Questões de Concursos

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A respeito da lógica formal e da lógica dialética (suas origens, características e diferenças), julgue o item.


A lógica formal remonta aos trabalhos de Aristóteles, em seus Analíticos Primeiros e Analíticos Segundos, tendo sido retomada por Frege, entre outros.
O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra, como algo absolutamente diferente do profano. O homem ocidental moderno experimenta certo mal‐estar diante de inúmeras formas de manifestações do sagrado: é difícil para ele aceitar que, para certos seres humanos, o sagrado possa manifestar‐se em pedras ou árvores, por exemplo. Mas não se trata de uma veneração da pedra como pedra, de um culto da árvore como árvore.

Mircea Eliade. O Sagrado e o Profano. Martins Fontes:
1992, p. 13 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue o item a seguir.
Em sua afirmação de que “tudo é ar” e nas explicações que se seguiram, Anaxímenes introduziu a importante noção de “processo de transformação”.

Leia o trecho de uma entrevista com a ativista sueca Greta Thunberg.

Greta Thunberg: a Terra é um sistema muito complexo. Quando removemos algo, o sistema fica em desequilíbrio, e isso impacta aspectos que vão além da nossa compreensão. E isso vale para a igualdade também. Os seres humanos fazem parte da natureza, e se não estamos bem, então a natureza não está bem, porque nós somos a natureza.

(www.nationalgeographicbrasil.com. “Greta Thunberg reflete sobre viver em meio a múltiplas crises em uma ‘sociedade da pós-verdade’”, 30.11.2020.)

Esse trecho da entrevista revela que Greta Thunberg manifesta uma visão diferente da teoria do filósofo empirista britânico Francis Bacon (1561-1626) sobre a natureza, já que para ele

Leia as afirmações sobre a exposição metafísica do espaço e do tempo como formas a priori da intuição. I) Na estética transcendental, trata-se o tempo intuitivo como relações de sucessão e simultaneidade. II) Na estética transcendental, trata-se o espaço como a forma da intuição do sentido externo enquanto o tempo como a forma da intuição do sentido interno. III) Na estética transcendental, o sentido interno não tem primazia sobre o sentido externo, eles estão no mesmo nível de representação. IV) Na estética transcendental, espaço e tempo tem um caráter também conceitual. Assinale a alternativa que apresenta somente as afirmações CORRETAS, de acordo com a posição de Kant em sua obra “Crítica da Razão Pura”.
A epistemologia é o ramo da filosofia que se ocupa do estudo da natureza do conhecimento, da justificação e da racionalidade da crença e dos sistemas de crenças, em outras palavras, de toda a teoria do conhecimento.

Internet:http://www.infoescola.com/.

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue o item subsequente.
Em sua teoria do conhecimento, David Hume adota uma posição cética quanto à possibilidade de afirmações causais universais nas questões de fato.
A relação entre ciência e filosofia é complexa e multifacetada, refletindo um diálogo contínuo ao longo da história do pensamento humano. A filosofia da ciência, uma disciplina que emerge da interseção entre essas duas áreas, busca investigar os fundamentos epistemológicos, metodológicos e éticos que sustentam a prática científica (KRAUSE, 2005).

Qual das afirmações abaixo reflete corretamente as ideias sobre a ciência?
Nascida no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard, esta vertente filosófica e literária conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós‐guerra, com os trabalhos de Heidegger e Jean‐Paul Sartre.

Internet:http://www.infoescola.com/ (com adaptações).

Acerca do existencialismo sartreano, julgue o item.
No existencialismo sartreano, a consciência posicional, na relação que estabelece com o mundo material, funciona como um ente nadificador.
A Moral pode assumir dois polos contraditórios: o caráter social e o individual. A partir dessa afirmação, julgue o item a seguir.

Enaltecer a exclusividade do caráter social da moral resulta no dogmatismo.
“Por trás dos teus pensamentos e sentimentos, irmão, há um poderoso soberano, um sábio desconhecido – ele se chama Simesmo”.
NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 35.
Este “Si-mesmo”, também chamado de “grande razão”, é, segundo Nietzsche,
“A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” é um dos textos mais emblemáticos de Walter Benjamin, no qual ele propõe uma reflexão sobre como a reprodução técnica das obras de arte transforma a relação entre o público e a criação artística, impactando assim nas formas de cultura contemporâneas. Sobre o conceito de aura descrito no texto, é correto afirmar que:
Pode-se compreender a violência como um ato ético? Para avaliar o problema ético da revolução, será necessário compreender a relação entre meios e fins; será necessário compreender a relação de reciprocidade entre o imperativo categórico e o hipotético. A máxima “Os fins justificam os meios” pode ser considerada coerentemente ética se
I. os meios repressivos determinarem por si, a qualidade dos fins. II. os fins estiverem operando nos meios repressivos para atingi-los. III. a qualidade dos fins for negligenciada pela lógica dos meios. IV. os meios repressivos não traírem a qualidade dos fins.
Estão corretas somente as complementações contidas em
Considerando a relação entre ética e moral, analise as assertivas abaixo:

I. Ética e moral são termos desconexos etimologicamente; sendo que ética é derivado de “ethos” do Latim, enquanto Moral vem de “morus” de origem grega. Portanto, ambos os termos remetem propriamente ao costume de um povo.
II. No senso comum, a ética apresenta significado positivo, enquanto a moral tem uma intepretação negativa. Sendo assim, acreditamos que, ao elogiar alguém que é generoso e justo, estamos evidenciando que ele agiu eticamente.
III. Para Jean Piaget, a moral tem relação com um conjunto de regras e valores, tendo o objetivo de regular as pessoas.

Quais estão corretas?

Segundo Kant o imperativo categórico exprime-se numa fórmula geral: “Age em conformidade apenas com aquela máxima pela qual possas querer ao mesmo tempo que ela se torne lei universal”. Essa fórmula permite a Kant deduzir as três máximas morais que exprimem a incondicionalidade dos atos realizados por dever.

Considere as afirmativas:

I. Age de tal maneira que tua ação devesse representar os anseios morais de cada um.

II. Age como se a máxima de tua ação devesse ser erigida por vontade em lei universal da natureza.

III. Age como se a máxima de tua ação devesse representar a intenção mais profunda de sua consciência.

IV. Age como se a máxima de tua ação devesse servir de lei universal para todos os seres racionais.

V. Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca como meio.

Está correto o que se afirma APENAS em

A filosofia kantiana propôs superar a controvérsia entre inatismo e empirismo, elaborando uma nova posição acerca das possibilidades do conhecimento humano.
Assinale a opção que identifica corretamente uma tese kantiana sobre as possibilidades do conhecimento humano.

“Kant afirma que para que uma ação tenha um conteúdo moral, é necessário que ela atenda a dois critérios que são precisamente os critérios do a priori prático. Em primeiro lugar, é necessário que ela siga uma regra puramente formal, essa regra funciona como uma espécie de molde que se impõe sobre os conteúdos materiais da ação, conferindo-lhes seu caráter moral. Em segundo lugar, é necessário que ela seja motivada unicamente pelo conhecimento e pelo respeito que todos os seres racionais deveriam ter por essa forma de universalidade da ação. Desse modo, poderia se dizer da ação que ela adquire caráter universal e necessário. Kant admite que a ação moralmente correta possua alguma materialidade, mas não é o desejo por essa materialidade que deve motivar a ação, mas sim a conformidade ou o acordo da mesma com a forma da universalidade.” (DIAS, O. A Crítica de M. Scheler ao Formalismo na Ética de I. Kant. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017. p. 17. Destaque nosso.)


Sobre o sentido da palavra “conformidade” no trecho citado, assinale a alternativa correta.

Quanto às proposições categoriais, segundo Aristóteles, sabemos que proposições universais afirmativas e particulares negativas são contraditórias, e o mesmo se pode afirmar de universais negativas em relação a particulares afirmativas. Isso pode ser deduzido do que conhecemos como “quadrado aristotélico das oposições”.
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo desta relação de contradição.
“Seguir o filão complexo da proveniência é, ao contrário, manter o que se passou na dispersão que lhe é própria: é demarcar os acidentes, os ínfimos desvios – ou, ao contrário, as inversões completas –, os erros, as falhas na apreciação, os maus cálculos que deram nascimento ao que existe e em valor para nós; é descobrir que na raiz daquilo que nós conhecemos e daquilo que somos – não existem a verdade e o ser, mas a exterioridade do acidente.”
FOUCAULT, Michel. Nietzsche, a genealogia e a história. In Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.
Sobre a concepção de História contida no método genealógico de Foucault, é correto afirmar que
O verdadeiro é o todo. Mas o todo é somente a essência que se implementa através do seu desenvolvimento. Sobre o absoluto, deve-se dizer que é essencialmente resultado.
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do espírito. Vozes, 1992, p. 31.

Para Hegel, a verdade última de seu “Ser” se encontra na articulação que cada coisa concreta exerce com o “espírito absoluto” – a essa articulação Hegel chamou
Uma doutrina filosófica é capaz de se impor, ganhando força de crença e peso de verdadeiro preconceito sobre as mentes, caso não seja questionada e posta em movimento. Torna-se, assim, uma espécie de fábula que faz obstáculo às capacidades intelectuais e à instalação de uma mentalidade científica.
O trecho acima descreve o que Francis Bacon chamou de ídolos
Sobre o pensamento de Kant, fala-se de filosofia crítica e de filosofia transcendental: “(...) ‘transcendental’ porque a teoria do conhecimento não poderia tratar de objetos particulares, mas da necessidade lógica e das condições universais do conhecimento enquanto tal.”
(REIS, J. C. A Crítica Histórica Da Razão: Dilthey Versus Kant. In: Memória, Identidade e Historiografia. Textos de história. vol. 10, 1 /2, 2002, p. 162 - adaptado).

Quanto às razões do seu caráter crítico, assinale a alternativa que descreve corretamente.
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