Atente para o seguinte trecho sobre a origem da palavra “índio”:
“[...] O nascimento desse termo, aplicado às populações americanas, originou-se em um erro do navegador Cristóvão Colombo. [...] ao desembarcar na América, Colombo acreditou ter alcançado sua meta inicial e chegado à Ásia. Passou então a chamar todos os habitantes das ilhas caribenhas nas quais aportou de índios. Apesar desse equívoco ter sido logo percebido pelos europeus, o termo continuou a ser utilizado indiscriminadamente em referência a todos os povos americanos”.
SILVA, K. V.; SILVA, M.H. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
A continuidade do uso do termo “índio” para designar a população que habitava o Brasil antes da chegada do europeu deve-se

Como tratar com os índios

A experiência de trezentos anos tem feito ver que a aspereza é um meio errado para domesticar os índios; parece, pois, que brandura e afago são os meios que nos restam. Perdoar-lhes alguns excessos, de que sem dúvida seria causa a sua barbaridade e longo hábito com a falta de leis. Os habitantes da América são menos sanguinários do que os negros d’África, mais mansos, tratáveis e hospitais.

VILHENA, L. S. A Bahia no século XVIII. Salvador: Itapuã, 1969 (adaptado).

O escritor português Luís Vilhena escreve, no século XVIII, sobre um tema recorrente para os homens da sua época. Seu posicionamento emerge de um contexto em que

(URCA/2022.2) Em relação a História do Brasil colonial, o historiador brasileiro Caio Prado Junior (1907-1990), considerava que a colonização do Brasil constituiu para Portugal um problema de difícil solução, porque:
I. Os portugueses possuíam pouco mais de um milhão de habitantes e esses se ocupavam no século XV das conquistas ultramarinas da África e Ásia.
II. O interesse português no território que seria o Brasil existia desde os trânsitos comerciais com os árabes no século VII, o novo território era pensado como estratégia de fortalecimento humano e econômico aos ibéricos, todavia seria preciso estratégia para a retirada dos franceses.
III. Franceses e holandeses exploravam economicamente a costa do território que seria o Brasil quando da chegada das primeiras embarcações lusitanas, para a expulsão desses estrangeiros, os portugueses dependiam da aliança com os povos indígenas, que depois seriam traídos. IV. Indígenas de diversas etnias resistiram contra a invasão portuguesa e conseguiram, com a ajuda dos holandeses, expulsar os lusitanos que encontraram abrigo na região do Cariri cearense.
Marque a alternativa CORRETA.

A vinda da família real deslocou definitivamente o eixo da vida administrativa da Colônia para o Rio de Janeiro, mudando também a fisionomia da cidade. A presença da Corte implicava uma alteração do acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do absolutismo acompanharia a alteração.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995 (fragmento).

As transformações ocorridas na cidade do Rio de Janeiro em decorrência da presença da Corte estavam limitadas à superfície das estruturas sociais porque

O indianismo foi a forma com que o romantismo brasileiro construiu a base histórica da nação, porque ele convidava o Brasil independente a fazer parte de uma história que começaria muito antes da chegada dos portugueses ao país, permitindo o anúncio da oposição ao período de domínio lusitano denominado:
A base comum das ideias mercantilistas consiste na atuação de dois novos fatores: os Estados modernos nacionais, ou seja, as monarquias absolutas, e os efeitos de toda ordem provocados pelas grandes navegações e descobrimentos sobre a vida das sociedades europeias.
(Francisco Falcon. Mercantilismo e transição, 1986. Adaptado.)
Os dois fatores mencionados no texto expressam-se, respectivamente,

TEXTO I

E pois que em outra cousa nesta parte me não posso vingar do demônio, admoesto da parte da cruz de Cristo Jesus a todos que este lugar lerem, que deem a esta terra o nome que com tanta solenidade lhe foi posto, sob pena de a mesma cruz que nos há de ser mostrada no dia final, os acusar de mais devotos do pau-brasil que dela.

BARROS, J. In: SOUZA, L. M. Inferno atlântico: demonologia e colonização: séculos XVI-XVIII. São Paulo: Cia. das Letras, 1993.

TEXTO II

E deste modo se hão os povoadores, os quais, por mais arraigados que na terra estejam e mais ricos que sejam, tudo pretendem levar a Portugal, e, se as fazendas e bens que possuem souberam falar, também lhes houveram de ensinar a dizer como os papagaios, aos quais a primeira coisa que ensinam é: papagaio real para Portugal, porque tudo querem para lá.

SALVADOR, F. V. In: SOUZA, L. M. (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano evida privada na América portuguesa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.

As críticas desses cronistas ao processo de colonização portuguesa na América estavam relacionadas à

O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.
CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de
Índios
(Legião Urbana.)
Quem me dera, ao menos uma vez Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem Conseguiu me convencer que era prova de amizade Se alguém levasse embora até o que eu não tinha [...]
(Trecho da música Índios, composição de Renato Russo. Acesso em: 14/12/2023.)

O trecho da música se refere à relação entre os colonizadores portugueses e os indígenas conhecida como:
Antes da Independência brasileira de 1822, o Brasil já havia deixado seu status de colônia, pois:
O contexto da Conjuração Mineira envolvia uma questão fiscal: a ameaça da “derrama”, que se tratava da:
A quase completa ocupação das terras litorâneas do Brasil, para o cultivo da cana-de-açúcar, pode ser considerada como uma das principais motivações para que a atividade pecuária, no século XVIII, se expandisse pelas terras mais longínquas dos Sertões.
Dentre os desdobramentos dessa ocupação, é possível salientar:
No século XVII a Coroa portuguesa instituiu um modelo administrativo colonial, no Brasil,
Leia o trecho extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha, datada de 01/05/1500, e assinale a alternativa correta: “Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo dagora assim os achávamos como os de lá. (As) águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute (isso) bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé!” O escrivão da frota cabralina menciona, na citada carta, possibilidades oferecidas pela terra recém-conhecida aos portugueses, a saber:

A pecuária, no contexto da economia colonial, pode ser entendida como uma atividade fundamental na promoção da ocupação territorial do espaço brasileiro. As afirmativas abaixo estão relacionadas a essa atividade. Analise-as e assinale C para as corretas e I para as incorretas.

( ) O principal produto dessa atividade, a carne, destinava-se ao mercado interno, sendo consumida pela população nas fazendas, povoados, vilas e cidades.

( ) A pecuária foi responsável pela ocupação e povoamento da região do litoral do Nordeste, bem como do sertão e do vale do rio Amazonas.

( ) Ela teve o couro como seu único produto direcionado à exportação, embora fosse uma atividade voltada para o mercado interno.

( ) A pecuária sertaneja era uma atividade fundamentada em uma estrutura latifundiária, baseada no trabalho do escravo africano.

Você obteve a seguinte sequência CORRETA, de cima para baixo:

Alguns escravos morreram em consequência da violência essencial à sua captura na África, muitos outros nas jornadas entre os lugares que habitavam no interior e os portos dos oceanos Atlântico e Índico, ou enquanto aguardavam o embarque, muito mais ainda no mar, outros nos mercados de escravos brasileiros, e mais ainda durante o processo de ajustamento físico e mental ao sistema escravista no Brasil.

CONRAD, R. E. Tumbeiros: o tráfico de escravos para o Brasil.

São Paulo: Brasiliense, 1985.


As formas de violência relacionadas ao tráfico negreiro no Brasil colonial destacadas no texto derivam da

Assinale a alternativa correta sobre a história do Império colonial português na América, durante o século XVIII.

Fragmento de textos sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil.

Se muita coisa mudou, não devemos exagerar o alcance das transformações. A presença da Corte implicava uma alteração do acanhado cenário urbano da Colônia, mas a marca do absolutismo acompanharia a alteração.

(FAUSTO, B. História do Brasil. SP: EDUSP, 2000. p. 127. Adaptado.)

Obviamente, era uma aparência enganadora. Apesar do esforço e da velocidade das mudanças empreendidas por D. João, transformar o Brasil seria uma tarefa muito mais árdua do que se imaginava ao observar as lojas e a pompa das famílias nas ruas da nova sede da Corte portuguesa.

(GOMES, L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. SP: Planeta do Brasil, 2007. p. 227. Adaptado.)

Apesar do grande impulso transformador, o desenvolvimento da América portuguesa, durante a presença de D. João (1808-1821), foi limitado porque

(URCA/2022.2) "Mas enquanto encantava os naturalistas, a floresta também oferecia as razões econômicas para a exploração e ocupação do Brasil. O bloqueio das rotas comerciais para o Oriente após a tomada de Constantinopla pelos Mouros, em 1453, tornou as fontes alternativas de especiarias e de outros produtos extremamente lucrativas, e os europeus logo perceberam o potencial econômico do pau-brasil (Caesalpina echinata)" (TONHASCA JR, 2005, p.2).
O texto acima faz referência ao processo de ocupação dos portugueses:
Também conhecido como “Associação dos Operários” e liderado por Feargus O’Connor e William Lovett, constituiu-se num movimento de oposição às péssimas condições de vida as quais era sujeito o operariado do século XIX. De maneira organizada, esse movimento reivindicava direitos políticos, como o sufrágio universal (direito de voto), melhoria nas condições e diminuição da jornada de trabalho (que chegava a atingir de 14 à 16 horas por dia). Em assembleias, os membros desse movimento deliberavam e organizavam uma espécie de documento que era entregue ao governo. Esse documento, continha as principais reivindicações da classe trabalhadora. A qual movimento operário surgido no contexto da Revolução Industrial o texto se refere?
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