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                       Estátua Falsa
Só de oiro falso meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como ontem para mim, hoje é distância.
Já não estremeço em face de segredo;
Nada me aloira, nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixa o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar...
                                                                       Mário de Sá Carneiro.
No último quarteto, o poeta extravasa um sentimento de
          Estátua Falsa
Só de oiro falso meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como ontem para mim, hoje é distância.
Já não estremeço em face de segredo;
Nada me aloira, nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixa o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar...
                                                                     Mário de Sá Carneiro.
“’Como ontem para mim, hoje é distância” significa que o poeta não
Rodrigo Maia é eleito presidente da Câmara pela terceira vez

Agora, caberá a ele tocar a agenda econômica do governo de Bolsonaro, à qual já se declarou favorável.
Marque a opção CORRETA que apresenta a quantidade de votos obtidos por Rodrigo Maia.
Estátua Falsa
Só de oiro falso meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como ontem para mim, hoje é distância.
Já não estremeço em face de segredo;
Nada me aloira, nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixa o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar...
                                                                     Mário de Sá Carneiro.
[...] “que perdeu os céus” classifica-se, sintaticamente, como uma oração
Paulo tem uma loja de importados, e em determinado produto teve um aumento de 60% no preço
de importação. Para manter inalterado o total de gastos com a importação desse produto, Paulo
deverá reduzir o volume de importação desse produto em

Medo da Eternidade

 

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. — Não acaba nunca, e pronto. — Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-derosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. — Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. — Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamonos para a escola. — Acabou-se o docinho. E agora? — Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. — Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! — Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

 

Clarice Lispector

A crônica propõe uma reflexão sobre um tema amplo que é a eternidade. De repente, a eternidade que era tão desejada (todos queremos ser eternos) passou a ser vista como 
Carla quer dividir os números 36 e 54 respectivamente por números menores inteiros e positivos de
modo que ela obtenha os mesmos quocientes em divisões exatas. Então ela terá que dividir por
Analise as afirmativas a seguir:

Os poderes administrativos são inerentes à Administração Pública e possuem caráter instrumental, ou seja, são
instrumentos de trabalho essenciais para que a Administração possa desempenhar as suas funções atendendo o
interesse público.
São poderes administrativos:

I. Poder Vinculado.
II. Poder Discricionário.
III. Poder Hierárquico.
IV. Poder Disciplinar.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Marque a opção que apresenta os nomes dos deputados que ficaram em segundo e terceiro lugares
respectivamente.
Analise as afirmativas a seguir sobre o Município de Pacujá.
I. As primeiras casas construídas em Pacujá pertenciam a José Rodrigues.
II. O Município de Pacujá possui apenas dois distritos.
III. Os primeiros professores do Município de Pacujá foram a Sra. Alta Melo, Maria Liberotina Guimarães Ramos e
Mestre Levinho.
IV. O aniversário do Município é no dia 22 de setembro.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
É procedimento INCORRETO de vítimas com fraturas é,
De acordo com a Lei Complementar 116/03 que dispõe sobre o imposto sobre serviços de qualquer
natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, ISS, analise as afirmativas a seguir.

I. O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no
exterior do País.
II. A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado.
III. O imposto não incide sobre as exportações de serviços para o exterior do País.
IV. Os Municípios e o Distrito Federal, mediante lei, poderão atribuir, de modo expresso, a responsabilidade pelo
crédito tributário à terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação, excluindo a
responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da
referida obrigação, inclusive no que se refere à multa e aos acréscimos legais.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Em um supermercado, Carla que é caixa, leva, em média, 5 minutos para atender 3 clientes. Qual é o
tempo que ela vai levar para atender 36 clientes?
Analise as afirmativas a seguir sobre os atos administrativos e marque a opção INCORRETA.
                   Estátua Falsa
Só de oiro falso meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como ontem para mim, hoje é distância.
Já não estremeço em face de segredo;
Nada me aloira, nada me aterra
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixa o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida no ar...
                                                                 Mário de Sá Carneiro.
... “de oiro falso”, sintaticamente, é
É CORRETO afirmar, segundo os dados do IBGE, acerca da história e formação administrativa de
Pacujá, que o(a)
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