O surgimento da filosofia na Grécia Antiga consistiu em um momento único na civilização ocidental. Com ele, novos temas passaram a ser considerados explicitamente e outros tantos, antigos, foram retomados sob novas percepções e teorizações. Acerca do surgimento da filosofia e de seus desdobramentos na Grécia Antiga, julgue o item.
A noção de reencarnação, defendida na obra Fédon, de
Platão, é essencial para sua epistemologia.
As transformações socioeconômicas por que a Grécia passou nos séculos VII e VI a.C., com o abandono de formas aristocráticas de governo, deram ensejo a certas condições – como o amor pela liberdade – que adiaram o surgimento da filosofia na Grécia.
Para Sócrates, a reflexão filosófica começa quando a pessoa aprende a duvidar, particularmente, de suas próprias crenças, seus dogmas e seus saberes. O filósofo considerava que a existência de uma filosofia verdadeira só evolui quando a mente se dedica à reflexão de si mesma. Por isso, ao orientar seus alunos, dizia:
IBFC•
Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
( ) A ética não é um assunto novo. Desde os gregos, os filósofos se debruçam sobre o problema da ética e o vêm fazendo até os dias atuais com discussões cada vez mais complexas. Por isso é que não existe “a ética” propriamente, mas “éticas”, no sentido de que os debates em seu entorno são tão numerosos quanto as tendências de suas abordagens.
( ) Na Antiguidade clássica o sujeito moral não podia ser compreendido na sua completa individualidade. Como os gregos eram, antes de tudo, cidadãos, a ética ligava-se diretamente à política, exatamente onde a liberdade era exercida.
( ) Outro aspecto importante da ética grega era o caráter metafísico que ela assumia, ou seja, a busca pela compreensão e sentido do ser, da sua essência.
( ) Daí a importância que, desde Sócrates, foi dada à definição do conceito. É justamente nesse sentido que Platão vai defender que “alcançar o bem” está ligado à capacidade de “compreender o bem”.
( ) Aristóteles, por seu turno, aprofundou as discussões éticas inicialmente pela busca do fim último de todas as atividades humanas, uma vez que tudo o que fazemos visa àquilo que nos parece ser um bem.
A sequência correta é:
Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.
A despeito de diferenças fundamentais entre Nietzsche e
Platão, ambos, quando se debruçam sobre o que se denomina
arte, consideram o artista um imitador.
Primeiro, então, se algo foi dito com acerto e detalhadamente pelos pensadores anteriores, passemos em revista a sua contribuição; depois, à luz das constituições que colecionamos, examinemos as instituições que preservam ou destroem as cidades, e as que preservam ou destroem as várias espécies de constituições, e as razões pelas quais umas cidades são bem administradas e outras, ao contrário, são mal administradas. Quando tivermos estudado convenientemente estes assuntos é mais provável que possamos ver de maneira mais abrangente qual das várias espécies de constituição é a melhor, e como cada constituição deve ser estruturada, e quais as leis e costumes que uma constituição deve incorporar para ser a melhor.
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Do conjunto da obra de Aristóteles, é correto afirmar que
O surgimento da filosofia na Grécia Antiga consistiu em um momento único na civilização ocidental. Com ele, novos temas passaram a ser considerados explicitamente e outros tantos, antigos, foram retomados sob novas percepções e teorizações. Acerca do surgimento da filosofia e de seus desdobramentos na Grécia Antiga, julgue o item.
Assim como ocorreu na filosofia platônica, Aristóteles
lançou mão de mitos em algumas de suas explicações,
sendo daí decorrente a sua obra A Metafísica.
(Marcondes, 2010. Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes (2010), a metáfora da árvore na filosofia estoica ilustra a
A filosofia clássica, representada por Sócrates, Platão e Aristóteles:
Qual das seguintes afirmações está de acordo com o texto?
“(...) os poetas trágicos são versados em todas as artes, em todas as coisas humanas relativas às virtudes e aos vícios, e até mesmo nas coisas divinas; na verdade, é necessário, afirmam, que o bom poeta, se quiser criar uma bela obra, conheça os temas de que trata, pois de outra forma não seria capaz de criar. É preciso, pois, examinar se tais pessoas, tendo-se deparado com imitadores desse gênero, não foram enganadas pela visão de suas obras, não se dando conta de que elas se acham afastadas em três graus do real, e de que, sem conhecer a verdade, é fácil realizá-las com êxito, pois os poetas criam fantasmas e não coisas reais (...)”.
(PLATÃO. A República. São Paulo: Perspectiva, 2006, Livro X.)
Platão atribui um papel pedagógico importante à arte na cidade ideal concebida n’A República, mas seus critérios são rigorosos e sua crítica recai sobre os poetas, por serem “imitadores”.
Com relação à crítica platônica da imitação, analise as afirmativas a seguir.
I. A crítica platônica da imitação inclui uma hierarquização da mimese em relação às essências, que são a única realidade.
II. A crítica platônica da imitação distingue o bom do mau poeta, pois o primeiro conhece sua arte, por isso, acede ao Belo.
III. A crítica platônica da imitação elogia o papel da tragédia, por sua abordagem superior das virtudes e vícios humanos.
Assinale:
Analise os fragmentos de texto a seguir: Resta-nos assim um único caminho: o ser é. Neste caminho há grande número de indícios; não sendo gerado, é também imperecível; possui, com efeito, uma estrutura inteira, inabalável e sem meta; jamais foi nem será, pois é, no instante presente, todo inteiro, uno, contínuo. Que geração se lhe poderia encontrar? Como, de onde cresceria? Não te permitirei dizer nem pensar o seu crescer do não ser. (PARMÊNIDES, fragmento 8)
Correlações: completo e incompleto, concorde e discorde, harmonia e desarmonia, e todas as coisas, um, e de um, todas as coisas. (HERÁCLITO, fragmento 10)
Trata-se de uma única e mesma coisa: a vida e a morte, a vigília e o sono, a juventude e a velhice; pois a mudança de um leva ao outro e vice-versa. (HERÁCLITO, fragmento 88)
MARCONDES, D. (Org.). Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
Sobre esses fragmentos, foram feitas as seguintes afirmativas:
I. Em todos os fragmentos citados aparece a questão da unidade da realidade.
II. Tanto Heráclito quanto Parmênides tematizam a relação entre opostos.
III. Para Heráclito e para Parmênides a relação entre opostos é constitutiva do ser.
IV. Heráclito admite que a mudança é constitutiva da realidade.
V. Parmênides admite que a geração e a corrupção constituem a relação do ser com o não ser.
Estão corretas