O método socrático de induzir as pessoas a descobrirem as suas próprias verdades, que deu origem ao método pedagógico que permite ao professor dirigir as pesquisas do aluno, deixando que ele descubra a verdade por seus próprios meios, também é conhecido como:

Todos compreendem o quanto seja louvável a um príncipe manter a palavra dada e viver com integridade e não com astúcia. Contudo, pela experiência de nossos tempos, vê-se que certos príncipes realizaram coisas notáveis, mas tiveram em pouca conta a fé dada e souberam com astúcia manejar a cabeça dos homens. Superaram, enfim, aqueles que se apoiaram na sinceridade.

(MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe (Capítulo XVIII). In MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 457.)

A partir do trecho selecionado, marque a opção em que se encontra a melhor definição para o pensamento político maquiaveliano, em relação à filosofia política desenvolvida na Grécia Clássica.

Um grupo de estudantes está discutindo o que diferencia a filosofia das outras formas de conhecimento, como a ciência e o mito. Um deles afirma que a filosofia busca explicações racionais e sistemáticas, enquanto o mito se baseia na tradição oral e nas narrativas simbólicas. Já outro estudante argumenta que a filosofia nasceu de uma ruptura com as explicações míticas, mas mantendo um vínculo com a busca por respostas sobre a existência e o mundo. Com base nas características do pensamento filosófico, é correto afirmar que a filosofia:

Uma das frases mais conhecidas de Sócrates é: "Conhece-te a ti mesmo". Ora, de acordo com a dialética socrática, a verdade está dentro do Homem, cabendo a ele refletir e atingir as chamadas verdades universais. Tal método visava a elucidação do verdadeiro conhecimento sobre determinado assunto, a partir da reflexão sobre as respostas obtidas de perguntas aparentemente simples e ingênuas, também denominada de, assinale a alternativa correta:

A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos, foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo da experiência estaria, então, para esses pensadores, no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim, ao conhecimento, à possibilidade total de explicação (ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos, seria necessário
A proposição fundamental de Protágoras, o maior e mais famoso dos sofistas, foi o axioma: “O homem é a medida de todas as coisas, das que são pelo que são, e das que não são pelo que não são”. Com o princípio do homem-medida, Protágoras pretendia, indubitavelmente, negar a existência de um critério absoluto que discriminasse o ser e o não ser, o verdadeiro e o falso e, em geral, todos os valores.
REALE, G. História da Filosofia Antiga, Vol. II. SP: Loyola. 1994. p. 200.

O pensamento do sofista grego Protágoras de Abdera propõe o
Estas lições são dedicadas à estética, cujo objeto é o amplo reino do belo: de modo mais preciso, seu âmbito é a arte, na verdade a bela arte. O nome estética decerto não é propriamente de todo adequado para este objeto.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Cursos de estética I. 2.ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.

Tendo como referência o fragmento de texto apresentado, assinale a opção correta a respeito da estética e da filosofia da arte.
Em Filosofando: introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné, numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”.
O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de

Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

( ) A função primordial do mito era responder a questões fundamentais como: qual a origem de todas as coisas?

( ) O que significa o homem e qual a sua relação com o mundo natural e com o mundo humano?

( ) A narrativa explicava e significava a realidade, o modo de vida, a organização social, a conduta dos homens, os valores e normas, de modo que “os comportamentos e as atitudes que a sociedade quer preservar são condensados em paradigmas”

( ) Dito de outro modo, os valores que a sociedade elegeu como os melhores a serem observados e vivenciados por todos os membros da sociedade estão expressos nos deuses, semideuses e heróis contados pelos poetas: “o ideal heróico”.

A sequência correta é:

No que diz respeito à “noção de natureza”, em Aristóteles, é correto afirmar que a natureza

A questão é que nenhum deus persegue a sabedoria ou deseja tornar-se sábio, pois já o é; e ninguém mais que seja sábio persegue a sabedoria. Nem o ignorante persegue a sabedoria ou deseja ser sábio; nisso, aliás, a ignorância é confrangedora: estar satisfeita consigo mesma sem ser uma pessoa esclarecida nem inteligente. O homem que não se sente deficiente não deseja aquilo de que não sente deficiência. (PLATÃO, 2007, p. 29)


PLATÃO. O banquete. In: MARCONDES, D. (Org.).

Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.


De acordo com o texto,

“Mais de um século depois de _______________ vamos encontrar na cidade grega de Atenas______________, provavelmente o mais famoso nome não apenas da cultura grega, mas de toda a Filosofa, tal como ocorre em relação aos primeiros filósofos não temos nenhum registro escrito das doutrinas que ______________ professava .Os motivos, porém, são bastante diferentes. Enquanto os escritos do primeiro simplesmente perderam-se em algum ponto da história, os do segundo não herdamos obra alguma porque este durante toda a sua vida recusou-se a registrar por escrito seus pensamentos, entre outros motivos, por desconfiar da validade filosófica da palavra escrita”. Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
Ao negar o movimento, caracterizando-o como uma ilusão dos sentidos, Parmênides e seus discípulos foram atacados pelos pensadores da escola mobilista, que por sua vez, afirmavam o movimento e a transformação como característica do próprio Ser. Zenão de Eleia, discípulo de Parmênides, formula alguns paradoxos para defender a tese de imobilidade de seu mestre, e dentre estes, aquele que foi um dos mais comentados paradoxos da antiguidade, é o da corrida entreAquiles e a tartaruga. Segundo as premissas do pensamento eleáta exposto no paradoxo de Zenão, o resultado da corrida é:
Aristóteles, no livro I da Metafísica definiu um filósofo como sendo o primeiro. Dentre os nomes abaixo, segundo Aristóteles, o primeiro filósofo seria:
Ao longo dos séculos de sua existência, a civilização grega viu não apenas o surgimento da filosofia como também suas transformações e as mudanças de enfoque de suas investigações.
Assinale a opção que caracteriza a forma de investigação predominante no período pré-socrático.
Acredita-se que a Filosofia grega nasceu com um conteúdo bastante específico, a cosmologia.
Assinale a alternativa correta a respeito do significado de cosmologia.
Escutando não a mim, mas ao Logos, é sábio entrar em acordo para dizer a mesma coisa: tudo é um.) Heráclito de Eféso (Frag. 50)

Com relação ao logos em Heráclito de Éfeso, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas a seguir:

Referindo-se ao estilo ________________, Heidegger opina que, em vez de ser denominado de “____________”, Heráclito poderia e deveria ter sido chamado de “_______________”, pois o que ele escreve no seu estilo _______________, “clarifica e faz brilhar a linguagem do pensar”. Esta claridade, porém, é uma claridade sui generis, pois tem o fascínio e o enigma dos relâmpagos. De um modo fugaz e efêmero, os relâmpagos, com seus repetidos clarões, iluminam a escuridão da noite, mas não conseguem transformá-la na claridade do dia.
Por ventura não é absolutamente forçoso que concordemos que em cada um de nós estão presentes as mesmas partes e caracteres que na cidade? (...) é difícil saber se executamos cada ação por efeito do mesmo elemento, ou cada ação por meio de seu elemento, visto que são três. Compreendemos, graças a um; irritamo-nos, por outro dos que temos em nós; desejamos, por um terceiro, o que toca aos prazeres da alimentação, da geração e quantos há gêmeos desses; ou então praticamos cada uma dessas ações com a alma inteira. Isto é que será difícil de determinar convenientemente.

Platão. A República

Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o item a seguir.

Platão se tornou o principal influenciador dos filósofos pré-socráticos, e também dos sofistas, com sua doutrina das ideias, herdada do orfismo e dos pensadores egípcios.

Hesíodo, por meio de sua cosmologia, exerceu influência no caráter científico dos estágios iniciais da filosofia. Isso implica que o surgimento do pensamento filosófico présocrático não resultou imediatamente no abandono do pensamento mítico. Em outras palavras, a mitologia, desprovida de uma expressão mais racional e coerente em relação à realidade, permaneceu em desacordo com os fatos. A filosofia, privada da indagação primordial proporcionada pela mitologia, ficaria desprovida da preocupação racional de ordenar e investigar a realidade. Portanto, a indagação central da filosofia inicial não se concentra no comportamento humano, mas sim na origem de tudo, por meio de uma reflexão centrada no argumento científico. No contexto desse raciocínio, é crucial destacar que a reflexão sobre o homem surge após a contemplação do cosmos, indicando uma abordagem que parte do todo para a parte: o cosmos interior passa a ser objeto de reflexão após a consideração do universo e do mundo.
Adaptado de BIEDRZYCKI, Beatriz P.; JR., Lafaiete L O.; DIONIZIO, Mayara. História da educação física. Porto Alegre: Grupo A, 2019.

Qual é o principal ponto de partida dos filósofos pré-socráticos, de acordo com o texto?
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