“Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos, já prontos, valores ou ordens que possam legitimar a nossa conduta. Assim, não teremos nem atrás de nós, nem na nossa frente, no reino luminoso dos valores, nenhuma justificativa e nenhuma desculpa. Estamos só, sem desculpas. É o que posso expressar dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado, porque não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre, uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por tudo o que faz.”

(SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p.624)

Identifica-se, no texto acima, o pensamento existencialista de Sartre, segundo o qual o ser humano

Leia o texto a seguir.

“O sonho moderno da razão legisladora da felicidade tem trazido frutos amargos. Os maiores crimes contra a humanidade têm sido cometidos em nome da regrada razão, da melhor ordem e da maior felicidade”.

ZIGMUNT, B. Ética pós-moderna. São Paulo: Editora Paulus, 2006, p. 271.

Crítico da modernidade, Zigmunt Bauman admite que uma ética pós-moderna se vincula à admissão do outro como
Acerca de filosofia, arte e ciências, assinale a opção correta.

Deus é inteligível, e inteligíveis são também os princípios das ciências; todavia, há notável diferença entre as duas coisas. Com efeito, tanto a terra como a luz são visíveis, mas a terra não pode ser vista se a luz não brilhar. Deve-se, portanto, crer que também os conhecimentos que são transmitidos nas ciências, e que todo aquele que é capaz de entender admite sem nenhuma dúvida serem verossímeis, não podem ser compreendidos se não forem iluminados por outra coisa, como por um sol deles. Portanto, como no sol natural, podemos observar três coisas: que existe, que resplandece e que ilumina, assim, naquele Deus escondido que queres conhecer, existem três outras coisas: que existe, que é inteligível e que torna inteligíveis todas as outras coisas.

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Agostinho, Solilóquios, 1, 8, 15. In: REALE, G.; ANTISIERI, D. História

da filosofia: patrística e escolástica. Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo.

São Paulo: Paulus, 2003, p. 107, com adaptações.

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Com base em seus conhecimentos a respeito de Santo Agostinho e no excerto apresentado, no que se refere ao pensamento agostiniano, assinale a alternativa correta.

Habermas em sua obra Verdade e Justificação avalia uma possível analogia entre a correção de normas morais e a verdade de proposições descritivas. Leia as afirmações sobre a correção de normas morais e a verdade de proposições descritivas abaixo. I) Verdade é um conceito que transcende toda a justificação e que não pode ser identificado como assertibilidade idealmente justificada. II) O aspecto incondicional da verdade só pode ser explicado no contexto da ação e não no contexto do discurso. III) A correção moral é imanente à justificação. IV) Para a correção moral é impossível atribuir um aspecto incondicional, visto que o mundo social não é indisponível à ação. V) A analogia entre verdade e correção moral só pode ser feita para além do plano do discurso. Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmações CORRETAS de acordo com a posição de Habermas.
Analise o texto abaixo:
A filosofia patrística resultou dos esforços dos apóstolos Paulo e João e dos Padres da Igreja para conciliar o cristianismo e o pensamento filosófico dos gregos e romanos como forma de propiciar a conversão dos ________________________à nova religião que representavam. Logo, a filosofia patrística visava a evangelização e a defesa do cristianismo nos conflitos morais e teóricos com os seus adversários. Entre os representantes da patrística destacaram-se, entre outros, ___________________ , Orígenes e Santo Agostinho.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
No contexto da filosofia moderna, o pensamento de René Descartes desempenhou um papel fundamental, especialmente ao defender o novo modelo científico iniciado por Galilei, Copérnico e Kepler. De acordo com Descartes, qual é o propósito principal do método filosófico que ele propõe no "Discurso do Método"?
O projeto enciclopedista se refere ao movimento chamado:
Alguém quer descer o olhar sobre o segredo de como se fabricam ideais na terra? Quem tem a coragem para isso?… Muito bem! Aqui se abre a vista a essa negra oficina.
NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

Segundo o autor, os ideais da moral são
Leia com atenção texto a seguir.
A denominada Filosofia Moderna, também conhecida como o Grande .................... Clássico, tem sua origem vinculada à tentativa de superar o pessimismo teórico do fim do século XVI e início do século seguinte, também conhecido como ..................... , a atitude filosófica que duvida da capacidade da razão humana para conhecer a realidade exterior e o ser humano.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
A obra Ter ou ser? (1976) examina os dois modos basilares existenciais: o modo do ter e o modo do ser. No primeiro modo, diz-se que a verdadeira essência do ser é o ter. Assim, se alguém não tem nada, não é nada, ou seja, no modo do ter, uma pessoa é o que tem e o que consome. No segundo modo, prevalece a independência, a liberdade e a presença da razão crítica. A característica fundamental do modo do ser consiste em ser ativo.
Que filósofo, representante da Escola de Frankfurt, é autor dessa obra?
O nexo causal entre tudo o que acontece é um pressuposto filosófico que remonta, pelo menos, aos filósofos pré-socráticos. Entretanto, David Hume questiona o princípio causal. De fato, no exemplo famoso, se observarmos o movimento das bolas de bilhar em uma mesa, tudo o que vemos é o impacto do taco sobre a primeira bola e, por sua vez, o impacto da primeira sobre a segunda (Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo o excerto, para Hume,
Sartre afirmou, no texto “Náusea”, que os humanistas estavam errados, no entanto ele escreve o texto “O existencialismo é um humanismo”. Sartre ataca em seu pensamento um tipo de humanismo que:

Nietzsche chamava também os “últimos homens” de macacos-aranha saltitantes. Parecem o “rebanho” que “salta de lá para cá, há pouco amarrado em seu desejo e desalento, estacado no momento”. Hoje, os “últimos homens” de Nietzsche saltam diante da câmera. Surge um novo homem: Homo saliens — o homem saltitante. Embora pelo seu som seja parente do Homo sapiens, nele se esvaneceu completamente a virtude do discernimento e da sabedoria que caracterizava o Homo sapiens. Salta para chamar a atenção.

Byung-Chull Han. Capitalismo e impulso de morte.

A partir do texto anterior, julgue o item a seguir, acerca de aspectos da filosofia e da consciência cotidiana para Nietzsche.

Ao apresentar a figura do “último homem” associada à do seu contrário, o “além do homem” ou “super-homem”, Nietzsche anunciava uma nova perspectiva de sentido para a humanidade.

A compreensão da causalidade provocada pela lógica do capitalismo afluente dá elementos para que possamos assinalar, dentre as opções apresentadas abaixo, a que se harmoniza com o seguinte trecho da Dialética do Esclarecimento, de Adorno e Horkheimer: “Em virtude da racionalização dos modos de trabalho, a eliminação de qualidades é transferida do universo da ciência ao da experiência cotidiana”.
“A origem da tragédia”, “Humano, demasiado humano”, “Além do bem e do mal” e “O crepúsculo dos ídolos” são algumas das obras escritas por:
Analise o texto abaixo:
Não há dúvida que o pensamento filosófico da Idade Moderna traz consigo uma herança forte do pensamento _____________________ . Assim sendo, apesar do predomínio da racionalidade e do pensamento científico, características da Idade Moderna, vários filósofos continuaram discutindo temas como as diferentes concepções sobre Deus.
Uma das teses de Malebranche, contemporâneo de Descartes, pioneiro do racionalismo moderno, denominada ____________________ , defende que Deus é o único agente causal, e as criaturas proporcionam a ocasião para Deus agir.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
O Renascimento foi marcado por:
Pode-se representar facilmente uma linguagem que consiste apenas de comandos e informações durante uma batalha. – Ou uma linguagem que consiste apenas de perguntas e de uma expressão de afirmação e de negação. E muitas outras.
WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. São Paulo: Abril Cultural, 1979 (Os pensadores).

Para o Wittgenstein dessa fase de sua obra, a linguagem tem como característica fundamental o fato de estar associada a alguma

Em sua imediatez, a consciência de si é mero ser-para-si. Para obter a certeza de si mesmo, é preciso a integração do conceito de reconhecimento. O outro, de modo similar, espera por nosso reconhecimento para expandir-se na consciência de si universal. Cada consciência de si busca a absolutez. Ela quer ser reconhecida enquanto valor primordial desinserido da vida, como transformação da certeza subjetiva (Gewißheit) em verdade objetiva (Wahrheit).
FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. São Paulo: Ubu Editora, 2020

O autor reivindica que o humano só é de fato reconhecido quando considerado a partir de
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