Um paciente de 35 anos, em estado de imunossupressão grave por não adesão medicamentosa contra o HIV (CD4: 85 células), apresentou quadro de diarreia crônica, síndrome consumptiva e odinofagia. Em avaliação endoscópica, havia a presença de exulcerações e ulcerações longitudinais em esôfago e reto, sugerindo invasão por citomegalovírus (CMV). O paciente estava com pancitopenia em investigação e com neutrófilos totais em 600 células/mm³.

A maneira custo-efetiva de tentar o diagnóstico e iniciar o tratamento é:
Na hanseníase, a recidiva da doença, ou seja, o reaparecimento de sinais e sintomas após o término da poliquimioterapia (PQT) tem a seguinte característica:
As lesões do sarcoma de Kaposi são caracterizadas pela proliferação de células fusiformes que expressam marcadores tanto de células endoteliais (vasculares ou linfáticas) quanto de células musculares lisas. Há também uma profusão de espaços vasculares em forma de fenda, sugerindo que as lesões podem surgir de precursores mesenquimais primitivos de canais vasculares.
Nos pacientes com aids, o sarcoma de Kaposi se associa à infecção pelo(a):
Um paciente, com diagnóstico de HIV/aids devido a quadro de diarreia crônica aos 42 anos de idade, apresentava dermatite seborreica facial grave e perda ponderal > 10%. A contagem de linfócitos TCD4+ era 75 células/mm3 , e a carga viral do HIV era de 915.862 cópias/mm3 . A terapia antirretroviral foi prontamente iniciada, além das profilaxias das infecções oportunistas com sulfametoxazol/trimetoprima e azitromicina. Após 8 semanas do início do tratamento, o paciente apresentou herpes zóster torácico grave, além de três pequenas lesões violáceas em planta do pé direito.
A hipótese diagnóstica que explica o presente quadro é:
A Malassezia furfur, agente etiológico da Pitiríase Versicolor, causa lesões inicialmente arredondadas.
Isso acontece porque
Um paciente sem doença hepática prévia, e em tratamento para tuberculose pulmonar com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, inicia quadro de sintomas dispépticos e elevação de transaminases (TGO e TGP). A conduta acertada em relação a esse caso clínico é:
Mulher com 29 anos tem queixa de um nódulo vulvar que evoluiu para lesão ulcerada. Ao ser examinada, é encontrada lesão ulcerada, indolor à palpação e bem vascularizada. É realizada biópsia e são identificados corpúsculos de Donovan. Sobre essa lesão, é correto afirmar que:

Um paciente foi internado para investigação de quadro diarreico e dispéptico há 2 semanas. Teve que interromper o tratamento para mieloma múltiplo iniciado há 5 meses com bortezomibe, ciclofosfamida e dexametasona. Mantinha uso regular de corticoide, metadona e bisfosfonatos devido a lesões líticas difusas e dores ósseas. Fazia profilaxia com cotrimoxazol (sulfametoxazol e trimetoprima) e aciclovir conforme recomendação do hematologista. Durante a internação, foram evidenciadas lesões urticariformes e estrias elevadas, rosadas, pruriginosas e evanescentes ao longo da parte inferior do tronco, coxas e nádegas. Um dado interessante é que essas lesões desbotavam ao longo de 2 ou 3 dias, desaparecendo. No entanto, o paciente começou a apresentar dispneia, broncoespasmo, dor torácica e febre, sendo confirmado infiltrado difuso e bilateral sugestivo de consolidação pulmonar e atenuação em vidro fosco em tomografia de tórax. Os sintomas diarreicos recrudesceram, apresentando sangramento vivo nas fezes com tenesmo e irritação retal. O laboratório demonstrava leucócitos normais com predomínio de neutrófilos e desvio à esquerda. Eosinófilos: 895/mm³, hiponatremia, PCR: 5 vezes o valor de base do paciente.

Diante do quadro, o planejamento mais acertado em relação à hipótese diagnóstica e gravidade é:

Em uma paciente assintomática, com 55 anos, natural de MG, ao fazer doação de sangue, foram identificadas duas sorologias diferentes positivas para doença de Chagas. ECG, RX de tórax e ecocardiograma estavam normais.
A partir desses dados, foi feito o diagnóstico de:
O rinoescleroma acomete mais comumente a região nasal, nasofaringe e lábios.
Assinale a forma de apresentação esperada dessa doença.
Diante da impossibilidade momentânea de se realizar a biópsia da pele para a investigação de infecção cutânea herpética, o exame direto preliminar que pode ter utilidade é o(a):
Uma mulher de 26 anos, sexualmente ativa e com histórico de múltiplos parceiros, apresenta úlcera, indolor, na face interna do grande lábio esquerdo, de 2,0 cm de diâmetro, que surgiu há 15 dias. Ao exame físico, identifica-se a presença de linfadenopatia inguinal bilateral, indolor à palpação. A inspeção vulvar evidencia úlcera única de bordos endurecidos e bem delimitados, indolor à manipulação.
Considerando as informações acima, o esquema de tratamento mais apropriado é:
Um paciente com 63 anos de idade apresenta hepatite B crônica sem tratamento antiviral específico. Mantém valores anormais de AST e ALT, anti-HBs (-) e HBsAg (+), HBeAg (-).
Em relação às manifestações extra-hepáticas pela infecção crônica pelo HBV, a mais prevalente é:
Mpox é um ortopoxvírus do mesmo gênero que os vírus da varíola e vaccínia. Vários surtos dessa enfermidade em seres humanos foram descritos a partir da década de 1970, em especial na República Democrática do Congo e na Nigéria. Em 2022, houve um surto global dessa doença. Em agosto de 2024, a OMS a declarou como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.
Para o tratamento dessa enfermidade, o fármaco atualmente indicado é:

Enzo, 15 anos, negro, com diagnóstico de anemia falciforme e histórico de vários episódios prévios de crise vaso-oclusiva, apresenta-se ao pronto-socorro com dor intensa na perna esquerda, febre (38,9 °C) e mal-estar geral, iniciados há cerca de três dias. Ele relata que a dor piorou progressivamente e não responde aos analgésicos usuais. Não há histórico de trauma recente. Atualmente, faz uso de hidroxiureia 20 mg/kg/dia, ácido fólico 1 mg/dia e penicilina profilática (250 mg duas vezes ao dia). Ao exame físico, observa-se Tax de 38,9 °C e pressão arterial de 120 x 70 mmHg. Nota-se edema, calor e dor na topografia da tíbia esquerda, que se exacerba à mobilização. Exames laboratoriais iniciais mostram: anemia (Hb: 8g/dL); leucocitose (18.000/mm³) com desvio à esquerda; proteína C-reativa (PCR): 150 mg/L (elevada); VHS: 90 mm/h (elevada). O médico solicitou uma ressonância magnética, que evidenciou presença de edema da medula óssea, alterações corticais, coleções líquidas e realce com contraste.

A hipótese diagnóstica principal é:

Coqueluche é uma infecção aguda do trato respiratório causada pela bactéria Bordetella pertussis. A palavra coqueluche significa “tosse violenta”, expressão que descreve apropriadamente a característica mais consistente e proeminente da doença. O nome chinês para coqueluche é “tosse de 100 dias”, termo que descreve o curso clínico da doença com precisão. A identificação de B. pertussis foi relatada pela primeira vez por Bordet e Gengou em 1906.
A classe de antibióticos mais adequada para tratamento dessa doença é:
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