Carlos conduzia seu veículo automotor de maneira tranquila, quando foi parado...

Carlos conduzia seu veículo automotor de maneira tranquila, quando foi parado em uma operação que verificava a condução de veículo automotor em via pública sob a influência de álcool. Apesar de est...


Carlos conduzia seu veículo automotor de maneira tranquila, quando foi parado em uma operação que verificava a condução de veículo automotor em via pública sob a influência de álcool. Apesar de estar totalmente consciente de seus atos, Carlos havia ingerido 07 (sete) latas de cerveja, razão pela qual temia que o teste do “bafômetro” identificasse percentual acima do permitido em lei. De acordo com a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, Carlos:

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  • Rodrigo Ferreira
    Rodrigo Ferreira EQUIPE
    21/10/2025 • 15:05
    Gabarito: a)

    A questão trata da obrigatoriedade do condutor em realizar o teste do bafômetro quando parado em uma blitz de fiscalização por suspeita de condução sob efeito de álcool.

    A jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores entende que o exame do bafômetro exige uma ação positiva do condutor, ou seja, é necessária a sua cooperação ativa para a realização do teste. Isso porque o direito constitucional ao silêncio e à não autoincriminação protege o indivíduo de ser obrigado a produzir prova contra si mesmo.

    Portanto, Carlos não é obrigado a realizar o exame do bafômetro, pois isso configuraria uma violação ao princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si. Diferentemente, outros meios de prova podem ser utilizados para comprovar a embriaguez, como testemunhas, sinais visíveis de alteração, ou exame clínico.

    As alternativas que indicam que Carlos é obrigado a realizar o exame (b, d, e) estão incorretas porque desconsideram o direito fundamental à não autoincriminação. A alternativa c está errada porque não há proteção absoluta para cooperação passiva em todos os casos, e o exame do bafômetro exige cooperação ativa.

    Assim, a alternativa a) está correta ao afirmar que Carlos não é obrigado a realizar o exame, respeitando o direito constitucional e a jurisprudência dominante.

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