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Com relação à lógica proposicional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A disjunção “P ou Q” é verdadeira se e somente se ambas as proposições P e Q forem verdadeiras.
( ) A negação da proposição “Se hoje é segunda-feira, então João irá trabalhar” é logicamente equivalente a “Hoje é segunda-feira e João não irá trabalhar”.
( ) A proposição “Se Maria estuda, então ela passa no teste” é falsa apenas se Maria estuda e não passa no teste.

As afirmativas são, respectivamente,
“Há crianças vendidas por pais extremamente pobres a quem tem dinheiro e falta de escrúpulos para as comprar; pessoas cujo rendimento não permite fazer mais do que uma refeição por dia; jovens que não têm a menor possibilidade de adquirir pelo menos a escolaridade básica; cidadãos que estão presos por terem defendido as suas ideias. Perante casos destes, sentimos que as nossas intuições morais de justiça e igualdade não são respeitadas. Surge assim a pergunta: Como é possível uma sociedade justa? Este problema pode ter formulações mais precisas. Uma delas é a seguinte: Como deve uma sociedade distribuir os seus bens? Qual é a maneira eticamente correta de o fazer? Trata-se do problema da justiça distributiva. A pergunta que o formula é a seguinte: Quais são os princípios mais gerais que regulam a justiça distributiva? A teoria da justiça de John Rawls é uma das respostas mais influente a este problema”. (VAZ, 2006). John Rawls, na sua obra Uma teoria da justiça (1971), argumenta que a maneira pela qual podemos entender a justiça é perguntando a nós mesmos – como pessoas racionais e com interesses próprios – com quais princípios de organização da sociedade concordaríamos em uma situação originária. De acordo com o argumento contratualista proposto por Rawls, a situação originária é concebida como:
Sobre as regras do método, tal afirmar o seguinte: como apresentadas por Descartes no Discurso do Método, podemos

I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações.

II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis.

III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples.

IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais.


Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
Um argumento é chamado de entimema quando
A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções. Trata-se, pois, de saber que convenções são essas.
ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)

Rousseau é um dos autores fundamentais do pensamento político moderno. Segundo o filósofo, a ordem social se origina
O termo “maiêutica” deriva do grego e designa, literalmente, o ato do parto. De maneira metafórica, refere-se ao método socrático, que consiste em
“Rousseau concorda com Hobbes, contra Locke, que num estado de natureza não há direitos de propriedade e, consequentemente, também não há justiça nem injustiça. Mas à medida que a sociedade se desenvolve a partir do seu estado primitivo, a falta de tais direitos começa a ser sentida. A cooperação econômica e o progresso técnico tornam necessária a formação de uma associação para a proteção das pessoas e das posses dos indivíduos. Como poderá isto ser feito, permitindo ao mesmo tempo que cada membro da associação permaneça tão livre quanto o era antes? O Contrato Social dá a solução apresentando o conceito de vontade geral.” (KENNY, 2016). De acordo com a perspectiva de Jean-Jacques Rousseau, a vontade geral pode ser compreendida como:
A filosofia de Martin Heidegger caracteriza-se, entre outros aspectos, como o trilhar de caminhos em busca do melhor tratamento para a questão mais fundamental da história da filosofia ocidental: a questão do ser. Mas o que é necessário, segundo Heidegger, para recolocar esta questão?
— Se estivesses a organizar, ó Sócrates — interveio ele — uma cidade de porcos, não precisavas de outra forragem para eles.
PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2017.

A fala acima expressa a crítica de Gláucon à primeira cidade idealizada por Sócrates no livro II d’A República. A crítica se deve ao fato de que esta cidade
“Na busca da unidade, de uma natureza (physis), os primeiros pensadores gregos sistematizaram questões e se indagaram sobre as finalidades da existência, sobre o que era comum a todos os seres da mesma espécie, produzindo uma visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” (Brasil, 2018).
De acordo com o trecho acima, retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa “visão essencializada e metafísica sobre os seres humanos” corresponde a uma identificação da condição humana como a de um:
“Por natureza, todos os seres humanos inclinam-se ao saber. Sinal disso é seu apreço pelas sensações. De fato, abstração feita de sua utilidade, elas são apreciadas por si mesmas e, dentre todas, sobretudo, as visuais”. (Aristóteles, Metafísica, Livro A (1980).
Segundo Aristóteles, o desejo humano pelo conhecimento requer uma definição ampliada das diversas formas do conhecimento, considerando seu processo de formação. Para compreender este processo, desde as sensações até o saber teórico, mostra que o conhecimento verdadeiro é mais elevado
David Hume (1711-1776) é um dos principais autores da tradição empirista. A publicação do Tratado sobre a natureza humana, em 1739, traz os traços fundamentais de sua filosofia, levando o empirismo às últimas consequências. Como se caracteriza o empirismo de Hume?
“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant, I. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.)
Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,
A causa da gênese de uma coisa e a sua utilidade final, a sua efetiva utilização e inserção em um sistema de finalidades, diferem totalmente.
NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. (Adaptado.)

O método genealógico de Nietzsche é empregado em suas investigações sobre como os valores se constituem. Com relação a esse método, é correto afirmar que os valores
A maioria das proposições e questões que se formularam sobre temas filosóficos não são falsas, mas contrassensos. Por isso, não podemos de modo algum responder a questões dessa espécie, mas apenas estabelecer seu caráter de contrassensos. A maioria das questões e proposições dos filósofos provém de não entendermos a lógica de nossa linguagem.

WITTGENSTEIN, L. Tractatus Logico-Philosophicus. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.

O trecho acima expressa um ponto central da filosofia do primeiro Wittgenstein. Segundo a tese apresentada, as proposições filosóficas
Não é fácil traçar a fronteira temporal do momento em que surge o pensamento racional. Passaria, provavelmente, pela epopeia homérica. No entanto, nela é tão estreita a interpenetração do elemento racional e do “pensamento mítico”, que mal se pode separá-los. Uma análise da epopeia, a partir desse ponto de vista, nos mostraria quão cedo o pensamento racional se infiltra no mito e começa a influenciá-lo.
JAEGER, W. W. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2013.

Sobre a relação entre racionalidade e mito tal como expressa no trecho acima, é correto afirmar que
Nos últimos anos, o Ministério da Educação produziu documentos que oferecem orientações concernentes ao ensino da Filosofia. Em 2006, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado às Ciências Humanas e suas Tecnologias, apresentam um capítulo dedicado aos “Conhecimentos de Filosofia”. Em relação ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, esse documento:
“Devemos tentar determinar mais exatamente a questão. Desta maneira, levaremos o diálogo para direção segura. Procedendo assim, o diálogo é conduzido a um caminho. Digo: a um caminho. Assim, concedemos que este não é o único caminho. Deve ficar mesmo em aberto se o caminho para o qual desejaria chamar a atenção, no que segue, é na verdade um caminho que nos permite levantar a questão e respondê-la”.

(Heidegger, M.Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211).



“Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”.

(Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia?Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127

O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.
“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’”
(Nietzsche, Assim falou Zaratustra, 3).

Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?
“Como Hume afirma, é claro que a razão pode mostrar-nos que meios usar dados os fins que temos. Se quero ter saúde, a razão pode dizer-me que devo parar de fumar. Neste caso, a razão fornece um imperativo que na sua forma é __________: diz que devo parar de fumar se quiser proteger a minha saúde. Hume pensava que a razão não pode fazer mais do que isto. Todavia, Kant defendeu que as regras morais são ____________ na sua forma (...). Um ato que é errado, é errado — ponto final. As regras morais dizem ‘Não faças x’. Não dizem ‘Não faças x se o teu fim é G’.” (SOBER, 2016).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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