“[...] dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidas ao bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade; são constitutivos de nossa existência intersubjetiva, isto é, de nossas relações com outros sujeitos morais”. O que é dito aqui por Chauí, corresponde às ideias de
Theodor Adorno e Max Horkheimer escrevem, em 1947, Dialética do Iluminismo, obra na qual aparece, pela primeira vez, a expressão:
O pensamento de Kant é geralmente dividido em duas fases:
Com a Revolução Industrial, a racionalidade técnica e instrumental passou a dominar a modernidade. Contra isso, os pensadores da Escola de Frankfurt formularam a:
A obra do chamado “segundo Wittgenstein” que trata dos “jogos de linguagem”, múltiplos e multifacetados é:
“Começarei esta carta com minhas observações sobre o livro de Galileu. Encontro, em geral, que ele filosofa muito melhor que o vulgo, apartando-se tanto como pode dos erros da Escola, e procura examinar as matérias físicas com razões matemáticas. Nisso estou inteiramente de acordo com ele e considero que não há outro meio para se encontrar a verdade. Mas parece-me que se equivoca muito na medida em que faz continuamente digressões e não se detém para explicar por completo uma matéria, o que mostra que não as têm examinado por ordem e que, sem haver considerado as primeiras causas da natureza, somente tem buscado as razões de alguns efeitos particulares, e assim tem construído sem fundamento.”
(DESCARTES, R. Ouvres des Descartes. II, p. 380. apud MEDEIROS, D. Descartes e o fundamento metafísico da inércia natural dos corpos na correspondência com Mersenne. In: Modernos & Contemporâneos, Campinas, v. 1, n. 2., jul./dez., 2017. p. 71).

Considerando este trecho da carta de Descartes a Mersenne sobre os Discursos de Galileu e seus conhecimentos sobre o pensamento cartesiano, assinale a alternativa correta.
Os intelectuais britânicos dos séculos XVI ao XVIII elaboraram conceitos significativos que impactaram as grandes mudanças na sociedade europeia: o sensualismo, a crítica à capacidade de conhecer (inclusive levando ao ceticismo em certos casos), a defesa da tolerância, os fundamentos do liberalismo, o espírito da Ilustração, a ideia de religião natural, a filosofia do senso comum, a moral utilitária e o pragmatismo.

Dentre estes filósofos ingleses destaca-se Francis Bacon, que defendeu que existe um grande desejo do ser humano de conhecer a natureza e o seu funcionamento. Assinale a alternativa que apresenta corretamente, de acordo com o pensamento de Francis Bacon, como o ser humano pode conhecer a natureza e suas leis:
Pensais vós que, mesmo quando não prestamos atenção à significação das palavras e ouvimos tão somente o seu som, a ideia desse som, formada em nosso pensamento, seja alguma coisa de semelhante ao objeto que é sua causa? Um homem abre a boca, move a língua, solta sua respiração: nada vejo em todas essas ações que não seja muito diferente da ideia do som que elas nos fazem imaginar.
Descartes. O mundo ou o tratado da luz

A partir do fragmento de texto precedente, julgue o item subsequente.

Descartes afirma que a clareza e a distinção das palavras tornam semelhantes o objeto e sua causa.

O principal nome da filosofia nominalista é:
Descartes em sua filosofia adotou o “princípio da adequação causal” como um de seus principais fundamentos metodológicos. Diante do exposto, assinale a alternativa que melhor explica o princípio citado.
“Dizer que alguma coisa é natural ou por natureza significa dizer que essa coisa existe necessariamente (ou seja, não pode deixar de existir nem pode ser diferente do que é) e universalmente (ou seja, em todos os tempos e lugares) porque é efeito de uma causa necessária e universal. Essa causa é a natureza. Assim como é da natureza dos corpos serem governados por uma lei natural, também seria por natureza que os homens sentem, pensam e agem; e, por isso, haveria uma ‘natureza humana’”. CHAUÍ, Marilena. Iniciação à filosofia. São Paulo: Ática, 2014, p. 215. Levando em consideração apenas o trecho apresentado, é correto afirmar que:
Chamavam-se escolásticos os mestres das escolas monacais da Idade Média. A Filosofia Escolástica preocupava-se, acima de tudo, em elaborar uma:
Sobre a filosofia da linguagem, numere a coluna2, identificando corretamente o filósofo defensor da ideia apresentada na coluna 1.

Coluna 1 Ideias

1. As palavras tratam de coisas do mundo exterior, porém a sentença em si possui mais significados para além da referência aos objetos.
2. As palavras significam impressões oriundas dos sentidos.
3. As palavras simbolizam ideias internas na mente dos indivíduos.


Coluna 2 Filósofos

( ) John Stuart Mill ( ) John Locke ( ) Gottlob Frege


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Atente para as seguintes proposições de Wittgenstein em Investigações Filosóficas:
- “Nós devemos nos ater aos objetos do nosso pensamento cotidiano e não nos perder e imaginar que temos que descrever sutilezas extremas”.
- “E nós não avançaremos em nenhum tipo de teoria. Não deve haver nada hipotético em nossas considerações”.
Considerando as citações acima, assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso sobre a relação entre filosofia e consciência cotidiana.
( ) Estimula a sujeição às regras dos fatos estabelecidos. ( ) Favorece a eliminação de tese dialógica. ( ) Preconiza uma linguagem que mutila o homem e a natureza. ( ) Destrói a coordenação de aporias lógicas.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

Fiquei sem respiração. Nunca, antes desses últimos dias, tinha pressentido o que queria dizer “existir”. Era como os outros, como os que passeiam à beira-mar com suas roupas de primavera. Dizia como eles: o mar é verde; aquele ponto branco lá no alto é uma gaivota, mas eu não sentia que aquilo existisse, que a gaivota fosse uma “gaivota existente”; comumente a existência se esconde. Está presente, à nossa volta, em nós, ela somos nós, não podemos dizer duas palavras sem mencioná-la, e afinal não a tocamos. [...] Se me tivessem perguntado o que era a existência, teria respondido de boa-fé que não era nada, apenas uma forma vazia que vinha se juntar às coisas exteriormente, sem modificar em nada sua natureza. E depois foi isto: de repente, ali estava, claro como o dia: a existência subitamente se revelara. Perdera seu aspecto inofensivo de categoria abstrata: era a própria massa das coisas, aquela raiz estava sovada em existência. Ou antes, a raiz, as grades do jardim, o banco, a relva rala do gramado, tudo se desvanecera; a diversidade das coisas, sua individualidade, eram apenas uma aparência, um verniz. Esse verniz se dissolvera, restavam massas monstruosas e moles, em desordem - nuas, de uma nudez apavorante e obscena. (SARTRE, 2007, p. 163)

SARTRE, J.-P. A náusea. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Com base no trecho citado, ao experimentar a náusea, o filósofo compreende que a

Considerando a relação entre as críticas realizadas pelo teórico Walter Benjamin, da Escola de Teoria Crítica, mais conhecida como Escola de Frankfurt, e a produção artística em tempos de avanço tecnológico, julgue o item a seguir.

Para Walter Benjamin, a produção artística deixa de se realizar como um ritual e passa ser apropriada pela indústria cultural (fabricada), que a reproduz na intenção de que ela possa ser absorvida pelas massas.

A partir da leitura da obra Teoria dos sistemas e direito penal radical, de Alexandre Kassama, assinale a alternativa correta.

Ainda não foi criada uma filosofia natural pura. As existentes acham-se infectadas e corrompidas: na escola de Aristóteles, pela lógica; na escola de Platão, pela teologia natural; na segunda escola de Platão, a de Proclo e outros, pela matemática, a quem cabe rematar a filosofia e não engendrar ou produzir a filosofia natural.

Francis Bacon. Novum Organum.

Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente, de acordo com a filosofia de Francis Bacon.

Para Francis Bacon, o conhecimento científico não admite a noção de forma, tendo daí surgido sua crítica incisiva a Aristóteles, que propôs a noção de causa formal.

A Filosofia ocidental tem buscado há milênios responder a questão sobre o Ser. De acordo com Heidegger, à questão do Ser, mesmo sendo profundamente analisada ao longo da história, jamais foi solucionada.
A partir da afirmação acima e do pensamento de Heidegger, é correto afirmar que o ser é:
Com base no excerto que se segue, marque a opção INCORRETA.
O pensamento moderno talvez seja mais fácil de ser compreendido por nós, pelo fato de estarmos mais próximos dele do que do antigo e do medieval, e por sermos, ainda hoje, de certo modo, herdeiros dessa tradição. Por outro lado, às vezes, é mais difícil tomarmos consciência e explicitarmos as características mais fundamentais daquilo que nos é mais familiar, exatamente porque nos acostumamos a aceitá-lo como tal.

MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. p. 151. Jorge Zahar, Rio de Janeiro: 13a. ed.
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