Na obra Riqueza das Nações, que foi publicada em 1776, Adam Smith propõe as ideias iniciais do Liberalismo Econômico.
Segundo o autor,
“[O indivíduo], orientando sua atividade de tal maneira que sua produção possa ser de maior valor, visa apenas o seu próprio ganho e, neste, como em muitos outros casos, é levado como que por uma mão invisível a promover um objetivo que não fazia parte de suas intenções. […] Ao perseguir seus próprios interesses, o indivíduo muitas vezes promove o interesse da sociedade muito mais eficazmente do que quando tenciona realmente promovê-lo.”

SMITH, A. A riqueza das nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 379-380.

A “mão invisível” citada por Adam Smith pode ser compreendida como uma definição liberal de mercado. Nessa concepção, são características do liberalismo econômico
[...] Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas morenas.
[...]

BUARQUE, Chico. Mulheres de Atenas. In: Meus caros amigos, 1976. Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/45150/. Acesso em: 31 jan. 2024

Os versos da canção de Chico Buarque remetem para a compreensão da posição social da mulher na sociedade ateniense. Na Grécia Antiga, essa situação estava condicionada à
O processo de ensino e aprendizagem da História nos anos finais do Ensino Fundamental está pautado em procedimentos básicos que orientam para uma melhor compreensão dos saberes.
Esses procedimentos e suas implicações metodológicas estão fundamentados na (o):

I. retomada da identidade sociocultural, do reconhecimento dos lugares de vivência e da necessidade do estudo sobre os diferentes e desiguais usos do espaço, para uma tomada de consciência sobre a escala da interferência humana no planeta.
II. desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da produção, circulação e utilização de documentos (materiais ou imateriais), elaborando críticas sobre formas já consolidadas de registro e de memória, por meio de uma ou várias linguagens.
III. reconhecimento e pela interpretação de diferentes versões de um mesmo fenômeno, reconhecendo as hipóteses e avaliando os argumentos apresentados com vistas ao desenvolvimento de habilidades necessárias para a elaboração de proposições próprias.
IV. identificação dos eventos considerados importantes na história do Ocidente (África, Europa e América, especialmente o Brasil), ordenando-os de forma cronológica e localizando-os no espaço geográfico.

Estão corretas as preposições
Diante do empreendimento de tamanha magnitude, como o que estamos aqui realizando, não posso ocultar o meu entusiasmo patriótico e a minha confiança na capacidade dos brasileiros. O que representam as instalações da usina siderúrgica de Volta Redonda, aos nossos olhos deslumbrados pelas grandiosas perspectivas de um futuro próximo, é bem o marco definitivo da emancipação econômica do país. Aqui ele está plantado, em cimento e ferro, desafiando ceticismos e desalentos [...].

VARGAS, Getúlio. Volta Redonda e a capacidade construtiva dos brasileiros, 1943, A nova política, v. 10, Rio de Janeiro: José Olympio, 1938-1947, p. 54.

A Companhia Siderúrgica Nacional (1941) é um dos resultados da forma como o Governo de Vargas, entre 1930 e 1945, enfrentou o problema da infraestrutura no Brasil, que envolvia principalmente três questões: o petróleo, a siderurgia e a energia elétrica.
Essas preocupações evidenciadas por Getúlio Vargas se tornavam essenciais, pois
Nós, povos indígenas do mundo, unidos numa grande assembleia de homens sábios, declaramos a todas as nações:

Quando a terra-mãe era nosso alimento
Quando a noite escura formava o nosso teto,
Quando o céu e a lua eram nossos pais,
Quando todos éramos irmãos e irmãs,
Quando nossos caciques e anciãos eram grandes líderes,
Quando a justiça dirigia a lei e sua execução,
Aí outras civilizações chegaram!

Com fome [...] de ouro, de terra e de todas as riquezas, trazendo numa mão a cruz e na outra a espada, sem conhecer ou querer aprender os costumes de nossos povos, nos classificaram abaixo dos animais, roubaram nossas terras e nos levaram para longe delas, transformando em escravos os “filhos do sol”.
Entretanto não puderam nos eliminar e nem fazer esquecer o que somos […]
E mesmo que nosso universo inteiro seja destruído Nós sobreviveremos por mais tempo que o império da morte!

Declaração solene dos povos indígenas do mundo. Port Alberni, Canadá, 1975. (adaptado)

A Declaração Solene dos Povos Indígenas atenta para a resistência dos povos indígenas frente ao preconceito e o menosprezo do processo colonizador. A destruição das populações nativas do Brasil iniciou-se no século XVI e continua até hoje, embora tenha acontecido em ritmos diferentes ao longo dos séculos e em áreas distintas.
Sobre a questão indígena no Brasil, assinale a alternativa correta.
O texto a seguir é um fragmento da obra Elucidarium, uma espécie de enciclopédia escrita no século XI por Honórius Augustodunesis.
[...]
A fome é um dos castigos do pecado original.
O homem tinha sido criado para viver sem trabalhar.
Mas, após a queda, ele não pode se erguer senão pelo trabalho...
Deus impôs deste modo, à fome, para que ele fosse obrigado a trabalhar para suprir esta necessidade e pudesse retornar as coisas eternas.

Le Goff, Jaques. A civilização do ocidente medieval. Bauru: Edusc, 2005, p.233.

A partir da análise do fragmento, assinale a alternativa que explique de que forma as hierarquias sociais, na Idade Média, eram justificadas e mantidas.
[...] o fato maior do século XIX é a criação de uma economia global única, que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo, uma rede cada vez mais densa de transações econômicas, comunicações e movimentos de bens, dinheiro e pessoas ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido. [...] Sem isso não haveria um motivo especial para que os Estados europeus tivessem um interesse, um algo mais que fugaz nas questões, digamos, da bacia do Rio do Congo, ou tivessem se empenhado em disputas diplomáticas em torno de algum atol do Pacífico. Essa globalização da economia não era nova, embora tivesse se acelerado consideravelmente nas décadas centrais do século.

HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 95.

O processo histórico da expansão imperialista europeia no século XIX, descrito no texto por Hobsbawm, pode ser caracterizado
Durante o Segundo Reinado, transformações de ordem econômica e social ocorreram no país. A crescente produção de café, o incentivo à vinda de imigrantes europeus e a industrialização ressignificaram tanto o mercado industrial quanto a produção agrária.
Nesse contexto, os tradicionais proprietários de terra visavam à manutenção de suas posses. Assim, em 1850, era assinada a Lei de Terras.
Sobre essa temática assinale a afirmativa correta.
"O presente e o passado se interpenetram. A tal ponto que seus elos, quanto à prática do ofício de historiador, são de sentido duplo. Se, para quem quer compreender mesmo o presente, a ignorância do passado deve ser funesta, a recíproca - embora não se esteja sempre tão nitidamente alertado - não é menos verdadeira."

Bloch, Marc. Apologia da história ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001, p. 65.

Partindo da reflexão estabelecida por Marc Bloch, assinale a alternativa que apresente, de forma coerente, à função do historiador frente à ciência histórica.
"Para se pensar o ensino de história, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e diferentes tipos de documentos. Um objeto só se torna o documento quando apropriado para um narrador que ele confere sentido, tornando o capaz de expressar a dinâmica da vida da sociedade. Portanto o que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os indivíduos construíram com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais."

BNCC, 2017, p.395. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase. Acesso em: 06 fev.de 2024

Assim, a História na BNCC, propõe o desenvolvimento de habilidades e competências importantes para analisar e compreender o significado de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes.
Nas competências citadas a seguir, assinale aproposição que esteja alinhada às diretrizes específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental.