A necessidade de avaliar sempre estará presente no espaço escolar, muito embora possa, com efeito eficaz naquilo que se pode
propor, a melhoria de todo o processo educativo. Perrenoud (1993) considera que a avaliação é um processo recíproco entre o
aluno e o professor, onde este ensina e aquele aprende, e “(…) a aprendizagem nunca é linear, procedem por ensaios, por
tentativas e erros, hipóteses, recuos e avanços”.
(Perrenoud, 1993, p. 173.)
Analise os fragmentos de textos a seguir e relacione-os corretamente com as diferentes funções da avaliação.
I. Propõe-se uma ação de sondagem da situação e do desenvolvimento da aprendizagem, o que pode contribuir na verificação
do que o aluno aprendeu e como aprendeu em toda a sua trajetória escolar, possibilitando conhecer a realidade do processo
de ensino-aprendizagem através do conhecimento prévio de cada estudante, suas habilidades ou saberes já adquiridos.
II. Consiste no ato de avaliar tanto a trajetória de construção das aprendizagens e dos conhecimentos dos educandos, como
também o trabalho do professor, por permitir analisar, de maneira frequente e interativa, o progresso dos alunos, para
identificar o que eles aprenderam e o que ainda não aprenderam, para que venham a aprender e para que reorganizem o
trabalho pedagógico.
III. Refere-se em uma avaliação disciplinadora, punitiva e discriminatória, como decorrência, essencialmente, da ação corretiva
do professor, pois tem a pretensão de verificar aquilo que o estudante tem aprendido durante o seu período escolar.
Pressupõe que o aluno aprenda do mesmo modo, no mesmo tempo e adquira os saberes suficientes para enfrentar os anos
seguintes; caso contrário, será reprovado para a próxima etapa de ensino.
A avaliação institucional da educação brasileira é um processo de diagnóstico, análise e reflexão sobre a qualidade da
educação oferecida pelas escolas e nas redes. Ela tem por objetivo identificar os pontos fortes e fracos da escola, para
que sejam tomadas medidas de melhoria. A avaliação institucional pode ser feita por meio de diversos métodos, como
questionários, entrevistas, observações e análise de documentos. É, ainda, um processo contínuo e permanente e constitui-
-se em um instrumento poderoso que pode ajudar as escolas a melhorar a qualidade do ensino e a tornar a educação
mais democrática e participativa. As políticas educacionais brasileiras conduziram a marcos importantes do processo
de avaliação institucional, mesmo que indiretamente. São considerados exemplos deste tipo de avaliação:
I. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) foi instituído pela Lei nº 10.861, em 2004. Esse sistema
foi criado com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino superior no Brasil, englobando tanto as instituições de
ensino quanto os cursos de jovens.
II. A Prova Brasil refere-se a uma das principais estimativas aplicadas no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Básica (SAEB). Realizada desde 2005, avalia os estudantes do 5º e 9º anos do ensino fundamental, bem como
do 3º ano do ensino médio.
III. A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) é uma avaliação aplicada no Brasil que objetiva avaliar o nível de alfabetização e letramento dos alunos ao final do 3º ano do ensino fundamental. Essa iniciativa foi criada em 2013 pelo
Ministério da Educação (MEC).
IV. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) foi criado pelo Ministério da Educação (MEC), em 1998, com o objetivo inicial
de avaliar o desempenho dos alunos ao final do ensino médio. Ao longo dos anos, o ENEM passou por uma transformação
e ganhou novas funções e, além de avaliar o aprendizado dos alunos, também serve como acesso ao ensino superior.
V. Na década de 1930, a primeira iniciativa oficial de avaliação da educação básica foi a aplicação do “Exame de Estado”,
criado em 1931. Esse exame tinha o objetivo de avaliar o desempenho dos alunos do ensino primário.
A avaliação escolar é parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, e não uma etapa ou momento isolado. Faz parte da
metodologia de ensino; está diretamente imbricada com os objetivos, os conteúdos e os procedimentos metodológicos expressos
no planejamento e desenvolvidos no decorrer do ensino. Avaliar é um ato de decisão e julgamento que deve ser crítico e consciente,
tanto do professor quando avalia quanto do aluno quando realiza sua autoavaliação. Assim como a metodologia, a escolha pelos
instrumentos de avaliação depende da concepção de ensino que o professor carrega no seu referencial. Hoffmann apresenta-nos a
avaliação a partir de duas concepções de educação: a liberal e a progressista. Saber avaliar é uma competência essencial do professor. Acerca do exposto, e, ainda, quando o professor realiza a avaliação da aprendizagem na perspectiva progressista, trata-se
de:
Na avaliação escolar, como em qualquer outro tipo de avaliação, é necessário estabelecer critérios, senão não temos como
perceber se o aluno está ou não se aproximando ao que dele se espera. Os critérios representam o que é julgado essencial
em uma determinada área de conhecimento e tornam claras as referências utilizadas para a avaliação, servindo de base para
a construção de fontes mais seguras de informações sobre o ponto que está a aprendizagem avaliada e o que falta para
chegar ao desejado. Acerca dos critérios de avaliação, analise as afirmativas a seguir.
I. A clareza e a compreensão dos critérios de avaliação pelos alunos são fundamentais para a construção da autonomia
intelectual, pois permitem que eles direcionem seus estudos e compreendam o que se espera deles.
II. A participação dos alunos na construção e discussão dos critérios de avaliação promove uma relação mais democrática e
colaborativa entre professor e alunos, além de favorecer a aprendizagem significativa.
III. A flexibilidade dos critérios de avaliação é fundamental para garantir que o processo avaliativo seja adaptado às
necessidades e particularidades de cada turma e de cada aluno.
IV. A utilização de instrumentos de avaliação que não se alinham aos critérios estabelecidos compromete a validade e a
confiabilidade do processo avaliativo.
V. Os alunos podem sugerir modificações nos critérios de avaliação, o que significa deixar de levar em conta os objetivos que
os originaram.
Do ponto de vista de Hoffmann (2001), a “relação professor e aluno, via avaliação, constitui um momento de comunicação para os dois sujeitos, em que cada um deles estará interpretando (…) e refletindo sobre o conteúdo (…), a efetivação
da aprendizagem”. Para uma ação avaliativa mediadora, Hoffmann aponta alguns princípios importantes, dentre eles,
EXCETO:
A estratégia da situação-problema contempla as categorias da dialética no processo de construção de conhecimento
quando estimula ou amplia a significação dos elementos apreendidos em relação à realidade. Exige uma constante
continuidade e ruptura no levantamento e na análise dos dados e na busca e construção de diferentes alternativas para
a solução do problema. Possibilita a práxis, a problematização, a criticidade na identificação da solução e a totalidade,
pois tudo está interligado. Uma equipe de educadores em saúde desenvolveu uma situação-problema com a finalidade
de desenvolver em um grupo de pacientes a capacidade de analisar criticamente a sua realidade e decidir ações conjuntas
para resolver problemas e modificar situações frente a questões relacionadas aos pacientes de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Utilizando a metodologia dialética, foram planejadas as atividades da seguinte forma; analise-as.
1.Atividade 01: apresentar aos pacientes a situação-problema “A família de Teresinha”, solicitar que leiam a situação e,
em grupo, refletir sobre suas questões: “O que você sentiu ao ler a história?” e “Que elementos apresentam semelhanças com o seu cotidiano?”. Objetivo: mobilizar os pacientes a buscar conhecimentos relativos ao tema aguçando
a curiosidade deles ao apresentar uma situação relacionada ao seu cotidiano.
2.Atividade 02: estabelecer uma relação dialógica abordando os principais temas relacionados a diabetes e hipertensão,
os respectivos cuidados e agravos à saúde e as formas de enfrentamento dos problemas levantados. Objetivo: organizar o conhecimento prévio dos pacientes desmistificando possíveis crenças, valores e tabus; apresentar conteúdos
relacionados às patologias; estimular a reflexão; e, possibilitar questionamentos relacionados aos problemas levantados.
3.Atividade 03: reelaborar a situação-problema em subgrupos de pacientes. Objetivo: refazer a situação-problema com
finalidade de sistematizar e expressar os conhecimentos construídos e reconstruídos de forma que os pacientes possam repensar suas respostas e formular propostas para enfrentar, solucionar ou minimizar problemas.
4.Atividade 04: apresentar e discutir a reelaboração da situação-problema para o grupo. Objetivo: discutir a situação-
-problema retificando as ideias equivocadas; possibilitar a reflexão e questionamentos através do confronto de opiniões como forma de materializar o conhecimento; e, socializar as propostas formuladas para enfrentar, solucionar ou
minimizar os problemas.
As atividades planejadas para a situação-problema, pela ordem em que foram propostas, exploram as seguintes etapas
da dialética: