”

(Adaptado de Álvaro Tukano em Kaká Werá (org.), Álvaro Tukano, Coleção Tembetá. Rio de Janeiro: Azougue, 2017, p. 13.)

Os dois textos

De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado em novembro de 2018, o Brasil está de volta ao Mapa da Fome, de onde havíamos saído em 2014.

Esse relatório aponta que a exclusão é a principal causa da fome. Entre os brasileiros mais pobres, em especial mulheres e crianças indígenas ou afrodescendentes das áreas rurais, houve uma mudança no ciclo de produção e acesso à comida. “Enquanto muitos aumentaram o consumo de alimentos saudáveis, como leite e carne, outros precisaram optar por produtos baratos, com alto teor de carboidrato e gordura”, diz o estudo. O resultado é que também cresceu a obesidade no país.

(Adaptado de https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/29/internacional/1553860893_4908 10.html.)


Segundo o relatório mencionado no texto,


Em abril de 2019, pesquisadores divulgaram a primeira imagem direta dos arredores de um buraco negro. Um buraco negro recebe este nome porque exerce uma atração gravitacional tão extrema que nem a luz pode escapar. De fato, de maneira mais geral, as cores dos objetos, como observamos, são resultado dos comprimentos de onda da luz visível que eles predominantemente refletem, enquanto os outros comprimentos de onda da luz são por eles absorvidos. Assim, o objeto de cor negra absorve todos os comprimentos de onda da luz visível.

Considere dois objetos que apresentam, respectivamente, as cores branca e vermelha, quando iluminados por luz branca. Quando iluminados por uma luz monocromática de cor azul, os dois objetos apresentam, respectivamente, as cores

A Arte Kusiwa é um sistema de representação gráfica próprio dos povos indígenas Wajãpi, do Amapá, que sintetiza seu modo particular de conceber o universo e agir sobre ele. A arte Kusiwa se expressa em desenhos e pinturas de corpos e objetos, a partir de um repertório definido de padrões gráficos e suas variantes. Eles representam, de forma sintética e abstrata, partes do corpo ou da ornamentação de animais (como sucuris, jiboias, onças, jabotis, peixes, borboletas) e objetos (como limas de ferro e bordunas). Tais padrões gráficos, combinados de muitas maneiras diferentes, formam um acervo cultural dinâmico.
(Adaptado do Livro de Registro das Formas de Expressão, v. I., Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, Decreto 3551, 04/08/2000. Bem cultural: Arte Kusiwa: pintura corporal e arte gráfica Wajãpi.)
A inclusão da arte Kusiwa no Livro de Registro das Formas de Expressão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) indica
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em algunscasos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.

(GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)
Com base no texto, assinale a alternativa correta

Há muitas maneiras de se moquear; essencialmente faz-se uma fogueira com fogo brando e a carne fica sobre esse fogo, num girau de madeira, por bastante tempo. Ao receber calor e fumaça, a carne passa por um processo duplo de assar e secar. O fogo é um processo químico em que o combustível (nesse caso, a madeira) reage com o comburente (oxigênio), presente no ar. O gás que passa pela carne é constituído, essencialmente, de uma mistura de oxigênio, nitrogênio, gás carbônico e água.

Considerando a descrição apresentada no texto, pode-se afirmar que, no moqueamento, a secagem da carne é um processo de

Segundo o governo mineiro, análises de amostras da lama da barragem Córrego do Feijão detectaram “metais que já haviam sido identificados na água do Rio Paraopeba" – para onde a lama da barragem de rejeitos de mineração desceu. No caminho até o rio, a lama deixou 169 mortos e 141 desaparecidos. Residências, comércios, pousadas e plantações foram destruídas, e a água do Rio Paraopeba está inutilizável em boa parte de seus 546 km de extensão.

(Adaptado de https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2019/02/19/exames-detec tam-aluminio-alterado-no-sangue-de-bombeiros-em-brumadinho.htm.)

O texto trata do rompimento da barragem de rejeitos de minério da empresa mineradora Vale, ocorrido no início de 2019, no município de Brumadinho (MG). Sobre esse acontecimento, pode-se afirmar que:

Existem mais de cem povos indígenas isolados ao redor do mundo que não têm resistência a doenças comuns como a gripe e o sarampo. Esses povos enfrentam sérios riscos, a menos que suas terras sejam protegidas. Nos casos de contato recente, as campanhas de vacinação são muito importantes para a proteção dessas populações.

(Adaptado de https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/25/opinion/ 1564011503_ 283387.html.)

Identifique a afirmação correta a respeito da imunização.

A partir da Constituição Federal de 1988, professores e lideranças indígenas vêm enfrentando o desafio de transformar a antiga escola colonizadora de 500 anos em uma escola promotora das culturas, das línguas, das tradições e dos direitos indígenas, em diálogo com outras culturas, conhecimentos e valores.
Nesse processo, não existe um modelo único. Enquanto para algumas comunidades indígenas a escola precisa estar mais direcionada para possibilitar adequadamente o acesso a alguns conhecimentos da sociedade nacional, como, por exemplo, a língua portuguesa, a matemática e a informática – estratégicos para atender às suas necessidades práticas na defesa de seus direitos –, outras preferem uma escola mais direcionada para a revitalização e valorização da cultura e identidade do povo.
(Adaptado de Gersem José dos Santos Luciano, Educação indígena no país e o direito de cidadania plena. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 7, n. 13, p. 346-347, jul./dez. 2013.)
Segundo o texto, as atuais escolas indígenas do país,
A República Federativa do Brasil é formada por três poderes. Assinale a alternativa que indica corretamente funções que competem a esses poderes.

A maior parte da diversidade genética dos povos précolombianos que habitaram os três estados do Sul e o Uruguai está conservada nas atuais populações urbanas, e diminuiu entre os membros de comunidades que hoje vivem em reservas indígenas. Pessoas que não se consideram indígenas apresentam quase cinco vezes mais linhagens de DNA mitocondrial (material genético herdado apenas do lado materno) originárias dos povos ancestrais. A situação descrita pela Biologia é aparentemente paradoxal, mas pode ser explicada por circunstâncias associadas ao processo de colonização empreendido pelos europeus desde o século XVI.

(Adaptado de Rafael Garcia, “Ancestralidade dispersa”, Revista Pesquisa Fapesp, ano 20, n. 281, julho 2019, p. 62).

A situação acima descrita decorre

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